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Os métodos Pour Over são métodos percolativos gravitacionais, pois é necessário despejar a água sobre o café moído, para ainda passar por um filtro. No Brasil, talvez o termo Pour Over seja pouco conhecido, mas se usarmos a expressão: café coado ou café passado, talvez facilite a compreensão.

Neste artigo, vamos ampliar seu repertório de métodos de preparo de café com uma coletânea caprichada de diferentes métodos tipo Pour Over. Confira nos tópicos abaixo!

O QUE É PERCOLAÇÃO?

 

Pour Over e Percolação

Antes de apresentarmos a coletânea de métodos tipo Pour Over, é importante que você entenda o que significa percolação!

Percolação ou Lixiviação é  um termo bastante usado em geologia, trata-se da extração de componentes solúveis, passando solventes por materiais porosos. Por exemplo, quando nós preparamos um café, a água é o solvente que, ao passar pelo café moído (material poroso), extrai dele as substâncias solúveis, resultando na bebida que conhecemos. 

PERCOLAÇÃO X INFUSÃO

Portanto, a percolação acontece quando a água passa pelo café, pela ação da gravidade, (como nos casos de coadores como o V60) ou pela pressão, como nas máquinas de espresso ou na cafeteira italiana, extraindo seus compostos para a bebida final.

É diferente do método de infusão, em que o café fica imerso em água, para depois ser filtrado, como na prensa francesa ou Ibrik. 

A diferença na xícara, se traduz em uma bebida mais leve e limpa (principalmente se utilizado um filtro de papel), porém menos densa e encorpada em relação aos métodos de infusão.

1. BRASILEIROS

ARAM e ARAME

Aram Espresso Maker

A união de um mestre artesão, vencedor de vários prêmios de design e um engenheiro civil e barista foi a liga certa para a criação da linha da Aram Soul Craft, que produz artesanalmente, desde máquina para espresso até tamper de compactação.

A Aram é uma cafeteira portátil de design sedutor e anatômico, que, sem uso de eletricidade, permite extrair um café espresso.

Será necessário acrescentar água quente no compartimento superior e o café moído no porta-filtro. A pressão na extração, será controlada pela velocidade aplicada na manivela, e então, o resultado será um verdadeiro café espresso, extraído manualmente.

Coador Arame

O Arame é um suporte para acomodar filtro de papel em formato cônico para o preparo do café, feito em aço inox,  e portanto,  resistente e durável.  O contato das paredes com o filtro é mínimo, o que facilita a liberação dos gases, além de permitir a visualização do processo de extração pelas paredes externas.

COADORES DE MADEIRA DA WOOD SKULL

Coador de madeira Wood Skull, modelo duplo

A WoodSkull é uma empresa de design em madeira, que desenvolveu essa linha voltada ao café, além de outros acessórios , como drip station e canecas. Como todos os produtos Wood Skull, os coadores evidenciam a beleza da madeira, que confere sua personalidade no aroma da bebida produzida neles.

Coador Aster

O Coador de Café de Madeira Woodskull, tem espirais esculpidas em formato cônico, em um bloco maciço de Itaúba, madeira que foi escolhida por garantir que seu perfume passe para a bebida na medida exata.

Entorno

O modelo Astér é feito em Jatobá maciço, com hastes anguladas que lembram o movimento da água no processo de extração e fazem com que o filtro de papel tenha menos contato direto com a madeira. Os sulcos internos colaboram para uma rápida passagem da água.

O modelo Entorno é feito em Garapeira maciça e foi desenvolvido em parceria com a torrefação Moka ClubeA capacidade de todos é para o preparo de até duas xícaras, pois comportam o filtro cônico de papel tamanho 01.

COADORES DE CERÂMICA DA FELLINE

Coadores de Cerâmica da Felline

O casal de ceramistas da Felline desenvolveram peças utilitárias em cerâmica para o preparo de café, entre eles, dois modelos de coadores. Um, para preparo individual, em formato que acomoda filtro cônico como o V60, e outro, para preparar volumes maiores, com o fundo reto e diâmetro de saída menor, que acomoda filtro como o 102 da Melitta.  As laterais, em formato de dobradura tipo leque, além de conferir beleza ao método, favorecem a aerodinâmica da extração.

COADOR Z

Coador Z

O Taiwanês Tony Chen  após apaixonar-se por cafés, já residindo aqui no Brasil, desenvolveu depois de muitos testes com diversos baristas, um coador artesanal em cerâmica, com design minimalista, linhas retas e cores inspiradas na arquitetura contemporânea.

O coador Z possui formato cônico, com ranhuras internas para direção do fluxo da água, que se alternam entre linhas contínuas até o fundo ou até a metade do cone para um equilíbrio na retenção do fluxo durante a extração.

CONE COFFEE

Cone Coffee

Com a ideia da afetividade sugerida pelo coador de pano, mas com a praticidade do filtro de papel descartável, um engenheiro e uma barista, fabricantes de suportes para coadores, desenvolveram um suporte para o filtro de papel.

