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dicas de preparo

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Queremos te contar algumas dicas de como fazer um bom café em casa, para transformar seu cafezinho naquele cafezão, e assim elevar sua experiência, impressionar a família e amigos, que tal?

Para muitos, o café institui um ritual, começa na escolha do tipo de grão, eleger o método de preparo, curtir cada etapa da experiência. Para outros, o processo é mais dinâmico e trivial, mas diante da pressa do cotidiano não é preciso deixar de aprimorar a qualidade do seu café, não é mesmo? Vamos às dicas!

ESCOLHA UM BOM CAFÉ

Créditos: Lex Sirikiat em Unsplash

Tudo começa com a matéria-prima que usamos, portanto, comece escolhendo bem. Temos diversas opções de cafés disponíveis, com inúmeras marcas e preços, e claro que café bom é aquele que você gosta. Mas observe as recomendações abaixo, antes da compra.

Categorias

Procure observar a classificação do café. Segundo a ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café), o café segue algumas categorias, de acordo com sua qualidade e grau de defeitos. 

Os Tradicionais e Extra-fortes seriam a base da pirâmide, com maior grau de defeitos e menor qualidade; no grau intermediário temos os Cafés Superiores e acima destes, estão os Gourmets

Os Cafés Especiais seguem a classificação da SCA (Specialty Coffee Association – representada no Brasil pela BSCA ), e ao compararmos as duas classificações (ABIC / SCA), os Especiais ficam no topo da pirâmide, sendo os de melhor qualidade. Os Cafés Especiais normalmente são os que informam a origem, variedade do grão e notas sensoriais.

Torra Fresca

Verifique a data de torra do seu café, pois quanto mais fresco, melhor.  Compre sempre de forma justa ao seu consumo, pois estocar Cafés não é vantagem.

Café em Grãos ou Moído?

Escolhendo café em grãos, você terá qualidade melhor em relação à cafés já moídos. Nos Cafés tradicionais já moídos podem conter impurezas difíceis de identificar.

Existem vários modelos de moedores domésticos, manuais ou elétricos, escolha o que melhor se adapte à sua  necessidade. Normalmente os cônicos e de cerâmica trazem melhor regularidade na moagem, e portanto maior equilíbrio na extração.

Caso você não tenha um moedor em casa, uma dica é adquirir café em grãos e pedir para moer onde você comprar. Muitas cafeterias e empórios oferecem esse serviço, e também as torrefações que vendem diretamente ao consumidor. Peça que façam a moagem adequada ao seu método favorito.

 

Créditos: Rafael Leão em Unsplash

 Leia também CAFÉ COM ESTÔMAGO VAZIO FAZ MAL?


MOER NA HORA DO PREPARO

Assim que o grão é moído, acelera seu processo de oxidação e substâncias voláteis começam a se perder: a qualidade e aroma do café vão diminuindo.

Você terá melhor proveito ao moer a quantidade de café a ser usada no momento do preparo, garantindo todo o potencial de sabor que aquele grão pode lhe oferecer. E os aromas liberados neste processo já despertam os nossos sentidos, quem não adora o cheirinho de café moído na hora?

 

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

Quanto maior o contato com oxigênio, mais o café perde suas características sensoriais, então é preferível mantê-lo em seu próprio pacote, retirando o ar e fechando-o bem. Para manter o frescor do seu café, prefira mantê-lo também ao abrigo da luz.  Não é aconselhado armazenar café na geladeira, pois além da umidade desse ambiente, o café pode absorver odores indesejáveis.

DÊ ATENÇÃO À ÁGUA 

Na bebida Café, 98% é água, portanto valorize a qualidade dela no seu preparo. Mesmo que a água seja tratada e fervida, pode conter cloro e impurezas que trazem sabores desagradáveis ao café.

É recomendado usar água filtrada ou água mineral, levando em conta que essas últimas também interferem no sabor (de acordo com seus sais minerais), então é preciso testar e observar qual combina melhor com seu café.

Créditos: Tanushree Rao em Unsplash

FERVER OU NÃO FERVER? EIS A QUESTÃO

 Existe um mito de que a água fervida queima o o café no momento da extração. O café é torrado à temperaturas muito mais elevadas do que o ponto de ebulição da água, portanto essa teoria não faz muito sentido. 

Porém, em temperaturas muito elevadas, a água pode extrair outros compostos que trazem mais amargor e adstringência, então o recomendado é estar entre 90º à 96º C. Para isso, use um termômetro apropriado ou quando a água entrar em ebulição, retire da fonte de calor e aguarde baixar um pouco a temperatura  para então adicioná-la ao seu café.

E do contrário, se a água estiver fria, a extração é dificultada porque não solubiliza o café.  Sim, é possível extrair o café a frio, mas é necessário um longo período de contato com a água (mais de 12 horas), como acontece nos Cold Brews, por exemplo.

Se você costuma adoçar seu café, não é indicado ferver a água já com açúcar, pois eleva mais ainda o ponto de ebulição da água, trazendo sabores indesejáveis.

ESCOLHA SEU MÉTODO DE PREPARO

Muitos são os métodos para preparar essa querida bebida, sejam por infusão (quando o café fica imerso na água), percolação (quando a água passa pelo café e extraímos através de um filtro), pressão (como exemplos a cafeteira italiana, Aeropress e também o espresso) e cada um trará um resultado diferente.

Os filtrados trazem uma bebida mais limpa (sem resíduos) do que os de infusão e pressão, que por sua vez, resultam em bebidas mais turvas e mais encorpadas, por conterem mais óleos essenciais do café.

Cada método tem sua particularidade, sugere um tipo de moagem mais adequada (mais grossa ou mais fina), e cada um é um show à parte.  A graça é experimentar para saber qual mais lhe agrada e também ir variando os métodos e receitas.

