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Confira neste artigo 10 dicas para construir e manter um bom perfil no Instagram para a sua cafeteria atrair mais seguidores e potenciais clientes para a página do seu negócio.

As redes sociais já são uma realidade para muitas empresas, e para as cafeterias não é diferente.

Afinal, muitas pessoas que amam café e que gostam de frequentar bares e restaurantes, estão de olho nas novidades no mundo online.

Por isso, se você possui uma cafeteria ou trabalha em uma, é importante levar em consideração o marketing digital, caso contrário o seu negócio pode ficar para trás neste mercado competitivo.

Pensando nisso, reunimos algumas dicas depara Instagram de cafeterias, que podem lhe ajudar a conseguir melhores resultados nas redes sociais.

Fique com a gente até o final deste artigo e confira todas as nossas dicas sobre o mundo digital.

Boa leitura!

1 – Crie um perfil para a sua cafeteria

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Perfil do Instagram para negócios. Imagens de Pixabay

Em primeiro lugar, vamos falar da importância de criar um perfil nas redes sociais para a sua cafeteria.

É muito importante que exista um perfil no Instagram, para que os clientes e pessoas que possuam curiosidade sobre o local, possam encontrar informações e entender o que aquele negócio oferece como proposta.

Além disso, é uma forma de trocar experiências com o público e publicar mais sobre a visão da marca.

Todas essas estratégias são muito válidas quando o assunto é vender e conquistar mais seguidores e potenciais clientes.

2 – Divulgue os principais serviços e produtos do seu negócio

Outra dica bem importante sobre conteúdo para Instagram de cafeterias, é divulgar os principais pratos e bebidas tanto no feed quanto nos stories, lembrando sempre de manter o cardápio completo no destaque do perfil.

Publique fotos, stories ou reels com as bebidas e comidas mais procuradas na cafeteria.

Se possível, pense em conteúdos mais estratégicos, que gerem curiosidade do cliente, como o barista da casa preparando um capuccino ou algo similar.

Os consumidores possuem bastante curiosidade sobre o funcionamento dos bares e restaurantes, é uma forma de se sentirem mais próximos e seguros do que estão consumindo.

3 – Não limite as suas publicações somente aos produtos

Hoje em dia, publicar uma foto de uma bebida bem preparada já não é mais o suficiente.

É preciso bem mais do que isso para que a sua cafeteria tenha um diferencial, pois a concorrência por espaço no digital está cada vez mais acirrada.

Sendo assim, para atrair mais público, talvez seja legal você intensificar essa experiência entre o seu negócio e o consumidor.

Dessa forma, é possível publicar postagens sobre outros conteúdos que chamem a atenção do leitor, alguns exemplos, são:

  • Curiosidades sobre o mundo do café;
  • Tendências;
  • Entrevistas;
  • Frases de efeito ou engraçadas sobre café.
  • Fotos dos clientes mais assíduos. 
  • Avaliações e experiências dos clientes.

Esses são alguns dos exemplos de conteúdo para Instagram de cafeterias que podem intensificar a experiência do internauta com o seu negócio.

4 – Cuide da identidade visual do perfil

A identidade visual também é essencial para quem deseja melhorar o conteúdo para Instagram de cafeterias.

Veja se o branding da sua marca está de acordo com a sua proposta, e não deixe de combinar as cores, inclusive nas postagens. Se você não entende muito dessas “coisas de marketing”, fique atento aqui na nossa revista digital, pois esse assunto certamente retornará na nossa pauta editorial. 

Para não perder nada, esteja no nosso canal no Telegram, clicando aqui.

Continuando…

Organize as postagens para que não fique visualmente poluído para quem está acessando, mas lembre-se que essa organização não pode te impedir de postar algo. Um perfil organizado, mas que interaja com o público. É isso que os visitantes querem, MOVIMENTO.

5 – Invista em propaganda

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Mulher na cafeteria. Imagens de Pixabay

Uma dica bem interessante para o Instagram da sua cafeteria, caso você esteja com dificuldade para conseguir mais seguidores é investir em tráfego pago.

Você não precisa de um profissional para isso, pelo menos não inicialmente. Mas, é importante que isso seja feito de forma qualificada, ou seja, buscando estratégias para atrair seguidores reais e que realmente se interessem pelo tema.

Mas fique atento, é importante estabelecer um orçamento mensal para esse tipo de atividade e acompanhar os números. Algumas postagens podem atingir um grande número de pessoas organicamente, mas isso exige constância e provavelmente alguém dedicado para olhar pra essa parte do negócio.

Caso seja necessário, busque uma agência de marketing de confiança para realizar este trabalho para a sua empresa.

6 – Use e abuse de promoções e sorteios 

Todo mundo gosta de uma promoção ou sorteio, para os fãs de cafeterias isso não é diferente.

Portanto, reúna a sua equipe e crie algumas ações promocionais ou sorteios que possam ser publicados no próprio Instagram.

Isso é uma ótima maneira de interagir com consumidores em potencial e divulgar o seu negócio para pessoas que ainda não conhecem.

7 – Crie enquetes nos stories

O story é uma ferramenta muito poderosa para interagir com os seguidores da sua cafeteria no Instagram.

É uma maneira de receber feedbacks, sugestões de melhoria, opções de produtos, serviços, sugestões, pontos de melhoria e muito mais.

É perfeito para obter um contato direto com os seus clientes e buscar informações valiosas para a estratégia da sua empresa, realmente vale a pena!

Portanto, comece ainda hoje a criar postagens com enquetes para interagir com o público-alvo do seu negócio.

8 – Faça lives no Instagram

Busque ideias interessantes de lives que possam chamar a atenção dos seus clientes.

Por exemplo, se estiver rolando um som ao vivo na cafeteria ou uma grande movimentação, pode ser legal transmitir tudo isso online.

Afinal, é uma ótima maneira de atrair mais pessoas para a cafeteria.

Use e abuse da sua criatividade para a criação de lives, pois é uma forma de trocar uma experiência direta com o internauta.

Isso deve gerar mais curiosidade e vontade de conhecer o local, o que deve fidelizar ainda mais clientes.

9 – Não deixe de usar as hashtags de conteúdo para Instagram de cafeterias

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Hashtag e curtidas. Imagens de Pixabay

As hashtags são essenciais para as publicações no Instagram, pois é através delas que milhares de seguidores podem encontrar o perfil do seu negócio e também é uma das formas como o Instagram vai entender cada vez mais do seu negócio e distribuir seu conteúdo de maneira mais assertiva.

Sendo assim, é importante que você busque pelas hashtags que são mais buscadas no ramo do seu negócio.

E em cada publicação no feed, não deixe de escrever cada uma delas.

Isso deve aumentar o engajamento do seu perfil nas redes sociais e conquistar mais seguidores amantes de café.

10 – Faça benchmarking

Benchmarking é um processo de comparação de produtos, serviços e práticas de negócio. Por fim, vamos te dar a última dica sobre conteúdo para Instagram de cafeterias, que é observar o perfil de outras cafeterias.

Essa é uma ótima maneira para obter mais ideias de postagens e analisar quais são as estratégias de publicações de outros perfis.

Além disso, é uma forma de encontrar novas tendências e criar publicações com diferenciais.

Lembre-se que você está lidando com um mercado competitivo e por isso, é muito importante ficar de olho nas redes sociais de perfis de cafeterias pelo Brasil afora.

Gostou das nossas dicas sobre conteúdo para Instagram de cafeterias? Aproveite e compartilhe este post com os seus amigos que se interessam pelo assunto!

Acesse este link para saber mais dicas sobre cafeterias

Novas bebidas vegetais estão disponíveis para os consumidores, mas você sabe o porquê que a bebida vegetal não pode ser chamada de leite?

Antes de pensarmos que um dia amaríamos café como hoje, lembremos que nosso alimento primário foi o leiteSim, afinal somos mamíferos e o leite é fundamental na nutrição infantil.

E após o período do aleitamento materno, muitos de nós perseveramos no consumo desse alimento, que é rico tanto do ponto de vista nutricional, como de sabor. 

Culturalmente falando, o leite faz parte dos nossos hábitos alimentares desde a primeira refeição do dia e é ingrediente de muitas outras preparações. Seja puro ou em seus derivados como queijos, manteiga ou creme de leite, é um produto de alto consumo.

NEM SÓ DE CAFÉ VIVE A CAFETERIA

Em cafeterias, as matérias-primas fundamentais são o café (o grande astro) e o leite (coadjuvante, mas não menos importante).

A história nos apresenta essa harmonização perfeita de café e leite desde muito tempo atrás. O café,  já foi considerado como bebida pagã pela igreja católica, mas, ironicamente, o famoso cappuccino, originalmente criado no século XVII,  tem seu nome graças a um monge, o italiano Marco D’Aviano. 


SAIBA MAIS: OS DRINKS CLÁSSICOS DA CARTA TRADICIONAL DE CAFÉS


O menu de bebidas originais italianas, criadas a partir do espresso, é presente em qualquer cafeteria, e a maioria dessas bebidas contém leite.  Estamos falando do Macchiato, Latte, Cappuccino, Flat White, Mocha e até o brasileiríssimo Pingado.

