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Certamente o Melitta é o método clássico de preparo de café nas casas brasileiras. Mesmo não possuindo esse coador, é muito provável que você já o tenha visto de perto ou se inebriado com o cheirinho de café feito nele.

Melitta é a marca da multinacional líder na indústria de café, presente em muitos países, sendo referência mundial neste setor há mais de um século. Produzem diversos tipos de cafés e outros produtos alimentícios relacionados, e também comercializam acessórios, equipamentos e utensílios para preparo de café.

Imagem de Melitta Group

A REVOLUCIONÁRIA SRA. MELITTA BENTZ

Mas a origem de tudo vem de um incômodo de uma dona de casa de Dresden, Alemanha, em 1908.

Sra. Amalie Auguste Melitta Bentz, inquieta diante das observações de seu esposo, teve uma ideia que revolucionaria o preparo de café no mundo. Sr. Hugo Bentz desaprovava o café feito pela esposa, dizia estar desagradável e inconsistente, com borra na xícara e por vezes até cheirando a mofo.

Naquela época,  era comum o uso de coadores de pano feito de linho. Com o tempo, esse material vai saturando de resíduos impregnados e dificultando sua higienização, favorecendo o crescimento de microrganismos.

Diante disso, Dona Melitta Bentz improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato. Preparou enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável.

Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre.

Imagem de Melitta Group


LEIA AQUI SOBRE A CHEMEX: A ARTE EM FORMA DE MÉTODO

LINHA DO TEMPO

Era ainda um pequeno negócio, onde tudo era feito manualmente. Todavia, com o empenho da família, procuravam divulgar o produto em feiras na Alemanha, e empresa foi expandindo. Além de aperfeiçoarem o tipo de papel utilizado nos filtros e os coadores de alumínio, em 1919 a Melitta passou a fornecer, também, os modelos em porcelana e cerâmica, terceirizando a produção. Em 1922,  já exportavam.

Evolução dos modelos Melitta . Imagem de Melitta Group

Em 1925, a marca Melitta foi registrada com as clássicas cores verde e vermelha que ainda vemos nas embalagens de filtros e café. O suporte com o design cônico e base achatada foi desenvolvido em 1937, favorecendo o encaixe perfeito do filtro de papel, com ranhuras internas e apenas um orifício de passagem.

Os coadores coloridos foram lançados em 1954 e o clássico era na cor marrom. Em 1960, o plástico era o material da vez, surgindo os coadores Melitta transparentes e, logo depois, os de plásticos coloridos. 

A empresa Melitta Chegou ao Brasil em 1968, na cidade de São Paulo, inovando a maneira dos brasileiros prepararem café por aqui, que até então era feito no popular coador de pano de algodão. Permanecem até os dias atuais oferecendo diferenciados produtos para os apaixonados por Café.

Créditos: Arlouk em Pixabay

FILTROS E PORTA-FILTROS

Os filtros e coadores Melitta são encontrados em diversos tamanhos, desde o modelo para dose individual (Melitta 100) até o N4, que atende aquele café para a família, com capacidade para mais xícaras.

Nos seus diversos modelos, feitos em diferentes materiais, como plástico, acrílico e porcelana, também existem pequenas diferenças no design e em suas ranhuras internas. A função das ranhuras, além de impedir que o filtro grude nas paredes, é direcionar o fluxo do líquido da extração para a saída. Sendo assim, cada modelo traz um resultado diferente no preparo do café.

Uma das últimas novidades, é o filtro Melitta Gourmet Aroma Zones, que, além de qualidade elevada no papel, possui zonas de extração inteligentes. São 3 camadas com concentrações diferentes de micro furos, que interagem com o porta-filtro para uma extração homogênea.  A zona superior do papel tem a maior concentração de micro furos em relação à  inferior, equalizando a extração. (Fonte: Melitta do Brasil)


LEIA TAMBÉM: EMPRESA JAPONESA CRIA FILTROS DE PAPEL PARA CADA NÍVEL DE TORRA


DICA DE BARISTA PARA UM BOM CAFÉ NO MELITTA

O Melitta é um método descomplicado, embora mereça igualmente nossa atenção no preparo, para um resultado perfeito na xícara.

