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A BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) inicia novo protocolo e certifica método de preparo de café especial. Quer saber como?  Confira aqui.

O que faz a BSCA?

O site da BSCA aponta que a associação tem por finalidade, o desenvolvimento de parcerias para pesquisas, difusão de técnicas de controle de qualidade e com as promoções de produtos, consegue elevar os padrões de excelência dos cafés brasileiros oferecidos nos mercados interno e externo.

Quais as outras especialidades da BSCA?

Entre o coado e o espresso existem infinitas maneiras de preparo, não é mesmo?

Em casa, nos escritórios, nas cafeterias e em muitos serviços de alimentação, inúmeros tipos de coadores e utensílios para o preparo de cafés, são utilizados.

Muitos deles, objetos de desejo dos consumidores e amantes de cafés, que os ostentam por seu design, beleza e maneiras diferentes para verdadeiros rituais de preparo.

método de extração


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Como funciona a certificação da BSCA?

Baristas elegem seus métodos favoritos, seja pela praticidade na operação, pelo resultado de bebida que entregam ou para disputar nas diversas modalidades de competições de barismo.

Mas para nós, brasileiros, existe um grande problema. A maior parte desses acessórios não são fabricados aqui e as taxas de importação elevam bastante o custo para aquisição desses utensílios.

Diante disso, a BSCA buscou desenvolver uma certificação dos produtos criados e fabricados no país, com o propósito de reconhecimento e valorização de métodos nacionais.

Koar de cerâmica
Koar de Cerâmica

SAIBA COMO FAZER UM BOM CAFÉ EM CASA


E então, o pioneiro nessa certificação de métodos de preparo de café especial foi o método Koar, com reconhecimento em 28 de janeiro de 2021.

modelo de certificação de método de preparo da BSCA
Certificação de Método de Preparo pela BSCA

O Koar foi desenvolvido em Pernambuco e lançado em 2017, com um design que facilita alcançar as notas mais doces e encorpadas nos cafés. É fabricado em 4 tipos de materiais: cerâmica, acrílico, inox e porcelana.

Além dos coadores, a empresa Koar desenvolveu filtro de papel próprio, e uma linha de outros acessórios, como decanter graduado, suportes, canecas, bolsas, entre outros, que fazem a alegria dos coffee lovers.

Quais são os critérios de certificação?

Entrevistamos Vanusia Nogueira, diretora da BSCA, para sabermos como foi o processo de certificação de um método de preparo.  Você também poderá assistir a entrevista na íntegra, no YouTube.

Os fabricantes do método devem ser associados à BSCA e atender os requisitos básicos para a certificação.

É primordial que o método de preparo permita manter a qualidade sensorial de cafés certificados pela BSCA.

Os cafés selecionados para o teste, mantêm, no pós-torra, as mesmas características descritas nos cafés verdes, segundo a avaliação de degustadores profissionais.

O resultado final não poderá apresentar nenhum gosto ou aroma residual, seja do material do utensílio ou do filtro utilizado.


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Os materiais dos coadores, ou o filtro de papel, não podem interferir na qualidade sensorial da bebida, mantendo as características originais dos cafés.

A avaliação é feita às cegas, por degustadores e baristas, por meio de análise comparativa a outros métodos tradicionais no preparo de café filtrado.

Sendo assim, segundo os avaliadores, o café preparado no Koar, tanto de acrílico, como o de cerâmica,  mantiveram os atributos dos cafés, garantindo ao método Koar, a chancela da BSCA como um método aprovado para o preparo de cafés especiais.

Além do sabor, a usabilidade

No desenvolvimento deste protocolo, outras questões também foram pontuadas, como praticidade no manuseio, embalagem, assim como instruções de uso para o consumidor, como fatores relevantes na certificação.

O fabricante certificado recebe um documento da BSCA e a autorização para o uso do selo em seu produto.

E assim, um caminho se abre para outros fabricantes nacionais que buscam reconhecimento para seus produtos, fomentando a manufatura de acessórios de qualidade e de fácil acesso para os consumidores de cafés do Brasil e do mundo.

Merecemos, não é?

Essenciais em cafeterias, restaurantes e hotelarias, os baristas são responsáveis por preparar diferentes tipos de bebida e drinks à base de café. A atividade barista foi reconhecida como uma ocupação em 2013, a partir do registro da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 

Para saber detalhes sobre o dia a dia desse profissional, conversamos com as baristas Luiza Burleigh e Rebeca Farias, que comentaram sobre suas experiências e principais desafios na carreira.

Escolha da profissão

Luiza Burleigh, cita que se tornou barista porque já tinha uma paixão pelo café, que o sentimento ganhou maiores proporções ainda na faculdade, quando realizou um estágio em uma cafeteria de cafés especiais.

Luiza Burleigh é barista e instrutora de cafés

“Era o Il Barista e a Isabela Raposeiras estava começando uma carreira de consultora e já tinha ganhado o campeonato nacional de barista. Foi ali que ouvi falar de cafés especiais pela primeira vez e tudo fez muito sentido”, destaca.

Rebeca Farias, atualmente reside em Manaus, mas é natural de Natal, Rio Grande do Norte. Ela comenta que se encantou com a profissão, após observar o trabalho de alguns amigos baristas.

“Achava tudo aquilo o máximo e comentava com eles ‘deve ser muito bacana trabalhar com isso’. Acabei sendo chamada pra uma entrevista (eu não sabia nada de café ou barismo), fiz um intensivão com eles e só comprovei que a paixão era real”.

Muito além do preparo

O barista é responsável pela produção de café, mas não se limita apenas a esse universo. O profissional que almeja conquistar um destaque no mercado precisa desenvolver um conhecimento técnico sobre as cadeias de produção, torrefação, moagem do grão, temperatura da água e demais variações de extração.

Características para ser um bom barista

As entrevistadas apresentam algumas dicas necessárias para se tornar um bom barista. Segundo Luiza Burleigh, é fundamental ter disciplina e gostar de pessoas, pois os baristas fazem a ponte entre toda a cadeia produtiva e o cliente final.

Saber provar é outra habilidade importante e vem com a prática. A técnica é fundamental, mas se aprende. Já gostar de gente e ter disciplina para continuar aprendendo sempre é algo intrínseco a essa profissão e precisa fazer parte da personalidade de um bom barista”, salienta.


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Na visão de Rebeca Farias, além do amor, e encantamento por todo o universo do café especial, o profissional precisa ter carisma e bom atendimento, deve saber explicar cada método e se prontificar a tirar as dúvidas dos clientes.

Barista Rebeca Farias

“Muitas vezes nem o cliente sabe qual café ele quer tomar, cabe ao barista também saber indicar a bebida certa, caso necessário. Claro, também saber executar cada método que a cafeteria tenha, saber diferenciar granulometrias, temperaturas, texturas de vaporização, regular o moinho para um bom espresso”, cita.

Além da parte técnica, Rebeca destaca a importância da limpeza da máquina de café. “As máquinas de café tem uma performance muito maior quando estão bem limpas e cuidadas”, pontua a barista.

Dificuldades da profissão

Um os principais obstáculos enfrentados pelos baristas é a remuneração, conforme aponta Luiza. Segundo ela, essa é a maior dificuldade do setor, pois há uma relação desigual entre aprendizado e dedicação x volume de trabalho e remuneração.

método de extração
Barista convive com baixa remuneração

Portanto, os baristas precisam ter um vasto conhecimento técnico, com muitas horas de estudo, mas o mercado de trabalho não oferece um salário condizente com a atividade.

Mas sabemos que essa relação desigual é algo da área de A&B e hospitalidade. É comum o profissional estudar muito, se dedicar durante muitos anos a uma profissão enquanto o mercado continua remunerando mal e oferecendo condições de trabalho bastante aquém do profissional, Luiza Burleigh.

Outra dificuldade apresentada na área, corresponde ao gênero, Rebeca Farias comenta que as mulheres precisam “performar” em dobro para se destacar de alguma maneira.


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Barista e pandemia

A pandemia de Covid-19 afetou a forma de trabalho das cafeterias e baristas, que precisaram se adequar à nova realidade do mercado.

Para Luiza Burleigh, é importante que os baristas façam um esforço para continuar o processo de difusão e valorização do café, seja nas redes sociais, relações diretas ou nas cafeterias em funcionamento.

“O barista é um representante da cadeia, um formador de opinião, um conversor de consumidores e também um professor, ao menos até que esse mercado mostre-se mais maduro e consolidado no Brasil”.

Na concepção de Rebeca Farias, a pandemia trouxe um cuidado redobrado com a limpeza. Segundo ela, todo bom barista precisa carregar essa característica de mania de limpeza.

