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Fortaleza é uma cidade de muitas belezas e atrações.

Nos últimos anos, a cidade vem ganhando destaque em projetos criativos e inovadores que estão para além do antigo cenário econômico de turismo e comércio tradicionais.

Bons exemplos desses projetos criativos ocorrem em uma gama de setores ligados ao desenvolvimento social da cidade, como por exemplo, o Instituto Iracema, que promove ações culturais, sociais, urbanísticas e de economia criativa.

Dessa forma, é possível perceber o surgimento de novas demandas para atender essa onda de consumidores, digamos assim,  com um “Q” a mais de criatividade: um público com novos ideais e com uma instigação pra lá de especial, independentemente de idade, gênero ou classe social.

Vamos entender um pouquinho como essa transformação está acontecendo e como influencia o mercado de cafés especiais dessa região.

AS TRANSFORMAÇÕES NA CIDADE

A capital cearense passa por uma renovação urbanística recente, pensada para que os fortalezenses e demais visitantes tenham mais conforto nas ruas e nos espaços públicos, associando requalificações urbanas, medidas socioeconômicas e ações culturais. O projeto é de longo prazo e tem perspectivas de conclusão total em 2040.

Assim está sendo desenvolvida uma Fortaleza mais resiliente, que recebeu o título pela UNESCO, de CIDADE CRIATIVA EM DESIGN, em 30 de outubro de 2019, título que apenas 66 cidades pelo mundo receberam.

Com essas transformações em curso, a cidade vem ganhando novos costumes e repaginações de antigas tradições. 

Assim, surgem as novas “padocas” (nome carinhoso para padarias) de fermentação natural, os restaurantes veganos e de comida afetiva, o mercado de orgânicos, lojas colaborativas, entre outros, mas, sem tomar o espaço do bom e tradicional cafezinho coado no pano e bem forte, ou mesmo das confeitarias parisienses arrojadas ao melhor estilo “Belle Époque” cearense.

Pra quem não sabe, Belle Époque é um termo francês cunhado para traduzir a euforia e historicamente foi o nome dado a um movimento que ocorreu no Ceará, por volta do início do século XX,  também de mudanças urbanas e socioculturais, porém, neste período, baseadas na cultura francesa. 

O CAFÉ ESPECIAL

Em 2019, tive a oportunidade de conversar com diversos profissionais reconhecidos no ramo do café, durante a SIC (Semana Internacional do Café), ocorrida em Belo Horizonte.

Toda vez que o assunto “café especial no Ceará” surgia, muitos pensavam que, pelo fato de o Ceará ter um clima quente, os cearenses não tinham o costume de beber muito café.

Então, decidi que seria importante escrever para quebrar esse falso mito sobre os nossos costumes.

SIM, NÓS BEBEMOS CAFÉ

Nossa cultura local combina cotidianamente café com tapioca, queijos, cuscuz e até mesmo o tradicional croissant francês.

É notável que o mercado de cafés especiais que se constrói em Fortaleza mistura costumes históricos e tradicionais com novos costumes contemporâneos e acredito que é isso que caracteriza esse mercado por aqui.

Por isso, listo abaixo três endereços de cafeterias para conhecer na terrinha da luz, como carinhosamente é chamada nossa Fortaleza, que contribuem para o movimento local de cafés especiais.

1. AMIKA COFFEHOUSE

A primeira micro-torrefação de café especial de Fortaleza, o Amika Coffeehouse se destaca por sua qualidade e excelência em todos os seus produtos, especialmente o café!

Espaço interno do Amika. Crédito: Amika Coffeehouse

Comandada pela barista, mestre de torra e educadora Danielly Soares, a casa conta com uma escola de baristas, que auxiliou na proliferação de conteúdo sobre cafés especiais no estado. 

Danielly Soares e Sarah Anne ministrando curso. Crédito: Amika Coffee House

O estabelecimento conta com uma carta de drinks de café assinada e diversos métodos de extração. Todos os grãos utilizados são selecionados e muitos foram diversas vezes premiados.

Outro ponto de destaque é o chá!

Chá Oolong. Crédito: Amika Coffee House

A sócia da empresa, Sarah Anne, coordena o setor dos chás e traz pro cardápio, as novidades das terras orientais. A empresa também oferece cursos para quem quer entender mais sobre o universo dos chás.