O formato e as ranhuras internas facilitam o fluxo e a velocidade da percolação (passagem da água pelo café moído), porém o orifício para o escoamento no Melitta é menor em relação a outros métodos. Isso faculta certa retenção durante a extração. 

Para uma melhor performance do porta-filtro, principalmente em moagens mais finas, é recomendado usar sua capacidade máxima de volume. Quanto maior volume, maior será a ação da gravidade pelo peso da água, favorecendo assim, a velocidade da extração.

Em outras palavras, o melhor é escolher o tamanho do coador Melitta conforme a quantidade de xícaras que você precisa, evitando porta-filtros maiores para poucas gramas de café.

Existe um modelo do Melitta com dois furos de saída, permitindo que se faça a extração em duas xícaras ao mesmo tempo. Para tanto, é necessário equilibrar bem os despejos da água sobre o café para que a extração seja equiparada em ambos os lados.

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

SAIBA MAIS EM : COMO FAZER UM BOM CAFÉ EM CASA


DESAFIO MELITTA

Atualmente é abundante a oferta de equipamentos e utensílios para o preparo de cafés, desde os mais simples até os mais tecnológicos, dos mais diversos fabricantes.  Cada método carrega seu valor, sua particularidade e sua história, para alegria dos baristas e apreciadores da segunda bebida mais consumida no mundo. 

E se o Melitta andava meio subjugado no mundo dos cafés especiais, Maycon Alves (@diariodeumcoffeelover) proprietário da cafeteria paulistana Coffee Sweet Coffee, reuniu um grupo de coffeelovers do Brasil todo para mudar esse cenário.

Foi lançado um desafio para que baristas e amantes do café, pudessem criar, voluntariamente, a sua melhor receita para o Melitta. O intuito não teve vínculo nenhum com a empresa, nem haveria premiação. Foi motivado justamente por essa provocação em oportunizar o preparo em um método pouco prestigiado nos cafés especiais.

Créditos: Maycon Alves (Diário de Um Coffee Lover)

Com a brincadeira, diversas receitas foram surgindo e sendo publicadas nas redes sociais e o desafio ultrapassou os limites daquele grupo.  O resultado foi a reflexão de que todo método precisa ser bem trabalhado, e para se extrair um bom café, basta observar suas peculiaridades.

E o método Melitta permanece percorrendo sua firme e importante trajetória no universo dos cafés e aqui fica o nosso agradecimento por toda a contribuição. 

E para você? Esse método também faz parte da sua história? 


 

Enquanto a Alemanha teve a Melitta Bentz, com seu domínio mundial, e a Itália, a famosa Bialetti e uma forte cultura do espresso, um dos designs mais bonitos e inovadores surgiu nos Estados Unidos no início dos anos 40, estamos falando do Chemex.

Um equipamento chique de laboratório, em formato de ampulheta, que invadiu as cozinhas do mundo inteiro, teve sua ideia patenteada em Nova York, em 13 de abril de 1939, pelo químico alemão Dr. Peter Schlumbohm, e oficialmente lançada em 1941.

Schlumbohm admirando sua invenção. Fonte: Collectors Weekly.

O Chemex compõe uma peça única de vidro borossilicato, que é um vidro inventado por um também químico alemão no final do século XIX, resistente ao calor e a componentes químicos, que atualmente é produzido na Croácia e Taiwan. Adornado com um colar de madeira, produzido a partir de Seringueiras da Malásia, e um laço de couro feito pela fabricante de luvas de beisebol, Rawlings, no Tennessee.

SOBRE O INVENTOR

Schlumbohm, como bom inventor, desenvolveu durante sua vida mais de 300 patentes, desde equipamentos para cocktails até um veículo, chamado Chemobile. Seu foco era tornar os objetos de uso diário mais funcionais, e, principalmente, mais atraentes.

À esquerda, Schlumbohm na prancheta com uma renderização do Chemobile e à direita, uma seção do esboço de patente do veículo. Fonte: Collectors Weekly.