No Cone Coffee, o filtro de papel fica preso apenas na parte de cima por um anel de metal, com a mínima interferência do suporte durante a extração. Comercializado exclusivamente pela Flavors, é disponível apenas no tamanho 01, portanto para o preparo de até 240 ml.

KOAR

Em março de 2017, em Pernambuco, um publicitário, uma barista e um engenheiro mecatrônico desenvolveram o KoarO design desse método cônico apresenta 16 sulcos em forma de ondas com uma profundidade que permite que o filtro de papel não fique aderido às paredes do porta-filtro. Isso cria um espaço que possibilita um fluxo de ar, de forma a favorecer maior velocidade à extração do café. 

métodos tipo pour over
Koar. Porcelana, Acrílico, Inox com válvula e Cerâmica

Com uma angulação de 55°, possui um único furo central (de 15mm) para reter a saída, resultando em um equilíbrio da passagem da água, proporcionando assim, extrair um café com o sensorial almejado pelos idealizadores: café doce e encorpado.

Em 2021, o Koar foi Certificado pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) como método de extração de cafés especiais e, não é à toa, que muitos baristas o escolheram para competições de barismo, incluindo a Copa Koar. É disponível em 4 tipos de materiais : cerâmica vitrificada (artesanal e pintado à mão), acrílico, porcelana e metal (aço inox), esse último possui uma válvula de retenção, tornando-o um híbrido entre infusão e percolação. 


LEIA TAMBÉM: A HISTÓRIA DO MÉTODO KOAR


2. ALEMÃES

CHEMEX

método Chemex
Chemex para 6 xícaras

Patenteada em 1939 pelo químico alemão Peter Schlumbohm e lançada em 1941, a Chemex tem esse visual de equipamento de laboratório, não é por menos. Em vidro borossilicato e um design que lembra uma ampulheta e colar de madeira de seringueiras da Malásia, foi criada com o objetivo de reduzir o amargor da bebida.

Isso se dá ao seu filtro próprio, um papel grosso, que ao ser dobrado, um dos lados fica com com três camadas de papel. O papel fica totalmente aderido às paredes do método e por essas condições, o fluxo da passagem de líquido é lento, e portanto, sugere moagens mais grossas. 

Perfeita para quem valoriza cafés delicados e bebida limpa, a Chemex ganhou inúmeros prêmios por seu design, e é encontrada em museus do mundo todo, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York. Disponível em 2 tamanhos, para 3 e 6 xícaras.

MELITTA

Melitta Acrílico 1/2 e Porcelana N4

Em 1908, na Alemanha, a Sra Amalie Auguste Melitta Bentz, incomodada com os resíduos de café gerados pelo coador de pano, improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato.

Preparou, enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável. Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre. 

Atualmente, existem diversos tipos de porta-filtros Melitta, em diferentes materiais e tamanhos, com ranhuras e tamanhos de furos de saídas diferentes também. O ideal é utilizar o tamanho adequado à necessidade de volume para melhor performance do aparelho.

De forma geral, a sua saída pequena resulta em um tempo de extração mais lento, mas é possível trabalhar todas as demais variáveis para balancear a extração, como granulometria, despejos, e proporção.

WALKURE BAYREUTH

WALKURE BAYREUTH

A Walkure é uma fábrica de porcelana alemã, que projetou uma cafeteira totalmente em porcelana, incluindo seu sistema de filtragem em duas peneiras, que dispensa o uso de papel. Seu design favorece tanto o preparo, quanto para servir o café, em utensílios que se encaixam e se sobrepõem. Na parte de cima, um acessório é usado para distribuir a água de maneira uniforme sobre o café moído. O ideal é utilizar moagem média a grossa nesse método.


SAIBA MAIS : CHEMEX A ARTE EM FORMA DE MÉTODO


3. ESTADUNIDENSE

AEROPRESS

Criada pelo americano Alam Adler em 2005, a Aeropress Coffee Maker teve como objetivo, preparar um café de forma prática. Feita em material plástico livre de BPA, é muito versátil. Combina percolação e infusão e o resultado da bebida é limpo, uma vez que os resíduos ficam retidos no filtro de papel da base. No entanto, o café é mais encorpado, pois a pressão aplicada no pistão, empurra os óleos essenciais da extração, para além do filtro.

Método pour over aeropress
Aeropress Coffee maker

Originalmente, foi pensada para ser usada com sua base do filtro virada para baixo, para o café ser acomodado sobre o filtro de papel, e assim a água ser despejada. 

Dessa forma inicia a extração por percolação, depois de um tempo determinado, é colocado o êmbolo para pressionar e finalizar a extração. No entanto, a criatividade dos usuários logo entendeu a possibilidade de outra forma de uso: o modo invertido, onde o café fica em infusão, para depois ser virado e pressionado.

Apaixonados pelo método organizaram a competição de preparo de café na Aeropress, que atualmente, acontece a nível mundial, a World Aeropress Championship.

4. JAPONESES

KONO MEIMON

método Kono Meimon
Kono Meimon

A Kono Coffee Siphon Company lançou em 1973 o porta-filtro Kono Meimon, considerado o primeiro método cônico sem a base achatada (como o Melitta ou Kalita). O furo de saída é bem largo, e dispõe de 12 ranhuras laterais, na metade inferior do coador. Foi o método que inspirou o famoso V60.