Menu Espresso. Crédito: Amika Coffee House

O Amika é um lugar para chamar de favorito, com ambiente descontraído e confortável, onde o consumidor sabe que vai beber um café maravilhoso e fresquinho!

Mesa posta no Amika. Crédito: Amika Coffee House

Endereço do Amika Coffee House: Rua Ana Bilhar, 1136-B e C – Meireles – Fortaleza-CE.

2. ÚRBICI

Muito frequentado pela nova geração de coffee-lovers,  essa cafeteria alia modernidade e praticidade com um toque suave de “bairrismo”. O Úrbici nasceu numa banquinha de revistas bem autêntica. 

Banquinha Úrbici. Crédito: Café pra Gente

Atualmente, está em um lugar com mais conforto e espaço para atender a uma clientela maior. O Úrbici se destaca por aliar boas práticas de hospitalidade ao mundo do café. Lá, a água é de graça e um cliente pode deixar um cafezinho pago pro próximo, estimulando a cortesia entre os frequentadores.

Entrada Úrbici. Crédito: Café pra Gente

Conhecida como café SOLIDÁRIO, a prática que já é bastante conhecida em locais com a cultura do café mais sólida, virou marca registrada do Úrbici e foi trazida pelo barista, Diego Hermys, fundador e idealizador da cafeteria. 

Barista Diego Hermys. Crédito: Café pra Gente
Café Solidário. Crédito: Café pra Gente

Com um ambiente minimalista e urbano, o local, que é frequentado por muitos ciclistas, conta com um cardápio de opções tradicionais e contemporâneas, como por exemplo o cuscuz vegano e o cold brew com leite de coco feito no local. O Úrbici trabalha somente com cafés especiais.

Cuzcuz Vegano. Crédito: Café pra Gente

Pra animar e ser um excelente ponto de encontro, o local conta com atrações musicais periódicas, que casam com todo esse conceito jovem e livre. 

Happy Hour no Úrbici. Crédito: Café pra Gente

Então, se quiser descontração, o Úrbici é o lugar certo! 

Endereço do Úrbici: Rua Barbosa de Freitas, 951 – Aldeota – Fortaleza-CE.

3. ATELIER 1913

Essa cafeteria carrega uma história linda! Nasceu como torrefação em 2015, pelas mãos da 4ª geração da família Farias, com o objetivo de perpetuar o nome daqueles que fizeram a história dos 106 anos do Sítio São Roque: Alfredo, Amélia e Gerardo Farias.

Festa da Colheita. Crédito: Sítio São Roque

Lá, eles cultivam a espécie Arabica Typica, que é uma variedade “primitiva” do café, geneticamente e culturalmente uma das variedades mais importantes no mundo.

Arábica Typica. Crédito: Sítio São Roque

No sítio nossa relação é ainda mais próxima com essa variedade, a história da família começa quando Sr. Alfredo Farias compra o Sítio num leilão. Já tendo vasta experiência na lida com a terra, ele já sabia que pra nascer um cafezal era necessária uma floresta. Hoje o Sitio é uma APA com resquícios de Mata Atlântica que sombreia e cria o microclima ideal para o desenvolvimento dos nossos cafés.” conta Isabelly Giffony,  barista e mestre de torra do Atelier 1913. 

Barista Isabelly Giffony. Crédito: Sítio São Roque

A cafeteria  criou dois perfis de torra baseados na personalidade de seus antecessores, Dona Amélia e Seu Alfredo, que tem sabores bem diferentes, porém, em igual escala de qualidade!

Perfis de Torra do Atelier 1913. Crédito: Sítio São Roque

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A casa conta com um cardápio de dar água na boca, assinado pela confeiteira Lua Santos. O local conta com opções típicas somadas à gastronomia contemporânea, misturando o presente com o passado, num mix de criatividade e sensação de pertencimento.

Mesa Atelier 1913. Crédito: Sítio São Roque

O Atelier 1913 é um pedacinho da história do café no Ceará! 

Produtos do Cardápio Atelier 1913. Crédito: Sítio São Roque

A cafeteria está no sul da cidade que conta com restaurantes, bares, cervejarias artesanais e shoppings, vale a pena visitar.

