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Os cafés especiais em Florianópolis já são uma realidade, diferentes cafeterias oferecem os grãos para os amantes da bebida. Os coffee lovers podem apreciar um bom café em diversos métodos de preparo servidos quente ou frio, e com inúmeras opções de acompanhamento. Quer saber mais? Continue a leitura e veja 6 dicas de cafeterias que oferecem cafés especiais em Florianópolis que você não pode deixar de conhecer!

1. Arbor Centro

A Arbor Café conta com torrefação própria e oferece alguns cursos (opções presenciais e online) para quem é apaixonado pelo universo do café e quer aprender mais sobre a bebida.

Crédito: Arbor Café.

Além disso a casa acaba de lançar o seu clube de assinatura, Clube Arbor, em que os coffee lovers receberão um pacote de 250 gramas do café do mês em sua casa no valor de R$38.

O lugar conta com uma variedade de mais de 30 bebidas à base de café, dentre elas, Arbor Frapê, Arbor Tônica (cubos de espresso em gelo com água tônica e raspas de limão) além dos tradicionais: cappuccino, espresso, ristretto, latte, dentre outros.

O cliente pode escolher o método de preparo (Prensa francesa, Kalita, Hario V60 e Aeropress). Há diferentes opções de doces, salgados e sanduíches.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 10h às 19h.

Endereço: Avenida Prefeito Osmar Cunha, 251 —  Loja 2 — Centro- Florianópolis.

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelas mensagens diretas no Instagram da loja ou por meio do WhatsApp (48) 99130-5615.

2. Black Horse Coffee Roasters

A cafeteria fez uma fusão com o Mercado Sehat no Centro e no sul da ilha, no bairro do Campeche, aqui falaremos sobre a unidade do Centro.

A Black Horse Coffee Roasters oferece cafés especiais com torrefação própria, os métodos de extração são cafés filtrados, espresso e clássicos como macchiato e cappuccino. A casa também oferece cursos para quem quer aprender mais sobre o mundo do café.

Foto: Black Horse.

A sede da Black Horse Coffee Roasters juntamente com o Mercado Sehat no Centro apresenta um cardápio com comidas asiáticas e confeitaria vegana.

Clientes podem adquirir café torrado pela própria loja. Foto:Black Horse.

Endereço: Rua Jerônimo Coelho, 308- Centro (Mercado Sehat) — Florianópolis.

Horário de funcionamento: segunda a sábado de 08h às 18h.

Delivery (comidas, café em grãos/moído): entregas gratuitas somente aos sábados, nos demais dias há cobrança de taxa. Os pedidos podem ser feitos aqui.

Bebidas: somente por take away e balcão externo da loja.

3. Café Cultura Lagoa da Conceição

São diferentes franquias espalhadas pela cidade, aqui falaremos sobre a loja da Lagoa da Conceição que é pet friendly e oferece leite vegetal para os seus clientes.

O cardápio do Café Cultura da Lagoa da Conceição conta com cafés especiais torrados no próprio local e cafés comerciais servidos no Aeropress, Hario V60, espresso e clássicos como mocha, cappuccino (brasileiro e italiano), chocolate quente, além de bebidas geladas à base de café levando cold brew como iced latte, frapê de caramelo e frapê de cookie.

O Café Cultura oferece o café em diversos métodos.

Além dos cafés, o cardápio do Café Cultura é rico na gastronomia com opções de sopas, saladas, croissants, bowls, tortas, paninis e muito mais.

A empresa comercializa os seus cafés tanto em grão, quanto moído, sendo eles: house blend, bourbon amarelo, peaberry, orgânico e descafeinado. Os tamanhos variam de 250 a 500 gramas.

Horário: segunda a domingo das 9h às 20h*. Mais informações entrar em contato com a empresa pelo Instagram

Endereço: Rua Manoel Severino de Oliveira, 635- Lagoa da Conceição —  Florianópolis.

*Obs: A Café Cultura da Lagoa da Conceição atende na loja,  iFood e take away.

4. Family Coffee

A cafeteria trabalha com mais de 59 variedades de bebidas a base de café com 14 métodos de extração que envolvem os tradicionais filtrados (Chemex, Hario V60 e Kalita Wave) e as versões geladas como o iced latte e iced mocha. As receitas de café com leite têm a opção do uso de leite vegetal. 

A casa também é conhecida por servir brunchs todos os dias, com opções variadas como avocado toast com bacon, carpaccio de carambola, com figos, parma e gorgonzola, mini cheesecake com geleia de morango, ceviche vegano, dentre outros.

Os grãos da casa são de diferentes regiões do Brasil e de outros países por meio da parceria com a Coffee Collective da Dinamarca. O ambiente também chama a atenção por ser pet friendly.

Horário: segunda a segunda de 09h às 19h. Acompanhe o Instagram da Family Coffee para mais detalhes aqui

Endereço: Avenida Madre Benvenuta, 1157 – Santa Monica- Florianópolis.

Delivery: entregas com raio de 10 km, do Centro a Cacupe.

5. Leve Cafeína

Primeira take away (modelo que o cliente compra e leva) de Florianópolis, a cafeteria iniciou os trabalhos no calçadão da Felipe Schmidt com a venda de cafés especiais com a proposta de “pegar e levar”, ideal para as pessoas que estão na correria, mas que não dispensam um bom café.

Atualmente a loja funciona no mesmo local que abriga a sua torrefação, na unidade de São José. Por ficar ainda na região metropolitana, merece uma visita no continente para beber um café de qualidade.

A Leve Cafeína serve café especiais com diferentes métodos (Aeropress, Hario V60, Mocha, espresso, etc) e conta com um menu de pães de fermentação natural, como o panini (pão tostado na chapa com queijo meia cura de minas) e avocado toast (avocado temperado e ovos mexidos por cima).

O cardápio também oferece opções doces como banana bread (pão de banana tostado na chapa com manteiga ou doce de leite), caramelo slice (doce australiano de 3 camadas – coco, caramelo e chocolate) e cookies.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 08h30 às 17h30.