Técnica do latte art
Créditos Taylor Franz em Unsplash

O Latte art consiste na técnica onde se desenha o café com leite vaporizado, é também bastante apreciada pelos consumidores. Sem o leite,  latte art não existiria, nem os campeonatos dessa técnica entre os baristas.

DIVERSIFICAR É PRECISO

No entanto, outras alternativas vêm sendo desenvolvidas, para atender novas e importantes demandas. Algumas, para substituição do leite, ou para proporcionar novas possibilidades de sabores ao consumidor.

A intolerância à lactose, um dissacarídeo natural do leite, é uma importante razão pela procura de outras opções de bebidas, ainda que, atualmente, seja grande a oferta de produtos lácteos sem lactose.

A população com alergias e intolerâncias alimentares é crescente, sendo outra motivação pela procura de alimentos substitutos. Os alimentos considerados alérgenos (ou alergênicos) são aqueles considerados potenciais causadores de alergias alimentares em indivíduos sensíveis às proteínas desses alimentos.

O leite de vaca ou de outros mamíferos é considerado um alimento alérgeno, assim como alguns alimentos vegetais , por exemplo, amendoim, aveia, avelã, castanhas, nozes, soja, e outros, também estão entre os alérgenos mais comuns. 

No entanto, dentre os consumidores, está também o público que opta por não incluir alimentos de origem animal em seus hábitos nutricionais, são os adeptos do vegetarianismo e veganismo. O veganismo é uma filosofia que vai além da restrição do consumo, mas contra toda exploração animal e que prioriza produtos de menor impacto ambiental.

Portanto, a cafeteria que não inclui os “leites vegetais” em seu cardápio, está precisando rever os seus conceitos e adotá-los rapidamente.

O QUE SÃO AS BVCOLS ?

As chamadas BVCOLs (Bebidas vegetais à base de cereais, oleaginosas e leguminosas), como é o caso das bebidas de arroz, aveia, castanhas, soja, entre outras, têm sido as novas estrelas nos serviços de alimentação e bebidas.

Bebida vegetal
Créditos: Conor Brown em Unsplash

Algumas marcas procuraram adequar suas formulações para melhor desempenho da bebida com a vaporização, para chegar próximo ao resultado de cremosidade que o leite apresenta, já havendo inclusive competições de Latte Art com bebida vegetal.

Conversei com o barista  Wilian Bryan, ele nos conta em sua experiência, que os de aveia trazem melhor resultado em relação a sabor, textura e performance em latte art e os de soja são os que mais dificultam a cremosidade almejada na vaporização.

MAS PORQUÊ ESSAS BEBIDAS NÃO PODEM SER CHAMADAS DE LEITES VEGETAIS?

No Brasil, os alimentos, são regulamentados por órgãos como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) entre outros, já que estão sob o contexto da saúde, assim como da cultura e da economia. 

Alguns dos alimentos têm suas definições ou denominações previstas em documentos legais, como é o caso do leite. A Portaria 146/96, que é o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) sobre Produtos lácteos, define: 

Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O leite de outras espécies deve denominar-se segundo a espécie da qual proceda”.


LEIA TAMBÉM: CONHEÇA A HARMONIZAÇÃO DE CAFÉS E QUEIJOS


Portanto, leite de vaca, é chamado leite. Leite de outros mamíferos precisa ser designado: leite de cabra, leite de búfala, etc. Sendo assim, do ponto de vista legal, bebidas que não sejam produto das glândulas mamárias, não podem ser chamadas de leite, mas sim bebidas ou alimentos à base de vegetais.

Podemos associar ao mesmo exemplo da cevada torrada, que pode ser usada como substituto do café, como uma opção de bebida sem cafeína.

Esse produto não pode ser chamado de “café de cevada”,  já que a definição de Café está prevista em seu RTIQ (RDC 277/2005), sendo considerado café, somente o fruto de espécies do gênero Coffea.

Cevada torrada
Créditos Tijana Drndarski em Unsplash

A única exceção para ser chamada de leite vegetal, por enquanto, é para o leite de coco, que pode ser designado assim, pois segundo a Resolução – CNNPA nº 12, de 1978, “leite de coco é a emulsão aquosa extraída do endosperma do fruto do coqueiro (Cocos nuoífera)”. Mas isso pode mudar.

INFORMAÇÃO CLARA É DIREITO DO CONSUMIDOR

Esses regulamentos são criados para a definição correta e precisa, sejam de produtos industrializados ou não, inclusive para garantir o direito à informação clara ao consumidor.

Está tramitando o projeto de lei 10556/2018, elaborado pela deputada Tereza Cristina, com o objetivo de evitar a confusão com a denominação ‘leite’.

Segundo o projeto, o uso de expressões como leite vegetal, assim como iogurte ou manteiga vegetal, cria uma concorrência entre os produtos, e induz o consumidor a acreditar que o alimento é similar ao leite de mamíferos. No entanto,  não possuem o mesmo caráter nutricional do leite e dos seus derivados.

A proposta foi inspirada no exemplo de um regulamento europeu de 2013, que restringe as denominações “leite”, “soro de leite”, “manteiga”, “nata”, “queijo”, “leitelho” e “iogurte” exclusivamente a produtos lácteos.

É POSSÍVEL COMPARAR BEBIDA VEGETAL COM LEITE?

Do ponto de vista nutricional, estudos apontam que BVCOLS industrializadas, normalmente são enriquecidas com nutrientes como cálcio, vitamina D e B12, para se equipararem ao valor nutricional do leite de vaca.

Quanto aos valores proteicos, diferem em relação ao substrato: as leguminosas apresentam mais proteínas em relação às oleaginosas e de outros cereais ou vegetais. 

Todos os vegetais apresentam algum teor de fibras (que o leite não possui) e alguns deles podem conter glúten, como no caso da aveia.

O leite, por ser alimento de origem animal, naturalmente contém colesterol, e seus teores de gordura são relativos às suas classificações. Por exemplo, o Integral (mínimo 3%), Semi-desnatado (0,6 a 2,9 %) e Desnatado (máximo de 0,5 %).

Do ponto de vista culinário, são amplamente utilizados, no entanto, apresentarão diferenças no sabor,  textura e cremosidade.

Um outro ponto de comparação pode ser o preço, sendo os das bebidas vegetais relativamente mais altos que o leite.

BEBIDA VEGETAL ARTESANAL COMPENSA?

Fabricação própria do leite
Créditos: Couler em Pixabay

É preciso lembrar que os leites e bebidas vegetais industrializados passam por tratamentos térmicos, como a pasteurização ou UHT (Ultra High Temperature) para garantir a segurança alimentar. São processos que prolongam a vida útil do produto e eliminam microrganismos nocivos. 

Sendo assim, a produção caseira das bebidas vegetais necessita de cuidados com higiene e controle de temperatura. O ideal é que sejam preparadas diariamente e consumidas em até 24 horas, mantendo-se sempre sob refrigeração. Assim , evita-se a contaminação e prejuízos à saúde do consumidor.

Por fim, seja bebida vegetal, ou leite, as designações dos alimentos existem e ninguém gosta quando seu nome é trocado, não é mesmo? E independentemente do motivo pelo qual seja feita a sua escolha, esperamos que você tenha boas experiências, de preferência acompanhando um ótimo café!

Os leites vegetais podem representar novas possibilidades de negócios para os empresários do nicho de cafeterias.

No primeiro dia do mês de novembro comemora-se o Dia Mundial do Veganismo. Mas o que o mercado de cafés de qualidade tem a ver com isso? Será que o empresário do nicho de cafeterias precisa mesmo se preocupar em oferecer alternativas ao leite animal? Esse mercado é sólido ou seria uma moda passageira? Como as gigantes do mercado estão se posicionando em relação a isso?

Discutiremos esses pontos nesse artigo para te ajudar a tomar melhores decisões para maximizar lucros e fidelizar o crescente público consumidor de produtos veganos.

MERCADO VEGANO CONTINUA AQUECIDO

Diversas pesquisas apontam para uma tendência pela busca de mais informações sobre os produtos, principalmente em relação ao trato com os animais. Em uma pesquisa realizada pelo IBOPE em 2018, 55% dos consumidores entrevistados disseram que consumiriam mais produtos veganos se estivessem indicados nas embalagens. Um número ainda mais alto de entrevistados (60%) afirmam que consumiriam mais produtos veganos se o preço fosse igual aos outros produtos de origem animal.

Certamente ainda há muita confusão no entendimento do público geral, em relação as definições sobre vegetarianismo, veganismo e outras formas de consumo e filosofia de vida.

Contudo é perceptível que o tema permanece em alta há bastante tempo e que todo dono de cafeteria já teve que tomar a decisão de oferecer ou não leites vegetais para seus clientes.

CUSTO MAIS ELEVADO

O custo mais alto de aquisição em comparação ao leite de vaca, faz com que as cafeterias cobrem um valor adicional para pedidos com leite vegetal. Entretanto, os clientes que consomem leites vegetais já sabem desse aumento de preço e, normalmente, não reclamam.

Uma alternativa para cobrar um valor adicional menor para o cliente e ainda assim, aumentar a margem de lucro é buscar receitas para preparo do leite dentro da própria cafeteria.

Filipe de Simas, proprietário da Black Horse Coffee Roasters, em Florianópolis, comenta que fez com a sua equipe alguns testes até encontrar a receita ideal para o leite de amêndoas com côco oferecido nas suas cafeterias.