O cuidado redobrou, tanto com a louça (barista tem que lavar louça sim!) quanto com o álcool nas mesas e balcão. Um bar limpo significa que o barista se importa com o cliente e com o seu local de trabalho, explica Rebeca. 

Conselho das baristas

O barista é o profissional que domina as técnicas de café, mas que também revela a qualidade da bebida ao cliente, e sempre está disposto a aprender mais sobre a área.

Para quem deseja seguir a profissão, Rebeca Farias destaca a  importância dos estudos e a persistência no aprendizado. “Ninguém nasce sabendo, todo o conhecimento a gente adquire com estudo e muita repetição. Ver vídeos, fazer cursos online, não é um bicho de sete cabeças, tenho certeza que com alguns estudos e prática você o domina”.

Luiza Burleigh também pontua a necessidade de esforço e dedicação, acrescenta a necessidade de abraço aos cafés de qualidade. “Entenda a cadeia e todos os benefícios – e também incoerências – desse mercado. Há muitas áreas de atuação no café e amadurecer a profissão de barista é uma das missões a serem realizadas nos próximos anos”, finaliza. 

Agora que você sabe o que um barista faz, não deixe de compartilhar esse conhecimento com os seus amigos!

Quando comparamos a cultura do consumo de café do Brasil com a de outros países, percebemos como ela reage a diferentes estímulos. Seja pelo grande fluxo de informação das metrópoles, pelo acesso facilitado a cafés de alta qualidade desses locais ou mesmo pela tecnologia de ponta que oferecem.

Se você se lembra, caro leitor, há um ano fizemos um comparativo da cultura do consumo de café no Brasil e Nova York, cidade onde mergulhei no mundo do café e tive a oportunidade de trabalhar como barista.


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No momento em que escrevo este artigo, estou em Londres, desempenhando o mesmo trabalho e vivendo uma experiência em café que novamente se diferencia em diversos aspectos. 

Vou te apresentar quatro desses aspectos pela minha visão, e pela visão do meu parceiro, também viajante, Douglas Condé, que está trabalhando em Londres como barista. Ele é mestre de torra, classificador e importador de café, atua há 8 anos no mercado de cafés especiais e já conheceu 9 países em busca de conhecimentos na área.

Cultura do consumo de café.
Douglas Condé.

CULTURA DO CONSUMO DE CAFÉ

Em ambiente de cafeteria, mesmo estando em fase de pandemia, percebemos como o público procura o café especial. Apesar de muitas vezes não sabendo o real conceito de café especial, a busca por cafés menos amargos é latente.

Em cidades como Londres e Nova York, grandes cadeias de cafeterias como a Starbucks, Costa Coffee e Caffè Nero invadem as principais avenidas, servindo cafés de torra muito escura e grãos de baixíssima qualidade com caldas e concentrados. Por essa razão, as pessoas começaram a procurar alternativas sustentáveis.

As alternativas são grãos melhores selecionados na origem, com torras mais claras com sensoriais possíveis de explorar, “leites vegetais” de alta qualidade para os veganos ou com restrição ao leite, e ambientes mais aconchegantes e amigáveis. 

Tudo isso pode ser encontrado nas cafeterias de bairro e redes pequenas, impulsionadas por empreendedores que já integram a cadeia do café há um tempo, e entendem a experiência que podem oferecer para se diferenciarem em qualidade de sabor, origem de produtos e carinho em hospitalidade. É o que chamamos de café sensível.


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Como o brasileiro, os americanos e ingleses também bebem muito café, mas não somente pelo prazer que o ritual e sabor oferecem, mas pela dose de cafeína. É muito comum pessoas acima dos 40 anos passarem três ou quatro vezes pela nossa cafeteria para tomar a dose de espresso, que as ajudarão a encarar com mais disposição o fim do dia.

Em metrópoles como esta, encontramos cafeterias de terceira onda por todas as partes, facilitando a parada das pessoas para pegarem seus cafés, enquanto vão ao trabalho. E se elas levarem seus próprios copos reutilizáveis, ganham desconto de 10 centavos, por contribuírem com o meio ambiente.

Copo reutilizável, KeepCup
KeepCup, o copo reutilizável australiano reconhecido mundialmente pela alta qualidade de seus materiais, muito utilizado em Londres.

No Brasil, a cultura “to go” ainda está em desenvolvimento, pois o brasileiro tem o forte hábito de frequentar as cafeterias e aproveitar seu café sentado à mesa. Já nos Estados Unidos, o conceito “to go” é o mais praticado.

ESPRESSO E BEBIDAS VEGETAIS

Quando Douglas iniciou seu trabalho em Londres, ficou surpreso pela gigantesca demanda por bebidas à base de espresso. E quando a bebida é feita com leite, mais de 40% delas são feitas com leite vegetal: aveia, soja, coco ou amêndoa, sendo a primeira a mais popular e a última, a menos pedida.

Douglas é consumidor de bebidas vegetais, e ele acredita que essa alta demanda se deva em parte ao alto custo de uma bebida de soja ou amêndoas no mercado brasileiro. Como ele explica, nota-se aqui a expansão do consumo mais consciente, como, por exemplo, não consumir alimentos de origem animal, seja pelo impacto ambiental que a produção de gado causa ou por preferência pessoal.

Isso reflete no barista, pois as bebidas vegetais têm outra química e outra técnica para vaporizar, o que nos obriga a evoluir.

Nós percebemos que as bebidas de amêndoa e coco, por exemplo, chegam na textura ideal mais rápido do que o leite tradicional, e não temos muitos estudos sobre isso. 

Por outro lado, dependendo da marca da bebida de soja, é quase impossível alcançar uma textura própria para latte art. Ou a bebida não possui quantidade ideal de proteína, para criar e estabilizar a micro-espuma (já que é a proteína do leite que estabiliza a formação das bolhas), ou a alta acidez do café a faz coalhar rapidamente no momento do despejo.


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Fazendo um comparativo com Brasil e Portugal, onde as pessoas costumam mais sentar para tomar um café e apreciá-lo, sem uma cultura forte de café para viagem, notamos como os baristas londrinos e nova-iorquinos precisam trabalhar mais rápido, por conta do alto fluxo das cafeterias, e ainda manter a alta qualidade nas bebidas para viagem.

Estou aprendendo a juntar a dinâmica do tempo, com a maestria, pois não entregamos nenhuma bebida que não esteja dentro dos nossos parâmetros de qualidade. Se algo deu errado, refazemos.

Enquanto que em uma cafeteria em Minas Gerais, Douglas costumava fazer mais de 50 litros de café coado em um dia, e eu mais de 20 litros, aqui esse volume não chega nem a quatro litros. Isso é um belo indicativo de como as pessoas aqui optam muito mais por bebidas à base de espresso.

Cultura do consumo de café.
Espresso vs Filtrado. Fonte: Craft Coffee Guru.

Se tantas pessoas gostam da dose diária de cafeína, por que optam mais pelo espresso do que pelo coado? Não saberiam elas que um copo de coado possui mais cafeína que uma dose espresso, ou simplesmente escolhem o espresso pelo sabor que ele tem?

Eu questionei alguns clientes sobre isso, e a resposta foi unânime: escolho o espresso pelo sabor. Isso vai ao encontro da popularidade das bebidas com leite. Se você, caro leitor, ainda não experimentou um espresso com “leite de aveia” de alta qualidade, está perdendo uma experiência sem igual.

A bebida de aveia mais famosa daqui, com melhor branding e causa por trás da produção de bebida que não seja de origem animal, é produzida pela marca super-despojada Oatly. Seu gosto preenche a boca, fazendo-nos salivar por causa de uma percepção complexa, mas muito atraente, de doce e ácido com um toque de salgado.

CARTA TRADICIONAL DE CAFÉS

Quando estudamos as bebidas clássicas tradicionais de cafeteria, enxergamos uma história por trás de cada drink e um motivo único que justifica a sua receita.

Mas, nem sempre enxergamos os clássicos nas cafeterias. Em muitos lugares se preza pelo ambiente, a música, as poltronas, os objetos de decoração, enquanto em outros, os sabores e suas intensidades, a assinatura de cada drink.

Isso faz muitas cafeterias gourmetizarem os cafés clássicos, para atenderem um público específico, dando-lhes nomes criativos. Por outro lado, as cafeterias de terceira onda não costumam gourmetizar

Nas cafeterias que entrei em São Francisco, Chicago, Nova York, Genebra e Londres, somente os clássicos constavam em seus cardápios, do Flat White ao Piccolo ou Macchiato, do Long Black ao Americano. Com pequenas variações, mas sem gourmetizações com o uso de chantillys e caldas como as grandes redes.

Nós, do mundo do café, aprendemos como o Long Black costuma diferenciar-se do Americano, simplesmente pela ordem dos ingredientes. No Long Black, a água vem primeiro e depois o espresso, e Americano é ao contrário.