Endereço: Av. Mal. Castelo Branco (Praça de alimentação do Edifício Kennedy Towers) 65 — Campinas, São José.

Delivery: Funciona toda as quartas-feiras com pedidos via Instagram, até às 10h do mesmo dia. As entregas ocorrem no período da tarde. O cliente pode optar pela versão em grão ou moída da bebida.

6. Uma origem

A cafeteria funciona dentro do Mercado São Jorge, espaço referência em produtos orgânicos que conta ainda com livraria, além de diferentes restaurantes.

Mestre de torra, Zelio Augusto Santana Filho, o “Zee”. Foto: Uma Origem.

Uma Origem tem com mestre de torra Zelio Augusto Santana Filho, mais conhecido como Zee, que faz parte da escola australiana de café, pois morou nove anos no país, no qual trouxe seus conhecimentos para Florianópolis.

Os cafés especiais da Uma Origem são torrados no próprio lugar e o cliente pode optar por diferentes métodos de preparo, sejam cafés filtrados ou espressos. Além do café, o local conta com sistema on tap para kombucha e opção de leite vegetal.

Horário de funcionamento: seg a sábado das 9h às 17h.  Delivery duas vezes por semana, quartas e sextas-feiras.

Endereço:  Rua Brejaúna, 130 (Mercado São Jorge) —  Itacorubi, Florianópolis. 

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (47) 99185-4472.

Conclusão

A cena de cafés especiais em Florianópolis é bastante rica e apresenta uma variedade de métodos de preparo para que assim, os coffee lovers consigam desfrutar de todas as qualidades da bebida.

Devido ao coronavírus algumas cafeterias optaram pelo atendimento take away e delivery. Nesse momento de pandemia é importante entrar em contato com as empresas para consultar locais de entrega e taxas.

Receber uma xícara com um desenho feito em seu café pode ser algo sutil e encantador, mas será que Latte Art, importa tanto assim?

Para responder essa pergunta, vamos explorar mais sobre essa técnica.

Não há registros de onde ou quem exatamente inventou o Latte Art, muito provavelmente sua origem vem das cafeterias europeias, sendo o italiano Luigi Luppi reconhecido como um de seus patronos. 

No entanto, essa técnica certamente foi popularizada por David Schommer (Cafeteria Espresso Vivace) na década de 80, em Seattle.

Créditos: Michiel Leunens em Unsplash

O QUE É LATTE ART?

É denominado Latte Art a técnica de produzir figuras com o leite sobre o café. Em suas diversas modalidades, encontramos:

  • grafismo (ou sketching): desenhos feitos sobre o leite com caldas, como chocolate ou caramelo, onde algumas formas são riscadas com o auxílio de um palito.
  • stencil art: desenhos elaborados com cacau ou canela em pó, com auxílio de moldes com formatos variados.
  • free pour (ou pouring): a mais difícil e valorizada, é o despejo do leite vaporizado sobre o café, com auxílio de uma leiteira (pitcher), formando desenhos a mão livre.
Latte Art Grafismo . Créditos: Sahin Yesil em Pexels


SAIBA MAIS: CONHEÇA O CÁSCARA: O CHÁ FEITO DO FRUTO DO CAFÉ


O ESPRESSO

O espresso é a base, é a “tela” onde será desenhada a arte com o leite. A qualidade das matérias-primas são tão relevantes quanto a habilidade na técnica. E mais ainda, a extração do espresso também deve estar bem regulada para uma bebida com crema persistente.

O LEITE

Considerando as escolhas e restrições alimentares, é comum as cafeterias trabalharem com diversos tipos de leite. O mais popular é o de vaca, que varia de acordo com seus percentuais de gordura, podendo ser integral, semidesnatado e desnatado.

Há também os sem lactose (açúcar do leite) e os leites vegetais. É importante saber, que cada um deles se comportará de maneira diferente na vaporização.

Do mesmo modo que se valoriza a origem dos cafés e a qualidade mineral da água para a excelência do espresso, a origem do leite e sua composição também precisam ser consideradas. Teores de carboidratos, proteínas, lipídeos e umidade do leite fazem diferença no produto entregue na xícara.

Créditos; Ketut Subiyanto em Pexels

A VAPORIZAÇÃO

O processo vai muito além do simples aquecimento do leite, pelo vapor de água que sai da haste das máquinas de espresso. Algumas transformações, físicas e químicas, acontecem na estrutura do leite, deixando-o mais viscoso e elástico.

A vaporização é responsável pela elevação da doçura do leite através da hidrólise da lactose, que é quebra de dessa molécula em duas (glicose e galactose) a partir da adição de uma molécula de água. Esse processo também aumenta a solubilidade desses açúcares.

A consistência cremosa se dá pela presença das proteínas e pelas glóbulos de gordura, que são solubilizados  e trazem um sensorial mais redondo e saboroso.

As proteínas agem como emulsificantes, portanto são elas que ajudam na estabilidade da microespuma. A gordura, por outro lado, apesar de trazer uma complementação de sabor, diminuem a estabilidade da espuma.

TEMPERATURA CORRETA

Preconiza-se que o leite esteja gelado (4º C) para receber as altas temperaturas da vaporização (mais de 100º C).  Mas atenção: a proteína do leite é composta em sua maior parte (85%) de caseína, que coagula em temperaturas acima de 80º C, desfavorecendo a consistência e viscosidade desejadas.

Temperaturas altas também provocam outras reações, que podem trazer sabores desagradáveis ao leite.  Mais que uma linda apresentação, o que conta na xícara como a melhor experiência, é o sabor.

É comum vermos os baristas controlando a temperatura pelo tato, no corpo da pitcher, segurando-a com a mão, enquanto vaporizam o leite. O limite suportável pela mão se dá perto dos 65º C, que é a temperatura ideal para a vaporização perfeita.

O posicionamento da pitcher e da haste de vaporização, também precisam ser calculados, para  que não se formem bolhas grandes no processo.