Segundo Herbert Brean, da edição da revista LIFE de 1949, retratou Schlumbohm como “o tipo de pessoa que identifica um problema e, prontamente, começa a procurar uma solução eficiente, bonita e lucrativa. […] Schlumbohm faz suas próprias vendas, escreve seus próprios anúncios e panfletos, e até digita seus próprios pedidos de patentes”. 

Quando ele desenvolveu o Chemex, ele procurava não apenas tornar fácil o ato de preparar café, mas também ser um recipiente que se destacasse pela sua beleza. 

Sendo químico, ele estudou e entendeu perfeitamente a química por trás do sabor e extração do café, e desenvolveu o equipamento na tentativa de reduzir o amargor da bebida. 

Schlumbohm e algumas de suas invenções, como mostrado na revista LIFE. Fonte: Collectors Weekly.

As conclusões de suas pesquisas o levaram a inventar o filtro próprio para Chemex, de camada dupla, um filtro grosso que facilita uma extração limpa e adequada. 

Usando elementos de inspiração da Escola Alemã de Bauhaus de Design, e equipamentos de laboratório que ele tinha afinidade, criou o design do Chemex baseado nesse formato de ampulheta, que hoje se tornou um ícone parte da história americana. 

Ganhou inúmeros prêmios por seu design, e é encontrado em museus do mundo todo. Foi incluído, também, na coleção permanente do Museu do Brooklyn, Museu Corning de Vidro e o Museu de Arte Moderna de Nova York.

À esquerda, o folheto do MoMA “Objetos úteis em tempo de guerra” e à direita, um anúncio explicando o processo de preparação da Chemex, ambos de 1943. Fonte: Collectors Weekly.

UMA BREVE HISTÓRIA

Quando Schlumbohm faleceu em 1962, não deixou o negócio para os herdeiros, mas para uma assistente de sua empresa, que o revendeu rapidamente para empresários de Pittsfield, Massachusetts. 

A fábrica de Pittsfield, Massachusetts. Foto: Sprudge/Liz Clayton.

Entre os anos 60 e 70, a empresa focou na produção de outros utensílios domésticos, como liquidificadores e processadores de comida, enquanto o Chemex se desvalorizava. As pessoas preferiam utilizar as práticas cafeteiras elétricas a preparar o café manualmente.

Uma vitrine da década de 1950 na Hammacher Schlemmer, em Nova York, com uma variedade de inovações da Chemex. Fonte: Collectors Weekly.

Um tempo depois, no anos 80, a empresa foi comprada pelo casal Patrick e Liz Grassy. Ele, um agente do FBI, e ela, uma profissional da Moda, viviam num elegante bairro de Nova York quando souberam que a empresa estava à venda. Ambos já admiravam o Chemex, e pensavam em se mudar para um lugar mais tranquilo para criar os filhos, então se animaram com a ideia e compraram a empresa.

Por outro lado, a empresa sofreu novas quedas de venda nos anos 80 e 90, justificando seus inúmeros deslocamentos durante a administração da família Grassy. De Pittsfield foram Housatonic, em 1983, retornando para Pittsfield no final dos ano 90, e recentemente migrando para Chicopee, onde se encontra atualmente. Sempre no estado de Massachusetts. 

Ao longo dos anos a empresa abandonou todos os utensílios que produzia para focar somente no Chemex. Patrick faleceu em 1998, deixando a esposa Liz Grassy, e os filhos Adams e Liza, administrando a empresa. 

Adams, Liz e Liza Grass, os atuais proprietários da Chemex Corporation. Foto: Sprudge/Liz Clayton.

Atualmente possuem cerca de 25 colaboradores, que muitas vezes fazem o trabalho manual de terminar a produção do Chemex, já que não possuem sistemas completos de automação.

Automação da produção de filtros Chemex com finalização manual. Fonte: Sprudge/Liz Clayton.

Apesar de seu incrível design e inúmeros elogios, o Chemex era relativamente barato. Nos anos 50, a cafeteira de 1 litro da empresa custava apenas U$6, e hoje eles geralmente estão na faixa de U$30 a U$40.