Endereço do Atelier 1913: Rua Antenor Rocha Alexandre, 250 – loja 01 – Fortaleza-CE.


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Uma das primeiras dúvidas que o empreendedor tem quando pensa em abrir uma cafeteria, é sobre como escolher a máquina de espresso  ideal para seu negócio

Qual seria o número ideal de grupos de extração? Qual o design mais combina com o branding pensado para a cafeteria? As máquinas de espresso são todas iguais ?  Por que umas são mais caras que outras? Comprar ou alugar o equipamento? O que muda na prática em relação ao número de caldeiras internas?

Para ajudar a responder a algumas dessas dúvidas, nós conversamos com o Cristiano Zara, importador exclusivo das máquinas italianas da SanRemo no Brasil.

DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DAS MÁQUINAS DE ESPRESSO

A medida que a tecnologia e inovação foi alavancada pelo desenvolvimento do mercado de cafés especiais no mundo, os fabricantes foram criando e adicionando novos recursos e tecnologias para melhorar a qualidade do café e o trabalho do barista, comenta Cristiano.

Cristiano afirma que “muitas vezes escolher o equipamento certo para a cafeteria pode ser uma tarefa confusa, principalmente para quem ainda é novo nesse nicho de mercado.”

Barista vaporizando leite numa SanRemo ZOE. Crédito: Daryan Shamkhali no Unsplash

É importante estar atento para a relação custo x benefício na hora de escolher a máquina e isso está diretamente conectado com o cliente e com o público alvo que o empresário quer atingir.

A COMPLEXIDADE DA MÁQUINA

Uma máquina de café espresso é um equipamento relativamente complexo, comenta Cristiano, e o elemento que mais causa confusão na cabeça do empreendedor é  em relação a caldeira inteira.

As máquinas de café espresso originais, ou os modelos modernos mais simples, utilizam apenas uma caldeira para aquecer e manter a água a uma determinada temperatura antes de ser bombeada para a cabeça do grupo.

Porém, a partir das décadas de 1960 e 1970, foram introduzidos sistemas de duas ou mais caldeiras para permitir que as máquinas de espresso aqueçam a água para os diferentes elementos necessários: para o bico vaporizador ou para a cabeça dos grupos de extração.

No caso das máquinas da SanRemo, todas elas contam com sistemas de caldeiras independentes para a extração do café.

Ao longo dos anos, novos recursos foram adicionados às caldeiras para melhorar o desempenho e consistência. Como por exemplo o PID Controller, que é um sistema que mede e regula continuamente a temperatura da caldeira, para que ela mantenha exatamente o que é necessário para fazer a xícara de café perfeita.

CALDEIRAS SIMPLES, DUPLAS OU MÚLTIPLAS

Embora a tecnologia e produtividade de uma máquina com várias caldeiras seja nítida, as caldeiras simples ainda têm o seu lugar no mercado, afirma Cristiano.

Muitas máquinas de café domésticas e comerciais apresentam uma única caldeira que é usada para aquecer a água até a temperatura definida para a extração do café e também para produzir o vapor durante a vaporização do leite.

É importante observar que nas máquinas de caldeira simples, há uma chance maior de flutuações na temperatura, especialmente nos horários de pico, quando é necessário fazer várias extrações e vaporizar leite ao mesmo tempo. Também não é possível  definir a pressão de extração independente da pressão do vapor.


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Nas máquinas de caldeira dupla, a água fria da conexão da rede hidráulica é bombeada para duas caldeiras, geralmente uma dedicada ao vapor e para água da chaleira e outra para uma caldeira dedicada para atender a todas as cabeças de grupo.  Normalmente, a temperatura de cada caldeira pode ser ajustada independentemente.

As máquinas de caldeiras múltiplas operam de maneira semelhante, porém com caldeiras adicionais, uma para cada cabeça de grupo. No caso da máquina SanRemo CaféRacer, a top de linha da empresa italiana, existem mini caldeiras dedicadas para cada grupo de extração, além de uma caldeira exclusiva para a produção de vapor e outra dedicada a enviar a água para as mini-caldeiras. Esse sistema permite a máxima precisão e estabilidade de temperatura.

SanRemo Café Racer Customizada

Além disso, essa máquina de última geração conta com um sistema smart energy que economiza até 30% de energia em comparação a outras máquinas multi-caldeiras.

