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métodos de preparo

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A BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) inicia novo protocolo e certifica método de preparo de café especial. Quer saber como?  Confira aqui.

O que faz a BSCA?

O site da BSCA aponta que a associação tem por finalidade, o desenvolvimento de parcerias para pesquisas, difusão de técnicas de controle de qualidade e com as promoções de produtos, consegue elevar os padrões de excelência dos cafés brasileiros oferecidos nos mercados interno e externo.

Quais as outras especialidades da BSCA?

Entre o coado e o espresso existem infinitas maneiras de preparo, não é mesmo?

Em casa, nos escritórios, nas cafeterias e em muitos serviços de alimentação, inúmeros tipos de coadores e utensílios para o preparo de cafés, são utilizados.

Muitos deles, objetos de desejo dos consumidores e amantes de cafés, que os ostentam por seu design, beleza e maneiras diferentes para verdadeiros rituais de preparo.

método de extração


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Como funciona a certificação da BSCA?

Baristas elegem seus métodos favoritos, seja pela praticidade na operação, pelo resultado de bebida que entregam ou para disputar nas diversas modalidades de competições de barismo.

Mas para nós, brasileiros, existe um grande problema. A maior parte desses acessórios não são fabricados aqui e as taxas de importação elevam bastante o custo para aquisição desses utensílios.

Diante disso, a BSCA buscou desenvolver uma certificação dos produtos criados e fabricados no país, com o propósito de reconhecimento e valorização de métodos nacionais.

Koar de cerâmica
Koar de Cerâmica

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E então, o pioneiro nessa certificação de métodos de preparo de café especial foi o método Koar, com reconhecimento em 28 de janeiro de 2021.

modelo de certificação de método de preparo da BSCA
Certificação de Método de Preparo pela BSCA

O Koar foi desenvolvido em Pernambuco e lançado em 2017, com um design que facilita alcançar as notas mais doces e encorpadas nos cafés. É fabricado em 4 tipos de materiais: cerâmica, acrílico, inox e porcelana.

Além dos coadores, a empresa Koar desenvolveu filtro de papel próprio, e uma linha de outros acessórios, como decanter graduado, suportes, canecas, bolsas, entre outros, que fazem a alegria dos coffee lovers.

Quais são os critérios de certificação?

Entrevistamos Vanusia Nogueira, diretora da BSCA, para sabermos como foi o processo de certificação de um método de preparo.  Você também poderá assistir a entrevista na íntegra, no YouTube.

Os fabricantes do método devem ser associados à BSCA e atender os requisitos básicos para a certificação.

É primordial que o método de preparo permita manter a qualidade sensorial de cafés certificados pela BSCA.

Os cafés selecionados para o teste, mantêm, no pós-torra, as mesmas características descritas nos cafés verdes, segundo a avaliação de degustadores profissionais.

O resultado final não poderá apresentar nenhum gosto ou aroma residual, seja do material do utensílio ou do filtro utilizado.


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Os materiais dos coadores, ou o filtro de papel, não podem interferir na qualidade sensorial da bebida, mantendo as características originais dos cafés.

A avaliação é feita às cegas, por degustadores e baristas, por meio de análise comparativa a outros métodos tradicionais no preparo de café filtrado.

Sendo assim, segundo os avaliadores, o café preparado no Koar, tanto de acrílico, como o de cerâmica,  mantiveram os atributos dos cafés, garantindo ao método Koar, a chancela da BSCA como um método aprovado para o preparo de cafés especiais.

Além do sabor, a usabilidade

No desenvolvimento deste protocolo, outras questões também foram pontuadas, como praticidade no manuseio, embalagem, assim como instruções de uso para o consumidor, como fatores relevantes na certificação.

O fabricante certificado recebe um documento da BSCA e a autorização para o uso do selo em seu produto.

E assim, um caminho se abre para outros fabricantes nacionais que buscam reconhecimento para seus produtos, fomentando a manufatura de acessórios de qualidade e de fácil acesso para os consumidores de cafés do Brasil e do mundo.

Merecemos, não é?

Certamente o Melitta é o método clássico de preparo de café nas casas brasileiras. Mesmo não possuindo esse coador, é muito provável que você já o tenha visto de perto ou se inebriado com o cheirinho de café feito nele.

Melitta é a marca da multinacional líder na indústria de café, presente em muitos países, sendo referência mundial neste setor há mais de um século. Produzem diversos tipos de cafés e outros produtos alimentícios relacionados, e também comercializam acessórios, equipamentos e utensílios para preparo de café.

Imagem de Melitta Group

A REVOLUCIONÁRIA SRA. MELITTA BENTZ

Mas a origem de tudo vem de um incômodo de uma dona de casa de Dresden, Alemanha, em 1908.

Sra. Amalie Auguste Melitta Bentz, inquieta diante das observações de seu esposo, teve uma ideia que revolucionaria o preparo de café no mundo. Sr. Hugo Bentz desaprovava o café feito pela esposa, dizia estar desagradável e inconsistente, com borra na xícara e por vezes até cheirando a mofo.

Naquela época,  era comum o uso de coadores de pano feito de linho. Com o tempo, esse material vai saturando de resíduos impregnados e dificultando sua higienização, favorecendo o crescimento de microrganismos.