KALITA 

método Kalita Wave
Kalita de Inox e Filtro Wave

A Kalita Co. é uma empresa familiar japonesa, que fabrica equipamentos de café desde a década de 50.  O diferencial desse porta-filtro é sua base achatada e três furos pequenos, que promovem uma retenção do fluxo por mais tempo e a cama do café mais uniforme. Isso colabora para perfis sensoriais mais doces e encorpados.

O filtro de papel ondulado do modelo Kalita Wave cria a aerodinâmica ideal para equilibrar o fluxo e trazer mais consistência na extração.

Disponível também em outro modelo, trapezoidal, com 3 furos alinhados, bem similar ao Melitta. Disponível em materiais como vidro e inox e acrílico e cerâmica.

V60 

Lançado em 2004 pela empresa japonesa Hario, que desde 1920 fabrica produtos em vidro para laboratório, é a mesma fabricante do método Syphon (conhecido como Globinho) e outros acessórios para chá e café. 

Método V60
V60 by Tetsu Kasuya

Em formato cônico e com ranhuras internas em espirais, o termo V60 é uma referência à sua angulação, que forma um vértice de 60 graus. O diâmetro de saída permite maior velocidade e é possível controlar diversas variáveis para a extração, sendo um método muito versátil para diferentes perfis de bebida e, por isso, é um muito apreciado entre baristas e coffee-lovers.

Primeiramente, foi fabricado em cerâmica e vidro, depois em plástico e metal, tendo duas versões especiais mais populares: uma de cobre e outra com base de madeira de oliveira.

O japonês Tetsu Kasuya, barista campeão mundial de brewers de 2016, assina um dos modelos do V60, desenvolvido especialmente para a técnica de extração desenvolvida por ele, com diferenciação nas ranhuras internas.

ORIGAMI DRIPPER 

Origami Dripper

Criado em Nagoya, no Japão, o Origami Dripper foi idealizado pela Trunk Coffee, feito em Mino Ware,  uma das cerâmicas mais prestigiadas do Japão, com mais de 400 anos de história.

O porta-filtro lembra mesmo o que seu nome sugere: Origami, um papel delicadamente dobrado.

Ele é cônico, com 20 canais verticais, que criam fluxo de ar para manter o gotejamento sem obstruções, o que lhe dá grande controle sobre a velocidade de extração. Disponível em diversas cores, pode ser usado com filtro de papel cônico como o do V60, mas também acomoda perfeitamente o filtro Kalita Wave, o que trará nova experiência para a bebida.

BONMAC

método Bonmac
Bonmac

Foi elaborado pela equipe de pesquisa e desenvolvimento da empresa japonesa,  Lucky Coffee Machine Co.  Tem formato de cunha com o fundo reto, muito similar ao Melitta. Promete ser um bom método para os coffee geeks iniciantes, pois,  mesmo sem o uso de uma chaleira de bico com controle de fluxo, promete uma extração equilibrada.

É de porcelana, com furo pequeno de saída e ranhuras apenas no final do corpo do porta-filtro. Possibilita uma bebida mais doce e encorpada.  A partir do primeiro modelo , desenvolveram sua versão mais profissional, chamada Pro Cone, com dois furos de saída e ranhuras por toda a extensão das laterais

5. OUTROS PAÍSES ORIENTAIS

HSIAO 50º DRIPPER

método HSIAO 50º
HSIAO 50º

Fabricado pela HSIAO Coffee, o método em porcelana tem ângulo de 50º, sem ranhuras internas e uma leve inclinação na borda que favorece maior ergonomia nos despejos. Vem com um molde para dobrar adequadamente os filtros cônicos do tamanho do V60 para o encaixe perfeito no HSIAO 50º.

Segundo seu designer, foi projetado para elevar a taxa de extração e ressaltar as características próprias dos cafés, como as notas florais e frutadas.

CLEVER DRIPPER

método pour over Clever Dripper
Clever Dripper

De Taiwan, Clever Dripper é um método versátil (clever = esperto), fabricado em acrílico, que possui um sistema de fechamento da saída do coador (trava “shutt off”).

Ao apoiar sua base sobre a borda de uma jarra ou xícara, esse sistema permite o escoamento do líquido filtrado. Dessa forma, agrupa os dois métodos de preparo: percolação e infusão, possibilitando criar diversas receitas, com inúmeras combinações entre elas, para diferentes resultados de bebida.

O formato é trapezoidal e seu filtro próprio é similar ao da Melitta. Disponíveis em 2 tamanhos, 300 e 500 ml, acompanha acessórios como tampa e base anti respingo.

DECEMBER DRIPPER 

método December Dripper
December Dripper

É um porta-filtro de origem coreana, feito em aço inox, com um colar de borracha para a proteção das mãos.  É similar ao Kalita, cônico e de fundo chato, inclusive o filtro recomendado é o Kalita Wave.