QUAL TIPO DE MÁQUINA ESCOLHER?

Uma dúvida muito comum para os empreendedores que estão iniciando nesse nicho de mercado da hospitalidade, é em relação ao tipo de equipamento que deve ser escolhido.

A decisão mais acertada vai depender do objetivo do projeto, mas para facilitar o entendimento do leitor, vamos comparar uma máquina de espresso com um carro. Assim como em um veículo, você deverá levar em consideração a utilidade e o propósito.

Por exemplo, se você precisa de um carro, para locomoção diária e para percorrer caminhos curtos, sem pegar longas estrada cotidianamente, é razoável que possa escolher um carro confortável, mas sem muita potência no motor, visando economizar combustível. Por outro lado, se você precisa de um veículo para carregar muito peso e para transporte de longas distâncias, é bem razoável que precise utilizar um veículo mais espaçoso e potente.

SanRemo ZOE

A processo de escolha em relação a máquina de espresso é bem parecido. Se a sua cafeteria é pequena com um fluxo de clientes baixo ou médio, é possível que uma máquina de 2 grupos de extração seja suficiente.

Em contrapartida, se a cafeteria tem médio-alto fluxo, com horários de pico intensos, é preferível que o empresário escolha por máquinas mais potentes, com 3 grupos de extração e multi-caldeiras.

Em resumo, tudo vai depender dos objetivos principais definidos pelo empreendedor. Obviamente que o fluxo de clientes pode aumentar com o tempo, fazendo com o que o empreendedor precise providenciar alterações no tipo de equipamento escolhido inicialmente.

COMPRAR OU ALUGAR?

Em relação a opção de locação ou compra da máquina de espresso, Cristiano afirma, que muitos clientes ficam em dúvida.

A locação do equipamento pode parecer uma opção mais segura em um primeiro momento, diz Cristiano, mas é importante lembrar que, caso o cliente opte pela locação, esse será um custo fixo da empresa.  Já quando o cliente compra do equipamento, ele está adquirindo um bem que entrará para a composição dos bens e ativos da empresa.

Em alguns casos vale a pena buscar financiamento bancário para a compra do equipamento, ainda mais com a tendência de baixa nos juros no cenário econômico atual.


Veja também: AJUSTE DO MOINHO SEM DESPERDÍCIOS


Cristiano também nos conta que, em casos específicos e visando auxiliar o empresário nessa escolha, ele oferece, para algumas máquinas, a oportunidade do cliente alugar o equipamento e, depois de 12 meses, caso opte pela compra, utilizar parte dos valores pagos na locação como entrada para a compra final.

Essa alternativa tem auxiliado muitos empresários a retirar um custo fixo da loja e aumentar o patrimônio físico e consequente valorização do empreendimento.

No final da nossa conversa, Cristiano diz que a comparação com carros é realmente muito pertinente. “Ninguém quer um carro velho, porque sabe que muitas vezes dá mais trabalho e tem maior custo de manutenção. Por isso, continua Cristiano, aqui na SanRemo nos preocupamos em constantemente renovar a nossa frota de máquinas e manter a manutenção e suporte em dia com os nossos clientes, através dos nossos representante em todas as capitais do Brasil”.

Independentemente do tipo de máquina que o empreender irá escolher para a sua cafeteria, é sempre muito importante fazer uma análise de custo, sem deixar de observar os benefícios da escolha. Busque marcas que já são reconhecidas no mercado nacional e fique atento a qualidade do suporte oferecido na sua região.

Afinal, o espresso é, na maioria das cafeterias, o tipo de extração mais pedido e adorado para quem bebe café fora de casa.


Cheguei em Nova Iorque procurando oportunidades de trabalho ao mesmo tempo que os olhos brilhavam a cada esquina, parque ou café cheio de pessoas aproveitando o final do inverno. 

Depois de alguns dias saí com alguns amigos em busca de trabalho percorrendo bairros inteiros de Manhattan, até que entrei num pequeno café a meia quadra da Broadway, perto do Central Park.

A gerente saiu dos fundos, quando me apresentei com o inglês patinando, totalmente fora da minha zona de conforto, e perguntei se precisavam de alguém para trabalhar. 