Diante disso, Dona Melitta Bentz improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato. Preparou enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável.

Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre.

Imagem de Melitta Group


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LINHA DO TEMPO

Era ainda um pequeno negócio, onde tudo era feito manualmente. Todavia, com o empenho da família, procuravam divulgar o produto em feiras na Alemanha, e empresa foi expandindo. Além de aperfeiçoarem o tipo de papel utilizado nos filtros e os coadores de alumínio, em 1919 a Melitta passou a fornecer, também, os modelos em porcelana e cerâmica, terceirizando a produção. Em 1922,  já exportavam.

Evolução dos modelos Melitta . Imagem de Melitta Group

Em 1925, a marca Melitta foi registrada com as clássicas cores verde e vermelha que ainda vemos nas embalagens de filtros e café. O suporte com o design cônico e base achatada foi desenvolvido em 1937, favorecendo o encaixe perfeito do filtro de papel, com ranhuras internas e apenas um orifício de passagem.

Os coadores coloridos foram lançados em 1954 e o clássico era na cor marrom. Em 1960, o plástico era o material da vez, surgindo os coadores Melitta transparentes e, logo depois, os de plásticos coloridos. 

A empresa Melitta Chegou ao Brasil em 1968, na cidade de São Paulo, inovando a maneira dos brasileiros prepararem café por aqui, que até então era feito no popular coador de pano de algodão. Permanecem até os dias atuais oferecendo diferenciados produtos para os apaixonados por Café.

Créditos: Arlouk em Pixabay

FILTROS E PORTA-FILTROS

Os filtros e coadores Melitta são encontrados em diversos tamanhos, desde o modelo para dose individual (Melitta 100) até o N4, que atende aquele café para a família, com capacidade para mais xícaras.

Nos seus diversos modelos, feitos em diferentes materiais, como plástico, acrílico e porcelana, também existem pequenas diferenças no design e em suas ranhuras internas. A função das ranhuras, além de impedir que o filtro grude nas paredes, é direcionar o fluxo do líquido da extração para a saída. Sendo assim, cada modelo traz um resultado diferente no preparo do café.

Uma das últimas novidades, é o filtro Melitta Gourmet Aroma Zones, que, além de qualidade elevada no papel, possui zonas de extração inteligentes. São 3 camadas com concentrações diferentes de micro furos, que interagem com o porta-filtro para uma extração homogênea.  A zona superior do papel tem a maior concentração de micro furos em relação à  inferior, equalizando a extração. (Fonte: Melitta do Brasil)


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DICA DE BARISTA PARA UM BOM CAFÉ NO MELITTA

O Melitta é um método descomplicado, embora mereça igualmente nossa atenção no preparo, para um resultado perfeito na xícara.

O formato e as ranhuras internas facilitam o fluxo e a velocidade da percolação (passagem da água pelo café moído), porém o orifício para o escoamento no Melitta é menor em relação a outros métodos. Isso faculta certa retenção durante a extração. 

Para uma melhor performance do porta-filtro, principalmente em moagens mais finas, é recomendado usar sua capacidade máxima de volume. Quanto maior volume, maior será a ação da gravidade pelo peso da água, favorecendo assim, a velocidade da extração.

Em outras palavras, o melhor é escolher o tamanho do coador Melitta conforme a quantidade de xícaras que você precisa, evitando porta-filtros maiores para poucas gramas de café.

Existe um modelo do Melitta com dois furos de saída, permitindo que se faça a extração em duas xícaras ao mesmo tempo. Para tanto, é necessário equilibrar bem os despejos da água sobre o café para que a extração seja equiparada em ambos os lados.

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

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DESAFIO MELITTA

Atualmente é abundante a oferta de equipamentos e utensílios para o preparo de cafés, desde os mais simples até os mais tecnológicos, dos mais diversos fabricantes.  Cada método carrega seu valor, sua particularidade e sua história, para alegria dos baristas e apreciadores da segunda bebida mais consumida no mundo. 

E se o Melitta andava meio subjugado no mundo dos cafés especiais, Maycon Alves (@diariodeumcoffeelover) proprietário da cafeteria paulistana Coffee Sweet Coffee, reuniu um grupo de coffeelovers do Brasil todo para mudar esse cenário.

Foi lançado um desafio para que baristas e amantes do café, pudessem criar, voluntariamente, a sua melhor receita para o Melitta. O intuito não teve vínculo nenhum com a empresa, nem haveria premiação. Foi motivado justamente por essa provocação em oportunizar o preparo em um método pouco prestigiado nos cafés especiais.

Créditos: Maycon Alves (Diário de Um Coffee Lover)

Com a brincadeira, diversas receitas foram surgindo e sendo publicadas nas redes sociais e o desafio ultrapassou os limites daquele grupo.  O resultado foi a reflexão de que todo método precisa ser bem trabalhado, e para se extrair um bom café, basta observar suas peculiaridades.

E o método Melitta permanece percorrendo sua firme e importante trajetória no universo dos cafés e aqui fica o nosso agradecimento por toda a contribuição. 

E para você? Esse método também faz parte da sua história?