Se elencarmos os passos mais importantes do Latte Art, podemos dizer que a vaporização do leite é fundamental. Sem uma consistência adequada do leite, que deve estar levemente cremoso, porém liso e sem bolhas, dificilmente os desenhos terão a definição necessária.


LEIA TAMBÉM: TNT’s & O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DO BARISTA


A TÉCNICA

Para executar um Latte Art perfeito, é preciso treino, tempo, dedicação constante, pois é fácil “perder o jeito” se o barista ficar longos períodos sem praticar.

Demanda boa coordenação motora: uma das mãos entorna o leite em movimentos precisos com uma altura ideal. Enquanto isso, a outra mão movimenta a xícara, para uma angulação que favoreça o processo.

Primeiramente, o barista despeja a parte mais líquida do leite no fundo da xícara, que estará inclinada. Depois, em movimentos sincronizados, vai controlando a saída da espuma da leiteira formando os desenhos.

E seguirá completando o volume e acertando a posição da xícara. Isso tudo acontece de forma rápida, com o barista orquestrando esses movimentos.

Latte Art Tulipa . Créditos; Jake Buonemani em Unsplash

DESENHOS

São desenhos clássicos do Latte Art free pour, em ordem crescente de complexidade: coração, tulipa e rosetta. 

À partir desses três desenhos básicos, o barista pode criar inúmeros outros, conforme sua criatividade e habilidade permitirem. E então, vemos, cisnes, cavalos-marinhos, dragões, e infinitos outros.

CAMPEONATOS

A WCE (World Coffee Events) é a entidade que promove e regulamenta os campeonatos de barismo no mundo (no Brasil, representada pela BSCA Brazilian Specialty Coffee Association).

Dado o mérito dessa técnica, tão característica da profissão barista, dentre as diversas modalidades, está o campeonato de Latte Art. Com o leite e café oferecidos pela organização, o barista define qual desenho apresentará no tempo estabelecido nas etapas da prova. Os juízes avaliam diversos quesitos, entre eles: definição, contraste, limpeza da xícara e criatividade no latte art apresentado.

Tiago Rocha, barista de Curitiba (PR), foi o Campeão Brasileiro de Latte Art 2020. Barista há dois anos, revela que aprendeu muito observando colegas pelas redes sociais. Foi sua primeira vez competindo, mas com o apoio dos amigos e pelo prazer de fazer o que ama, superou o nervosismo e encarou o desafio. Segundo ele, Latte Art seria como a “cereja do bolo” na apresentação da bebida.

Créditos Oriana Ortiz em Pexels

Não poderíamos deixar de citar os TNT`s (Thursday Night Throwdown) que são encontros realizados entre baristas, coffee lovers e entusiastas na última quinta-feira do mês. Trata-se de uma disputa informal, mas que agita o cenário das cafeterias e do mercado. Premiações são feitas para quem produzir o melhor Latte Art do evento.  No Brasil, esse movimento vinha crescendo em Curitiba, Florianópolis, Vale do Itajaí e São Paulo.

LATTE ART, IMPORTA ?

A degustação de alimentos e bebidas é uma conjuntura multissensorial. É sabido que a apresentação é fator chave na atração e percepção de qualidade. 

Entre os que consideram que o latte art importa, há também quem considere que o Latte Art não é necessário. Mas é inegável que, ao servi-lo, o barista está indo além da técnica. Está personalizando o produto, no intuito de que seu cliente sinta-se especial.

É, portanto, uma forma de agregar valor à experiência, por meio de uma delicada (apesar de efêmera) arte!

E para você, Latte art, importa?

Queremos te contar algumas dicas de como fazer um bom café em casa, para transformar seu cafezinho naquele cafezão, e assim elevar sua experiência, impressionar a família e amigos, que tal?

Para muitos, o café institui um ritual, começa na escolha do tipo de grão, eleger o método de preparo, curtir cada etapa da experiência. Para outros, o processo é mais dinâmico e trivial, mas diante da pressa do cotidiano não é preciso deixar de aprimorar a qualidade do seu café, não é mesmo? Vamos às dicas!

ESCOLHA UM BOM CAFÉ

Créditos: Lex Sirikiat em Unsplash

Tudo começa com a matéria-prima que usamos, portanto, comece escolhendo bem. Temos diversas opções de cafés disponíveis, com inúmeras marcas e preços, e claro que café bom é aquele que você gosta. Mas observe as recomendações abaixo, antes da compra.

Categorias

Procure observar a classificação do café. Segundo a ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café), o café segue algumas categorias, de acordo com sua qualidade e grau de defeitos. 

Os Tradicionais e Extra-fortes seriam a base da pirâmide, com maior grau de defeitos e menor qualidade; no grau intermediário temos os Cafés Superiores e acima destes, estão os Gourmets

Os Cafés Especiais seguem a classificação da SCA (Specialty Coffee Association – representada no Brasil pela BSCA ), e ao compararmos as duas classificações (ABIC / SCA), os Especiais ficam no topo da pirâmide, sendo os de melhor qualidade. Os Cafés Especiais normalmente são os que informam a origem, variedade do grão e notas sensoriais.

Torra Fresca

Verifique a data de torra do seu café, pois quanto mais fresco, melhor.  Compre sempre de forma justa ao seu consumo, pois estocar Cafés não é vantagem.

Café em Grãos ou Moído?

Escolhendo café em grãos, você terá qualidade melhor em relação à cafés já moídos. Nos Cafés tradicionais já moídos podem conter impurezas difíceis de identificar.

Existem vários modelos de moedores domésticos, manuais ou elétricos, escolha o que melhor se adapte à sua  necessidade. Normalmente os cônicos e de cerâmica trazem melhor regularidade na moagem, e portanto maior equilíbrio na extração.

Caso você não tenha um moedor em casa, uma dica é adquirir café em grãos e pedir para moer onde você comprar. Muitas cafeterias e empórios oferecem esse serviço, e também as torrefações que vendem diretamente ao consumidor. Peça que façam a moagem adequada ao seu método favorito.