O diferencial do December é sua base giratória, que permite ajustar a abertura dos furos de saída, regulando-os para manter fechado, ou abrir 4, 8, ou 12 furos. Dessa maneira, controla-se o fluxo de extração e na posição fechada, funciona como infusão, da mesma forma que a Clever ou Gina, com suas válvulas fechadas. Essa regulagem é possível durante a extração, inclusive, possibilitando estágios diferentes de fluxos em uma mesma receita.

PHIN VIETNAMITA

Método de café Phin Vietnamita
Phin Vietnamita

Um aparelho popular e de custo baixo, parecendo uma xícara ou uma pequena panela, feito em inox ou alumínio, e pode ser apoiado diretamente sobre a xícara. Composto por uma câmara de fundo chato e cheio de furos pequenos, uma prensa com uma alça, e a tampa. Serve apenas uma dose e não requer filtro de papel, portanto, é importante considerar a moagem correta. 

Originalmente, é usado com moagens bem finas, e o tempo de escoamento pode durar até 5 minutos. O resultado de bebida é encorpado, pela presença de óleos essenciais e alguns fines.

No popular drink de café vietnamita, usa-se leite condensado, e pode ser servido quente ou com gelo. O costume é utilizar café robusta e torras escuras, e provavelmente o uso do leite entrou para reduzir o amargor. Como o leite condensado é de fácil armazenamento, transporte e conservação em relação ao leite fresco, o drink se popularizou assim.

6. OUTROS PAÍSES EUROPEUS

GINA

Método de café Gina Smart
Gina Smart Dripper

Criado pela GOAT Story na Eslovênia, Gina é o método inteligente ou high tech no preparo de Café. 

Em formato cônico e um design futurista, possui uma válvula em sua base, permitindo três tipos de operação: com a válvula aberta, percolação; com a válvula fechada, infusão. E regulando a abertura desejada, pode funcionar como um sistema de gotejamento a frio. 

Sua versão smart possui um dispositivo eletrônico que funciona por bluetooth, através de um aplicativo conectado ao celular ou tablet. Por esse sistema é possível registrar a receita, tempos, quantidades e compartilhar com a comunidade Gina os seus resultados e também replicar outras receitas.


VEJA TAMBÉM : SAIBA COMO ESCOLHER CAFÉ PELA EMBALAGEM


ALTO AIR

Alto Air Dripper

O suporte Alto Air é feito de metal e compatível com filtros em forma de cone. Foi projetado para o menor contato do coador com o filtro de papel, minimizando entupimentos e favorecendo resultados de extrações mais consistentes.

É mais um exemplo que alia estética, design e funcionalidade.  E esses foram os objetivos de seus criadores, da fábrica Bairro Alto, que se inspiraram a desenvolver esse porta-filtro em uma viagem a Lisboa, Portugal, especificamente ao bairro do mesmo nome.

Em suas versões, diferenciam-se nos materiais empregados. Alto Air Dripper  e o Mini Dripper em aço inoxidável e o Alto Air Copper em alumínio, revestido de cobre.

CAFETEIRA BODUM POUR OVER

Cafeteira Bodum Pour Over
Bodum Pour Over

Fabricado pela Bodum, na Suíça, famosa nos utensílios para café e chá, é um sistema para o preparo de café, com filtro permanente, de plástico com tela de aço inoxidável.

Com essa característica, traz o apelo mais sustentável, já que não utiliza filtro de papel, favorecendo uma bebida mais rica em óleos essenciais.  

Em dois modelos, um em conjunto com jarra de borossilicato adornada de um colar para proteção das mãos e outro, formado por um porta-filtro de acrílico e caneca.

EVA SOLO POUR OVER

Método Pour Over Eva Solo
Pour Over Eva Solo

Eva Solo é uma empresa de design dinamarquesa que tem outro sistema para preparo de café por infusão. Mas aqui, vamos apresentar o seu sistema Pour Over

Dotado de uma jarra de serviço com alça e bico, uma chapa de alumínio cônica que é o próprio filtro e uma tampa de rolha de cortiça, para manter a temperatura e aromas do café pronto. Sustentável, traz um café mais encorpado e linhas elegantes.

7. MÚLTIPLAS NACIONALIDADES

COADOR DE PANO / NEL DRIP

coador de pano
Nel Drip Hario

O uso de pano é o mais antigo dos processos de filtragem do café, não há registros de onde surgiu exatamente, acredita-se que por volta do final do século 18, início do século 19. Primeiramente, usados tecidos como o linho, e depois as flanelas de algodão, em diversas tramas.

Esse métofo foi criado em uma época onde a qualidade do café era pouco explorada, a ideia foi produzir uma bebida com menos presença do pó, deixando-a mais agradável ao paladar. 

O filtro de pano retém menos os óleos essenciais do café e permite um fluxo mais rápido, quando comparado aos filtros de papel, por isso, usar moagens mais finas é um bom recurso para equilibrar a extração. 

A empresa Hario, do Japão, desenvolveu o modelo Nel Drip, trazendo uma jarra com design mais elegante ao popular coador de pano. Lembrando que os coadores de pano exigem maiores cuidados com a higiene, armazenamento adequado (sob refrigeração) para evitar a proliferação de microrganismos como fungos e bactérias.