No final dos anos 2000, quando empresas da Terceira Onda começaram a utilizar métodos alternativos de extração de café, trazendo nuances de encantamento e diferenciação para a apresentação de cafés especiais, o Chemex ressurgiu, agradando consumidores que insistiam por um café feito diante de seus olhos.

A Intelligentsia Coffee foi uma das empresas que abraçou o equipamento e o colocou em evidência em suas cafeterias. “A verdade é que eu amo o café que ele produz”, diz o co-fundador da empresa, Doug Zell, e complementa: “Ele funciona bem com nossos cafés doces, além de ser simples, bonito, diferente e pouco utilizado”.


VEJA TAMBÉM SOBRE A ORIGEM DA PRENSA FRANCESA


CHEMEX NA MÍDIA

A família Grassy, no entanto, não é uma família muito exposta à mídia e ao mundo cafeinado, contrário dos costumes do próprio Schlumbohm, que, segundo registros da empresa, quando não inventava coisas, passava boa parte do tempo presenteando celebridades com sua invenção.

Com isso, o Chemex ganhou visibilidade em todo o mundo, com participações exclusivas em programas de televisão, filmes e propagandas, servindo de inspiração por um mercado de café mais charmoso.

Nossa primeira referência é no romance From Russia With Love, escrita por Ian Fleming, que retrata o personagem James Bond bebendo café num Chemex. Assim como aparece ao lado da atriz Mary Tyler Moore:

Depois temos sua aparição no filme Bebê de Rosemary (1968)  e Interstellar:

Muito mais no seriado F.R.I.E.N.D.S.:

Na série americana Mad Men (chemex à esquerda) e no show New Girl:

E numa infinidade de outras referências que refletem diretamente na popularidade desse método incrível de preparação de cafés.

RECEITA EXCLUSIVA

É com a maior satisfação que compartilho com você, caro leitor, uma receita exclusiva da Q-grader Ngai Sum, do Coffee Project NY e fundadora do Coffee Project Academy em Nova York, para este artigo!

Chemex 
Dosagem: 48g
Moagem: média (tipo sal de cozinha)

Água: 200ºF / 93ºC
Tempo total: de 5 a 6 minutos

– Adicionar 96g de água, agitar com uma colher e aguardar 1 minuto de Bloom;
– Primeiro despejo: adicionar água até 350g, agitar novamente;
– Segundo despejo: adicionar água até 550g;
– Terceiro despejo: adicionar água até 750g.

Se o tempo superar os 6 minutos, levantar o filtro com as duas mãos para facilitar o fluxo de ar.

A receita da Sum é baseada num café da Etiópia, da específica região de Yirgacheffe/Chelbesa, feita em Chemex de 8 Xícaras, mas você pode fazer com o café e Chemex que possuir, para fazer valer a receita!

Pensando em promover a alegria das típicas festas de junho no Brasil, trouxemos Receitas Juninas para você fazer e saborear com Café.

As comemorações típicas do mês de junho se devem aos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro (dias 13, 24 e 29 de junho, respectivamente) da cultura católica trazida pela colonização portuguesa. 

Hoje, de norte a sul, leste a oeste, e principalmente no nordeste, as animadas Festas Juninas conservam essa deliciosa tradição no país, juntamente com as danças e  seus elementos peculiares como as bandeirinhas e fogueiras.

Em uma miscelânea das culinárias indígena, africana  e portuguesa no Brasil,  e aproveitando a época de colheita do milho no mesmo mês, surgiram os pratos tradicionais como a pamonha, curau, canjica, cuscuz, bolo de milho, pipoca. Mas outros ingredientes também brilham como o amendoim, coco, mandioca, pinhão, arroz, etc

Para nossa alegria, grande parte desses pratos harmonizam perfeitamente com Café, e tudo fica ainda mais gostoso. Com a colaboração de Baristas, Chefs e donos de Cafeterias pelo Brasil, fizemos uma coletânea de pratos típicos ou inspirados nessa cultura e apresentamos algumas receitas para você reproduzir e se deliciar, acompanhadas daquele Cafezão, claro!