 

Créditos: Rafael Leão em Unsplash

 Leia também CAFÉ COM ESTÔMAGO VAZIO FAZ MAL?


MOER NA HORA DO PREPARO

Assim que o grão é moído, acelera seu processo de oxidação e substâncias voláteis começam a se perder: a qualidade e aroma do café vão diminuindo.

Você terá melhor proveito ao moer a quantidade de café a ser usada no momento do preparo, garantindo todo o potencial de sabor que aquele grão pode lhe oferecer. E os aromas liberados neste processo já despertam os nossos sentidos, quem não adora o cheirinho de café moído na hora?

 

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

Quanto maior o contato com oxigênio, mais o café perde suas características sensoriais, então é preferível mantê-lo em seu próprio pacote, retirando o ar e fechando-o bem. Para manter o frescor do seu café, prefira mantê-lo também ao abrigo da luz.  Não é aconselhado armazenar café na geladeira, pois além da umidade desse ambiente, o café pode absorver odores indesejáveis.

DÊ ATENÇÃO À ÁGUA 

Na bebida Café, 98% é água, portanto valorize a qualidade dela no seu preparo. Mesmo que a água seja tratada e fervida, pode conter cloro e impurezas que trazem sabores desagradáveis ao café.

É recomendado usar água filtrada ou água mineral, levando em conta que essas últimas também interferem no sabor (de acordo com seus sais minerais), então é preciso testar e observar qual combina melhor com seu café.

Créditos: Tanushree Rao em Unsplash

FERVER OU NÃO FERVER? EIS A QUESTÃO

 Existe um mito de que a água fervida queima o o café no momento da extração. O café é torrado à temperaturas muito mais elevadas do que o ponto de ebulição da água, portanto essa teoria não faz muito sentido. 

Porém, em temperaturas muito elevadas, a água pode extrair outros compostos que trazem mais amargor e adstringência, então o recomendado é estar entre 90º à 96º C. Para isso, use um termômetro apropriado ou quando a água entrar em ebulição, retire da fonte de calor e aguarde baixar um pouco a temperatura  para então adicioná-la ao seu café.

E do contrário, se a água estiver fria, a extração é dificultada porque não solubiliza o café.  Sim, é possível extrair o café a frio, mas é necessário um longo período de contato com a água (mais de 12 horas), como acontece nos Cold Brews, por exemplo.

Se você costuma adoçar seu café, não é indicado ferver a água já com açúcar, pois eleva mais ainda o ponto de ebulição da água, trazendo sabores indesejáveis.

ESCOLHA SEU MÉTODO DE PREPARO

Muitos são os métodos para preparar essa querida bebida, sejam por infusão (quando o café fica imerso na água), percolação (quando a água passa pelo café e extraímos através de um filtro), pressão (como exemplos a cafeteira italiana, Aeropress e também o espresso) e cada um trará um resultado diferente.

Os filtrados trazem uma bebida mais limpa (sem resíduos) do que os de infusão e pressão, que por sua vez, resultam em bebidas mais turvas e mais encorpadas, por conterem mais óleos essenciais do café.

Cada método tem sua particularidade, sugere um tipo de moagem mais adequada (mais grossa ou mais fina), e cada um é um show à parte.  A graça é experimentar para saber qual mais lhe agrada e também ir variando os métodos e receitas.

Créditos: Rachel Brenner em Unsplash

LEIA TAMBÉM: A HISTÓRIA DO MÉTODO KOAR


CUIDADOS COM OS FILTROS

Temos diversos tipos de filtros como papel, metal ou pano. Sempre escalde (lave com água quente) antes do preparo para retirar possíveis resíduos e odores indesejáveis provenientes do processo de fabricação e da própria celulose.

Os filtros de papel merecem atenção no seu armazenamento: guarde-os de forma a protegê-los da umidade e odores. É importante dobrar os filtros nas costuras para que encaixem melhor no porta-filtro e não obstruam os orifícios de passagem.

HIGIENIZAÇÃO

O café têm óleos essenciais que costumam aderir nos materiais. Depois do uso, capriche na higiene dos seus utensílios, garantindo que não fiquem resíduos que possam interferir negativamente na sua próxima extração.

Filtros de metal requerem cuidados, pois resíduos de café podem acumular nos micro furos. Limpe-os após o uso com uma escovinha e evite detergentes e se o usar, certifique-se de enxaguá-lo muito bem. 

Os coadores de pano estão na memória afetiva de muitos de nós, é o famoso coador da vovó. O alerta é com a higiene deste, já que o tecido favorece crescimento de microrganismos.  O ideal é lavá-lo com água após o uso e armazená-lo protegido, imerso em água  e sob refrigeração; mesmo assim, deve ser substituído a cada 30 dias.

PROPORÇÃO ADEQUADA

Qual quantidade de café e água podemos usar? Tudo depende de como você gosta do seu Café. Quanto maior a concentração de café mais intenso será o sabor.

Uma regra geral é usar a proporção de 1/10 (uma parte de café para 10 de água). Isso significa usar 10g de café moído para 100 g de água, por exemplo.  Cafés com perfis sensoriais mais delicados sugerem uma proporção menos concentrada (de 1/15), mas tudo é relativo à sua preferência, método utilizado e receita.

Caso não queira utilizar balança para essa aferição, use medidas caseiras. Uma colher de sopa (cheia) tem aproximadamente 10 g de café moído. e uma xícara de água tem 240 ml, basta usar essas medidas como referência.

Créditos: Andrea Tummons em Unsplash

ESCALDAR FILTRO E UTENSÍLIOS

Você já escolheu um bom café, qual método usar, qual proporção e já moeu os grãos. Agora é hora de escaldar (jogar água bem quente) em todo o sistema, desde o filtro (para retirar resíduos como dito anteriormente) até os utensílios utilizados, incluindo as xícaras.  Isso permite uma uniformização da temperatura de tudo o que terá contato com o Café, evitando choques térmicos que interfiram na bebida, além de também eliminar possíveis resíduos ou odores destes utensílios.