Bebida produzida com leite de amêndoas com côco. Black Horse Coffee Roaster

” O custo para produção de um cappuccino com leite vegetal, quando preparamos com nosso próprio leite, é consideravelmente menor e isso justifica a utilização, mesmo tendo um prazo de validade menor, em relação ao leite vegetal de caixinha.”

OS LEITES ALTERNATIVOS MAIS USADOS

As cafeterias brasileiras estão atentas ao crescimento do público que consome opções veganas, tanto nas bebidas quanto nos lanches e refeições.

O leite de soja foi um dos primeiros a substituir o de origem animal, inicialmente para atender os clientes que possuem algum nível de intolerância a lactose.

Em relação ao teor de proteína, o leite de soja possui basicamente os mesmo níveis, quando comparado ao leite de vaca, sendo portanto um ótimo substituto do ponto de vista nutricional.

Outro leite vegetal que vem ganhando força é o leite de amêndoas. Já existem disponíveis no mercado outras opções de leites vegetais, como o de castanha, avelã, castanha de caju, aveia e coco.

MOVIMENTAÇÕES DA GRANDE INDÚSTRIA

A grande indústria também vem se posicionando para abraçar as oportunidades que surgem com os leites vegetais.

Em 2018 a empresa americana Blue Diamond, chegou ao Brasil para iniciar a comercialização dos leites vegetais Almond Breeze. No mesmo ano, a gigante Danone também iniciou a comercialização do Silk, leite de amêndoas líder de vendas nos Estados Unidos.

A Tal da Castanha | Reprodução Site

Em fevereiro de 2020 o Grupo 3 Corações adquiriu 50% do capital total da Positive Brands, detentora da marca de leites vegetais A Tal da Castanha.

A empresa brasileira Cajueiro, também oferece um variado leque de produtos, alguns desenvolvidos em conjunto com baristas para atingir excelente cremosidade para cappuccinos e outras bebidas.

CONCLUSÃO

A disponibilidade de leites alternativos nas cafeterias do Brasil, principalmente nas cafeterias de terceira onda, vem ocorrendo com uma velocidade considerável.

A atenção e movimentação de grandes players do mercado para suprir a demanda desses consumidores mais conscientes é, sem dúvida, uma oportunidade também para os pequenos e médios negócios.

Em países como Austrália e Nova Zelândia, é possível encontrar TNT`s de Latte Art com utilização exclusiva de leites vegetais.

É importante estar atento as novas demandas e oportunidades que cardápios veganos podem trazer, tanto em relação ao aumento do ticket médio, quanto a atratividade de um novo público-alvo.

Os cafés especiais em Florianópolis já são uma realidade, diferentes cafeterias oferecem os grãos para os amantes da bebida. Os coffee lovers podem apreciar um bom café em diversos métodos de preparo servidos quente ou frio, e com inúmeras opções de acompanhamento. Quer saber mais? Continue a leitura e veja 6 dicas de cafeterias que oferecem cafés especiais em Florianópolis que você não pode deixar de conhecer!

1. Arbor Centro

A Arbor Café conta com torrefação própria e oferece alguns cursos (opções presenciais e online) para quem é apaixonado pelo universo do café e quer aprender mais sobre a bebida.

Crédito: Arbor Café.

Além disso a casa acaba de lançar o seu clube de assinatura, Clube Arbor, em que os coffee lovers receberão um pacote de 250 gramas do café do mês em sua casa no valor de R$38.

O lugar conta com uma variedade de mais de 30 bebidas à base de café, dentre elas, Arbor Frapê, Arbor Tônica (cubos de espresso em gelo com água tônica e raspas de limão) além dos tradicionais: cappuccino, espresso, ristretto, latte, dentre outros.

O cliente pode escolher o método de preparo (Prensa francesa, Kalita, Hario V60 e Aeropress). Há diferentes opções de doces, salgados e sanduíches.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 10h às 19h.

Endereço: Avenida Prefeito Osmar Cunha, 251 —  Loja 2 — Centro- Florianópolis.

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelas mensagens diretas no Instagram da loja ou por meio do WhatsApp (48) 99130-5615.

2. Black Horse Coffee Roasters

A cafeteria fez uma fusão com o Mercado Sehat no Centro e no sul da ilha, no bairro do Campeche, aqui falaremos sobre a unidade do Centro.

A Black Horse Coffee Roasters oferece cafés especiais com torrefação própria, os métodos de extração são cafés filtrados, espresso e clássicos como macchiato e cappuccino. A casa também oferece cursos para quem quer aprender mais sobre o mundo do café.

Foto: Black Horse.

A sede da Black Horse Coffee Roasters juntamente com o Mercado Sehat no Centro apresenta um cardápio com comidas asiáticas e confeitaria vegana.

Clientes podem adquirir café torrado pela própria loja. Foto:Black Horse.

Endereço: Rua Jerônimo Coelho, 308- Centro (Mercado Sehat) — Florianópolis.

Horário de funcionamento: segunda a sábado de 08h às 18h.

Delivery (comidas, café em grãos/moído): entregas gratuitas somente aos sábados, nos demais dias há cobrança de taxa. Os pedidos podem ser feitos aqui.

Bebidas: somente por take away e balcão externo da loja.

3. Café Cultura Lagoa da Conceição

São diferentes franquias espalhadas pela cidade, aqui falaremos sobre a loja da Lagoa da Conceição que é pet friendly e oferece leite vegetal para os seus clientes.

O cardápio do Café Cultura da Lagoa da Conceição conta com cafés especiais torrados no próprio local e cafés comerciais servidos no Aeropress, Hario V60, espresso e clássicos como mocha, cappuccino (brasileiro e italiano), chocolate quente, além de bebidas geladas à base de café levando cold brew como iced latte, frapê de caramelo e frapê de cookie.

O Café Cultura oferece o café em diversos métodos.

Além dos cafés, o cardápio do Café Cultura é rico na gastronomia com opções de sopas, saladas, croissants, bowls, tortas, paninis e muito mais.

A empresa comercializa os seus cafés tanto em grão, quanto moído, sendo eles: house blend, bourbon amarelo, peaberry, orgânico e descafeinado. Os tamanhos variam de 250 a 500 gramas.

Horário: segunda a domingo das 9h às 20h*. Mais informações entrar em contato com a empresa pelo Instagram

Endereço: Rua Manoel Severino de Oliveira, 635- Lagoa da Conceição —  Florianópolis.

*Obs: A Café Cultura da Lagoa da Conceição atende na loja,  iFood e take away.

4. Family Coffee

A cafeteria trabalha com mais de 59 variedades de bebidas a base de café com 14 métodos de extração que envolvem os tradicionais filtrados (Chemex, Hario V60 e Kalita Wave) e as versões geladas como o iced latte e iced mocha. As receitas de café com leite têm a opção do uso de leite vegetal. 

A casa também é conhecida por servir brunchs todos os dias, com opções variadas como avocado toast com bacon, carpaccio de carambola, com figos, parma e gorgonzola, mini cheesecake com geleia de morango, ceviche vegano, dentre outros.

Os grãos da casa são de diferentes regiões do Brasil e de outros países por meio da parceria com a Coffee Collective da Dinamarca. O ambiente também chama a atenção por ser pet friendly.

Horário: segunda a segunda de 09h às 19h. Acompanhe o Instagram da Family Coffee para mais detalhes aqui

Endereço: Avenida Madre Benvenuta, 1157 – Santa Monica- Florianópolis.

Delivery: entregas com raio de 10 km, do Centro a Cacupe.

5. Leve Cafeína

Primeira take away (modelo que o cliente compra e leva) de Florianópolis, a cafeteria iniciou os trabalhos no calçadão da Felipe Schmidt com a venda de cafés especiais com a proposta de “pegar e levar”, ideal para as pessoas que estão na correria, mas que não dispensam um bom café.

Atualmente a loja funciona no mesmo local que abriga a sua torrefação, na unidade de São José. Por ficar ainda na região metropolitana, merece uma visita no continente para beber um café de qualidade.

A Leve Cafeína serve café especiais com diferentes métodos (Aeropress, Hario V60, Mocha, espresso, etc) e conta com um menu de pães de fermentação natural, como o panini (pão tostado na chapa com queijo meia cura de minas) e avocado toast (avocado temperado e ovos mexidos por cima).

O cardápio também oferece opções doces como banana bread (pão de banana tostado na chapa com manteiga ou doce de leite), caramelo slice (doce australiano de 3 camadas – coco, caramelo e chocolate) e cookies.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 08h30 às 17h30.

Endereço: Av. Mal. Castelo Branco (Praça de alimentação do Edifício Kennedy Towers) 65 — Campinas, São José.

Delivery: Funciona toda as quartas-feiras com pedidos via Instagram, até às 10h do mesmo dia. As entregas ocorrem no período da tarde. O cliente pode optar pela versão em grão ou moída da bebida.

6. Uma origem

A cafeteria funciona dentro do Mercado São Jorge, espaço referência em produtos orgânicos que conta ainda com livraria, além de diferentes restaurantes.

Mestre de torra, Zelio Augusto Santana Filho, o “Zee”. Foto: Uma Origem.