Cultura do consumo de café.
Comparativo entre Long Black e Americano. Fonte: NL Coffee.

Nos locais onde Douglas e eu trabalhamos, a diferença entre elas está somente no volume de água. Aqui em Londres o Long Black tem a metade de água que um Americano, sendo ambos drinks preparados com água primeiro e espresso depois. Entretanto, tem barista por aqui que prepara o Long Black com um dedo de água e o espresso por cima.

Outra diferença notável é entre Piccolos e Cortados, confundindo-se os nomes. Clientes pedem Piccolos, que é servido com uma parte de espresso e uma parte de leite vaporizado, sendo que essa é a receita clássica do Cortado espanhol.

Além disso, até o presente momento, ninguém pediu ristretto ou lungo, por incrível que pareça.

Em Nova York costumávamos servir espressos na proporção 1:1,5, ou seja, 18,7g de café para 28g de bebida em 28 segundos, alcançando um equilíbrio em sabor e corpo.

Aqui em Londres, especialmente na cafeteria onde trabalho, o foco é ressaltar a acidez do café de torra clara e origem colombiana, e, quando misturado com leite, produzir bebidas com bastante leite. Por esse motivo nosso espresso tem uma proporção de 1:2,5 sendo 19g de pó para 47g de bebida em 24 segundos.

Ou seja, considerando a torra clara e a maior quantidade de água passando rapidamente pelo pó, só podemos esperar uma bomba de acidez na boca.

Os Lattes to go são servidos em copos de até 360ml, para quem gosta de uma bebida com bastante leite. Já os Cappuccinos são servidos no mesmo copo, só que com proporção fora do politicamente correto.

O que é entendido como Cappuccino na proporção 1/3 espresso, 1/3 leite e 1/3 espuma (1:1:1 ou 1:2:2), nos nossos copos para viagem temos uma parte de espresso para quase dez de leite e espuma.

Por fim, o Flat White se diferencia do Latte apenas no tamanho do copo, que é de 240ml.


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EQUIPAMENTOS DE PONTA

Douglas trabalha em uma cafeteria mais moderna, mas ambos servimos a mesma quantidade de coados por dia.

No caso dele, o coado é facilitado pelo uso de equipamento de alta tecnologia, como a máquina SP9 de alta precisão e controle de variáveis, que o ajuda a performar melhor durante o alto fluxo de trabalho. Nela, basta configurar a sua melhor receita, testada e aprovada, e deixar o Kalita ser preparado automaticamente.

 

Cultura do consumo de café.
Marco SP9 Coffee Brewer. Fonte: Marco Beverage Systems.

 

O acesso mais fácil a estes equipamentos enriquece muito um barista. Infelizmente é difícil vermos uma cafeteria muito equipada no Brasil, eu espero que isso mude em breve.

Muitas vezes isso acontece em razão do preço, mas também pelo difícil acesso a equipamentos mais modernos.

Como percebe Douglas, os modelos de cafeteria, torra e menu de drinks são muito semelhantes na maior parte dos países europeus e norte-americanos, mudando apenas a demanda e o ritmo de cada uma. Já quando comparados ao Brasil, as diferenças da cultura do consumo de café são bem maiores.

Nisso, continuamos conhecendo a cultura do consumo de café de diversas regiões e comparando todos seus aspectos essenciais para um serviço de hospitalidade de excelência e, claro, que carreguem consigo a essência da união de pessoas.

A produção de café especial necessita de cuidado e muita dedicação, pois são cafés acima da média, isso significa que não são produzidos de qualquer forma. Este artigo é voltado para quem pretende iniciar a produção, mas não sabe por onde começar.

Separamos 5 primeiros passos que podem auxiliar na produção de cafés de qualidade. Quer saber como? Confira abaixo.

1. Lavoura

Tudo começa na lavoura, onde a escolha do cultivar precisa ser certeira, como por exemplo, a escolha de um carro. Se você escolhe um carro esportivo para trabalhar na estrada de terra, ele não vai conseguir expressar seu máximo potencial. Portanto, com o café é a mesma coisa, cada cultivar se adapta a uma região, terroir, altitude, clima, etc.

fruto do café especial
Fruto do café

Depois dessa definição, o cuidado com nutrição é essencial, pois a planta de café precisa de 17 nutrientes para crescer forte e saudável.

2. Colheita

A colheita bem feita é fundamental para produzir um café especial. É preciso estar atento ao processo escolhido e tomar muito cuidado para não colher uma quantidade grande de frutos verdes que vão atrapalhar nos próximos passos. Além de que, o manejo errado pode machucar o café e causar danos para a próxima safra. Por isso é uma etapa que merece atenção!


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3. Pós-colheita

O pós-colheita, é a fase mais importante e que exige muita atenção e cuidado. A escolha do processo ideal para cada lote de café é crucial para alcançar o máximo potencial desses frutos.

Existem dois processos que são os mais usados : 

  • Natural, quando o café chega da lavoura, passa apenas pelo lavador e será seco com a casca.
  • Cereja descascado (o famoso CD), depois de passar pelo lavador o café passa por uma máquina que retira a casca do fruto deixando somente a semente.

Além desses dois, existe a fermentação induzida, um processo que vem ganhando bastante destaque nos últimos anos. Esse processo acontece normalmente em ambientes vedados sem a presença de ar, mas ainda é um processo muito novo e arriscado.

processos de café
A pós-colheita é uma etapa fundamental

Para acertar na escolha do processo ideal é fundamental realizar um mapeamento de talhão antes do início da colheita. Neste mapeamento é possível testar os processos em pequenas quantidades de café e identificar qual deles combina mais com o lote.

4. Processo e secagem

Além do processo, a escolha do modo de secagem é extremamente importante, nesse passo a velocidade pode ser inimiga da qualidade, pois o cuidado e atenção ao lote faz toda diferença.

Organização e limpeza são cruciais. É muito importante evitar a mistura de lotes, contaminação com qualquer elemento que não seja café  (pedra por exemplo) e a secagem desuniforme.

Com isso, a secagem em terreiro suspenso e terreiro de concreto, desde que esse esteja em perfeitas condições para esse processo, é ideal para qualidade. 

Alguns fatores minuciosos mas que fazem diferença:

  •  exposição ao sol, a quantidade de calor que a semente recebe durante o dia;
  •  forma e frequência de revolvimento do café; 
  • quantidade de café por m²;

5. Descanso do café

O último passo é o descanso do café depois de terminar a secagem e chegar na umidade ideal.

A semente sai de uma umidade média de 40% para chegar em 11% em um curto espaço de tempo recebendo calor e atrito. 

Deixar o café descansar em um ambiente escuro e sem umidade por alguns dias faz com que a semente entre em equilíbrio e o lote se iguale por inteiro.

produção de café especial
Descanso do café é essencial

Portanto, como apresentado, são 5 passos iniciais importantes para quem deseja iniciar a produção de café especial. Como mencionado, todas as etapas são fundamentais para chegar no resultado desejado. Aprimorar os processos é a chave para alcançar maior qualidade e extrair o melhor dos cafés. 

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A rede Il Barista , uma das pioneiras casas de cafés especiais no Brasil, completou 18 anos no dia 13 de janeiro de 2021. E para saber mais da história de como tudo começou, conversamos com Gelma Franco, mestre de torra e proprietária da rede. Continue a leitura para saber mais!

O INÍCIO DE TUDO

É impossível dissociar o sucesso da cafeteria Il Barista de sua criadora, a empresária Gelma Franco, formada em turismo e publicidade, especialista em cafés, mestre de torra, uma das profissionais mais atuantes no mercado de cafés de qualidade.

Gelma Franco, fundadora da Il Barista

Tudo começou em 2002 em uma viagem à Bélgica. Gelma procurava um lugar aconchegante e aquecido para se aliviar do frio intenso da rua, quando adentrou em um lugar que lhe pareceu convidativo, uma cafeteria.

Ao ser recepcionada, veio a pergunta que a embaraçou: ” Como você gosta do seu café?” Gelma não escondeu sua curiosidade, mas não soube o que responder, pois até então, café era apenas um café (no singular, e não cafés).

Nesse momento, recebeu uma pequena aula sobre os tais cafés, e ficou perplexa diante das diversas qualidades e possibilidades dos grãos. E mais ainda, quando o barista da casa lhe ofereceu um grão brasileiro, dizendo-lhe: “vocês têm um produto maravilhoso em seu país, mas não sabem explorá-lo”.

Aquele comentário lhe causou indignação, mas da mesma forma, soou-lhe como um desafio e uma oportunidade de empreender em seu país.


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No entanto, como e por onde começar, se no Brasil não existia público consumidor e o produto era praticamente todo voltado ao mercado externo?