COADOR DE INOX POUR OVER

Coador pour over
Coador de Inox pour over

Com o apelo de ser mais sustentável, feito em aço inox, portanto bastante durável, dispensa o uso de filtro de papel. Em formato cônico, os filtros de metal possuem buracos com diâmetro aproximado de 50 micrômetros (quase três vezes maior que os poros dos filtros de papel), por isso é comum a passagem do micro pó para a bebida, além de maior presença dos óleos essenciais também.

Uma das marcas famosas a fabricar esse modelo é a Bialetti, criadora da cafeteira italiana Moka.

COLLAPSIBLE COFFEE DRIPPER OU COADORES DOBRÁVEIS

Brass Collapsible Adaptável a qualquer formato de filtro

Para facilitar a vida de quem não abre mão de levar seu próprio  sistema de preparo de café por onde for, existem diversos modelos portáteis e dobráveis.

Chapa de metal, Foto de Kevin Kelly

Em diversos materiais e formatos, o mais versátil é o Brass Collapsible Coffee Driper, que é adaptável a filtros de papel diferentes como o V60, Kalita Wave ou Melitta.

CONCLUSÃO

Como vimos, são diversos modelos e cada qual com suas características e capacidades de nos proporcionarem bebidas diferenciadas, possibilitando que, desde o consumidor até os baristas mais experientes, possam explorar cada um deles.

A influência do design, materiais, angulações, diâmetro de saída e principalmente as paredes ou ranhuras que irão facultar aderência do filtro de papel em diferentes níveis em cada um deles é o que tornarão o desempenho de cada utensílio desse, único e desafiador.

Independentemente do utensílio que você prefira para preparar seu café, o que eu recomendo é que você adquira cafés de boa qualidade, de preferência em grãos, para que você possa moer na hora do preparo. Dessa forma, preservará toda a experiência aromática para sua xícara.

E lembrando que em cada coador, caso sejam alterados quaisquer parâmetros do seu jeito de fazer café, como a granulometria, temperatura da água ou a maneira como se despeja água sobre o café moído, você terá oportunidades diferentes de produzir perfis de sabores com o mesmo café. 

Neste artigo, eu trouxe apenas alguns dos exemplares de modelos pour over gravitacionais, mas ainda existem inúmeros outros, de diversos desenhos e tipos de preparo.

Diante disso, e imaginando a infinidade de tipos de grãos e processamentos dos cafés, dos diversos tipos de regiões diferentes de onde são produzidos e beneficiados, mais ainda as diferentes torras que vão conferir complexidades distintas aos grãos, eu te garanto que o preparo de cafés é um universo de infinitas possibilidades. Vamos aproveitá-las? 

Agora que você conhece a coletânea de métodos Pour Over, não deixe de compartilhar esse conteúdo com seus amigos!

Certamente o Melitta é o método clássico de preparo de café nas casas brasileiras. Mesmo não possuindo esse coador, é muito provável que você já o tenha visto de perto ou se inebriado com o cheirinho de café feito nele.

Melitta é a marca da multinacional líder na indústria de café, presente em muitos países, sendo referência mundial neste setor há mais de um século. Produzem diversos tipos de cafés e outros produtos alimentícios relacionados, e também comercializam acessórios, equipamentos e utensílios para preparo de café.

Imagem de Melitta Group

A REVOLUCIONÁRIA SRA. MELITTA BENTZ

Mas a origem de tudo vem de um incômodo de uma dona de casa de Dresden, Alemanha, em 1908.

Sra. Amalie Auguste Melitta Bentz, inquieta diante das observações de seu esposo, teve uma ideia que revolucionaria o preparo de café no mundo. Sr. Hugo Bentz desaprovava o café feito pela esposa, dizia estar desagradável e inconsistente, com borra na xícara e por vezes até cheirando a mofo.

Naquela época,  era comum o uso de coadores de pano feito de linho. Com o tempo, esse material vai saturando de resíduos impregnados e dificultando sua higienização, favorecendo o crescimento de microrganismos.

Diante disso, Dona Melitta Bentz improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato. Preparou enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável.

Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre.

Imagem de Melitta Group


LEIA AQUI SOBRE A CHEMEX: A ARTE EM FORMA DE MÉTODO

LINHA DO TEMPO

Era ainda um pequeno negócio, onde tudo era feito manualmente. Todavia, com o empenho da família, procuravam divulgar o produto em feiras na Alemanha, e empresa foi expandindo. Além de aperfeiçoarem o tipo de papel utilizado nos filtros e os coadores de alumínio, em 1919 a Melitta passou a fornecer, também, os modelos em porcelana e cerâmica, terceirizando a produção. Em 1922,  já exportavam.

Evolução dos modelos Melitta . Imagem de Melitta Group

Em 1925, a marca Melitta foi registrada com as clássicas cores verde e vermelha que ainda vemos nas embalagens de filtros e café. O suporte com o design cônico e base achatada foi desenvolvido em 1937, favorecendo o encaixe perfeito do filtro de papel, com ranhuras internas e apenas um orifício de passagem.