Créditos: Rachel Brenner em Unsplash

LEIA TAMBÉM: A HISTÓRIA DO MÉTODO KOAR


CUIDADOS COM OS FILTROS

Temos diversos tipos de filtros como papel, metal ou pano. Sempre escalde (lave com água quente) antes do preparo para retirar possíveis resíduos e odores indesejáveis provenientes do processo de fabricação e da própria celulose.

Os filtros de papel merecem atenção no seu armazenamento: guarde-os de forma a protegê-los da umidade e odores. É importante dobrar os filtros nas costuras para que encaixem melhor no porta-filtro e não obstruam os orifícios de passagem.

HIGIENIZAÇÃO

O café têm óleos essenciais que costumam aderir nos materiais. Depois do uso, capriche na higiene dos seus utensílios, garantindo que não fiquem resíduos que possam interferir negativamente na sua próxima extração.

Filtros de metal requerem cuidados, pois resíduos de café podem acumular nos micro furos. Limpe-os após o uso com uma escovinha e evite detergentes e se o usar, certifique-se de enxaguá-lo muito bem. 

Os coadores de pano estão na memória afetiva de muitos de nós, é o famoso coador da vovó. O alerta é com a higiene deste, já que o tecido favorece crescimento de microrganismos.  O ideal é lavá-lo com água após o uso e armazená-lo protegido, imerso em água  e sob refrigeração; mesmo assim, deve ser substituído a cada 30 dias.

PROPORÇÃO ADEQUADA

Qual quantidade de café e água podemos usar? Tudo depende de como você gosta do seu Café. Quanto maior a concentração de café mais intenso será o sabor.

Uma regra geral é usar a proporção de 1/10 (uma parte de café para 10 de água). Isso significa usar 10g de café moído para 100 g de água, por exemplo.  Cafés com perfis sensoriais mais delicados sugerem uma proporção menos concentrada (de 1/15), mas tudo é relativo à sua preferência, método utilizado e receita.

Caso não queira utilizar balança para essa aferição, use medidas caseiras. Uma colher de sopa (cheia) tem aproximadamente 10 g de café moído. e uma xícara de água tem 240 ml, basta usar essas medidas como referência.

Créditos: Andrea Tummons em Unsplash

ESCALDAR FILTRO E UTENSÍLIOS

Você já escolheu um bom café, qual método usar, qual proporção e já moeu os grãos. Agora é hora de escaldar (jogar água bem quente) em todo o sistema, desde o filtro (para retirar resíduos como dito anteriormente) até os utensílios utilizados, incluindo as xícaras.  Isso permite uma uniformização da temperatura de tudo o que terá contato com o Café, evitando choques térmicos que interfiram na bebida, além de também eliminar possíveis resíduos ou odores destes utensílios.

PRÉ-INFUSÃO

Para fazer um bom coado, acomode o café moído no filtro e despeje um pouco de água, somente até cobrir o pó. Essa fase chama-se pré-infusão (ou blooming). Ela permite liberar gases provenientes da torra e permitir uma hidratação dos grãos, trazendo uma extração mais balanceada.

Aguarde uns 30 segundos e procure fazer os outros despejos de forma suave e em fluxos contínuos e circulares para não desequilibrar e extrair mais de uma parte e menos de outras. 

Créditos: Tyler Nix em Unsplash

CUIDADOS NO PREPARO

Agora é hora da extração efetivamente. Isso significa trazer para a água os compostos solúveis de sabor do café torrado. Extrair demais (super-extração) tende a favorecer o amargor e extrair pouco (sub-extração) denota acidez excessiva , mas um bom café é aquele que traz equilíbrio entre os sabores, por isso essa fase requer atenção.

Quantos mais despejos ou fluxos muito intensos, ou dar aquela mexida com a colher durante a filtragem, mais agitação ocorre, o que pode favorecer seu resultado, mas cuidado, pois a demasiada agitação pode resultar um amargor e adstringência indesejáveis também. 

Os métodos de Infusão (Prensa Francesa, Clever, etc) não requerem a pré-infusão, uma vez que todo o café ficará imerso na água, mas é necessário promover agitação no líquido para melhor extração, com os mesmos cuidados.

O tamanho da moagem dos grãos vai interferir também no tempo de preparo e percentual de extração. Quanto mais finos, maior o tempo de preparo, maior a extração. É indicado um tempo máximo de extração de até 4 minutos para não favorecer amargor excessivo.


SAIBA MAIS EM  MEXER OU NÃO MEXER, O GUIA DEFINITIVO DA AGITAÇÃO


MEXA O CAFÉ PRONTO

Você concluiu todas as etapas anteriores com maestria, mas para um café perfeito, é importante que você misture todo o líquido extraído.  Mexa-o na jarra em movimentos circulares ou com auxílio de uma colher. Isso garante que todas as camadas de sabor, geradas nas diferentes fases da extração fiquem uniformes, trazendo harmonia em seu café. E então é só servir e curtir !

Créditos: Tristan Gevaux em Unsplash

E AS GARRAFAS TÉRMICAS?

Café fresco e consumido na hora é sempre o ponto alto da qualidade, mas caso você prefira fazer uma quantidade maior para ser armazenada, tenha uma boa garrafa térmica para isso. Ainda assim o café se sustentará por no máximo uma ou duas horas.

Não é recomendado acrescentar açúcar ao café em garrafas térmicas, pois pode favorecer fermentação que prejudicará a qualidade, podendo causar inclusive desconfortos gástricos; se preferir adoce diretamente na xícara. 

E essas são as dicas pra você fazer aquele Cafezão como um barista.  Agora coloque-as em prática e bons cafés!