PRÉ-INFUSÃO

Para fazer um bom coado, acomode o café moído no filtro e despeje um pouco de água, somente até cobrir o pó. Essa fase chama-se pré-infusão (ou blooming). Ela permite liberar gases provenientes da torra e permitir uma hidratação dos grãos, trazendo uma extração mais balanceada.

Aguarde uns 30 segundos e procure fazer os outros despejos de forma suave e em fluxos contínuos e circulares para não desequilibrar e extrair mais de uma parte e menos de outras. 

Créditos: Tyler Nix em Unsplash

CUIDADOS NO PREPARO

Agora é hora da extração efetivamente. Isso significa trazer para a água os compostos solúveis de sabor do café torrado. Extrair demais (super-extração) tende a favorecer o amargor e extrair pouco (sub-extração) denota acidez excessiva , mas um bom café é aquele que traz equilíbrio entre os sabores, por isso essa fase requer atenção.

Quantos mais despejos ou fluxos muito intensos, ou dar aquela mexida com a colher durante a filtragem, mais agitação ocorre, o que pode favorecer seu resultado, mas cuidado, pois a demasiada agitação pode resultar um amargor e adstringência indesejáveis também. 

Os métodos de Infusão (Prensa Francesa, Clever, etc) não requerem a pré-infusão, uma vez que todo o café ficará imerso na água, mas é necessário promover agitação no líquido para melhor extração, com os mesmos cuidados.

O tamanho da moagem dos grãos vai interferir também no tempo de preparo e percentual de extração. Quanto mais finos, maior o tempo de preparo, maior a extração. É indicado um tempo máximo de extração de até 4 minutos para não favorecer amargor excessivo.


SAIBA MAIS EM  MEXER OU NÃO MEXER, O GUIA DEFINITIVO DA AGITAÇÃO


MEXA O CAFÉ PRONTO

Você concluiu todas as etapas anteriores com maestria, mas para um café perfeito, é importante que você misture todo o líquido extraído.  Mexa-o na jarra em movimentos circulares ou com auxílio de uma colher. Isso garante que todas as camadas de sabor, geradas nas diferentes fases da extração fiquem uniformes, trazendo harmonia em seu café. E então é só servir e curtir !

Créditos: Tristan Gevaux em Unsplash

E AS GARRAFAS TÉRMICAS?

Café fresco e consumido na hora é sempre o ponto alto da qualidade, mas caso você prefira fazer uma quantidade maior para ser armazenada, tenha uma boa garrafa térmica para isso. Ainda assim o café se sustentará por no máximo uma ou duas horas.

Não é recomendado acrescentar açúcar ao café em garrafas térmicas, pois pode favorecer fermentação que prejudicará a qualidade, podendo causar inclusive desconfortos gástricos; se preferir adoce diretamente na xícara. 

E essas são as dicas pra você fazer aquele Cafezão como um barista.  Agora coloque-as em prática e bons cafés!

Os millennials estão transformando a cultura do café. Uma geração que nasceu e cresceu juntamente com a criação da internet, vivenciando em primeira mão um mundo globalizado e conectado, muito mais questionadora e consciente dos impactos ambientais.

Essa geração chegou para mudar a maneira como o café é produzido, consumido e apreciado, em busca de um bebida com qualidade e que valoriza o produtor.

Conheça mais sobre os millennials nos tópicos abaixo.

QUEM SÃO OS MILLENNIALS?

Os millennials ou Geração Y, são pessoas que nasceram entre 1980 e 1995, atualmente com idade de 25 a 40 anos. São indivíduos que nasceram junto à ascensão da globalização e das tecnologias digitais, fenômenos que transformaram a sociedade e o mundo. 

Existem estudos como o do “Think With Google” que dividem a Geração Y em: Old Millennials e Young Millennials. 

O primeiro grupo, os Old Millennials são de pessoas que foram crianças e adolescentes nos anos 90 e que ficaram parte das suas vidas sem a internet. Apenas em 2007, quando já eram adultos, tiveram contato com as mídias sociais e os smartphones. De acordo com o estudo, esse grupo tende a ter características mais colaborativas, flexíveis e otimistas.

Os millennials são extramente ligados ao ambiente digital

Por sua vez, os Young Millennials nasceram conectados à internet, foram crianças e adolescentes nos anos 2000 e tiveram acesso a redes sociais e smartphones quando ainda estavam na escola. Esse grupo tende a ser financeiramente consciente, questionador e realista.

O estudo completo do Think With Google” pode ser acessado aqui.

Agora que foram apresentadas as características dos millennials, como eles podem influenciar a cultura do café? Continue a leitura para entender.

QUAIS SÃO AS ONDAS DE CONSUMO DO CAFÉ?

As ondas do café estão relacionadas à evolução da maneira de se consumir a bebida ao longo do tempo. São divididas em três: primeira, segunda e terceira onda. Já há rumores sobre a quarta, leia até o final para entender.

PRIMEIRA ONDA DE CONSUMO: CAFÉ COMO FONTE DE ENERGIA


Surgiu no final do século XIX e início do século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, o café nessa época era utilitário, o consumidor via o produto como uma fonte de energia, com o intuito de trazer estímulo para as suas atividades do dia a dia. Não havia uma preocupação com a origem e qualidade do grão, a atenção era voltada somente aos efeitos da bebida no corpo.

Essa onda trouxe as embalagens à vácuo, o café solúvel ou enlatado, tudo visando a rapidez no preparo. O consumidor era responsável pelo próprio preparo da bebida e a comercialização do produto era feita pelos supermercados. 

Os cafés da primeira onda apresentavam características como: predominância do grão robusta, torras mais escuras e sabor amargo.

SEGUNDA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E MASSIFICAÇÃO 


A segunda onda nasceu a partir da preocupação do consumidor em adquirir qualidade e padronização do café, algo que não era presente na primeira onda. A ideia era ter uma bebida que não trouxesse somente uma fonte de energia para o corpo, mas que fosse uma experiência de consumo.