Os coadores coloridos foram lançados em 1954 e o clássico era na cor marrom. Em 1960, o plástico era o material da vez, surgindo os coadores Melitta transparentes e, logo depois, os de plásticos coloridos. 

A empresa Melitta Chegou ao Brasil em 1968, na cidade de São Paulo, inovando a maneira dos brasileiros prepararem café por aqui, que até então era feito no popular coador de pano de algodão. Permanecem até os dias atuais oferecendo diferenciados produtos para os apaixonados por Café.

Créditos: Arlouk em Pixabay

FILTROS E PORTA-FILTROS

Os filtros e coadores Melitta são encontrados em diversos tamanhos, desde o modelo para dose individual (Melitta 100) até o N4, que atende aquele café para a família, com capacidade para mais xícaras.

Nos seus diversos modelos, feitos em diferentes materiais, como plástico, acrílico e porcelana, também existem pequenas diferenças no design e em suas ranhuras internas. A função das ranhuras, além de impedir que o filtro grude nas paredes, é direcionar o fluxo do líquido da extração para a saída. Sendo assim, cada modelo traz um resultado diferente no preparo do café.

Uma das últimas novidades, é o filtro Melitta Gourmet Aroma Zones, que, além de qualidade elevada no papel, possui zonas de extração inteligentes. São 3 camadas com concentrações diferentes de micro furos, que interagem com o porta-filtro para uma extração homogênea.  A zona superior do papel tem a maior concentração de micro furos em relação à  inferior, equalizando a extração. (Fonte: Melitta do Brasil)


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DICA DE BARISTA PARA UM BOM CAFÉ NO MELITTA

O Melitta é um método descomplicado, embora mereça igualmente nossa atenção no preparo, para um resultado perfeito na xícara.

O formato e as ranhuras internas facilitam o fluxo e a velocidade da percolação (passagem da água pelo café moído), porém o orifício para o escoamento no Melitta é menor em relação a outros métodos. Isso faculta certa retenção durante a extração. 

Para uma melhor performance do porta-filtro, principalmente em moagens mais finas, é recomendado usar sua capacidade máxima de volume. Quanto maior volume, maior será a ação da gravidade pelo peso da água, favorecendo assim, a velocidade da extração.

Em outras palavras, o melhor é escolher o tamanho do coador Melitta conforme a quantidade de xícaras que você precisa, evitando porta-filtros maiores para poucas gramas de café.

Existe um modelo do Melitta com dois furos de saída, permitindo que se faça a extração em duas xícaras ao mesmo tempo. Para tanto, é necessário equilibrar bem os despejos da água sobre o café para que a extração seja equiparada em ambos os lados.

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

SAIBA MAIS EM : COMO FAZER UM BOM CAFÉ EM CASA


DESAFIO MELITTA

Atualmente é abundante a oferta de equipamentos e utensílios para o preparo de cafés, desde os mais simples até os mais tecnológicos, dos mais diversos fabricantes.  Cada método carrega seu valor, sua particularidade e sua história, para alegria dos baristas e apreciadores da segunda bebida mais consumida no mundo. 

E se o Melitta andava meio subjugado no mundo dos cafés especiais, Maycon Alves (@diariodeumcoffeelover) proprietário da cafeteria paulistana Coffee Sweet Coffee, reuniu um grupo de coffeelovers do Brasil todo para mudar esse cenário.

Foi lançado um desafio para que baristas e amantes do café, pudessem criar, voluntariamente, a sua melhor receita para o Melitta. O intuito não teve vínculo nenhum com a empresa, nem haveria premiação. Foi motivado justamente por essa provocação em oportunizar o preparo em um método pouco prestigiado nos cafés especiais.

Créditos: Maycon Alves (Diário de Um Coffee Lover)

Com a brincadeira, diversas receitas foram surgindo e sendo publicadas nas redes sociais e o desafio ultrapassou os limites daquele grupo.  O resultado foi a reflexão de que todo método precisa ser bem trabalhado, e para se extrair um bom café, basta observar suas peculiaridades.

E o método Melitta permanece percorrendo sua firme e importante trajetória no universo dos cafés e aqui fica o nosso agradecimento por toda a contribuição. 

E para você? Esse método também faz parte da sua história? 


 

Queremos te contar algumas dicas de como fazer um bom café em casa, para transformar seu cafezinho naquele cafezão, e assim elevar sua experiência, impressionar a família e amigos, que tal?

Para muitos, o café institui um ritual, começa na escolha do tipo de grão, eleger o método de preparo, curtir cada etapa da experiência. Para outros, o processo é mais dinâmico e trivial, mas diante da pressa do cotidiano não é preciso deixar de aprimorar a qualidade do seu café, não é mesmo? Vamos às dicas!

ESCOLHA UM BOM CAFÉ

Créditos: Lex Sirikiat em Unsplash

Tudo começa com a matéria-prima que usamos, portanto, comece escolhendo bem. Temos diversas opções de cafés disponíveis, com inúmeras marcas e preços, e claro que café bom é aquele que você gosta. Mas observe as recomendações abaixo, antes da compra.