Ela arregalou os olhos e me disse:
_ A nossa barista saiu hoje, se você quiser pode começar amanhã e eu te mostro como é o trabalho.

O primeiro trabalho como barista. Crédito: Autor

New York é isso! As pessoas vão pra lá para trabalhar em qualquer cargo, a qualquer custo, buscando uma vida melhor, sem ter muito tempo para pensar.

Aceitei na hora e comecei minha aventura como aprendiz de barista das 10h às 17h, sem salário por duas semanas.

Era uma cafeteria onde serviam mais comida do que cafés. Os donos eram taiwaneses e abriram a loja sem qualquer preparo ou pesquisa de mercado. O foco era volume e não qualidade.

A máquina de espresso era daquelas que são vendidas mais baratas se você comprar os grãos da empresa fornecedora. Lembro dos pacotes de café ficando nas prateleiras por meses sem uso e pra mim, naquele momento, tudo parecia ok.

Até que comecei a me envolver. Não só com o fato de estar atrás da máquina engatinhando nos primeiros passos como barista, mas com o poder que o café tem de nos unir.

Foi quando percebi que tinha me apaixonado pelo universo do café. Então decidi comprar livros e finalmente me matriculei para ter aulas com a fundadora da Coffee Project e da Coffee Academy em Nova York com a Q-grader Sum Ngai.

Primeiro curso de barista. Crédito: Autor

THIRD PLACE E A CULTURA DA CONFRATERNIZAÇÃO

Muitas cafeterias em NY seguem a cultura da gigante Starbucks, que deu um novo conceito à expressão “terceiro lugar” no mundo cafeinado.

Quando falamos em relações interpessoais, o “terceiro lugar” é uma separação social que existe entre nossa casa (primeiro lugar) e o ambiente de trabalho (segundo lugar). 

Ou seja, um lugar intermediário onde as pessoas se juntam para conversar, trocar ideias, conhecimentos ou para se entreterem. Isso existe desde os primórdios…

Exemplos mais comuns de terceiro lugar são as igrejas, cafés, clubes, bares, livrarias, parques, etc.
Ray Oldenburg disse no livro The Great Good Place:

O terceiro lugar é importante para a sociedade civil, para a democracia, engajamento cívico e para a imposição do senso de ambiente. 

No mundo do café, o terceiro lugar são as cafeterias que prezam por isso, e não as que simplesmente vendem café.

Extrair um bom espresso e vaporizar leite com técnica e qualidade é apenas o primeiro passo. Para dar continuidade ao conceito de Third Place  é preciso algo a mais, como por exemplo, uma música agradável, iluminação aconchegante, internet gratuita e ilimitada, revistas ou jogos de tabuleiro para se entreter. Tudo que possa contribuir para reunir os amigos. 

Quando o ambiente reúne essas características, ele é favorável para que muitas vezes passemos mais tempo lá do que em casa. E foi exatamente isso que aconteceu comigo durante meus dias em Nova York.

Eu frequentava duas ou três cafeterias por dia para comparar sabores, ambientes, atendimentos, produtos e experiências.

O DIA A DIA COMO BARISTA EM NOVA IORQUE

Durante o trabalho, clientes entravam às 10h da manhã, e esperavam o café sair sem qualquer pressa, e pagavam até U$6 por um cappuccino duplo ou triplo.

Willian Bryan trabalhando como barista em NY. Crédito do Autor

O espresso em NY envolve extrações de 15-21g de café para produzir um espresso de 28-32g. É claro que cada lugar pode ter a própria receita, mas no geral funciona assim.

Alguns clientes pediam uma dose extra pra dar um UP de cafeína.

Também existe o Red Eye (olhos vermelhos), que são cafés filtrados misturados com 1 ou 2 doses de espresso, dando uma explosão cafeinada para muitos estudantes que aderem passaram a aderir à prática.

A cultura do filtrado também é um pouco diferente por lá. No geral se segue a proporção de 1:15, ou seja 1g de café para 15ml de água. Bem diferente daqui, onde acolhemos um café mais forte, com proporção aproximada de 1:10.

A DIFERENÇA ENTRE PREÇO E VALOR NO CAFÉ

Aqui no Brasil me deparo com clientes reclamando do preço do café filtrado. Por incrível que pareça, isso também acontece em Nova York.

