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cold brew

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E se o empreendedorismo te levasse a abrir um negócio fora dos padrões, que somasse duas paixões, como café e bike, uma cafeteria fora da caixa, mas dentro dos seus propósitos?

Quando você pensa em uma cafeteria, podem vir à sua mente vários modelos e conceitos de serviços diferenciados. Desde as mais sofisticadas, com ambientes confortáveis, coworking ou até mesmo o conceito “to go”, sem mesas para receber os clientes.

Mas, se inovação é a palavra de ordem, uma cafeteria “fora da caixa” pode ser um negócio alinhado a muitos propósitos, que podem atender aos anseios de um nicho de mercado e ao sonho de um empreendedor.

coffee bike
Café e Bike. Imagem de Unsplash

COFFEE BIKE

Não é novidade que café e ciclismo criam um lifestyle que muitas vezes andam (ou pedalam) juntos. Muitas cafeterias surgiram nessa temática e vêm conquistando cada vez mais clientes. Algumas agregam ao negócio a venda de peças, acessórios, equipamentos, serviço de manutenção às bikes, acolhendo praticantes do esporte e outros consumidores também.

O café especial avança nessa comunidade, por ser um produto selecionado e trazer mais qualidade, e portanto, mais saúde aos seus consumidores, que muitas vezes já priorizam a alimentação saudável.

bike food
Conceito de bike food vem do food truck. Imagem de Unsplash

O conceito food bike é um derivado do food truck, ou seja, um modelo de negócio de comida de rua em um veículo adaptado para esse fim, criando, assim, mobilidade e oportunidade para atender eventos, feiras, shows, etc. Pode até mesmo estar instalado em locais fixos (food parks), como uma opção diferente de praça de alimentação ou qualquer outro local onde haja demanda.

Requer investimento menor em relação à lojas físicas e pode ser o primeiro passo para muitos empreendedores.

Existem legislações específicas para esse comércio, e além de um bom plano de negócios para o retorno do investimento, exige concessão da prefeitura para trabalhar em locais públicos, como ruas e avenidas, e da vigilância sanitária para manusear alimentos.


VEJA: VOCÊ SABE PARA QUE SERVE A CAFEÍNA?


COMO SURGIU A IDEIA?

cafeteria na bicicleta
Coffee Run Bike. Créditos: David Lucena

O executivo de negócios, Oséias Matoso, natural de Santa Catarina, há 15 anos em São Paulo, vislumbrou nesse modelo de cafeteria, uma maneira de empreender, aliando duas de suas paixões: o pedal e cafés especiais. 

Atuando em uma multinacional de tecnologia e informação jurídica, tornou-se praticante do ciclismo, no entanto, quase não consumia café na ocasião. Foi apresentado ao café especial por um amigo em uma cafeteria de São Paulo e sentiu-se arrebatado por esse universo, por sua extensa variedade de grãos e métodos de preparo.

Procurou aprofundar-se no assunto, estudou e provou muitos cafés, buscando saber mais sobre toda a ciência que o compreende, desde o fruto, a torra, até a xícara.

Servir café especial em food bikes (ou coffee bikes) já era comum. No entanto, para que seu negócio tivesse sua identidade, Oséias criou a Coffee Run Bike, agregando seus valores pessoais às novas oportunidades de negócio.

A CAFETERIA

Localizada na Ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo, atende desde ciclistas de alta performance, usuários da ciclovia que utilizam a bicicleta como mobilidade urbana, até às famílias que passeiam de bicicleta pela ciclovia, aos finais de semana. 

Ele próprio faz a curadoria dos grãos em torrefações parceiras, reconhecendo os pequenos produtores que possuem os mesmos valores de sustentabilidade. 

Cafés apresentados por Oséias Matoso
Oséias Matoso, da Coffee Run Bike

Os cafés são servidos em métodos filtrados de preparo e também em drinks, com sua receita exclusiva de cold brew (café extraído a frio, servido gelado), puro ou com tônica.

A qualidade do café é o foco principal, por isso, a coffee bike dá a mesma importância para a água do preparo, utilizando filtros específicos instalados no próprio equipamento. Os clientes são atendidos por profissionais baristas, que oferecem opções de grãos diferenciados em métodos como V60 e Aeropress.