Essa é a história que a torna um case de sucesso, uma vez que a empreendedora percebeu que, primeiramente, seria necessário criar o mercado de cafés especiais, arregaçando as mangas e indo à luta. E foi o que fez.

BARISTA? O QUE É ISSO?

Gelma atuava em uma agência de publicidade, onde realizou um trabalho para a embrionária BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), e para uma empresa de exportação de cafés. Essas oportunidades lhe aproximaram dos protagonistas da cena do café na ocasião. E com isso, foi estreitando os laços com produtores e outros empreendedores alinhados ao mesmo objetivo: desenvolver o mercado de cafés especiais no Brasil.

A empreendedora promoveu diversas ações e eventos para que o café especial fosse conhecido por aqui, sendo inclusive, uma das organizadoras da extinta ACBB (Associação Brasileira de Café e Baristas). Esteve presente desde a coordenação dos primeiros campeonatos nacionais de baristas e permanece em projetos atuais com produtores de cafés e a BSCA.

A profissão barista não existia aqui no Brasil, muitos nunca tinham ouvido falar essa palavra. Precisávamos criar demanda, capacitar pessoas e desenvolver produtos, completamente do zero”. (Gelma Franco)

Loja do Shopping Morumbi – São Paulo

LINHA DO TEMPO

A Il Barista iniciou como uma consultoria em café, e em 2003, inaugurou a primeira Boutique de cafés especiais, junto ao Hotel Melia.

Em 2005, integrou um conceito inédito ao espaço Samsung Experience, no Shopping Morumbi, e logo avançou para outro ponto, onde permanece até os dias atuais.

Neste local, em 2014, iniciou suas atividades como torrefação e trouxe a experiência ao público de poder acompanhar ao vivo, os cafés sendo torrados, despertando curiosidade e admiração dos que presenciavam a cena, fisgando-os pelos aromas.

Nem a chegada da famosa rede americana de cafeterias no Brasil,  a Starbucks, que escolheu iniciar suas atividades no mesmo Shopping, onde fica a Il Barista, abalou a confiança de Gelma. Uma vez que seu negócio e seu público já estavam fidelizados. Foi uma oportunidade de comprovar como os produtos e serviços da Il Barista eram diferenciados, destacou a empresária.


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Torrefação Il Barista

No ano de 2013, a Il Barista assume a gestão da consagrada Cafeteria do Museu do Café, na cidade de Santos (SP), redesenhando todo o branding e layout do espaço atual, como cafeteria, torrefação e venda de cafés e acessórios.

Ao longo dessa trajetória, a rede inaugurou muitas lojas, como a Casa do Saber, a Livraria da Vila e em outros shoppings, sempre aliando o conceito de serviço de excelência e boutique de cafés. No entanto, algumas já encerraram suas atividades por questões estratégicas.

IL BARISTA, A CASA E ESCOLA DO CAFÉ

O grande marco e realização de um sonho, aconteceu em janeiro de 2018, momento em que houve a inauguração da Il Barista Casa, na Vila Nova Conceição, em São Paulo (SP). Um espaço que reúne tudo o que sua fundadora acreditou e ajudou a desenvolver no Brasil.

Além da cafeteria em um espaço amplo e aconchegante, lá está a torrefação aos olhos dos clientes, bem como um espaço para eventos e campeonatos, e uma sala para cursos. Foi pensada para ser um ponto de encontro de coffee lovers, baristas e produtores.

A Escola do café Il Barista oferece desde cursos básicos, para os consumidores que buscam melhorar sua performance nos cafés preparados em casa, até profissionais, com certificação pela SCA (Specialty Coffee Association).

NOTAS SENSORIAIS E MUSICAIS

Sofisticada e voltada para o público A e B, a Il Barista traz em sua marca, a relação entre o café e a música. Todos os cafés levam nomes que remetem à música, ou gêneros musicais. Seu logotipo é uma clave de sol, simulando uma xícara com uma estilosa fumaça saindo do café.

O barista é o maestro que rege os aromas e sabores, criando uma sinfonia com todos os acordes do café”. (Gelma Franco)

Gelma Franco, Il Barista
Gelma Franco, inaugurando a Il Barista Shopping Cidade Jardim

Desde o princípio, os cafés carros-chefes da casa são: Maestro, com perfil mais suave, Ópera, trazendo intensidade e Jazz, apresentando um café mais equilibrado. Além destes, proporciona outras experiências sensoriais por meio de diversas variedades, de diferentes regiões produtoras, todas com a música como inspiração para nomear seus blends: Blues, Bossa, Rock, Samba, Soul, Tango etc.

PARA SE DELICIAR

A cafeteria ainda oferece ao consumidor a chance de criar seu próprio blend personalizado de grãos, de acordo com suas preferências, além das edições limitadas, e os lotes de cafés premiados. Esses últimos, são arrematados em leilões e torrados exclusivamente pela própria Gelma.

Além da carta clássica de espressos, lattes e coados, você encontrará doces e bolos de encher os olhos e também os salgados como pães, quiches, muffins e pães de queijo, além dos diversos drinks (quentes, gelados e alcoólicos). 

Vitrine de Produtos

Acessórios como coadores, canecas, moedores, métodos de preparo, semi joias e kits presenteáveis fazem parte da gama de produtos oferecidos.


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A II Barista recebeu diversos prêmios e indicações, como a de melhores do ano pela Revista Veja SP, por nove anos consecutivos, além de ter formado pessoas de destaque em campeonatos de café e latte art. 

Também atende eventos empresariais e sociais, prezando em oferecer a mesma qualidade. Sempre se reinventando, avançando para outras cidades, como na temporada de inverno em Campos do Jordão (SP), e em lojas de outros estados como Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

FORTALECER O MERCADO E EDUCAR O CONSUMIDOR

participantes de eventos da Il barista
Il Barista também realiza eventos

Nos eventos promovidos frequentemente pela casa II Barista, observamos essa filosofia, em que se nota a busca incessante pelo fortalecimento do mercado.

A casa oferece cuppings gratuitos e degustações orientadas, que encantam e estimulam aprendizado para os consumidores, sobre a diversidade de sabores e aromas.  Nesse ambiente, acontecem os Talkings com os produtores, que aproximam os elos da cadeia, onde o consumidor conversa diretamente com quem produz seus cafés, em um encontro descontraído, elevando a percepção de valor do café especial. 

18 ANOS DE HISTÓRIA

O ano de 2020 trouxe as dificuldades impostas pela pandemia do Covid-19, e precisou, como tantos outros empreendimentos, realinhar seu posicionamento. A Il Barista optou por encerrar as atividades de algumas unidades, e obrigou-se a demitir muitos colaboradores. Devido ao distanciamento social, suspendeu temporariamente os cursos e precisou se adaptar ao delivery e ao e-commerce.

No início da pandemia, eu tive apenas duas certezas: que essa fase seria longa e que eu não poderia contar com ajuda do governo. Então, precisei agir”.

Cafeteria Il Barista
Il Barista do Shopping Cidade Jardim

No entanto, este ano começou com comemorações! Além do aniversário de 18 anos, houve a inauguração de mais uma loja no conceito Boutique, no Shopping Cidade Jardim, no dia 25 de janeiro de 2021, e haverá uma próxima, muito em breve, em CJ Shops, na Rua Haddock Lobo, Jardins.

Portanto, a missão da Il Barista é servir com excelência, e a máxima que Gelma destaca como seu objetivo perante seus clientes é pessoas encantando pessoas

Eu costumo dizer que a Il Barista é o lugar onde os olhos brilham, pelo ambiente elegante e acolhedor, seja pela qualidade dos cafés, produtos e atendimento primoroso, mas principalmente pela sua trajetória e pelas experiências compartilhadas. 

Gostou de conhecer a história de uma das pioneiras casas de cafés especiais no Brasil? Então, compartilha com os amigos!

É importante salientar a importância da indicação geográfica para o universo do café. Mas qual a diferença entre Indicação de Procedência e Denominação de Origem?

Encontramos referências sobre produtos reconhecidos por sua origem ou características especiais desde que o ser humano nomeia as localizações geográficas.

No entanto, o primeiro registro oficial de um produto com indicação geográfica, foi o vinho do porto, em que o governo português registrou o nome para proteger os produtores locais das falsificações.

Créditos: Diego Catto em Unsplash

O QUE É UMA I.G. (INDICAÇÃO GEOGRÁFICA)

A I.G é bastante comum na União Europeia desde 1700. O Brasil, no entanto, tem números menos expressivos, onde já são catalogadas mais de 80 IGs.  No catálogo de IG do SEBRAE, pode-se perceber que a maioria das I.G`s é do segmento do agronegócio, e dessas,  oito são I.G’s de produção de cafés.