 Leia também UM POUCO DA HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL


CAPPUCCINO MINEIRO DA MARÊ

Por Mariana Martins / Helio Rocha (Zito) – MARÊ CAFÉ – Ribeirão Preto – SP

Cappuccino Mineiro por Mariana Martins

1 Unidade Paçoquinha tipo rolha

1 Colher (sopa) Doce de leite 

60 ml  Espresso (de boa qualidade) (ou um café intenso, como feito na cafeteira italiana ou  na Aeropress)

150 ml Leite Vaporizado (em casa, usar cremeira ou aerador para deixar cremoso)

Misturar bem 1/2 paçoquinha com o doce de leite até virar uma pasta homogênea; coloque no fundo da xícara. Acrescente a dose de Espresso Duplo (60mL) de boa qualidade. Adicionar leite e a crema de leite, sempre em uma proporção correta. 1/3 de Espresso, 1/3 de Leite e 1/3 de crema. Servir com a outra metade da paçoquinha no pires.

CANJICA COM AMENDOIM

Por Chef Liliane Fernandes – IDEIAS GASTRONÔMICAS – Belo Horizonte – MG

Créditos: Ju Fioroto em Pixabay
  • 4 litros Leite integral.
  • 1 lata Leite condensado.
  • 200 ml Leite de coco
  • 1 xícara Amendoim torrado e moído.
  • 500 g de Canjica.
  • 100 g de Coco ralado seco sem açúcar.

Modo de Preparo:

Cozinhe a canjica com água até cobrí-la. Quando começar a ficar macia coloque o leite aos poucos e termine o cozimento, sempre de olho para não queimar no fundo. O leite vai cozinhando lentamente, observe para não subir e derramar da panela. Após ficar macia, acrescentar os demais ingredientes e cozinhar para alcançar a consistência desejada

BOLO DE FUBÁ COM QUEIJO

Por Chef Liliane Fernandes – IDEIAS GASTRONÔMICAS – Belo Horizonte – MG

  • 340 g de Açúcar
  • 340 g de Leite
  • 340 g de Óleo
  • 340 g de Queijo Meia cura ralado.
  • 4 Ovos
  • 680 g de Fubá.
  • 50 g de Coco ralado seco sem açúcar.
  • 2 colheres (sopa) de Fermento em pó.
Créditos: Pixabay

Modo de Preparo:

No liquidificador coloque primeiro os líquidos e bata por 3 minutos, depois acrescente o queijo ralado, o coco e o açúcar e bata por mais 3 minutos. Vá acrescentando lentamente o fubá e fermento até ficar homogêneo. Coloque em forma untada e leve ao forno pré-aquecido à 200 ºC, por aproximadamente 20 a 25 minutos, faça o teste do palito.

BOLO DE MILHO

Por Maycon Alves / COFFEE SWEET COFFEE – São Paulo – SP

  • 3 ovos
  • 1 lata Leite condensado 
  • 1 lata Milho (sem a água) 
  • 50g Coco ralado
  • 25g Manteiga
  • 1 colher (sopa) Fermento em pó 

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador, exceto o coco e o fermento. Acrescente o coco e o fermento e apenas misture. Coloque numa forma com furo, untada e enfarinhada, cubra com papel alumínio e asse no forno 165 graus por 50 minutos.

CUSCUZ PAULISTA DA VÓ ROSA

Por Patricia Ribeiro e Marcelo Oliveira/ BILU COFFEE AND CAKE – Santo André – SP

Créditos: M. Oliveira – Bilu Coffee
  • 5 ovos cozidos
  • 170 ml Azeite de boa qualidade 
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de Alho triturados
  • 3 folhas Louro
  • 2 latas Tomate pelado 
  • 2 latas Sardinha 
  • 1 lata Milho verde 
  • 1 lata Ervilha
  • 1 vidro pequeno Palmito  
  • 50 gr Azeitona verde picada
  • Sal e Pimenta do reino a gosto
  • Pimenta dedo de moça a gosto
  • Farinha de milho amarela em flocos quanto baste (aproximadamente 250 gr) 