LEIA TAMBÉM: CAFÉ SENSÍVEL: UM ESTADO DE PRESENÇA


ALÉM DO CAFÉ

Para proporcionar mais experiências para seus clientes, também vende café em grãos, com sua marca própria nas embalagens, assim como o cold brew, produzido e engarrafado por ele, em duas versões (puro e com baunilha e rooibos, que funciona como um isotônico natural).

A Coffee Run Bike funciona como um verdadeiro pit stop, aquela pausa rápida e providencial para quem se exercita na ciclovia. Pensando nisso, o empreendedor buscou agregar snacks saudáveis, como brownies fit, gelato vegano, e outros, que seguem a mesma linha conceitual, além de acessórios com sua marca própria, que incrementam o faturamento e ajudam na divulgação da marca.

ciclistas bebendo café na Marginal Pinheiros
Ciclovia da Marginal Pinheiros – SP

DESAFIOS

A inauguração das atividades ocorreu em agosto de 2020, em meio à pandemia do covid-19, com todas as regras de restrição e distanciamento social.

Segundo Oséias, a principal dificuldade desse empreendimento, além da burocracia inerente a qualquer negócio, é driblar as condições climáticas, pois está localizado ao ar livre, sob a marquise de uma ponte. Quando chove, além de ficar sujeito à ação do vento, seu público diminui e essa é uma variável imprevisível.

Nestas ocasiões, focamos na entrega de pacotes de cafés e cold brew para os clientes tomarem antes, durante ou depois do seu treino indoor, mas já estamos planejando outra estrutura” (Oséias Matoso)

VISÃO E VALORES

Oséias busca apresentar o café de qualidade de forma educativa, sensibilizando e criando consciência sobre as diferenças entre cafés em seus consumidores, e para isso, procura estar alinhado ao perfil e à necessidade deles. Compreende que a comunicação é fundamental para estabelecer essa conexão com seu público.

Nota-se a preocupação com a sustentabilidade, pelo uso de copos biodegradáveis, opções de filtros de metal no preparo dos cafés (dispensando os filtros de papel), além da coleta de lixo seletiva. Oséias apoia a mobilidade urbana sustentável pelo exemplo, locomovendo-se de bicicleta pela cidade, diariamente, no trajeto de sua casa ao trabalho.

A Coffee Run Bike proporciona ações solidárias, como nas ocasiões em que oferece cafés para os trabalhadores da ciclovia, como os garis e os que fazem a limpeza do Rio Pinheiros.  Também apoia causas sociais, um de seus colaboradores veio do projeto Fazedores de Café, um programa que realiza capacitação gratuita para baristas. 

Créditos: David Lucena

A Coffee Run Bike procura oferecer produtos feitos por microempreendedores usuários da ciclovia, que usam a bike como mobilidade urbana, treino ou lazer, fortalecendo uma rede de apoio mútua, diz o empreendedor.

Nestes posicionamentos, a cafeteria sobre rodas de Oséias está aliada aos ideais da empresa administradora da ciclovia, que visa melhoria urbana, contando com empresas que desejam gerar benfeitorias para a população e para cidade no geral.

A maior riqueza que se pode ter são as pessoas, então é nossa obrigação ajudar aos que estão começando a empreender” (Michel Farah, fundador da Farah Service, administradora da ciclovia)

Para o futuro, Oséias busca crescimento. Para isso, está organizando uma estrutura que lhe possibilite uma operação melhor, já planeja expandir para outros pontos, bem como atender eventos.

E se podemos dizer que o café nos permite infinitas possibilidades, certamente uma coffee bike de cafés especiais, direcionada pelos valores de seu idealizador, é mais uma delas.


SAIBA MAIS: CAFETERIA MÓVEL, CONHEÇA OS PRÓS E OS CONTRAS


Abaixo, alguns referências importantes para quem pensa em empreender em coffee bike:

Anvisa -RDC 49 – Boas Práticas para MEI 

Sebrae – Como montar uma food bike 

Dicas para Microempreendedor Individual de Food Bike

Você acaba bebendo café com estômago vazio seja porque está atrasado para ir ao trabalho, ou talvez durante uma pausa nas suas atividades diárias para poder espantar o cansaço. Também é possível que você simplesmente tenha o hábito de apreciar um café especial sem nenhum outro acompanhamento.

São nessas horas que podem surgir sintomas indesejáveis típicos da gastrite, como refluxos e dores estomacais. Então, será que beber café com o estômago vazio faz mal à saúde? Confira nos tópicos a seguir.