Uma Origem tem com mestre de torra Zelio Augusto Santana Filho, mais conhecido como Zee, que faz parte da escola australiana de café, pois morou nove anos no país, no qual trouxe seus conhecimentos para Florianópolis.

Os cafés especiais da Uma Origem são torrados no próprio lugar e o cliente pode optar por diferentes métodos de preparo, sejam cafés filtrados ou espressos. Além do café, o local conta com sistema on tap para kombucha e opção de leite vegetal.

Horário de funcionamento: seg a sábado das 9h às 17h.  Delivery duas vezes por semana, quartas e sextas-feiras.

Endereço:  Rua Brejaúna, 130 (Mercado São Jorge) —  Itacorubi, Florianópolis. 

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (47) 99185-4472.

Conclusão

A cena de cafés especiais em Florianópolis é bastante rica e apresenta uma variedade de métodos de preparo para que assim, os coffee lovers consigam desfrutar de todas as qualidades da bebida.

Devido ao coronavírus algumas cafeterias optaram pelo atendimento take away e delivery. Nesse momento de pandemia é importante entrar em contato com as empresas para consultar locais de entrega e taxas.

Diante da pandemia é difícil mensurar com exatidão quantos negócios precisaram fechar as portas em todas as cidades do mundo. As cafeterias foram fortemente afetadas, principalmente, por serem um local de muitos encontros e reuniões de negócios. Antes de apresentar as 8 dicas de planejamento financeiro para cafeterias, vamos pensar em algumas questões:

E agora? Como se levantar nessa crise? Será que apenas aumentar o investimento em marketing é suficiente? Como fazer para manter a sua cafeteria e seus sonhos vivos?

Apesar dos alguns incentivos governamentais para ajudar os micro e pequenos negócios, como cafeterias e restaurantes, tem sido difícil acessar e gerenciar de maneira clara e objetiva esses possíveis empréstimos. O que nem todos sabem é que existem alguns caminhos que podem ajudar nessa hora. Continue a leitura do artigo e veja 8 dicas de Planejamento Financeiro para Cafeterias.

Para nos dar algumas dicas, buscamos um especialista em organização financeira para micro e pequenas empresas. Conversamos com Diogo Guimarães da Poupe-ME Consultoria a respeito desses empréstimos e ele primeiramente orienta que “antes de procurar as instituições (públicas ou privadas) é necessário entender como está o fluxo de caixa da cafeteria, ou seja, como estão os recebíveis e as previsões de pagamento a fornecedores e colaboradores. No caso dos empréstimos, é necessário olhar os juros, o prazo de pagamento e entender sua expectativa de vendas. O mais recomendável é que a parcela do empréstimo não comprometa mais do que 5% do seu faturamento líquido de impostos, sendo isso o ideal, mas não é necessariamente uma regra).”

O Diogo é um dos consultores e sócio da Poupe-ME e deu também algumas dicas para a organização, não só de cafeterias, mas de todos os micro e pequenos negócios cafeeiros. Vamos a elas:

8 DICAS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA CAFETERIAS

DICA 1: Separe as finanças pessoais das finanças empresariais.

Jamais confunda o dinheiro da venda dos seus produtos ou serviços cafeinados com o seu próprio dinheiro. É muito importante ter duas contas bancárias, sendo uma para suas despesas pessoais e outra para seu negócio. Para quem não quer ou não pode arcar com os custos de tarifas bancárias “em dobro”, recomendamos as famosas fintechs (jovens empresas de operações financeiras) que cobram taxas baixíssimas ou, em alguns casos, não cobram. Na maioria das vezes esses bancos não são burocráticos e o processo de abertura de uma conta é bastante simples. Entre as mais famosas estão o Nubank, Banco Original e Banco Inter. Algumas dessas instituições não cobram para emitir até mesmo um boleto de depósito.

DICA 2: Tenha um pro labore definido.

Tente se organizar para conseguir estabelecer uma retirada mensal para sua conta pessoal. Esse valor será o seu pro labore (salário do sócio). Metas e objetivos são importantes e servem de estímulo para ir atrás das vendas, garantindo seu dinheiro ao final do mês e mantendo as contas pessoais em dia.

DICA 3: Anote todas as suas despesas pessoais.

Anote TODAS as suas despesas em uma planilha. Até aquele salgado ou refrigerante que você consumiu na rua. É importante compreender e classificar cada despesa de maneira correta. Esse gasto seria recorrente da empresa ou deveria sair do seu salário? Esses pequenos detalhes fazem grande diferença no final do mês.

DICA 4: Negocie com seus fornecedores.

Negocie prazos e condições de pagamento com seus fornecedores. Em alguns casos, é melhor pagar juros para ter mais prazo; do que pagar à vista e ficar descapitalizado. Nessas situações de incertezas, é importante ter dinheiro em caixa. A pandemia está aí para nos mostrar o quanto é importante ter uma reserva para emergências.


LEIA TAMBÉM: DRIVE THRU DE CAFÉ, SERÁ QUE ESSA MODA PEGA NO BRASIL?


DICA 5: Negocie as taxas de antecipação das maquininhas.

Se você já tem uma conta no banco, negocie as antecipações das máquinas de pagamento. Caso o banco não se mostre flexível, não tenha medo e mude de banco. Relacionamento bancário é importante e as diversas opções existentes vieram para dar mais poder de barganha para os clientes.

DICA 6: Esteja atento às novas taxas praticadas no mercado.

As maquininhas de pagamento são um item importante na venda dos produtos cafeinados e, hoje em dia, existem muitas opções no mercado. Verifique se a sua escolha realmente oferece as melhores taxas e vantagens. Muitas empresas oferecem taxas baixas, mas exigem contrapartidas, como pagamentos mensais ou taxa de retirada ou manutenção de conta. Confira se existem taxas diferenciadas caso tenha a máquina e a conta corrente na mesma instituição financeira, isso pode criar maior poder de negociação com o banco.

DICA 7: Pague com desconto ou invista.

Caso tenha dinheiro em caixa e pagamentos a vencer, negocie com os fornecedores descontos para pagamentos antecipados ou invista o dinheiro em alguma renda fixa de curto prazo. Esses investimentos também ajudam a melhorar seu relacionamento com o banco.

dicas de planejamento financeiro para cafeterias

DICA 8: Crie uma rotina financeira.

Crie rotinas. Verifique suas contas semanalmente, analise seus gráficos, faça as suas projeções de pagamentos e de recebimentos. Essa disciplina é o primeiro passo para encontrar as melhores saídas.

Muitos gestores tendem a dedicar muito tempo na operação do negócio, e isso é muito importante, mas cuidar da saúde financeira do seu empreendimento também é essencial. Educação financeira ainda é um assunto pouco explorado no universo cafeinado. Sabemos os preços das sacas, quanto custa o kg, entre outras coisas típicas desse mundo, mas devemos ir além disso.

Qual o valor do frete? Já negociou o aluguel da máquina de espresso? Remunera adequadamente seus baristas? Investe em cursos para qualificação da sua mão de obra?

Tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis. Caso não tenha tempo para essa tarefa importante, procure ajuda! É importante investir também em profissionais ou consultorias que ajudem nas finanças do negócio.



Depois de todos esses passos, caso ainda precise de recursos para fazer a operação rodar, você pode procurar uma instituição financeira e se informar sobre linhas de crédito. A equipe do Poupe-ME ofereceu uma amostra grátis para os leitores do Barista Wave!

Algumas instituições financeiras:

BANCO DO POVO:

Para as empresas que estão no estado e na cidade de São Paulo existe a alternativa do Banco do Povo. Para socorrer os pequenos empreendedores, eles têm uma linha de crédito de até R$25.000,00, com parcelamento em até 36 vezes e com taxas abaixo de ZERO. A burocracia é um pouco maior, mas vale a pena. Preste bastante atenção aos documentos que você precisa levar. Por se tratar de um órgão público, é interessante não errar na documentação, pois você pode ter sua solicitação atrasada pela falta de 1 simples documento.

CREDITAS:

Dessa vez para todo o país, a Creditas é outra alternativa para os micros e pequenos empresários. Trata-se de uma fintech, que oferece empréstimos de até R$150.000,00 e com taxas próximas de ZERO. A comunicação com eles pode ser feita toda através do Whatsapp ou por telefone, o que facilita a vida de empresários e empreendedores que estão na correria do dia a dia. A contrapartida da Creditas é sempre um bem como garantia (imóvel ou veículo).

ESTÍMULO 2020

Alguns empresários brasileiros, capitaneados por Abílio Diniz, criaram um fundo de apoio para pequenos empreendedores. Chama-se Estímulo 2020. O projeto tem como objetivo conceder empréstimos a pequenos empreendimentos para que possam superar esse momento de pandemia. Juros baixos e você só começa a pagar depois de 3 meses do empréstimo obtido.

UMA OPÇÃO NÃO FINANCEIRA

Uma opção não financeira para o mundo cafeinado é procurar fornecedores que ofereçam melhores prazos de pagamento para a compra de matéria prima, afinal o café é o que faz a roda da nossa microeconomia girar. Um desses fornecedores é o Café Quilombo, que está com condições especiais de pagamento para todas as cafeterias. Há descontos para quem paga à vista e ótimas condições para quem precisa comprar a prazo. Isso tudo sem se descuidar da qualidade do produto. Para conseguir trazer essas vantagens a seus clientes, o Café Quilombo fez acordos com toda sua rede de relacionamento.
Para entrar em contato com o comercial da empresa, clique aqui.