Categorias

Procure observar a classificação do café. Segundo a ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café), o café segue algumas categorias, de acordo com sua qualidade e grau de defeitos. 

Os Tradicionais e Extra-fortes seriam a base da pirâmide, com maior grau de defeitos e menor qualidade; no grau intermediário temos os Cafés Superiores e acima destes, estão os Gourmets

Os Cafés Especiais seguem a classificação da SCA (Specialty Coffee Association – representada no Brasil pela BSCA ), e ao compararmos as duas classificações (ABIC / SCA), os Especiais ficam no topo da pirâmide, sendo os de melhor qualidade. Os Cafés Especiais normalmente são os que informam a origem, variedade do grão e notas sensoriais.

Torra Fresca

Verifique a data de torra do seu café, pois quanto mais fresco, melhor.  Compre sempre de forma justa ao seu consumo, pois estocar Cafés não é vantagem.

Café em Grãos ou Moído?

Escolhendo café em grãos, você terá qualidade melhor em relação à cafés já moídos. Nos Cafés tradicionais já moídos podem conter impurezas difíceis de identificar.

Existem vários modelos de moedores domésticos, manuais ou elétricos, escolha o que melhor se adapte à sua  necessidade. Normalmente os cônicos e de cerâmica trazem melhor regularidade na moagem, e portanto maior equilíbrio na extração.

Caso você não tenha um moedor em casa, uma dica é adquirir café em grãos e pedir para moer onde você comprar. Muitas cafeterias e empórios oferecem esse serviço, e também as torrefações que vendem diretamente ao consumidor. Peça que façam a moagem adequada ao seu método favorito.

 

Créditos: Rafael Leão em Unsplash

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MOER NA HORA DO PREPARO

Assim que o grão é moído, acelera seu processo de oxidação e substâncias voláteis começam a se perder: a qualidade e aroma do café vão diminuindo.

Você terá melhor proveito ao moer a quantidade de café a ser usada no momento do preparo, garantindo todo o potencial de sabor que aquele grão pode lhe oferecer. E os aromas liberados neste processo já despertam os nossos sentidos, quem não adora o cheirinho de café moído na hora?

 

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

Quanto maior o contato com oxigênio, mais o café perde suas características sensoriais, então é preferível mantê-lo em seu próprio pacote, retirando o ar e fechando-o bem. Para manter o frescor do seu café, prefira mantê-lo também ao abrigo da luz.  Não é aconselhado armazenar café na geladeira, pois além da umidade desse ambiente, o café pode absorver odores indesejáveis.

DÊ ATENÇÃO À ÁGUA 

Na bebida Café, 98% é água, portanto valorize a qualidade dela no seu preparo. Mesmo que a água seja tratada e fervida, pode conter cloro e impurezas que trazem sabores desagradáveis ao café.

É recomendado usar água filtrada ou água mineral, levando em conta que essas últimas também interferem no sabor (de acordo com seus sais minerais), então é preciso testar e observar qual combina melhor com seu café.

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FERVER OU NÃO FERVER? EIS A QUESTÃO

 Existe um mito de que a água fervida queima o o café no momento da extração. O café é torrado à temperaturas muito mais elevadas do que o ponto de ebulição da água, portanto essa teoria não faz muito sentido. 

Porém, em temperaturas muito elevadas, a água pode extrair outros compostos que trazem mais amargor e adstringência, então o recomendado é estar entre 90º à 96º C. Para isso, use um termômetro apropriado ou quando a água entrar em ebulição, retire da fonte de calor e aguarde baixar um pouco a temperatura  para então adicioná-la ao seu café.

E do contrário, se a água estiver fria, a extração é dificultada porque não solubiliza o café.  Sim, é possível extrair o café a frio, mas é necessário um longo período de contato com a água (mais de 12 horas), como acontece nos Cold Brews, por exemplo.

Se você costuma adoçar seu café, não é indicado ferver a água já com açúcar, pois eleva mais ainda o ponto de ebulição da água, trazendo sabores indesejáveis.

ESCOLHA SEU MÉTODO DE PREPARO

Muitos são os métodos para preparar essa querida bebida, sejam por infusão (quando o café fica imerso na água), percolação (quando a água passa pelo café e extraímos através de um filtro), pressão (como exemplos a cafeteira italiana, Aeropress e também o espresso) e cada um trará um resultado diferente.

Os filtrados trazem uma bebida mais limpa (sem resíduos) do que os de infusão e pressão, que por sua vez, resultam em bebidas mais turvas e mais encorpadas, por conterem mais óleos essenciais do café.

Cada método tem sua particularidade, sugere um tipo de moagem mais adequada (mais grossa ou mais fina), e cada um é um show à parte.  A graça é experimentar para saber qual mais lhe agrada e também ir variando os métodos e receitas.

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CUIDADOS COM OS FILTROS

Temos diversos tipos de filtros como papel, metal ou pano. Sempre escalde (lave com água quente) antes do preparo para retirar possíveis resíduos e odores indesejáveis provenientes do processo de fabricação e da própria celulose.