O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial)  é a organização que coordena e registra as Indicações Geográficas no país. Segundo a instituição, “a Indicação Geográfica é um ativo de propriedade industrial, usado para identificar a origem de um determinado produto ou serviço, quando o local tenha se tornado conhecido, ou quando certa característica ou qualidade desse produto ou serviço se deva à sua origem geográfica”.

Portanto, a IG está relacionada às qualidades específicas de um produto ou serviço de uma região demarcada. Tem grande representatividade e abrangência no agronegócio, mas também se aplica às indústrias e serviços.

No caso de alimentos, está relacionada à diversificação de sabores, ao know-how dos produtores da região e também ao terroir.

No Brasil, a Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, conhecida como Lei de Propriedade Industrial (LPI), regulamenta e define as I.G’s, como indicação de procedência (IP) e denominação de origem (DO)

INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA (IP)

A IP de um produto tem a ver com o território (cidade, estado, país ou região) que se tornou famoso por sua tradição em determinado produto ou serviço. A região possui, então, a notoriedade, e acaba sendo representada pelo produto.

No caderno de especificação da IP, deverá estar a descrição do processo de extração, produção ou fabricação do produto ou de prestação do serviço, pelo qual o nome geográfico se tornou conhecido.

Produzimos cafés em diversas regiões brasileiras, porém, o selo de IP expressa que, aquela região se especializou para oferecer um produto de qualidade e diferenciado sensorialmente. Desta maneira, agrega-se valor e inibe-se o uso indevido do nome da região.

Atualmente, o Brasil conta com cinco regiões classificadas como IP de cafés : Alta Mogiana (SP), Região de Pinhal (SP), Oeste da Bahia, Norte Pioneiro do Paraná, Campo das Vertentes (MG) e a mais recente, Matas de Minas (MG)

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM (DO)

Após um processo laborioso de pesquisas, o território demarcado é reconhecido, por produzir um produto de características exclusivas.

É necessária uma comprovação técnica da influência do meio geográfico nas características do produto, além do “saber fazer”, como fator humano.

No caderno de especificações para uma DO, estará a descrição das qualidades ou características do produto ou serviço que se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluindo os fatores naturais e humanos, e seu processo de obtenção.

Até o momento, o Brasil conta com apenas duas regiões certificadas como Denominação de Origem: Cerrado Mineiro e Mantiqueira de Minas.

Cerrado Mineiro – DO . Créditos: Indicação geográfica

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BENEFÍCIOS DA CERTIFICAÇÃO

As vantagens do reconhecimento como IG, variam de acordo com produto e região.

De maneira geral, pode-se dizer que há um aumento do valor agregado, a preservação da tradição, assim como a valorização do produtor. Cria-se uma certa identidade no produto, que torna-se autêntico, exclusivo e diferenciado.

Com o aumento da mídia espontânea gerada, provoca um maior acesso do nicho de mercado, assim como um aumento do fluxo de turistas, fomentando o desenvolvimento territorial.

Todos esses aspectos se traduzem em valorização econômica, elevando os preços de venda, o valor percebido e a produção em números consideráveis, chegando a um aumento de 300 a 400%, em alguns casos.

COMO USUFRUIR DA I.G.

Segundo Raquel Beatriz de Minas, analista da Unidade de Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), não basta ser diferente, há que se fazer ser percebido como tal. 

O Sebrae aconselha que, para pôr em prática e usufruir os benefícios da conquista de uma IG, haja uma união entre as associações envolvidas, que estabeleçam protocolos e ofereçam capacitação aos produtores. 

Para isso, é fundamental ter uma governança que atue no planejamento e execução das ações. Além disso, estabelecer uma comunicação e interação entre as governanças de outras indicações geográficas possibilita o desenvolvimento pela troca de experiências de todos os envolvidos.

A publicidade deve ser cuidadosamente planejada, assim como a promoção de feiras, concursos e premiações, já que projetam, ainda mais, o crescimento da indicação geográfica.

Créditos: Gedsarts em Unsplash

PASSOS PARA OBTER UMA CERTIFICAÇÃO

O primeiro passo é o diagnóstico, uma análise do potencial da região, do produto e do engajamento dos produtores no processo.

É realizado um resgate histórico pelo levantamento de documentação e registros de notoriedade do produto da região. Pesquisam-se notícias, jornais, revistas, vídeos ou quaisquer registros que possam comprovar o reconhecimento do território como diferencial.

O segundo passo, é a estruturação. Nessa fase, cria-se uma governança para alavancar a inovação e tecnologia da produção e se inicia a gestão dos processos.

É necessário mobilizar os produtores da região e identificar uma entidade responsável pela representatividade do território em questão. Pode ser uma associação, ou sindicato, desde que, seu quadro social, seja composto por participantes da cadeia produtiva do respectivo produto ou serviço.

O sucesso da obtenção da IG depende do empenho dessa entidade representante.

É preciso descrever minuciosamente as características do produto objeto da indicação geográfica. A partir daí é realizado um dossiê sobre a notoriedade do produto e um caderno de especificações técnicas.

Também são descritos os mecanismos de controle sobre a produção e distribuição do produto certificado.

Para dar entrada no pedido ao INPI, deve-se apresentar um instrumento oficial de delimitação da área geográfica. Também é necessário desenvolver uma representação gráfica figurativa que caracterizará a IG , como o logotipo ou selo.


LEIA O GUIA DAS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS BRASILEIRAS DO SEBRAE


Em 2019, o Sebrae, o INPI e os Ministérios da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, formaram uma parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil (DELBRA) e organizaram o Workshop “Reconhecimento de Indicações Geográficas Brasileiras na União Europeia”.  O objetivo foi qualificar a atuação das indicações geográficas brasileiras, indicando caminhos para viabilizar o seu reconhecimento na União Europeia, uma condição importantíssima para nossos cafés.


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CAMPO DAS VERTENTES E MATAS DE MINAS CONQUISTAM I.P

A região do Campo das Vertentes fica entre a zona da mata e sul de Minas Gerais e compreende 17 municípios. São 5.200 produtores com produção média de 1,3 milhão de sacas de café por ano.

Representados pela ACAVE (Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes) , os produtores formaram parceria com o Sebrae Minas, Embrapa Café e Epamig e realizaram a entrada do registro de solicitação em 14 de novembro de 2019, junto ao INPI.

O título de Indicação de Procedência foi concedido à região, após todos os processos concretizados, em 24 de novembro de 2020.

Campo das Vertentes. Créditos: Rev Negócio Rural

Gabriel Lamounier, vice-presidente da ACAVE, ressalta que a conquista se deve à união do trabalho das grandes fazendas com os pequenos produtores. Assim, elevou-se a qualidade dos cafés produzidos na região.

Segundo ele, esse título de garantia de origem, resguarda o produto da região e colabora para o desenvolvimento da cafeicultura, tão importante e forte no Campo das Vertentes. Dessa forma, traz impactos sociais e econômicos positivos aos produtores. O selo e a identidade visual para essa conquista estão em desenvolvimento.

Em 15 de dezembro de 2020, quem conquistou o título de IP deferido pelo INPI, foi Matas de Minas,  situada a leste do estado de Minas Gerais, com 64 municípios. Reforçam a tradição do cultivo de cafés, principalmente os especiais,  com diversas premiações em concursos de qualidade de café, no Brasil e no exterior.

Segundo Raquel De Minas (Sebrae), estão em análise para IG, as regiões cafeicultoras:  Matas de Rondônia,  Caparaó e Montanhas do Espírito Santo.


 

Um dos desejos do consumidor de café é perceber as diferentes nuances da bebida, mas como podemos desenvolver essa análise sensorial para o café?

Notas de chocolate, frutadas, florais? Acidez, doçura, corpo? De que forma aprendemos essas peculiaridades e compreendemos qual nos agrada mais?

Cafés Especiais comumente trazem a descrição do sensorial que aquele grão pode oferecer, o que muitas vezes orienta nossa decisão de compra. 


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Cafés de qualidade são aqueles que atingem melhores avaliações em uma soma de atributos, como fragrância, aroma, uniformidade, ausência de defeitos, doçura, sabor, acidez, corpo, finalização, harmonia.  Os mais pontuados são os que criam um equilíbrio entre essas características.

Café Especial é o que alcança no mínimo 80 pontos (em uma escala até 100), segundo os critérios da SCA (Specialty Coffee Association), representada no Brasil pela BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association).

Alcançar Cafés nesses níveis, certamente é resultado de boas práticas em todo o ciclo da cultura. Desde a escolha da muda, nutrição do solo, cuidados no pós-colheita, beneficiamento e torra. No entanto, cada café é único e essa infinidade de sabores é a riqueza desse mercado.