Gostou das dicas de planejamento financeiro para cafeterias?

É importante reforçar o quanto devemos dar a devida atenção à saúde financeira do seu negócio cafeinado. Desde um simples coffee-bike até uma grande cafeteria, respeitando-se as proporções de cada negócio, todos precisam ter as finanças em ordem. Se não tiver tempo, procure ajuda, procure consultorias que possam te orientar durante e após essa crise e tenha como meta se organizar melhor. Tome um café e faça suas contas!


| Esse artigo não é patrocinado e a revista não recebeu qualquer tipo de recurso para divulgação das empresas financeiras listadas no artigos. Em caso de dúvidas, entre em contato diretamente com as empresas.

Ficha Técnica de Alimentos e Bebidas é um importante instrumento de gestão que facilita o dia a dia nas cafeterias e restaurantes. Trata-se de um documento (que pode ser físico ou eletrônico) muito usado na Gastronomia, pois permite a padronização da qualidade e um planejamento de operações, gestão de custos, compras e redução de desperdícios. Vamos saber como?

Ao longo da história dos negócios em hospitalidade, entre eles as Cafeterias, cada vez mais a profissionalização dos processos de gestão é vista como base da saúde do negócio e qualidade de serviços.

padrão de receitas
Créditos: Dark Workx em Pixabay

 

O QUE É UMA FICHA TÉCNICA DE ALIMENTOS E BEBIDAS?

Imagine se, ao produzir qualquer item do cardápio de um bar, restaurante ou cafeteria, cada colaborador alterasse sua receita ? Não haveria consistência alguma e o “café X” harmonizado com aquela “torta y” que o cliente aprovou, dificilmente poderia ser reproduzido e lhe oferecido tal como ele foi servido em outra ocasião.

Para minimizar esse risco, é ideal que cada produto oferecido que seja feito na cafeteria (ou qualquer serviço de alimentação) tenha a sua própria Ficha técnica, incluindo o café em seus diversos métodos de preparo.

Mesmo que  as receitas tenham necessidade de alterações conforme produtos instáveis como o café, a receita base servirá sempre como registro padrão.

A ficha técnica é um instrumento interno e consiste em apresentar detalhadamente:

  •         quantidades e qualidades exatas dos ingredientes
  •         sequência e modo de preparo e serviço
  •         rendimento da receita
  •         tempo de preparo
  •         custo de cada item
  •         custo total da porção do alimento
  •         modo de conservação e armazenamento
  •         prazo de validade
  •         equipamentos necessários
  •         foto do produto pronto para criar identidade visual.

Dependendo do que o gestor entenda como dado relevante, de acordo com o perfil de seu negócio, poderá incluir outras informações como valor nutricional, potenciais alergênicos, informações como orgânico, vegano, entre outras ou também utilizar a ficha em formatos mais simples, se assim lhe for mais produtivo.  

Créditos: Dark Workx em Pixabay

PORQUE É UM INSTRUMENTO DE GESTÃO?

 A administração moderna continua regida pelos conceitos da Teoria Geral da Administração com as suas funções básicas: planejamento, organização, direção e controle, que quando bem executados, viabilizam o sucesso do negócio.

Alguns instrumentos possibilitam esse sistema de gerenciamento, são documentos ou procedimentos eficazes, que estejam alinhados ao objetivo do empreendimento. Sob essa ótica, o empirismo precisa ser deixado de lado e usamos dados e fatos para melhor controle e análise de resultados e alavancagem.

 


Talvez você também se interesse por  RÓTULOS EM CAFÉS ESPECIAIS – O QUE É PRECISO INFORMAR?


GESTÃO FINANCEIRA, COMPRAS E ESTOQUE

É usual qualquer empreendimento adotar um sistema de gestão integrada informatizado (ERP-Enterprise Resource Planning) e entre os operados no segmento de alimentação, é comum estar inclusa a ferramenta Ficha Técnica de produto. Cadastrando adequadamente a ficha de seus produtos no software, esse registro se desdobra em diversos outros recursos de gestão do ERP, como compras, estoque e finanças.

Na gestão de compras e estoque, a ficha técnica colabora para determinar níveis de estoque mínimo e máximo, controle de entrada e saída, minimizando falta de matéria-prima e desperdícios.

Usada na gestão de custos, é parâmetro para o gestor na tomada de decisão buscando melhores resultados, pois permite análise comparativa de cada item de consumo em relação aos custos totais e ao faturamento.

Infelizmente, não é raro vermos esse mecanismo sendo sub utilizado, comprometendo assim a eficácia do sistema de gestão. O empreendedor pode perder assim a oportunidade de analisar dados que influenciam diretamente em seu CMV (Custo de Mercadoria Vendida) e na precificação do cardápio.

FERRAMENTA DA QUALIDADE E OPERAÇÃO

Por padronizar ingredientes, quantidades e modo de fazer, é um facilitador usado em treinamento de novos colaboradores e, portanto, deve estar acessível aos funcionários, seja no formato eletrônico ou mesmo impresso e catalogado em pastas.

Na operação da cozinha, café ou bar, permite padronização da qualidade e planejamento da produção no que diz respeito a insumos, equipamentos, tempo e modo de preparo, otimizando a organização da rotina de trabalho, e como vimos, sua utilização vai muito além da operação em si.


Leia mais em QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E TREINAMENTO EM CAFETERIAS


Percebemos como a Ficha Técnica é significante?

Mesmo que haja um trabalho a ser considerado para cadastrar cada uma inicialmente, é um instrumento importante a ser reconhecido e utilizado na gestão do negócio, pois está relacionada a muitos processos

Se em sua cafeteria ainda não são feitas, que tal arregaçar as mangas e implementá-las?

Pensando em promover a alegria das típicas festas de junho no Brasil, trouxemos Receitas Juninas para você fazer e saborear com Café.

As comemorações típicas do mês de junho se devem aos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro (dias 13, 24 e 29 de junho, respectivamente) da cultura católica trazida pela colonização portuguesa. 

Hoje, de norte a sul, leste a oeste, e principalmente no nordeste, as animadas Festas Juninas conservam essa deliciosa tradição no país, juntamente com as danças e  seus elementos peculiares como as bandeirinhas e fogueiras.

Em uma miscelânea das culinárias indígena, africana  e portuguesa no Brasil,  e aproveitando a época de colheita do milho no mesmo mês, surgiram os pratos tradicionais como a pamonha, curau, canjica, cuscuz, bolo de milho, pipoca. Mas outros ingredientes também brilham como o amendoim, coco, mandioca, pinhão, arroz, etc

Para nossa alegria, grande parte desses pratos harmonizam perfeitamente com Café, e tudo fica ainda mais gostoso. Com a colaboração de Baristas, Chefs e donos de Cafeterias pelo Brasil, fizemos uma coletânea de pratos típicos ou inspirados nessa cultura e apresentamos algumas receitas para você reproduzir e se deliciar, acompanhadas daquele Cafezão, claro!


 Leia também UM POUCO DA HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL


CAPPUCCINO MINEIRO DA MARÊ

Por Mariana Martins / Helio Rocha (Zito) – MARÊ CAFÉ – Ribeirão Preto – SP

Cappuccino Mineiro por Mariana Martins

1 Unidade Paçoquinha tipo rolha

1 Colher (sopa) Doce de leite 

60 ml  Espresso (de boa qualidade) (ou um café intenso, como feito na cafeteira italiana ou  na Aeropress)

150 ml Leite Vaporizado (em casa, usar cremeira ou aerador para deixar cremoso)

Misturar bem 1/2 paçoquinha com o doce de leite até virar uma pasta homogênea; coloque no fundo da xícara. Acrescente a dose de Espresso Duplo (60mL) de boa qualidade. Adicionar leite e a crema de leite, sempre em uma proporção correta. 1/3 de Espresso, 1/3 de Leite e 1/3 de crema. Servir com a outra metade da paçoquinha no pires.

CANJICA COM AMENDOIM

Por Chef Liliane Fernandes – IDEIAS GASTRONÔMICAS – Belo Horizonte – MG

Créditos: Ju Fioroto em Pixabay
  • 4 litros Leite integral.
  • 1 lata Leite condensado.
  • 200 ml Leite de coco
  • 1 xícara Amendoim torrado e moído.
  • 500 g de Canjica.
  • 100 g de Coco ralado seco sem açúcar.

Modo de Preparo:

Cozinhe a canjica com água até cobrí-la. Quando começar a ficar macia coloque o leite aos poucos e termine o cozimento, sempre de olho para não queimar no fundo. O leite vai cozinhando lentamente, observe para não subir e derramar da panela. Após ficar macia, acrescentar os demais ingredientes e cozinhar para alcançar a consistência desejada

BOLO DE FUBÁ COM QUEIJO

Por Chef Liliane Fernandes – IDEIAS GASTRONÔMICAS – Belo Horizonte – MG

  • 340 g de Açúcar
  • 340 g de Leite
  • 340 g de Óleo
  • 340 g de Queijo Meia cura ralado.
  • 4 Ovos
  • 680 g de Fubá.
  • 50 g de Coco ralado seco sem açúcar.
  • 2 colheres (sopa) de Fermento em pó.
Créditos: Pixabay

Modo de Preparo:

No liquidificador coloque primeiro os líquidos e bata por 3 minutos, depois acrescente o queijo ralado, o coco e o açúcar e bata por mais 3 minutos. Vá acrescentando lentamente o fubá e fermento até ficar homogêneo. Coloque em forma untada e leve ao forno pré-aquecido à 200 ºC, por aproximadamente 20 a 25 minutos, faça o teste do palito.