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, refogue louro, cebola e alho no azeite. Acrescente o tomate pelado picado grosseiramente. Deixe apurar mexendo algumas vezes. Acrescente azeitona, ervilha, milho, palmito, metade da sardinha e deixe apurar por dois minutos. Acrescente ovos cozidos picados grosseiramente (reservar algumas rodelas para decoração). Tempere com sal e pimentas a gosto. Mexa bem e com o fogo baixo vá acrescentando a farinha de milho aos poucos até ficar firme e começar a desgrudar da panela. Unte uma forma com azeite e decore com rodelas de ovo cozido, tomate, sardinha. Transfira o cuscuz para a forma aos poucos, apertando com as costas de uma colher e batendo levemente a forma em uma bancada para tirar o ar e ficar uniforme. Cubra com filme plástico e leve à geladeira. Desenformar frio.Rendimento: 2 kg de cuscuz (divida em mais formas) Dica: você pode substituir a sardinha por frango desfiado, aliche… ou mesmo sem proteína animal para uma versão vegetariana. 

TAPIOCA REGIONAL DOCE (Pará)

Créditos Gleice – Frida Cafés

 Por Adriana Tenório e Gleice / FRIDA`S CAFÉS ESPECIAIS – Capanema – PA

  • 50g Tapioca  
  • 100g Doce de Cupuaçu  
  • 50g Queijo Cuia
  • 10g Castanha do Pará ralada.

 

 

Modo de Preparo:

Aqueça a frigideira, coloque a tapioca e distribua para formar o disco. Aguarde 1 minuto e vire. Recheie com o Doce de Cupuaçu, Castanhas do Pará e Queijo Cuia. Se necessário, substitua o doce de cupuaçu por geléia de damascos.

TAPIOCA FRIDA KAHLO

 Por Adriana Tenório e Gleice / FRIDA`S CAFÉS ESPECIAIS – Capanema – PA

  • 50g Tapioca  
  • 100g Molho de Tomate caseiro  
  • 50g Queijo Muçarela
  • Orégano à gosto

Aqueça a frigideira, coloque a tapioca e distribua para formar o disco. Aguarde 1 minuto e vire. Recheie com o Doce de Cupuaçu, Castanhas do Pará e Queijo Cuia. Se necessário, substitua o doce de cupuaçu por geléia de damascos.


Leia também: OS DRINKS CLÁSSICOS DA CARTA TRADICIONAL DE CAFÉS


PIPOCA COM CARAMELO TOFFEE DE CAFÉ (RECEITA VEGANA)

Créditos: C.Bracco – Astronauta Café

Por Cinthia Bracco / ASTRONAUTA CAFÉ – São Paulo – SP

  • 100 g Milho para Pipoca
  • 2 Colheres (sopa) de azeite (para fazer a pioca)
  • 160 ml Café coado bem concentrado
  • 1 colher (sopa) Manteiga de coco (Pode ser a sabor manteiga)
  • 200 g Creme de leite vegetal.
  • 1 1/4 xícara Açúcar cristal orgânico

Modo de Preparo:

Prepare o café, a pipoca e reserve. Caramelize o açúcar em uma panela (em fogo médio) até que o açúcar derreta por completo. Abaixe o fogo e junte o café que deve estar quente (aqueça-o novamente se for o caso) . Essa fase libera vapor, evite queimaduras. Mexa até obter uma calda uniforme. Desligue o fogo e adicione a manteiga. Misture bem.  Acrescente o creme de leite vegetal e misture até que o caramelo esteja bem liso. Se preferir, acrescente sal na pipoca e despeje o Caramelo Toffee de Café ainda quente

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Saiba mais: RÓTULOS NOS CAFÉS ESPECIAIS: O QUE É PRECISO INFORMAR?


Você sabe como surgiu a Prensa Francesa? 

Preste atenção na seguinte história, e na linha do tempo que preparei pra você.

UMA HISTÓRIA SOBRE O SURGIMENTO DA IDEIA

Era uma vez, na cidade de Provença na França, um senhor que, cansado da rotina e da mulher, costumava sempre sair pra caminhar e subir uma colina, fizesse chuva ou sol. 