Os especialistas que avaliam tecnicamente o café (chamados Q-Graders) são profissionais certificados, com amplo desenvolvimento em análise sensorial e seguem rígidos protocolos nacionais e internacionais. 

Créditos: Rene Porter em Unsplash

A PERCEPÇÃO SENSORIAL

Mas será que o consumidor comum pode perceber realmente o que está descrito sobre aquele café?  E se não perceber? Seria inaptidão ou sinal de má qualidade do produto? 

A boa notícia é que nenhuma das hipóteses é válida, e essa é uma habilidade que pode e deve ser, sim, desenvolvida pelos consumidores.

Chamamos de sensorial do café todas as sensações que experienciamos ao prová-lo, e vai muito além de aroma e gosto.  A atividade é multissensorial, ou seja, é a soma da percepção de vários estímulos captados por nossos cinco sentidos (visão, tato, audição, paladar e olfato), que se traduzem em determinadas impressões.

A Dra. Fabiana Carvalho, neurocientista (PhD) que muito contribui nesses estudos, comprova em suas pesquisas científicas que cor e formato de xícaras, embalagens e ambiente, influenciam diretamente na percepção do sabor da bebida, principalmente sobre as impressões sobre acidez e doçura.

AMPLIANDO A BIBLIOTECA SENSORIAL

Ao longo da nossa vida, vamos armazenando as sensações que determinados estímulos nos provocam. Essa complexidade se dá pela sinestesia ou a capacidade do cérebro em agrupar a resposta de estímulos (químicos e físicos) pelos nossos sentidos. A essa memória, chamamos de biblioteca sensorial.

Isso quer dizer que quanto mais diferenciados os alimentos e aromas que você provou e aprendeu a nomear, maior seu repertório sensorial.  Como poderíamos discernir o perfume de jasmim, se nunca sentirmos esse aroma ou o denominarmos como jasmim?

Gosto é o que captamos pelas papilas gustativas, na língua. A ciência já avançou para a denominação de outros gostos, mas seus receptores ainda não foram identificados, por isso, vamos nos deter aos cinco gostos básicos conhecidos: doce, salgado, ácido, amargo e umami. O café tem compostos químicos que se relacionam com os cinco.

Quando mastigamos algo, aromas são desprendidos, e, por meio da nossa respiração, são direcionados para cavidade retronasal, onde estão as células olfativas.

De uma forma simples, podemos dizer então que, o sabor é formado pela junção do gosto e aroma. É assim que, numa prova às cegas, identificamos o sabor de algo. 

Créditos: Broke Lark em Unsplash

RODA DE SABORES

Café que apresenta notas sensoriais continua tendo sabor de café, mas com aromas que remetem a outros elementos, que podem ser alimentos como chocolate, nozes, frutas ou também referências florais e herbais.

Esses padrões comumente encontrados em Cafés estão dispostos em um gráfico, chamado Roda de Sabores, desenvolvida pela SCA, que colabora nessa orientação das notas sensoriais.

A Roda de Sabores traz 110 características obtidas de 105 amostras de café que foram estudadas, e aponta, inclusive, os defeitos, aquilo que é indesejável em cafés, provenientes de má qualidade do grão ou torra.

Inicie seguindo o gráfico de dentro para fora. No centro, estão as informações primárias da Roda de Sabores. A partir daí, cada grupo vai se ramificando em características mais específicas, até chegarmos na extremidade exterior da roda. 

Prove o café e tente identificar: te lembra fruta, cacau, noz, doce, especiaria? Supondo que pareça mais com fruta, você conseguiria diferenciar qual? Se é doce, cítrica, vermelha?

E assim, vamos abrindo o leque para os sabores mais singulares da Roda.

Roda de Sabores do Provador de Café – SCA

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PERFIS SENSORIAIS

DOÇURA E AMARGOR

É preciso lembrar que a doçura que encontramos no café é diferente da doçura que percebemos de açúcar (sacarose). No café, os principais açúcares são sacarose, glicose e frutose. No entanto,  esses carboidratos são consumidos durante a torra, ficando abaixo do nível perceptível pelo paladar. A sensação de doçura no café é, portanto, oferecida pelos voláteis captados pelo olfato, pela porção retro-nasal.

Em geral, apreciamos a doçura no que provamos pois nossa natureza a identifica como fonte de energia. Por outro lado, as substâncias amargas nos repelem, pois estão relacionadas a toxicidade.

O amargor é inerente ao Café, pois está presente na cafeína e em outros alcaloides. A torra também é fator que privilegia essa característica sensorial no café, mas buscamos o ponto certo do amargor como um atributo, para uma bebida agradável e equilibrada.  

ACIDEZ

O sabor azedo normalmente remete à algo desagradável,  pungente, como por exemplo o ácido acético (do vinagre) que seria um defeito grave no café. Assim como a acidez quínica, resultante de cafés velhos ou torrados excessivamente, trazendo adstringência ao paladar.

No entanto, com exceção dos exemplos acima, a acidez é bem valorizada em cafés. Quando favorece o sensorial, diz-se ser um café de acidez brilhante.

Variedade, terroir, processamento e torra do grão influenciam essa característica sensorial. 

Destacamos os tipos de acidez mais comuns nos cafés:

  • Cítrica: talvez a mais fácil de se identificar, é a das frutas cítricas como laranja e limão, é aquela que nos faz salivar.
  • Málica: vem do latim malum (maçã), é o ácido característico da maçã verde, caqui, um pouco mais áspero, que faz a boca secar.
  • Láctica: comum nos produtos lácteos fermentados, como iogurtes.
  • Fosfórica: é a que dá uma leve sensação de efervescência, lembra o frescor do champagne.
  • Tartárica : muito presente nas uvas e vinhos.
Créditos: Stéfano Alemani em Unsplash

CORPO E FINALIZAÇÃO

O corpo da bebida é definida como textura, percebida pelo tato, em diversos níveis de consistência, viscosidade e densidade. Por exemplo, o leite condensado tem muito mais corpo do que o leite in natura, pela sua viscosidade. 

Na bebida café, o corpo é influenciado pelo total de solúveis na bebida, que são compostos por lipídeos (óleos essenciais), proteínas, carboidratos, fibras e compostos fenóicos. Ainda que sensação tátil, contribui na percepção do sabor, pois, como vimos, esta é uma combinação multissensorial.

As principais descrições de corpo no café são: cremoso, viscoso, macio, pesado, leve, licoroso.

Já a finalização ou aftertaste é o sabor que permanece no paladar após consumirmos a bebida.  

É PRECISO TREINO

Enriqueça sua biblioteca sensorial, provando e sentindo os diversos itens da Roda de sabores. Observe e nomeie os diferentes tipos de acidez dos alimentos, descreva a sensação que cada um lhe causa.

Calibre seu paladar, provando o café com os mesmos alimentos que são descritos como suas notas, e assim você irá criando referências.

Ao praticar esse exercício, procure não fumar ou usar creme dental, nem provar alimentos fortes ou alcóolicos, ou mesmo doces ou balas, por pelo menos uma hora antes. Perfumes também devem ser evitados para não interferir nas sensações.

Eleja sempre a mesma receita, método e xícara como um parâmetro básico para provar os diferentes cafés. Procure provar a bebida em temperaturas amenas, pois notas sutis serão inibidas pelos termoreceptores diante de altas temperaturas. Sorva, preencha sua boca com o líquido e concentre-se.

Prove, ao mesmo tempo, cafés de diferentes sensoriais e tente registrar o que percebe em cada um. Pontue qual tem mais corpo, qual apresenta mais acidez ou doçura, corpo e finalização.

Entre os sensoriais, explore aquele que lhe é mais aprazível.

 


SAIBA MAIS : COMO FAZER UM BOM CAFÉ EM CASA ?


BUSCANDO O EQUILÍBRIO

Lembre-se que doçura, acidez, corpo e amargor não significam atributos exclusivos do grão, esses sensoriais também podem ser manipulados no preparo da bebida. 

De acordo com método de preparo, proporção e temperaturas escolhidas na extração, pode-se ressaltar uma ou mais dessas características para equilibrar o sensorial e essa é a mágica dos sabores do café.

Assim, você poderá avaliar não somente a qualidade do café, mas reconhecer os pontos que lhe agradam,  elevando sua experiência para um outro nível. 

Jamais se desaponte caso você não consiga perceber as notas descritas em determinado café. Como vimos, a experiência é bastante complexa e sob o impacto de muitas influências. 

E mais prazeroso que a ansiedade por encontrar notas sensoriais, é deixar que as notas te encontrem, naturalmente. 

Curtiu as dicas? Coloque-as em prática e siga nessa viagem prazerosa!