Algumas senhoras reagiam como se o mundo fosse acabar, ao perceber que nosso filtrado era 1 dólar mais caro do que as outras cafeterias.

Ter o preço como o primeiro fator de análise na hora de comprar café, dificulta a compreensão deste mundo de sabor. Nesse sentido, é importante educarmos o cliente para que entendam as diferenças entre o café tradicional e o especial, assim como suas origens, processos e diferenças em sabor. 

Esse é um dos caminhos para eliminarmos a expressão “café aguado” do senso comum.

A VIDA CORRIDA

Era comum ter clientes batendo na porta pra abrirmos mais cedo, antes mesmo de ligarmos as máquinas.

A vida corrida do nova-iorquino não espera pra começar o dia e ir trabalhar. Se você não tiver café pronto, ele sai xingando e entra na cafeteria ao lado. 

Você precisa andar rápido, fazer seu pedido correndo, principalmente nos horários de pico, e quem está fazendo os cafés não pode bobear pra não atrasar a fila que não para de crescer.

O tom de voz será um pouco agressivo se você não entender o pedido de primeira e o nova-iorquino tiver que repetir. Por outro lado, existe uma infinidade de novos turistas caminhando pelas ruas.

Muitos donos de cafeteria não se importam com o atendimento ao cliente, pois competem por preço, e sabem que no outro dia novos turistas entrarão pela porta para comprar.

Aqui no Brasil nossa clientela exige bom atendimento, sob pena de não voltar mais.

Hoje em dia, marcas sem missão e propósito, sem estratégias sólidas de diferenciação e encantamento dos clientes, não sobrevivem por muito tempo. Abordaremos isso em outro artigo. 

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Em cidades como Nova York, quem realmente deseja se diferenciar e parar de competir por preços, precisa inovar com novas experiências. 

E isso a Starbucks fez muito bem! Seja simplesmente escrevendo o nome do cliente no copo ou vendendo produtos que somente a ela tem, como o Frappuccino, ou ainda oferecendo uma enorme variedade de produtos.

Por mais que inúmeras cafeterias produzam cafés gelados, com chocolate, chantilly e caldas com sabores, somente a Starbucks tem o direito de usar o nome Frappuccino.

Ninguém reclama em pagar U$5 por um desses, mas reclamam ao pagar U$4 por um café filtrado.

Uma curiosidade é que os baristas da Starbucks muitas vezes escrevem seu nome errado de propósito, pra gerar engajamento, fazer você tirar uma foto e compartilhar. 

Coffee to go Starbucks. Crédito: Autor

Sabemos que estamos no caminho certo, em qualquer nicho, quando as experiências são “instagramáveis”,  fazendo as pessoas compartilharem com o mundo aquele experiência única.

CAFÉ COMO CONEXÃO ENTRE MOMENTOS E PESSOAS

Foque na experiência e nas conexões. 

É isso que nós, empreendedores, baristas, mestres de torra, produtores, precisamos desenvolver por aqui. A experiência deve estimular a confraternização entre as pessoas.

Lembre-se que café não é somente uma bebida. Café é um excelente motivo para reunir pessoas, é um momento de conexão e, por que não, uma boa forma de reaproximar aquelas que se afastaram por algum motivo.

Faça do seu ritual em casa um momento único e terapêutico, e chame alguém especial para compartilhar.

Te convido a pensar no café assim, como ambiente de conexão, onde passamos a criar um novo propósito para o dia a dia corrido.

 


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Ser um bom líder e engajar o seu time não é uma tarefa fácil, afinal são muitos os desafios para ter um time motivado de maneira permanente.

Como líder do seu negócio, você deve passar a mensagem para seus funcionários, parceiros comerciais, clientes e colegas, sem ruídos ou mal entendidos.

A boa notícia é que criamos uma lista com 10 dicas acessíveis e valiosas sobre liderança que farão você não somente administrar seus negócios como também liderar seu time.

Algumas dicas são relativamente básicas, mas são lembretes importantes. Outras, bem, talvez você nunca tenha pensado nelas antes.

Considere as seguintes dicas ao aprimorar o seu estilo de liderança:

DICA 1: Lidere pelo exemplo

Seus funcionários esperam que você dê o exemplo. Você pode pensar que seu trabalho pode falar por si, mas sua imagem profissional e comportamento cotidiano podem não projetar a impressão que você deseja.