Não sabendo quanto tempo ele ficaria fora, ele levava junto um pouco de comida, lenha e uma pequena cafeteira. Chegando no topo da colina, esse senhor descansava, acendia o fogo, fazia a sua comida e preparava o seu café. 

Antigamente, o café era forte e amargo, pois se misturava café e água antes de levar pro fogo, e se esperava ferver. Mal se sabia naquela época que água fervendo acabava com o gosto do café, principalmente pela super-extração da torra escura.

Num belo dia, ele colocou a água pra ferver, mas esqueceu de colocar o café. Quando ele lembrou, já era tarde demais. Ele colocou o café depois da água ter fervido, e a maior parte do pó ficou na superfície da água, sem afundar.

Ele achou que iria embora sem tomar o seu cafezinho, pois ele só tinha levado quantidade pra um. Por acaso, surge um mercante, um comerciante italiano, vendendo várias bugigangas, incluindo telas de metal. Foi quando o senhor teve uma ideia brilhante e decidiu improvisar.

Ele pegou um pedaço dessa tela, posicionou sobre o café, pegou um pedaço de pau que tinha por ali perto, empurrou a tela pra baixo, separando o pó de café do líquido, tomou e imediatamente abriu um belo sorriso. 

O comerciante perguntou o que estava acontecendo, e se podia experimentar também. Ambos ficaram maravilhados com a bebida, momento em que, segundo a história, decidiram entrar em parceria e vender um novo estilo de cafeteira. 

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Se é uma história verdadeira, não sabemos ao certo, mas é uma bela ilustração de como tudo começou. Mais adiante surgiu, oficialmente, a primeira Prensa Francesa, chamada de Cafetière, patenteada por dois franceses, Mayer e Delforge, em 1852.

Patente oficial: Mayer e Delforge, 1852

O design era simples. Um recipiente de metal com um filtro móvel de metal. Mas tinha um problema… O êmbolo não se encaixava perfeitamente no recipiente, fazendo com que o pó de café, ao descer o filtro, passasse pelos lados e acabasse dentro da xícara. 

Eis que em 1913, surge a primeira prensa francesa popular, a Cafeolette, lançada pelo francês Louis Forest e vendida em grandes lojas de departamento em Paris. Só que ao invés de água, era utilizado leite, resultando num cafe au lait tradicional. 

Em 1923, o italiano Ugo Paolini desenvolveu um produto parecido para tomates, para separar o suco da fruta, e ele pensou em fazer uma adaptação para cafés. Em 1929, ele passou essa patente para Attilio Calimani e Giulio Moneta, que refinaram o produto e relançaram em 1933.

O que Calimani fez? 

Ele sugeriu a implementação de uma selagem na borda do filtro, de metal ou borracha, para resolver aquele antigo problema de pó passando pelas laterais. Essa mudança no design continua sendo utilizado até hoje. São as espirais do êmbolo que nós conhecemos muito bem!

Em 1935, Bruno Cassol melhorou ainda mais essa patente, fazendo com que as espirais fossem revestidas pela tela de baixo. Para que a tela debaixo fosse pressionada contra as paredes do recipiente, e, de fato, nenhum pó de café passasse durante a filtragem. 

Em 1939, outro inventor chamado Hector G. Zoia também apresentou novas melhorias no filtro, mas ele não aparece tanto na história, assim como inúmeros outros que buscaram refinar o equipamento.

Por fim, em 1958, foi Faliero Bondanini que lançou um dos designs mais inovadores e populares da prensa francesa, chamando-a de Melior. Em seguida, a grande empresa britânica La Cafetiere lançou a cafeteira, e a grande dinamarquesa Bodum também a lançou com outro nome: Chambord. O design mais famoso e conhecido, mundialmente conhecido desde 1974.

A PRENSA FRANCESA HOJE

Notamos com todos esses avanços que a invenção surgiu das mãos dos franceses Mayer e Delforge, mas não teria sido nada se não fossem pelos ajustes decisivos feitos pelos italianos Calimani, Cassol e Bondanini.