BOLO DE MILHO

Por Maycon Alves / COFFEE SWEET COFFEE – São Paulo – SP

  • 3 ovos
  • 1 lata Leite condensado 
  • 1 lata Milho (sem a água) 
  • 50g Coco ralado
  • 25g Manteiga
  • 1 colher (sopa) Fermento em pó 

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador, exceto o coco e o fermento. Acrescente o coco e o fermento e apenas misture. Coloque numa forma com furo, untada e enfarinhada, cubra com papel alumínio e asse no forno 165 graus por 50 minutos.

CUSCUZ PAULISTA DA VÓ ROSA

Por Patricia Ribeiro e Marcelo Oliveira/ BILU COFFEE AND CAKE – Santo André – SP

Créditos: M. Oliveira – Bilu Coffee
  • 5 ovos cozidos
  • 170 ml Azeite de boa qualidade 
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de Alho triturados
  • 3 folhas Louro
  • 2 latas Tomate pelado 
  • 2 latas Sardinha 
  • 1 lata Milho verde 
  • 1 lata Ervilha
  • 1 vidro pequeno Palmito  
  • 50 gr Azeitona verde picada
  • Sal e Pimenta do reino a gosto
  • Pimenta dedo de moça a gosto
  • Farinha de milho amarela em flocos quanto baste (aproximadamente 250 gr) 

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, refogue louro, cebola e alho no azeite. Acrescente o tomate pelado picado grosseiramente. Deixe apurar mexendo algumas vezes. Acrescente azeitona, ervilha, milho, palmito, metade da sardinha e deixe apurar por dois minutos. Acrescente ovos cozidos picados grosseiramente (reservar algumas rodelas para decoração). Tempere com sal e pimentas a gosto. Mexa bem e com o fogo baixo vá acrescentando a farinha de milho aos poucos até ficar firme e começar a desgrudar da panela. Unte uma forma com azeite e decore com rodelas de ovo cozido, tomate, sardinha. Transfira o cuscuz para a forma aos poucos, apertando com as costas de uma colher e batendo levemente a forma em uma bancada para tirar o ar e ficar uniforme. Cubra com filme plástico e leve à geladeira. Desenformar frio.Rendimento: 2 kg de cuscuz (divida em mais formas) Dica: você pode substituir a sardinha por frango desfiado, aliche… ou mesmo sem proteína animal para uma versão vegetariana. 

TAPIOCA REGIONAL DOCE (Pará)

Créditos Gleice – Frida Cafés

 Por Adriana Tenório e Gleice / FRIDA`S CAFÉS ESPECIAIS – Capanema – PA

  • 50g Tapioca  
  • 100g Doce de Cupuaçu  
  • 50g Queijo Cuia
  • 10g Castanha do Pará ralada.

 

 

Modo de Preparo:

Aqueça a frigideira, coloque a tapioca e distribua para formar o disco. Aguarde 1 minuto e vire. Recheie com o Doce de Cupuaçu, Castanhas do Pará e Queijo Cuia. Se necessário, substitua o doce de cupuaçu por geléia de damascos.

TAPIOCA FRIDA KAHLO

 Por Adriana Tenório e Gleice / FRIDA`S CAFÉS ESPECIAIS – Capanema – PA

  • 50g Tapioca  
  • 100g Molho de Tomate caseiro  
  • 50g Queijo Muçarela
  • Orégano à gosto

Aqueça a frigideira, coloque a tapioca e distribua para formar o disco. Aguarde 1 minuto e vire. Recheie com o Doce de Cupuaçu, Castanhas do Pará e Queijo Cuia. Se necessário, substitua o doce de cupuaçu por geléia de damascos.


Leia também: OS DRINKS CLÁSSICOS DA CARTA TRADICIONAL DE CAFÉS


PIPOCA COM CARAMELO TOFFEE DE CAFÉ (RECEITA VEGANA)

Créditos: C.Bracco – Astronauta Café

Por Cinthia Bracco / ASTRONAUTA CAFÉ – São Paulo – SP

  • 100 g Milho para Pipoca
  • 2 Colheres (sopa) de azeite (para fazer a pioca)
  • 160 ml Café coado bem concentrado
  • 1 colher (sopa) Manteiga de coco (Pode ser a sabor manteiga)
  • 200 g Creme de leite vegetal.
  • 1 1/4 xícara Açúcar cristal orgânico

Modo de Preparo:

Prepare o café, a pipoca e reserve. Caramelize o açúcar em uma panela (em fogo médio) até que o açúcar derreta por completo. Abaixe o fogo e junte o café que deve estar quente (aqueça-o novamente se for o caso) . Essa fase libera vapor, evite queimaduras. Mexa até obter uma calda uniforme. Desligue o fogo e adicione a manteiga. Misture bem.  Acrescente o creme de leite vegetal e misture até que o caramelo esteja bem liso. Se preferir, acrescente sal na pipoca e despeje o Caramelo Toffee de Café ainda quente

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Saiba mais: RÓTULOS NOS CAFÉS ESPECIAIS: O QUE É PRECISO INFORMAR?


O sistema de drive thru de café já é uma realidade nos Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, o modelo de atendimento está presente principalmente nas lanchonetes de fast food, sendo uma modalidade de consumo bastante popular por aqui.

O modelo de “comprar sem sair do carro” chegou ao universo do café, mas será que essa forma de comprar a bebida consegue vingar no Brasil, um dos países que mais têm consumidores de café no mundo?
Continue a leitura para saber mais!

Origem do Drive Thru

O que entendemos hoje como drive thru manteve o mesmo conceito desde 1931, quando essa forma de comercialização surgiu pela primeira vez. 

O gerente de uma pequena lanchonete em Dallas, Texas, chamado Royce Hailey, teve a excelente ideia de começar a oferecer comida para os clientes de uma maneira diferente.

Ao invés de servi-los na loja física – um espaço com garçons, garçonetes e repleto de outros consumidores – Royce passou a vender os lanches sem que as pessoas precisassem sair de seus carros.

Dessa forma, o conceito de drive thru foi criado e com o passar do tempo, tornou-se muito popular, e, atualmente, faz parte da rotina dos fãs da modalidade.

Hoje em dia, é muito comum encontrar filas de carros nas diversas lojas de fast food, inclusive redes gigantes como McDonald’s, Habib’s e Burger King.

Mas não é só em lanchonetes que o sistema de drive thru é aplicado, atualmente o conceito se estende aos mais variados produtos e serviços, dentre eles podemos citar farmácias, supermercados, igrejas, padarias e cafeterias.

É um modelo de atendimento que chama a atenção pela facilidade de compra. E parece que está pronto para ganhar mais espaço no universo do café.

Drive Thru de Café

A relação entre os coffee lovers e suas cafeterias favoritas podem sofrer alterações.

Às vezes o intervalo do trabalho é tão breve que as pessoas mal têm tempo para sair e entrar pelas portas automáticas. Por vezes, querem apenas uma pequena porção de felicidade em um dia corrido e atarefado. 

São nesses momentos que o drive thru pode ser perfeito para o negócio das cafeterias, pois nos dias de hoje, cada vez mais as pessoas têm pressa, urgência ou simplesmente preferência por comprarem o que desejam sem saírem do conforto dos seus automóveis.

Um grande exemplo do setor e referência para as cafeterias do mundo inteiro é o drive thru da  Starbucks, empresa famosa por oferecer um espaço aconchegante aos seus clientes e diferentes tipos de cafés acompanhados por cookies, muffins, salgados, etc.

A maior rede de cafeterias do mundo criou uma nova forma de vender os seus serviços e produtos. A gigante do café atende na versão itinerante da loja principalmente em diferentes pontos dos Estados Unidos, seu país sede.

Atualmente a Starbucks está testando a modalidade de atendimento no Reino Unido depois que a loja fechou devido ao novo coronavírus, o que fez com que a empresa estadunidense repensasse a comercialização de seus produtos. No local, o consumidor recebe o café em copos de papel e a compra pode ser feita pelo cartão ou pelo app Starbucks Rewards. Artigo original aqui.

O serviço de drive-thru da Starbucks no Brasil foi adaptado na loja do bairro Jardim Panorama, localizado na cidade de São Paulo.

Drive Thru em tempos de quarentena

Devido a pandemia do novo coronavírus, as cafeterias brasileiras estão repensando o seu modelo de negócio, com entregas da bebida via aplicativos, deliverys próprios e serviços take-away (para levar) como alternativa para sobreviverem em meio a instabilidade econômica e sanitária que o país vive.

Além das cafeterias, os próprios consumidores necessitaram repensar a forma de consumo de produtos em meio a quarentena, com a compra de alimentos e bebidas à distância. 