Os líderes precisam mostrar, não apenas falar. Se você deseja que seus funcionários sejam pontuais, chegue na hora, ou até mais cedo, e seja pontual nos compromissos. Se o profissionalismo e a cordialidade for uma prioridade, verifique se você interage (pessoalmente e on-line) com cortesia.

Defina o tom e seus funcionários o seguirão.

DICA 2: Um pouco de humildade ajuda

Há uma clássica e conhecida diferença entre ser líder e ser chefe. Enquanto ambos estão no comando, um líder compartilha os holofotes e fica à vontade para dar crédito do sucesso aos outros. Embora possa parecer contra-intuitivo, ser humilde requer mais confiança do que se aquecer na glória.

Seus funcionários vão gostar e seus clientes também.

DICA 3: Não adie tomadas de decisão

Não fique adiando suas decisões – mesmo que as questões envolvam certa complexidade. Um bom líder deve saber se posicionar, caso contrário, passará a sensação de insegurança e indecisão para o time.

DICA 4: Comunique-se assertivamente

A comunicação eficaz é decisiva, tanto na cafeteria quanto na vida. 

Os grandes líderes garantem que sejam ouvidos e compreendidos, mas também sabem a importância de ouvir. A comunicação é uma via de mão dupla e ao tirar o máximo proveito disso, o seu negócio se beneficiará, afinal quando a comunicação flui tudo fica mais fácil.

DICA 5: Atenção aos feedbacks

O feedback é essencial para manter uma boa gestão de pessoas: você poderá corrigir falhas ou elogiar acertos de cada funcionário. Lembre-se de fazer isso através de conversas individuais e sempre levando em consideração dados concretos que comprovem sua avaliação.


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DICA 6: Conheça seus limites

Até o líder mais gentil e atencioso tem limites. Defina seus limites e cumpra-os. Saber o que você não tolerará pode economizar muita frustração para todos na cafeteria, e manter os limites claros evita confusão.

DICA 7: Encontre um mentor

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra. (John Donne).

Os melhores líderes sabem quando precisam de ajuda e sabem onde recorrer para obtê-la. Ninguém pode saber tudo, portanto, encontrar alguém em quem confie para obter conselhos quando as coisas ficarem difíceis pode fazer toda a diferença.

DICA 8: Seja emocionalmente consciente

Enquanto muitas pessoas aconselham manter emoções separadas dos assuntos comerciais, os negócios envolvem, em última análise, relacionamentos entre as pessoas.

Para tornar esses relacionamentos duradouros, você precisa ter inteligência emocional – ser sensível a diferentes pontos de vista e diferentes origens. Ao usar a cabeça para fazer o melhor para sua empresa, não se esqueça de também usar o coração.

A chave desta equação é buscar o equilíbrio emocional.

DICA 9: Saiba estipular metas

Conheça o seu negócio, sua equipe e saiba estipular as metas atingíveis. Não adianta nada estipular metas impossíveis de serem alcançadas – além de não obter sucesso, só criará um ambiente estressante e improdutivo. Para isso, é muito importante ter os números do seu negócio evitando achismos que podem afetar a credibilidade das metas.

DICA 10: Nunca pare de melhorar

Grandes líderes – estão constantemente aprendendo e sempre tentando melhorar a si mesmos. Sempre há algo em que você pode trabalhar ou uma nova habilidade para dominar. Mantenha sua mente aberta para novas idéias e possibilidades. 

É essencial que um líder esteja sempre buscando formas de melhorar suas técnicas de liderança. Além disso, fique atento a grandes talentos em sua equipe. Ao reconhecê-los, invista no desenvolvimento desses profissionais.

Caso tenha interesse em se desenvolver ainda mais, o curso GESTÃO DE EQUIPES é um dos cinco cursos disponíveis na plataforma BARISTA WAVE ACADEMY. Escolha seu plano e certifique-se.

Pense a longo prazo e na produtividade de sua empresa.


 

Na contramão da necessária pedagogia para consolidação do consumo do café especial no Brasil, assistimos o surgimento de personagens puristas, os coffee-snobers, que costumam alfinetar quem ainda não desenvolveu o paladar para perceber valor no que é especial.