Possíveis causas

Muitos amantes de café relatam que a ingestão da bebida sem outros acompanhamentos pode causar alguns efeitos negativos como azia, indigestão e desconforto estomacal, sintomas característicos da gastrite, que consiste na inflamação das paredes internas do estômago.

Esses incômodos podem acontecer por diferentes motivos:

Sensibilidade à acidez do café

O café é naturalmente ácido, por isso é comum sentir um gosto picante e cítrico ao desfrutar alguns métodos de preparo da bebida. A reação do organismo a esses componentes presentes no café, irá variar para cada pessoa.

Existem pessoas com sistema digestivo mais sensível ao ácido, por isso podem apresentar sintomas como refluxo e azia. Enquanto outras, podem experimentar o mesmo café, e não ter nenhum desconforto.

Qualidade do grão

As dores de estômago também podem estar associadas a baixa qualidade do café, provavelmente causada pelo processamento inadequado dos grãos ou armazenamento inapropriado.

Alguns fungos podem surgir principalmente nas etapas de pós-colheita, que incluem o processamento e secagem do café.

Sabe-se que os fungos – também chamados de bolores – produzem micotoxinas, que são substâncias capazes de provocar refluxo, indigestão e dor no estômago.

Outras causas

A sensação de irritação no estômago também pode estar associada a outros fatores que têm uma acidez ou estimulam a produção desses componentes no organismo, e não somente pela ingestão de café.

O consumo excessivo de alimentos ácidos, condimentados e gordurosos, bebidas alcoólicas podem ser prejudiciais porque exigem uma maior produção de ácidos no organismo para conseguir realizar a digestão.

O uso contínuo de medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios, além de cigarros, também podem contribuir para a inflamação no estômago.

Como reduzir os efeitos da acidez no estômago

A partir de algumas medidas é possível amenizar os prováveis efeitos da acidez no estômago relacionados ao café. O objetivo é que você consiga aproveitar ao máximo a bebida sem ter nenhum tipo de desconforto. Veja algumas dicas:

Experimente o cold brew:

O método de extração a frio é interessante para reduzir os sintomas indesejáveis relacionados ao consumo de café.

No cold brew a concentração de diversos componentes ácidos da bebida é consideravelmente menor se comparado a extração a quente.

A extração dos métodos coados mais tradicionais são realizados em temperaturas mais elevadas, que facilitam a maior absorção de substâncias presentes no café.

Já para fazer um cold brew, utilizamos uma técnica de extração a frio, que além de tornar o processo mais lento (pode levar até 18 horas para ser feito), também dificulta a absorção desses elementos presentes no café. Leia o artigo original,  clicando aqui.

O resultado na xícara é uma bebida suave, mais doce, de aroma intenso e com menos acidez no paladar.

Experimente cafés de torra mais intensa

A torra mais intensa dos grãos pode ser benéfica para os que apresentam uma maior sensibilidade estomacal. Isso ocorre devido ao componente N-Metilpiridínio, conhecido como NMP, que é gerado somente nessa etapa de torra do café.

E quanto mais escura a torra for, maior será a quantidade de NMP que chegará na sua xícara.

No corpo humano, esse componente impede o estômago de produzir ácidos em excesso. Logo, o resultado de um consumo maior de NMP é de uma possível redução nos efeitos da acidez no estômago.

Experimente café descafeinado

A cafeína pode desencadear sensações desagradáveis ao beber café. O componente não está presente apenas no café, mas em chocolates, bebidas a base de cola, guaranás, mate, chás verdes e chás pretos.

Uma possível solução para pessoas que não querem abrir mão do café, é optar pela versão descafeinada da bebida, que tem no máximo 0,1% de cafeína. Porém, vale destacar que o consumo deve ser moderado para pessoas que já têm hipersensibilidade à acidez.

Não beba café com estômago vazio

Muitas pessoas têm o hábito de beber uma xícara de café logo quando acordam. Porém essa prática não é benéfica para o organismo.

Beber café com estômago vazio faz com que ocorra um aumento na produção de ácidos estomacais, ocasionando uma maior irritabilidade no órgão e, consequentemente, má digestão e azia.

Por isso não é recomendável que você beba café de estômago vazio, independentemente se tem ou não gastrite.