Os cafés especiais em Florianópolis já são uma realidade, diferentes cafeterias oferecem os grãos para os amantes da bebida. Os coffee lovers podem apreciar um bom café em diversos métodos de preparo servidos quente ou frio, e com inúmeras opções de acompanhamento. Quer saber mais? Continue a leitura e veja 6 dicas de cafeterias que oferecem cafés especiais em Florianópolis que você não pode deixar de conhecer!

1. Arbor Centro

A Arbor Café conta com torrefação própria e oferece alguns cursos (opções presenciais e online) para quem é apaixonado pelo universo do café e quer aprender mais sobre a bebida.

Crédito: Arbor Café.

Além disso a casa acaba de lançar o seu clube de assinatura, Clube Arbor, em que os coffee lovers receberão um pacote de 250 gramas do café do mês em sua casa no valor de R$38.

O lugar conta com uma variedade de mais de 30 bebidas à base de café, dentre elas, Arbor Frapê, Arbor Tônica (cubos de espresso em gelo com água tônica e raspas de limão) além dos tradicionais: cappuccino, espresso, ristretto, latte, dentre outros.

O cliente pode escolher o método de preparo (Prensa francesa, Kalita, Hario V60 e Aeropress). Há diferentes opções de doces, salgados e sanduíches.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 10h às 19h.

Endereço: Avenida Prefeito Osmar Cunha, 251 —  Loja 2 — Centro- Florianópolis.

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelas mensagens diretas no Instagram da loja ou por meio do WhatsApp (48) 99130-5615.

2. Black Horse Coffee Roasters

A cafeteria fez uma fusão com o Mercado Sehat no Centro e no sul da ilha, no bairro do Campeche, aqui falaremos sobre a unidade do Centro.

A Black Horse Coffee Roasters oferece cafés especiais com torrefação própria, os métodos de extração são cafés filtrados, espresso e clássicos como macchiato e cappuccino. A casa também oferece cursos para quem quer aprender mais sobre o mundo do café.

Foto: Black Horse.

A sede da Black Horse Coffee Roasters juntamente com o Mercado Sehat no Centro apresenta um cardápio com comidas asiáticas e confeitaria vegana.

Clientes podem adquirir café torrado pela própria loja. Foto:Black Horse.

Endereço: Rua Jerônimo Coelho, 308- Centro (Mercado Sehat) — Florianópolis.

Horário de funcionamento: segunda a sábado de 08h às 18h.

Delivery (comidas, café em grãos/moído): entregas gratuitas somente aos sábados, nos demais dias há cobrança de taxa. Os pedidos podem ser feitos aqui.

Bebidas: somente por take away e balcão externo da loja.

3. Café Cultura Lagoa da Conceição

São diferentes franquias espalhadas pela cidade, aqui falaremos sobre a loja da Lagoa da Conceição que é pet friendly e oferece leite vegetal para os seus clientes.

O cardápio do Café Cultura da Lagoa da Conceição conta com cafés especiais torrados no próprio local e cafés comerciais servidos no Aeropress, Hario V60, espresso e clássicos como mocha, cappuccino (brasileiro e italiano), chocolate quente, além de bebidas geladas à base de café levando cold brew como iced latte, frapê de caramelo e frapê de cookie.

O Café Cultura oferece o café em diversos métodos.

Além dos cafés, o cardápio do Café Cultura é rico na gastronomia com opções de sopas, saladas, croissants, bowls, tortas, paninis e muito mais.

A empresa comercializa os seus cafés tanto em grão, quanto moído, sendo eles: house blend, bourbon amarelo, peaberry, orgânico e descafeinado. Os tamanhos variam de 250 a 500 gramas.

Horário: segunda a domingo das 9h às 20h*. Mais informações entrar em contato com a empresa pelo Instagram

Endereço: Rua Manoel Severino de Oliveira, 635- Lagoa da Conceição —  Florianópolis.

*Obs: A Café Cultura da Lagoa da Conceição atende na loja,  iFood e take away.

4. Family Coffee

A cafeteria trabalha com mais de 59 variedades de bebidas a base de café com 14 métodos de extração que envolvem os tradicionais filtrados (Chemex, Hario V60 e Kalita Wave) e as versões geladas como o iced latte e iced mocha. As receitas de café com leite têm a opção do uso de leite vegetal. 

A casa também é conhecida por servir brunchs todos os dias, com opções variadas como avocado toast com bacon, carpaccio de carambola, com figos, parma e gorgonzola, mini cheesecake com geleia de morango, ceviche vegano, dentre outros.

Os grãos da casa são de diferentes regiões do Brasil e de outros países por meio da parceria com a Coffee Collective da Dinamarca. O ambiente também chama a atenção por ser pet friendly.

Horário: segunda a segunda de 09h às 19h. Acompanhe o Instagram da Family Coffee para mais detalhes aqui

Endereço: Avenida Madre Benvenuta, 1157 – Santa Monica- Florianópolis.

Delivery: entregas com raio de 10 km, do Centro a Cacupe.

5. Leve Cafeína

Primeira take away (modelo que o cliente compra e leva) de Florianópolis, a cafeteria iniciou os trabalhos no calçadão da Felipe Schmidt com a venda de cafés especiais com a proposta de “pegar e levar”, ideal para as pessoas que estão na correria, mas que não dispensam um bom café.

Atualmente a loja funciona no mesmo local que abriga a sua torrefação, na unidade de São José. Por ficar ainda na região metropolitana, merece uma visita no continente para beber um café de qualidade.

A Leve Cafeína serve café especiais com diferentes métodos (Aeropress, Hario V60, Mocha, espresso, etc) e conta com um menu de pães de fermentação natural, como o panini (pão tostado na chapa com queijo meia cura de minas) e avocado toast (avocado temperado e ovos mexidos por cima).

O cardápio também oferece opções doces como banana bread (pão de banana tostado na chapa com manteiga ou doce de leite), caramelo slice (doce australiano de 3 camadas – coco, caramelo e chocolate) e cookies.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 08h30 às 17h30.

Endereço: Av. Mal. Castelo Branco (Praça de alimentação do Edifício Kennedy Towers) 65 — Campinas, São José.

Delivery: Funciona toda as quartas-feiras com pedidos via Instagram, até às 10h do mesmo dia. As entregas ocorrem no período da tarde. O cliente pode optar pela versão em grão ou moída da bebida.

6. Uma origem

A cafeteria funciona dentro do Mercado São Jorge, espaço referência em produtos orgânicos que conta ainda com livraria, além de diferentes restaurantes.

Mestre de torra, Zelio Augusto Santana Filho, o “Zee”. Foto: Uma Origem.

Uma Origem tem com mestre de torra Zelio Augusto Santana Filho, mais conhecido como Zee, que faz parte da escola australiana de café, pois morou nove anos no país, no qual trouxe seus conhecimentos para Florianópolis.

Os cafés especiais da Uma Origem são torrados no próprio lugar e o cliente pode optar por diferentes métodos de preparo, sejam cafés filtrados ou espressos. Além do café, o local conta com sistema on tap para kombucha e opção de leite vegetal.

Horário de funcionamento: seg a sábado das 9h às 17h.  Delivery duas vezes por semana, quartas e sextas-feiras.

Endereço:  Rua Brejaúna, 130 (Mercado São Jorge) —  Itacorubi, Florianópolis. 

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (47) 99185-4472.

Conclusão

A cena de cafés especiais em Florianópolis é bastante rica e apresenta uma variedade de métodos de preparo para que assim, os coffee lovers consigam desfrutar de todas as qualidades da bebida.

Devido ao coronavírus algumas cafeterias optaram pelo atendimento take away e delivery. Nesse momento de pandemia é importante entrar em contato com as empresas para consultar locais de entrega e taxas.

O comércio online surgiu a partir da evolução das tecnologias digitais e envolve uma transação comercial realizada por meio da internet, com a ajuda de diferentes dispositivos, seja um computador, celular ou outros.

Em um mundo cada vez mais conectado, o e-commerce apareceu como um modelo de negócio interessante tanto para os empreendedores, quanto para os clientes, devido ao custo ser menor que uma loja física, além da facilidade de pagamento e entrega.

A modalidade de vendas online também faz parte do mundo dos cafés especiais. E para entender sobre os desafios neste setor batemos um papo com Angélica Lebante da Menu Café. Confira abaixo!

Criação do E-commerce

Antes de entrarmos no assunto de e-commerce sobre cafés, vamos conhecer um pouco sobre a história desse modelo muito popular no ambiente virtual.

O comércio eletrônico nasceu nos Estados Unidos, ainda na década de 1970, por meio do conceito de Electronic Data Interchange (EDI), com tradução em português para Intercâmbio Eletrônico de Dados.

As empresas utilizavam o EDI como um serviço para fazer os pedidos de compras aos fornecedores, além de pagamentos e entregas, com a intermediação de VANS, sigla para Value Added Network, ou Rede de Valor Agregado.