A Prensa Francesa é conhecida como cafetière lá fora, e é considerado um método subestimado por muitos coffeelovers, apesar de ser barato e extremamente fácil de usar!

A Prensa Francesa moderna

A maior parte das cafeteiras (incluindo os porta filtros como Melitta ou V60) possuem sistema de percolação, ou seja, a água é jogada por cima e passa através do pó de café. 

No caso da Prensa, o pó é mergulhado na água, onde fica submerso por um tempo determinado e resulta numa extração mais uniforme. Mais uniforme pois todos os grãos de café “encostam” na água ao mesmo tempo, enquanto se mantêm na mesma temperatura.

Na hora da filtragem, o filtro utilizado é feito de metal, um aspecto característico deste método. 


LEIA TAMBÉM: NEW YORK COFFEE: A CULTURA DA CONFRATERNIZAÇÃO

A vantagem de ser filtro de metal, e não de papel, é que mais óleos essenciais e pequenos sedimentos de pó passam pelo filtro, resultando num café mais encorpado (maior sensação de peso na língua e retrogosto).

Mas para muitos, essa é uma desvantagem, pois esses sedimentos podem acabar dentro da sua boca nos últimos goles, dando sensação arenosa, o que desagrada muita gente.

A RECEITA

E aí, quer aprender a fazer café na Prensa?

Antes de te passar a minha receita, preciso te dizer que existem infinitas formas de fazer. Isso porque cada pessoa gosta do café de um jeito diferente, e está tudo bem!

Por outro lado, existem as receitas clássicas de fazer café, e eu sou seguidor adepto às receitas tradicionais.

Todo barista precisa de criatividade e inovação na hora de fazer e criar cafés, brincando com ingredientes, proporções, torras e variedades de técnicas, mas cada método, assim como cada receita, tem a sua própria história.

Então vamos lá… Pegue a sua balança, pois vamos precisar dela.

  • Passo 1: Antes de tudo se pergunte: quanto de café quero fazer? Somente assim pra sabermos quantas gramas de café utilizaremos. Uma xícara, duas, três? 

Volume aproximado: 250ml de água por pessoa.

  • Passo 2: Definindo quantas pessoas, iremos medir a quantidade de pó. Uma receita tradicional exige 1g de café especial para 13ml de água, como ponto de referência. Então se quisermos um café para duas pessoas, dividiremos 500ml por 13, resultando em 38g de café.

Um cálculo semelhante é 7g de café para 100ml de água.

Mas por que essa proporção?

Pois é essa proporção de café submerso em água que, na maioria das vezes, alcança características sensoriais semelhantes aos métodos de percolação, principalmente quando utilizamos café de melhor qualidade, onde as notas e os aromas estão bem presentes.

  • Passo 3: Se você mói os grãos na hora, prefira moagem média, como açúcar cristal ou mascavo, e não extra-grossa como dizem por aí, pois realmente não é necessário. A não ser que você esteja utilizando café de torra muito escura, o que trará amargor. Se for um café especial de torra média, não há porque se preocupar.
  • Passo 4: Esquente água até aproximadamente 94ºC. Se você não tiver termômetro em casa, simplesmente ferva a água. Após ferver, retire a chaleira do fogo, abra a tampa, e espere 2 minutos. Assim, teremos temperatura aproximada a 93/94ºC.
  • Passo 5: Molhe o recipiente com a água quente para aquecer, e descarte. Logo, misture o café e a água nas proporções certas, tendo certeza de que todo o pó de café foi molhado. Coloque o êmbolo para manter a temperatura, SEM pressionar. Aguarde 4 minutos.
  • Passo 6: Passados os 4 minutos, retire e o êmbolo, mexa rapidamente no café que está na superfície com uma colher. Duas ou três voltas já bastam. Volte a colocar a tampa, e espere mais 1 minuto. Este é o momento em que os grãos que ficaram da superfície afundarão e se juntarão no fundo. 
  • Passo 7: Depois do minuto final o café ainda estará bem quente. Abaixe o êmbolo bem devagar (até onde você quiser), sirva e aprecie sem moderação!

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