O serviço de drive thru se apresenta como mais uma opção para que os amantes de café possam desfrutar da bebida sem maiores dificuldades. A vantagem dessa modalidade é que o consumidor consegue aproveitar de um café feito na hora, de acordo com o seu método de preparo preferido, na versão quente ou fria da bebida sem ter que sair do carro.

Conclusão

O serviço de drive thru de café é um modelo de atendimento que aparece como uma alternativa para que as cafeterias consigam oferecer uma bebida de qualidade aos seus clientes sem a necessidade de sair do carro.

Em meio ao novo coronavírus o sistema de drive thru aparece como uma solução para que as cafeterias consigam manter o equilíbrio financeiro e ofereçam um atendimento de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde para preservar a saúde de todos.

O drive thru de café é um modelo que tem tudo para dar certo no país, afinal, a paixão pela bebida já é um elemento favorável e a modalidade de atendimento de drive thru é conhecida em território nacional.

 



Quando pensamos em qualidade de produtos e serviços, você concorda que o nível de treinamento da equipe é diretamente proporcional ao nível da qualidade oferecida pela cafeteria?

Mas se o argumento for financeiro, você já fez a conta de quanto pode ser deixado de lucrar por más performances em um estabelecimento, desde a manipulação de insumos, até atendimento e gestão? 

A qualificação profissional é um grande desafio da gestão de pessoas, mas também pode ser vista como a maior aliada no upgrade de qualidade e faturamento de um negócio.

MAS QUAIS TREINAMENTOS SÃO EFETIVOS?

Muitos são os aspectos a serem desenvolvidos pela equipe de um negócio em café, seja cafeteria, torrefação ou produção. Podemos citar a segurança do trabalho e ergonomia, higiene, procedimentos e operação, hospitalidade, padronização de serviços, vendas, e muitos outros.

Treinamentos com Preparação Estratégica. Crédito: Green Chameleon no Unsplash

É preciso começar pelo básico. Na seleção de um colaborador já se inicia o processo de avaliação da aderência do candidato ao perfil do negócio.

Após a admissão, é fundamental que haja uma integração. É importante que esse novo membro seja acolhido pelos demais, conheça a missão, visão e valores da empresa. A integração precisa envolver a apresentação às estruturas, equipamentos e procedimentos.

Neste momento, o colaborador necessita de informações claras de processos e da cultura, do jeito de ser do negócio e de tudo o que pode integrá-lo ao DNA da empresa.

Mesmo que seja um empreendimento pequeno, os colaboradores devem conhecer como ele funciona de forma holística, de onde vem e para onde vai o fruto do trabalho de cada um.

Implementar a Integração é o Start, um procedimento anterior ao início das atividades de um colaborador.

Fazer esse momento educativo de forma agradável e acolhedora traz a sensação de pertencimento ao novo integrante e isso proporciona melhor engajamento.

COMO PLANEJAR UM PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO?

O programa de desenvolvimento demanda criatividade, principalmente em pequenos negócios, mas listamos a seguir as definições fundamentais.

Levantamento das necessidades de treinamento

Um diagnóstico das necessidades do que precisa ser desenvolvido na equipe a curto, médio e longo prazo, desde a liderança até cada colaborador.

É importante identificar as falhas e antecipar o futuro que se deseja, definindo os objetivos desse aperfeiçoamento para que se atinjam os propósitos do negócio.

É importante refletir sobre o modelo de treinamento. Crédito: Ferenc Horvath no Unsplash

A partir dessa reflexão, o empreendedor poderá traçar seu plano de capacitação e desenvolvimento de pessoas. E esse plano precisa contemplar:

Tipo de treinamento

Técnico, operacional ou comportamental?

Em gestão de pessoas é muito utilizado o acrônimo CHA (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes) para compreender as competências das pessoas e assim desenvolvê-las.

Conhecimento é “o saber”, é o que se aprende em sua formação (escolas, cursos, livros) no trabalho e na vida.

Habilidade é o “saber fazer”, é o quanto se é capaz de transformar a teoria em prática.

Atitudes é o “querer fazer”, é como a pessoa se comporta em relação a seus conhecimentos e habilidades.


VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR DE: PRINCÍPIOS BÁSICOS DE HIGIENE PARA CAFETERIAS


Como gestor, é preciso identificar e desenvolver o CHA de seu time. Há situações onde é preciso desenvolver técnicas e padrão de operação de forma mecanicista, porém o fator humano é o que faz tudo acontecer.

Precisamos ter um olhar para desenvolver também competências como motivação, trabalho em equipe, gestão de conflitos, inteligência emocional entre tantas outras.

Muitas vezes o instrutor será o próprio empreendedor, mas também é necessário avaliar a necessidade de buscar essa capacitação fora do seu negócio.

Equipe de Baristas em uma Cafeteria. Crédito: Pixabay

Além de consultorias especializadas (uma excelente opção, porém com um custo maior de investimento), parcerias são importantes e podem diminuir ou zerar esse gasto, contar com o apoio de fornecedores ou cada parte da cadeia produtiva do café também é uma boa estratégia.

Fabricantes e representantes das máquinas de espresso e moinhos, torrefação, fornecedores de insumos, e sistema de gestão de cafeterias podem ter material pronto para cursos e pessoal disponível para este fim.

Há muita oferta de cursos gratuitos online, mas lembre-se que treinamento é hora de trabalho, ao optar por curso online fora do horário de trabalho, o colaborador deve ter essas horas consideradas.

Público alvo

 Identificar que tipo de capacitação será melhor aproveitada, qual linguagem e metodologia serão mais eficientes, levando em consideração o perfil do treinado.

Metodologia

Diversas são as maneiras de proporcionar conhecimento. Desde cursos presenciais, sejam in company ou fora do estabelecimento, até cursos online ou vivências e dinâmicas.

Planejar visitas nas torrefações, nos produtores dos cafés pode ser uma experiência descontraída que pode trazer bons resultados, além de estreitarem as relações.

Nesse sentido, as práticas pedagógicas têm sido cada vez mais dinâmicas e inovadoras.

Custo x Benefício

É preciso levantar e planejar os custos que um programa de capacitação pode trazer. Treinar e desenvolver pessoas requer recursos financeiros e, principalmente, tempo.

Em um primeiro momento, esses valores podem ser considerados custos, mas de fato precisam ser entendidos como investimento.

Esse investimento é responsável pela integração os colaboradores, pelo reconhecimento, e valorização profissional, pela motivação da equipe e pela consequente retenção de talentos que resulta no encantamento dos clientes.


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Cronograma

O desenvolvimento de pessoas precisa ser compreendido como um programa abrangente, portanto deve ser sistêmico, planejado, organizado, com prazos e conter o onde, quando, como e porquê cada ação deve ser feita.

Ao fazer o planejamento estratégico da empresa, ou o plano de negócios, o planejamento de capacitação de pessoas deve estar incluído.

Registros

É importante documentar todas as ações realizadas.

É preciso ter uma cópia dos certificados nas pastas dos colaboradores e lista de presença nos cursos in loco.

Por mais simples ou informal que seja uma ação educativa, há de se estabelecer um protocolo para reforçar o propósito dessas ações.

Elaborar mini provas ou questionários também é uma maneira de registrar e mensurar se a mensagem do treinamento chegou aos treinandos como deveria.

Provas e Questionários de Avaliação do Treinamento. Crédito: Startup Stock no Pexels
Avaliação e Feedback

Após proporcionar meios para o desenvolvimento da equipe, o gestor sempre se questiona como medir o retorno desse investimento.

Essa percepção sobre o impacto do treinamento é tácita, requer observância, mas pode ser traduzida em números tais como redução de absenteísmo, elevação do faturamento e através de pesquisas de satisfação dos clientes.

“Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância.” ― Benjamin Franklin

A percepção do clima saudável entre os colaboradores também é um indicativo, assim como melhor produtividade, redução de erros operacionais e otimização do tempo.

Precisamos compreender que capacitação da equipe é diferencial competitivo. É gestão da qualidade e busca pela melhoria contínua, portanto é preciosa no planejamento estratégico de qualquer negócio.

Segurança alimentar é responsabilidade do produtor, distribuidor ou comercializador de alimentos na preservação da qualidade dos produtos, evitando qualquer tipo de contaminação, garantindo o direito primário do consumidor: adquirir alimentos seguros.

É corrente que alimentos contaminados podem trazer sérios prejuízos às pessoas, podemos citar desde a quebra de um dente na mastigação de algum objeto estranho, até infelizmente, a morte.

Cafeterias, assim como outros serviços do ramo de alimentação, além de planejarem minuciosamente toda a experiência a ser proporcionada aos seus clientes, como o conceito trabalhado, o tipo de serviço e o cardápio, precisam garantir a segurança alimentar, que engloba desde a higiene (das instalações, equipamentos, utensílios e manipuladores), até procedimentos de manipulação, cuidados com o tempo e temperatura no armazenamento, preparo e exposição dos alimentos.

Montagem de Pratos em um restaurante. Crédito: Fabrizio Magoni no Unsplash

A ANVISA é o órgão regulamentador dessas normas e a Lei federal é a RDC 216/2004, Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

LEIS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS

Cada Estado ou município pode ter sua própria legislação, as quais serão mais específicas, mas nunca divergentes em relação à lei federal. Nestas legislações estão todas as diretrizes que uma cafeteria deve cumprir, desde condições estruturais, procedimentos, documentação e registros obrigatórios.