Alguns acompanhamentos como a banana e o leite (para quem pode consumir) podem minimizar efeitos indesejáveis ao ingerir o café, por terem propriedades alcalinas, que são capazes de neutralizar a acidez da bebida.

Conclusão

Os sintomas desagradáveis relacionados ao consumo do café de estômago vazio variam de pessoa para pessoa. Alguns componentes químicos dos grãos podem estimular a produção de ácido gástrico, mas os efeitos são variados, dependendo do tipo de café e do organismo de cada indivíduo.

Além disso, as dores de estômago podem estar relacionadas a baixa qualidade do café, que podem conter fungos,  devido ao mau armazenamento ou processamento inadequado.

Os efeitos de acidez no estômago estão relacionados ao próprio estilo de vida da pessoa, que não deve abusar de certos alimentos, bebidas alcoólicas e cigarro, que podem desencadear sintomas indesejáveis como azia e indigestão.

Bons hábitos contribuem para a redução dos efeitos da gastrite. Porém se os sintomas forem recorrentes, recomenda-se consultar um médico.


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A Coffee Science Foundation (CSF) anunciou que iniciará um novo projeto de pesquisa “buscando um entendimento mais profundo do Cold Brew”.

A CSF é uma organização de apoio da Specialty Coffee Association (SCA) que serve como braço de pesquisa da SCA. É uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover o entendimento do café e garantir seu futuro por meio de pesquisa, construção de conhecimento e divulgação. Os resultados dos projetos gerenciados pelo CSF ​​são divulgados à comunidade cafeeira global em eventos, por meio de publicações e programas de educação cafeeira.

Esse novo projeto irá definir os parâmetros de extração do Cold Brew, incluindo análises químicas e sensoriais.

“O Cold Brew tornou-se uma parte importante na cena de cafés especiais e estamos animados em investigar as propriedades sensoriais e físicas que o tornam tão especial”, diz Peter Giuliano, diretor executivo do CSF ​​e diretor de pesquisa da Specialty Coffee Association..

O mercado de Cold Brew vem crescendo consideravelmente na última década, e as inovações em estilo e processo fizeram com que houvesse uma ampla diversidade de experiências sensoriais à disposição dos consumidores. Este último projeto de pesquisa pretende entender a extração, preparação, armazenamento e valor do consumidor de Cold Brew de uma maneira mais abrangente e detalhada.

O PLANO DE PESQUISA

  • Dois anos de projetos de pesquisa liderados por Ph.D e pesquisadores do café treinados em ciência sensorial, química, física e ciência do consumidor.
  • Exploração completa das técnicas de extração a frio, incluindo temperatura durante o preparo, tempo de preparo, porcentagem de extração e concentração, documentando seu impacto nos atributos sensoriais e químicos usando cafés especiais.
  • Exploração completa do efeito do tempo decorrido durante e após a extração nos atributos sensoriais e químicos do café.
  • Análise profunda das preferências dos consumidores nacionais e internacionais dos vários parâmetros de extração, incluindo o mapeamento de preferências e a potencial de tolerância de preço.
  • Série de publicações para o café e a imprensa popular, compartilhando resultados de pesquisas, incluindo um manual do Cold Brew.
  • Uma série de palestras (mais de 20) em vários eventos de café, realizadas por pesquisadores e líderes de projetos.
  • Resultados da pesquisa integrados ao currículo de educação da SCA.

O SUPORTE E APOIO FINANCEIRO

O suporte financeiro para este projeto é liderado pela empresa fabricante do Toddy e o projeto começará no primeiro trimestre de 2020.

“Durante anos, sabemos que o café a frio produz uma xícara muito diferente dos métodos tradicionais de extração que utilizam água quente, mas tem sido difícil para qualquer um explicar como e por que. Estamos entusiasmados em apoiar este projeto que ajudará a entender a ciência por trás do método que  esclarecerá o que torna a extração a frio única, tanto do ponto de vista químico quanto sensorial ”, diz a presidente da Toddy, Julia Leach.

“Muitas das pesquisas no sobre extração a frio nos últimos anos foram proprietárias. Achamos que era importante para a Toddy assumir um papel de liderança no apoio à pesquisa que beneficiará toda a indústria.”


LEIA TAMBÉM: RÓTULOS NOS CAFÉS ESPECIAIS: O QUE É PRECISO INFORMAR?


Artigo originalmente publicado no BeanSceneMag.
Leia o artigo original aqui.


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