Os filtros de papel merecem atenção no seu armazenamento: guarde-os de forma a protegê-los da umidade e odores. É importante dobrar os filtros nas costuras para que encaixem melhor no porta-filtro e não obstruam os orifícios de passagem.

HIGIENIZAÇÃO

O café têm óleos essenciais que costumam aderir nos materiais. Depois do uso, capriche na higiene dos seus utensílios, garantindo que não fiquem resíduos que possam interferir negativamente na sua próxima extração.

Filtros de metal requerem cuidados, pois resíduos de café podem acumular nos micro furos. Limpe-os após o uso com uma escovinha e evite detergentes e se o usar, certifique-se de enxaguá-lo muito bem. 

Os coadores de pano estão na memória afetiva de muitos de nós, é o famoso coador da vovó. O alerta é com a higiene deste, já que o tecido favorece crescimento de microrganismos.  O ideal é lavá-lo com água após o uso e armazená-lo protegido, imerso em água  e sob refrigeração; mesmo assim, deve ser substituído a cada 30 dias.

PROPORÇÃO ADEQUADA

Qual quantidade de café e água podemos usar? Tudo depende de como você gosta do seu Café. Quanto maior a concentração de café mais intenso será o sabor.

Uma regra geral é usar a proporção de 1/10 (uma parte de café para 10 de água). Isso significa usar 10g de café moído para 100 g de água, por exemplo.  Cafés com perfis sensoriais mais delicados sugerem uma proporção menos concentrada (de 1/15), mas tudo é relativo à sua preferência, método utilizado e receita.

Caso não queira utilizar balança para essa aferição, use medidas caseiras. Uma colher de sopa (cheia) tem aproximadamente 10 g de café moído. e uma xícara de água tem 240 ml, basta usar essas medidas como referência.

Créditos: Andrea Tummons em Unsplash

ESCALDAR FILTRO E UTENSÍLIOS

Você já escolheu um bom café, qual método usar, qual proporção e já moeu os grãos. Agora é hora de escaldar (jogar água bem quente) em todo o sistema, desde o filtro (para retirar resíduos como dito anteriormente) até os utensílios utilizados, incluindo as xícaras.  Isso permite uma uniformização da temperatura de tudo o que terá contato com o Café, evitando choques térmicos que interfiram na bebida, além de também eliminar possíveis resíduos ou odores destes utensílios.

PRÉ-INFUSÃO

Para fazer um bom coado, acomode o café moído no filtro e despeje um pouco de água, somente até cobrir o pó. Essa fase chama-se pré-infusão (ou blooming). Ela permite liberar gases provenientes da torra e permitir uma hidratação dos grãos, trazendo uma extração mais balanceada.

Aguarde uns 30 segundos e procure fazer os outros despejos de forma suave e em fluxos contínuos e circulares para não desequilibrar e extrair mais de uma parte e menos de outras. 

Créditos: Tyler Nix em Unsplash

CUIDADOS NO PREPARO

Agora é hora da extração efetivamente. Isso significa trazer para a água os compostos solúveis de sabor do café torrado. Extrair demais (super-extração) tende a favorecer o amargor e extrair pouco (sub-extração) denota acidez excessiva , mas um bom café é aquele que traz equilíbrio entre os sabores, por isso essa fase requer atenção.

Quantos mais despejos ou fluxos muito intensos, ou dar aquela mexida com a colher durante a filtragem, mais agitação ocorre, o que pode favorecer seu resultado, mas cuidado, pois a demasiada agitação pode resultar um amargor e adstringência indesejáveis também. 

Os métodos de Infusão (Prensa Francesa, Clever, etc) não requerem a pré-infusão, uma vez que todo o café ficará imerso na água, mas é necessário promover agitação no líquido para melhor extração, com os mesmos cuidados.

O tamanho da moagem dos grãos vai interferir também no tempo de preparo e percentual de extração. Quanto mais finos, maior o tempo de preparo, maior a extração. É indicado um tempo máximo de extração de até 4 minutos para não favorecer amargor excessivo.


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MEXA O CAFÉ PRONTO

Você concluiu todas as etapas anteriores com maestria, mas para um café perfeito, é importante que você misture todo o líquido extraído.  Mexa-o na jarra em movimentos circulares ou com auxílio de uma colher. Isso garante que todas as camadas de sabor, geradas nas diferentes fases da extração fiquem uniformes, trazendo harmonia em seu café. E então é só servir e curtir !

Créditos: Tristan Gevaux em Unsplash

E AS GARRAFAS TÉRMICAS?

Café fresco e consumido na hora é sempre o ponto alto da qualidade, mas caso você prefira fazer uma quantidade maior para ser armazenada, tenha uma boa garrafa térmica para isso. Ainda assim o café se sustentará por no máximo uma ou duas horas.

Não é recomendado acrescentar açúcar ao café em garrafas térmicas, pois pode favorecer fermentação que prejudicará a qualidade, podendo causar inclusive desconfortos gástricos; se preferir adoce diretamente na xícara. 

E essas são as dicas pra você fazer aquele Cafezão como um barista.  Agora coloque-as em prática e bons cafés!

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