O café passa a ser consumido fora de casa, a partir do surgimento das famosas máquinas de espresso que ajudaram a popularizar a bebida. O consumidor passou a frequentar lugares como Peet’s Coffee & Tea e Starbucks para apreciar o café, além de desfrutar do ambiente de convivência.

Chegada das máquinas de espresso ao mercado marcam a Segunda Onda do Café. Crédito: Dimitri Bong no Unsplash

A experiência de consumo passa a ser valorizada com a utilização de grãos de diferentes lugares do mundo, como Colômbia e Guatemala, além do surgimento da variedade de bebidas à base de café e dos cafés em cápsulas.

TERCEIRA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E EXCLUSIVIDADE 

Os consumidores passaram a procurar cafés diferenciados em cafeterias pequenas que trouxessem diferentes métodos de extração, fugindo do preparo automatizado e massificado, características marcantes da segunda onda do café. 

As principais empresas que adotam o movimento da terceira onda do café são: Blue Bottle, Counter Culture, Intelligentsia e Stumptown.

Na terceira onda, o consumidor passa a se preocupar com os métodos de produção e processamento, origem do café, condições climáticas, notas sensoriais, técnicas e demais fatores. Existe portanto, um consumo consciente com um público cada vez mais exigente.

As cafeterias da terceira onda apresentam cafés especiais, com diferentes métodos de preparo além do espresso com  versões do coado como AeroPress, Chemex, Hario V60 etc. O tipo de preparo passa a ser artesanal, diferentemente da segunda onda que era automatizado.

Método Hario V60. Crédito: Ke Vin no Unsplash

O consumidor busca cafés de qualidade em lugares diferenciados com a presença de torrefadores e baristas, que proporcionam uma bebida única e singular. O objetivo do coffee lover é apreciar uma bebida única, em um ambiente agradável, confortável e estiloso.

Os clubes de assinaturas de cafés especiais surgiram como uma solução para consumidores brasileiros que procuravam cafés de qualidade, mas que tinham dificuldades para adquiri-los.

O aumento dos coffee lovers que buscavam cafés de alta qualidade, criou um segmento que tem crescido no mercado brasileiro: os clubes de assinatura de cafés especiais. A modalidade funciona com a entrega de lotes de diferentes origens para a casa do consumidor.

Quer conhecer mais sobre os clubes de assinatura de café? Confira abaixo a conversa com  Débora Reis do Coffee & Joy e Hugo Rocco, do Moka Clube para saber mais detalhes sobre o crescimento dessa modalidade de venda no Brasil.

Início dos clubes de assinaturas de cafés especiais

Os clubes de assinatura de cafés especiais no Brasil começaram em 2012, Hugo Rocco, pioneiro da modalidade no país, conta como surgiu a ideia de criar o Moka Clube. 

“O clube de assinatura era o único modelo de negócio que conseguimos trabalhar com estoque baixo, pela internet e viajando para as fazendas, que era o nosso grande prazer e objetivo no começo”, aponta.

Coffee Hunter Hugo Rocco seleciona os melhores cafés para seus assinantes. Crédito: Moka Clube

O coffee hunter (caçador de cafés) do Moka Clube fala sobre as dificuldades encontradas para implementar o clube de assinatura e em qual setor buscou inspiração para desenvolver o seu modelo de negócio.

“A dificuldade era conseguir o contato de produtores de cafés de qualidade e a logística, que é nosso grande desafio até hoje. Nós nos espelhamos muito no mercado da cerveja artesanal”, comenta Hugo Rocco.

DNA no café inspira a criação do Coffee & Joy

Idealizadora do Coffee & Joy, Débora Reis, comenta que o desejo de criar um clube de assinatura de cafés especiais está ligado também a tradição cafeeira que a sua família possui no setor. Débora relata que se inspirou em clubes de fora do Brasil e em segmentos de outros produtos como os pet shops.

Eu tive o privilégio de nascer em uma família de cafeicultores do Sul de Minas. O café já é tradição que vem de seis gerações da minha família. Tenho outros dois sócios (João e Sérgio) que também são do interior e que já sabiam, desde antes do café especial estar tão difundido, o valor que tinha naquele café bem preparado e fresco que a gente tomava em casa”. 

Débora Reis afirma que a ideia de criar o Coffee & Joy ocorreu juntamente com seus sócios Sérgio e Marcos, pois enxergaram a necessidade de levar cafés de qualidade para outras pessoas e que elas tivessem a oportunidade de experimentar diferentes sensações ao apreciar a bebida.

Sócios do Coffee & Joy: João, Marcos, Débora e Sérgio. Crédito: Coffee & Joy

“Nós (Eu, Sérgio e Marcos) resolvemos facilitar a obtenção da matéria prima causadora de todos esses sentimentos. Nos juntamos para tornar possível para qualquer pessoa também desfrutar das experiências incríveis que são proporcionadas por cafés de qualidade. O João chegou depois para complementar tudo isso e expandir a busca na origem desses cafés”, disse.

Características dos clubes de assinaturas de cafés especiais

Os coffees lovers podem escolher diferentes assinaturas de cafés especiais no Brasil com entrega de lotes de variadas origens em sua casa na frequência desejada, por exemplo, semanal, quinzenal ou mensal. As três principais características desse segmento são:

  1. Praticidade  O assinante pode receber um café especial sem sair de casa, basta escolher um dos inúmeros clubes disponíveis no mercado. A compra online permite uma facilidade na escolha dos produtos, forma de pagamento e frequência.
  2. Exclusividade  — Os clubes de assinatura de cafés trazem lotes de diversas regiões do Brasil, o que possibilita que o consumidor aprecie grãos que dificilmente conseguiria encontrar por conta própria.
  3. Qualidade  Os clubes de assinatura como o Moka Clube e o Coffee & Joy trabalham com cafés especiais, com produtores escolhidos pelos coffee hunters para garantir a entrega de cafés com aroma, corpo, acidez, doçura e amargor únicos. 