Ao empreendedor, é essencial conhecer e aplicar essas normas, capacitando sua equipe para tanto. Mais do que atender a uma legislação e fugir das penalidades, é ser responsável com seus clientes e com a qualidade de seus serviços.

O responsável técnico pelo empreendimento deve realizar um curso de Boas Práticas para compreender esses procedimentos; existem alguns cursos gratuitos online e todos os manipuladores de alimentos também precisam ser capacitados. Listaremos alguns no final do artigo.

Consultorias podem ser contratadas, principalmente para a elaboração do Manual de Boas Práticas, um documento obrigatório onde estarão os POP’s (Procedimento Operacional Padronizado), um descritivo de cada atividade operacional.

O QUE É CONTAMINAÇÃO?

É a presença indesejada de fatores biológicos, químicos ou físicos nos alimentos que possam ou não acarretar prejuízos à saúde do consumidor.

CONTAMINAÇÃO FÍSICA

Partículas estranhas ao alimento são os fatores físicos, como pedras, cabelo, fiapos, farpas, plástico, presença de insetos etc. A equipe precisa estar atenta para evitar ou detectar os objetos estranhos que acidentalmente possam estar presentes. Concentração sempre, e alimentos devidamente protegidos em todas as etapas até o consumo.

CONTAMINAÇÃO QUÍMICA

Contaminação química, é a presença de produtos em contato com o alimento ou utensílios com resíduos de produtos como detergente, hipoclorito, sabonete, entre outros. É fundamental que produtos de limpeza sejam armazenados de forma protegida, o mais distante possível da área de manipulação de alimentos e quando isso não for viável, estarem devidamente acondicionados em recipientes seguros, sem riscos de vazamentos.

Higienização dos utensílios. Crédito: Marek Studzinski no Unsplash

Enxaguar muito bem os utensílios após o uso de detergente e hipoclorito também é indispensável. O uso de perfume por manipuladores é uma contaminação química, pois pode passar ao alimento pelo contato. A higienização de mãos deve ser feita com sabonete bactericida apropriado, sem fragrância.

CONTAMINAÇÃO BIOLÓGICA
Higienização de alimentos. Crédito: Louis Hansel @shotsoflouis no Unsplash

Fator biológico de contaminação são os microrganismos (bactérias, fungos ou vírus), alguns nocivos à saúde humana. Quando o alimento se deteriora e suas características são visivelmente alteradas, obviamente o descarte deverá ser imediato. O grande risco é que nem sempre é possível perceber a contaminação microbiológica, o alimento pode estar sensorialmente perfeito: sem cheiro, cor, nem sabor de “estragado”, nem alteração da textura, porém, caso tenha sido exposto à condições que favoreçam o crescimento microbiológico (tempo e temperaturas propícias) pode trazer prejuízos à integridade do consumidor, causando as chamadas D.T.A.s (Doenças Transmitidas por Alimentos).

Para eliminar este risco, os procedimentos são preventivos, pois uma vez que o alimento esteja contaminado, não existem meios para deixá-lo próprio para consumo novamente.

O estabelecimento que trouxer danos aos consumidores é passível de multas, indenizações às vítimas ou cassação do alvará e o prejuízo não será somente o financeiro, mas também sobre sua credibilidade.

A DIFERENÇA ENTRE LIMPAR E HIGIENIZAR

A primeira associação que fazemos é com a limpeza, porém esta é uma das etapas da higienização. Um objeto pode estar visivelmente limpo, porém só estará higienizado quando for aplicada também uma desinfecção. Este conceito serve para absolutamente todas as áreas, utensílios e equipamentos de uma Cafeteria.

Limpeza, é a remoção de resíduos, por ação mecânica (esfregar, varrer, lavar) com auxílio ou não de produto químico (detergente). Desinfecção é remoção de microrganismos e pode ser feita por produtos químicos permitidos para uso em serviços de alimentação, como hipoclorito, álcool 70% ou pelo uso de altas temperaturas (estufas ou autoclave). Mas a desinfecção não será eficaz sem a limpeza adequada anteriormente. O processo se inicia na limpeza e finaliza na desinfecção.

O uso de panos, madeira ou materiais porosos são proibidos pela ANVISA, pela dificuldade de higienização. Varrer a seco e uso de esponja de aço também não são recomendados.

HIGIENE AMBIENTAL

Nos cuidados a serem tomados em relação à estrutura física do estabelecimento, está a higienização do teto até o piso, incluindo os equipamentos, bancadas e utensílios de todos os setores. Para isso, é preciso ter instalações adequadas e sabemos que muitas Cafeterias não passam por um planejamento estrutural antes de abrirem. Porém a lei vale para todos e é preciso se adequar.

O manejo do lixo deve ser feito de modo não cruzar com alimentos e armazenado de forma apropriada até seguir o destino correto, e a higienização das lixeiras é diária.

O Controle de Pragas se dá por barreiras físicas (telas nas janelas, rodapés, portas etc.) e por dedetização e desratização periódicas, realizadas por empresas licenciadas e com os devidos registros.

Para um melhor controle, é importante estabelecer um cronograma de execução das tarefas de higienização, orientar os colaboradores e checar a sua eficácia.

HIGIENE DOS ALIMENTOS

Alguns alimentos devem passar por higienização, como é o caso de frutas, verduras e legumes, e os alimentos prontos para consumo precisam ser preservados ao máximo, estando devidamente protegidos (caixas ou sacos plásticos próprios para alimentos) e armazenados corretamente.

Contaminação cruzada é o contato de um alimento ou utensílio sujo ou contaminado com um alimento ou utensílio limpo ou pronto para consumo. São muitos os riscos de contaminação cruzada em uma cafeteria, mas podemos citar o bico do vaporizador, que sem a devida higiene, pode acumular resíduo de leite, fermentando-o.

Montagem de prato na cafeteria. Crédito: Louis Hansel @shotsoflouis no Unsplash

Ao inserir o bico sem higienização em um leite fresco, contaminaremos esse leite. Outro exemplo é guardar na parte inferior da geladeira algum alimento pronto (como Tortas, Bolos etc) e na parte superior, armazenar frutas não higienizadas; a sujidade das frutas pode desprender-se e contaminar os alimentos que estão abaixo.

Selecionar bons fornecedores e matéria prima com procedência, ter cuidado com o armazenamento, evitar a contaminação cruzada e manter os alimentos em temperaturas adequadas são os passos para a segurança dos alimentos.

HIGIENE PESSOAL E COMPORTAMENTO HIGIÊNICO

O agente mais contaminante em uma cafeteria são as pessoas. A higiene pessoal contempla o comportamento higiênico do colaborador em relação à higiene corporal, ao não uso de adornos, cabelos protegidos, unhas curtas e sem esmalte.

Higienizar as mãos é obrigatório ao iniciar o trabalho e em cada troca de tarefa ou a cada 30 minutos na mesma função, após utilizar o sanitário e após manusear produtos contaminantes. Todo estabelecimento deve ter uma pia para esse fim, abastecida com sabonete apropriado e álcool gel.

O uniforme é para uso restrito dentro da operação E precisa ser trocado e lavado diariamente, não se esquecendo da limpeza dos calçados e principalmente dos aventais.

A saúde do funcionário precisa ser obrigatoriamente comprovada através do ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), emitido por um médico do trabalho homologado.

O atestado deve ser obtido no ato da admissão e com regularidade periódica, a cada semestre ou anualmente, conforme legislações específicas.

Funcionários portando enfermidades que possam comprometer a higiene dos alimentos devem ser afastados da atividade enquanto persistirem nessas condições.


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ITEM BÁSICO: ÁGUA

Item básico no preparo de cafés, alimentos e bebidas, a contaminação da água compromete toda a cadeia produtiva do estabelecimento.

A água deve ser tratada e quando for proveniente de poço artesiano, é necessário um laudo de potabilidade. O uso de filtro para água também é obrigatório para toda e qualquer água utilizada para preparo de alimentos e bebidas (inclusive para gelo) e a manutenção e troca destes deve ser periódica. A limpeza das caixas d’água necessita ser feita sistematicamente a cada 6 meses.

Lavagem das mãos. Crédito: Pexels

É indiscutível que, para a eficácia de todos esses procedimentos, são necessários treinamentos e reciclagens constantes em toda a equipe e este é o desafio!

A cafeteria, como um negócio responsável, além de planejar o faturamento oferecendo uma boa experiência a seus clientes deve garantir que seus produtos tenham a qualidade sanitária compatível com o nível de excelência que toda cafeteria deve ter.

CURSOS ONLINE E GRATUITOS

Listamos dois cursos online que podem ser realizados por todos os colaboradores da cafeteria. Não é uma tarefa complexa buscar no google cursos gratuitos complementares. Quanto mais informação e treinamento, menor será o risco de problemas na manipulação dos alimentos e melhor será o serviço prestado.

CURSO GRATUITO DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS (ANVISA)

BOAS PRÁTICAS NOS SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO (SEBRAE)

Referências (acesso em 05/02/2020)

RDC 216/2004 

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