Crescimento dos cafés por assinatura

O mercado de clubes de assinatura de cafés especiais conta com dezenas de empresas no setor, dentre elas as já citadas Moka Clube, Coffee & Joy, além de Grão Gourmet, Grão Café, Have a Coffee, dentre outros.

A assinatura de cafés foi criada com o objetivo de oferecer cafés de qualidade para os consumidores que antes tinham dificuldades em adquiri-los, pois não são encontrados em supermercados, como os cafés tradicionais.

Em síntese, o mercado brasileiro apenas exportava esses produtos, porém com a chegada dos clubes, agora os coffee lovers podem receber os pedidos em suas casas de forma prática.

Débora Reis e Hugo Rocco comentam sobre o crescimento de seus clubes e os planos oferecidos online para os assinantes do Coffee & Joy e Moka Clube.

“Durante a pandemia tivemos um crescimento no número de assinantes, mas que vem acompanhando o próprio crescimento da empresa. A Coffee & Joy é uma startup que tem 4 anos de idade e que vem crescendo todo ano”, enfatiza Débora.

Criada em 2012, a Moka Clube, pioneira no setor também apresenta evolução no número de assinantes da marca “Nossa assinatura teve sempre um crescimento mensal saudável e constante. Acredito que o consumo de cafés aumentará muito ainda, e certamente os assinantes vão acompanhar esse crescimento”, disse Hugo Rocco. 

Planos de assinatura de cafés especiais

Ao fazer parte de um clube de assinatura de cafés especiais, os amantes da bebida podem optar por diferentes planos.

Coffee & Joy

O assinante é responsável por escolher todo o seu pedido, de acordo com Débora Reis, a assinatura do Coffee & Joy funciona diferente de um clube por conta da autonomia do consumidor. Em outras palavras, no site da empresa é possível escolher o café que deseja consumir ou se prefere a sugestão da casa.

“Ele escolhe quantos cafés deseja receber e qual frequência que deseja que seu pedido seja enviado (pode optar por receber a cada 7, 15, 31 dias, ou até mesmo a cada 60 dias)”, comenta.

A idealizadora do Coffee & Joy diz que o custo do envio é calculado na hora, porém que os assinantes têm descontos exclusivos, o que permite receber produtos com fretes grátis dependendo da quantidade escolhida. “Para Belo Horizonte, 2 cafés já tem frete grátis e São Paulo capital, com 3 cafés o assinante, já consegue este benefício”.

Kits do Coffee & Joy. Crédito: Coffee & Joy

Além dos cafés, a empresa envia mimos com uma surpresa a cada mês, podendo ser uma caneca, um pin, um porta copos, adesivos, etc.

Clique aqui para mais informações sobre preços do clube de assinatura do Coffee & Joy.

Moka Clube

No plano de assinatura ofertado pela empresa de Curitiba, os assinantes recebem microlotes de cafés especiais de 250 gramas. Todo mês é possível apreciar produtos selecionados pelo próprio Hugo, que além de idealizador, compõe o time de coffee hunters do Moka Clube.

Segundo Hugo Rocco, o Moka Clube disponibiliza um plano recorrente/mensal com 1, 2 ou 4 pacotes que são enviados em uma caixinha. O consumidor pode escolher como quer receber o seu café, se é na versão em grão ou moído. A empresa oferta produtos exclusivos e brindes para os assinantes.

Microlotes de cafés especiais do Moka Clube. Crédito: Moka Clube

O frete é calculado quando o consumidor digita o CEP do endereço e o pagamento pode ser realizado pelo cartão de crédito ou boleto bancário. Para conhecer mais sobre o plano de assinatura de cafés do Moka Clube e valores clique aqui

Desafios no mercado de clubes de assinatura

Os clubes de assinaturas de cafés especiais passam por diferentes desafios, como conseguir o contato dos melhores produtores e a logística, como citou Hugo Rocco no início da entrevista.

A logística continua sendo um dos desafios do Moka. Crédito: Moka Clube.

Outro obstáculo enfrentado por empreendedores nessa modalidade está relacionado a mudança de hábito do consumidor de café tradicional para café especial. Fazer com que clientes acostumados a comprarem cafés de supermercados passem a apreciar os grãos selecionados é um grande desafio.

“A maior dificuldade no início (na verdade, é uma dificuldade até hoje), foi a de mostrar para o consumidor, o verdadeiro sabor do café especial. Em primeiro lugar porque é cultural, estamos acostumados a tomar uma café extremamente torrado. Em segundo lugar, foi e continua sendo bastante desafiador trabalhar recorrência em um país que isto ainda não é costume”, comenta Débora Reis.

Conclusão

Os clubes de assinaturas de cafés especiais surgiram como um facilitador para que os consumidores pudessem ter os produtos com praticidade em suas casas. Inspirados em outros negócios, os clubes apareceram como uma solução para que os amantes de café pudessem ter acesso aos produtos no mercado nacional.

Além disso, existe uma onda de consumidores de cafés especiais, formada por pessoas que se preocupam com a origem do produto, buscam diferencial e exclusividade. Portanto essa crescente de adeptos a esse mercado, consequentemente impulsiona o número de assinantes de clubes de café no Brasil.

Gostou do nosso artigo sobre clubes de assinatura de cafés especiais? Leia também sobre “Drive Thru de café, será que essa moda pega no Brasil?” e conheça outro modelo de negócio do setor.

O sistema de drive thru de café já é uma realidade nos Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, o modelo de atendimento está presente principalmente nas lanchonetes de fast food, sendo uma modalidade de consumo bastante popular por aqui.

O modelo de “comprar sem sair do carro” chegou ao universo do café, mas será que essa forma de comprar a bebida consegue vingar no Brasil, um dos países que mais têm consumidores de café no mundo?
Continue a leitura para saber mais!

Origem do Drive Thru

O que entendemos hoje como drive thru manteve o mesmo conceito desde 1931, quando essa forma de comercialização surgiu pela primeira vez. 

O gerente de uma pequena lanchonete em Dallas, Texas, chamado Royce Hailey, teve a excelente ideia de começar a oferecer comida para os clientes de uma maneira diferente.

Ao invés de servi-los na loja física – um espaço com garçons, garçonetes e repleto de outros consumidores – Royce passou a vender os lanches sem que as pessoas precisassem sair de seus carros.

Dessa forma, o conceito de drive thru foi criado e com o passar do tempo, tornou-se muito popular, e, atualmente, faz parte da rotina dos fãs da modalidade.

Hoje em dia, é muito comum encontrar filas de carros nas diversas lojas de fast food, inclusive redes gigantes como McDonald’s, Habib’s e Burger King.

Mas não é só em lanchonetes que o sistema de drive thru é aplicado, atualmente o conceito se estende aos mais variados produtos e serviços, dentre eles podemos citar farmácias, supermercados, igrejas, padarias e cafeterias.

É um modelo de atendimento que chama a atenção pela facilidade de compra. E parece que está pronto para ganhar mais espaço no universo do café.

Drive Thru de Café

A relação entre os coffee lovers e suas cafeterias favoritas podem sofrer alterações.

Às vezes o intervalo do trabalho é tão breve que as pessoas mal têm tempo para sair e entrar pelas portas automáticas. Por vezes, querem apenas uma pequena porção de felicidade em um dia corrido e atarefado. 

São nesses momentos que o drive thru pode ser perfeito para o negócio das cafeterias, pois nos dias de hoje, cada vez mais as pessoas têm pressa, urgência ou simplesmente preferência por comprarem o que desejam sem saírem do conforto dos seus automóveis.

Um grande exemplo do setor e referência para as cafeterias do mundo inteiro é o drive thru da  Starbucks, empresa famosa por oferecer um espaço aconchegante aos seus clientes e diferentes tipos de cafés acompanhados por cookies, muffins, salgados, etc.

A maior rede de cafeterias do mundo criou uma nova forma de vender os seus serviços e produtos. A gigante do café atende na versão itinerante da loja principalmente em diferentes pontos dos Estados Unidos, seu país sede.

Atualmente a Starbucks está testando a modalidade de atendimento no Reino Unido depois que a loja fechou devido ao novo coronavírus, o que fez com que a empresa estadunidense repensasse a comercialização de seus produtos. No local, o consumidor recebe o café em copos de papel e a compra pode ser feita pelo cartão ou pelo app Starbucks Rewards. Artigo original aqui.

O serviço de drive-thru da Starbucks no Brasil foi adaptado na loja do bairro Jardim Panorama, localizado na cidade de São Paulo.

Drive Thru em tempos de quarentena

Devido a pandemia do novo coronavírus, as cafeterias brasileiras estão repensando o seu modelo de negócio, com entregas da bebida via aplicativos, deliverys próprios e serviços take-away (para levar) como alternativa para sobreviverem em meio a instabilidade econômica e sanitária que o país vive.

Além das cafeterias, os próprios consumidores necessitaram repensar a forma de consumo de produtos em meio a quarentena, com a compra de alimentos e bebidas à distância. 

O serviço de drive thru se apresenta como mais uma opção para que os amantes de café possam desfrutar da bebida sem maiores dificuldades. A vantagem dessa modalidade é que o consumidor consegue aproveitar de um café feito na hora, de acordo com o seu método de preparo preferido, na versão quente ou fria da bebida sem ter que sair do carro.

Conclusão

O serviço de drive thru de café é um modelo de atendimento que aparece como uma alternativa para que as cafeterias consigam oferecer uma bebida de qualidade aos seus clientes sem a necessidade de sair do carro.

Em meio ao novo coronavírus o sistema de drive thru aparece como uma solução para que as cafeterias consigam manter o equilíbrio financeiro e ofereçam um atendimento de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde para preservar a saúde de todos.

O drive thru de café é um modelo que tem tudo para dar certo no país, afinal, a paixão pela bebida já é um elemento favorável e a modalidade de atendimento de drive thru é conhecida em território nacional.

 



Você também já ficou na dúvida com tantas datas comemorativas?

A verdadeira data sobre quando é celebrado o dia do café é pauta de discussões todos os anos.

Muitas pessoas ao redor do mundo inteiro celebram o café no dia 14 de abril, embora não exista nenhum registro oficial sobre quando esse dia começou a ser um marco.

Alguns fazem a distinção entre o dia internacional do café e o dia mundial do café.

Ninguém explica qual a diferença na prática.

Nesse sentido, desde 2015 a data oficial sugerida pela International Coffee Organization (ICO) é o dia 01 de Outubro.

É como se o café tivesse um dia internacional da “nascimento” e um dia internacional de “batismo”

Na dúvida, a melhor decisão sempre será a de comemorar quantas vezes forem necessárias, visitando sua cafeteria favorita ou chamando amigos para uma xícara de café em casa ou no escritório.

Em março de 2014, os 77 estados-membro e dezenas de associações nacionais de café, emitiram um parecer sobre a organização do primeiro Dia Internacional do Café, a ser realizado em 1º de outubro de 2015, sob a tutela da ICO.

A proposta era criar um dia único em que os coffeelovers pelo mundo pudessem celebrar juntos.

O primeiro Dia Internacional do Café coincidiu com o 115ª encontro do Conselho Internacional do Café e o primeiro Fórum Global do Café, durante a Expo Milão 2015.

Para lista completa das associações participantes visite a página http://ico.org/international-coffee-day.asp.

A utilização da hashtag #InternationalCoffeeDay é utilizada no mundo inteiro.

Logo Oficial do Dia Internacional do Café.

O Dia Internacional do Café é uma celebração da diversidade, qualidade e paixão do setor cafeeiro. É uma oportunidade para os amantes do café compartilharem seu amor pela bebida e apoiarem os milhões de agricultores cujos meios de subsistência dependem da colheita.

Muitos países celebram seus próprios dias nacionais do café.
No Brasil, por exemplo, desde 2005 a data escolhida foi o 24 de maio.

Assista o vídeo da ICO