A modalidade de e-commerce como conhecemos hoje (modelo B2C) apareceu nos Estados Unidos em 1995, por meio da Amazon. Inspirado no modelo norte-americano, Jack London foi pioneiro do comércio eletrônico no Brasil com a livraria virtual BookNet.

Mais tarde, a BookNet foi vendida para a GP Investimentos que renomeou a empresa em 1999 para Submarino.com, que hoje faz parte do grupo B2W junto com gigantes como Americanas.com e ShopTime.com.

Tipos de e-commerce

Veja alguns modelos de comércio eletrônico:

  • Business-to-consumer  — Negócio para Consumidor (B2C): Interação entre empresa e cliente final.
  • Business-to-business Negócio para Negócio (B2B): Transação entre empresas, sem a presença do consumidor final.
  • Customer-to-customer  Consumidor para Consumidor (C2C): Envolve a transação comercial entre os próprios consumidores
  • Business-to-government  — Negócio para Governo (B2G): Ocorre a partir da transação entre empresa e governo.

Para conhecer mais sobre a história do e-commerce, acesse o Trabalho de Conclusão de Curso de André Luís Gnatiuc, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) “E-commerce: Evolução e Revolução no mercado”.  

E-commerces de cafés especiais

A modalidade de comércio online se tornou uma ótima ferramenta para que consumidores pudessem ter em suas casas microlotes de cafés especiais, e até mesmo equipamentos para fazer a sua bebida, a partir de métodos de extração como V60, Chemex, AeroPress, Kalita, Koar, etc.

O acesso aos cafés especiais foi democratizado a partir do e-commerce, pois os coffee-lovers conseguem comprar o produto sem sair de casa, com facilidade de pagamento e entrega.

Vale destacar que seria muito difícil encontrar uma variedade de cafés por conta própria, pois os sites trabalham com microlotes de diferentes produtores, percorrendo as fazendas brasileiras. Por isso os e-commerces de cafés especiais surgiram como uma solução para os amantes do produto.

Menu Café

Idealizadora da Menu Café, Angélica Lebante nos conta como surgiu a ideia de criar um e-commerce de cafés. Ela comenta que começou a trabalhar com marketing em 2009 e já nessa época, sonhava em ter seu comércio eletrônico, porém ainda não sabia em que segmento.

Angélica Lebante. Crédito: Divulgação.

Anos mais tarde, a empreendedora passou a se interessar em abrir um comércio eletrônico voltado para o café, conforme explica.

 “Em 2014 nasceu o projeto Coffee Lover, um projeto de conteúdo sobre café para consumidor. Com o crescimento do projeto idealizei a abertura do e-commerce – Por acreditar que são trabalhos complementares e também uma forma de rentabilizar a ideia de ‘trabalhar com café”, diz Angélica.

Principais desafios dos e-commerces de cafés especiais

As dificuldades enfrentadas em empreender no comércio eletrônico estão atreladas a diferentes fatores, seja pela logística, suporte dentro do prazo, atendimento ao cliente, infraestrutura, dentre outros. 

As lojas virtuais também precisam apresentar segurança para o cliente. Primeiro que os seus dados, pessoais e bancários não serão divulgados, segundo que a entrega será realizada no prazo estabelecido.

O consumidor pode comprar a qualquer momento o e-commerce, porém a empresa precisa dar conta da demanda, e para isso, necessita de planejamento.

Impostos

Angélica comenta que a Menu Café possui nove meses de existência e que vai descobrindo as dificuldades da sua empresa dia após dia.

Porém, de imediato destaca que um dos maiores obstáculos são os impostos cobrados no Brasil, algo que gera muita reclamação não somente nesse segmento, mas nos demais empreendedores.

“Escolher empreender no Brasil já é desafiador. Burocracia, altos impostos podem adiar os planos. Não é tão fácil colocar uma loja no ar, com uma nova marca as pessoas podem não ter a confiança necessária para fechar a primeira compra”, ressalta. 

A Menu Café trabalha com importados, como é o caso de produtos da marca Hario, empresa japonesa conhecida principalmente pelo coador V60. E por isso, Angélica afirma que sofre com a variação do dólar, pois afeta diretamente o poder de compra.

Gestão de estoques

Os clientes podem fazer o pedido a qualquer hora do dia, entretanto a empresa precisa atender essa demanda. Para isso, necessita de uma boa gestão de estoques, sobretudo se trabalha com muitos produtos. 

Os empreendedores comércio eletrônico encontram dificuldades para mensurar a quantidade necessária daquele produto, além do que precisa ter em estoque e o que poderia ser comprado apenas após encomenda.

itens vendidos no e-commerce Menu Café

Além disso, precisam se atentar às entregas e ter um bom relacionamento com fornecedores. Nos e-commerces de cafés especiais não poderia ser diferente. Angélica fala sobre o desafio da gestão de estoques na Menu Café.

“Ainda hoje estamos trabalhando para otimizar nosso mix de produtos, entendendo o que é recorrente, estoque mínimo, etc”, afirma. 

Frete

O frete tem impacto direto na decisão de compra, sendo um dos grandes desafios do comércio eletrônico. A partir dele é que o consumidor decidirá pela aquisição de do produto ou não.

Muitos consumidores acabam abandonando o carrinho devido ao alto valor cobrado pelo frete, que em alguns casos supera até mesmo o preço do produto. Outros problemas estão ligados a atrasos e extravios.


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Uma das soluções criadas por alguns empresários das lojas virtuais é colocar o campo de cálculo de frete e prazo de entrega ainda página inicial do produto, para que o cliente não se surpreenda no final e desista da compra.

Angélica Lebante reconhece que o frete também é um desafio enfrentado no e-commerce de cafés especiais. “Frete é sempre uma questão delicada, aumenta o custo para o cliente consideravelmente e é um dos principais motivos de “abandono de carrinho”, pontua.

Cafés especiais x Cafés tradicionais

Questionada sobre como fazer consumidores brasileiros de cafés tradicionais passarem a comprar cafés especiais e variedade de métodos de extração como AeroPress, V60 e Chemex por meio da internet, Angélica diz:

“Acredito que essa transição ou interesse em novos métodos de preparo acontece naturalmente conforme a exigência do consumidor vai aumentando”, analisa.

A partir disso, a idealizadora do Menu Café fala sobre como faz para conquistar esse público. “Seguimos com um trabalho forte em criação de conteúdo para “educar” e apresentar ao consumidor as possibilidades e como pode ser prazeroso descobrir a melhor forma de preparar o café que você tem”, discorre. 

Perspectivas

A internet mudou o jeito de como as pessoas se relacionam e compram. O comércio eletrônico já é uma realidade, principalmente para pessoas da Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), que estão acostumadas a comprar no ambiente virtual.

Vale destacar que a partir do novo coronavírus até mesmo quem não estava tão habituado a comprar pela internet, passou a adquirir produtos online, devido às medidas de isolamento social.

A mudança também chegou ao universo do café, já que as pessoas deixaram de ir às cafeterias por conta da Covid-19. “Nesses últimos meses muitas cafeterias e torrefações passaram a abrir a própria loja virtual. O que aumenta a concorrência, mas por outro lado o e-commerce cada vez mais vai ser considerado como uma opção de compra para o consumidor. O e-commerce é um facilitador ao adquirir cafés de diferentes produtores e produtos exclusivos”, destaca Angélica.

Parcerias

Atualmente a Menu Café realiza parcerias com outras empresas do setor como uma maneira de atrair clientes, mas não somente isso. Angelica afirma que o trabalho em conjunto também envolve um alinhamento de propósito.

“O lançamento do Tinoco Coffee (marca do Matheus Tinoco), foi um sucesso e uma confirmação que juntar forças é uma forma de chegar mais longe. Vamos trabalhar juntos para lançar a segunda edição da marca”.

Recentemente a empresa também lançou a Curadoria COFFEA, projeto em parceria com a jornalista Kelly Stein, idealizadora do COFFEA (primeiro podcast de café do Brasil). A parceria traz produtos exclusivos como poster, livros, meias, camisetas, etc.

Conclusão

Resumindo, neste artigo apresentamos alguns desafios dos e-commerces de cafés especiais comentados pela entrevistada Angélica Lebante, como gestão de estoques e impostos. 

Mas o abandono de carrinho  também está ligado a vários motivos, seja pelo frete, cadastro longo, prazo de entrega alto, poucas formas de pagamento, dentre outros fatores. Cada empresa apresenta uma particularidade e necessita criar um planejamento para diminuir esses gargalos. 

Apesar de ser desafiador, o e-commerce está abrindo espaço para o mercado dos cafés especiais crescer em uma nova frente, tornando essa bebida que tanto amamos, acessível a um público maior.

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A terceira onda chegou nas redes hoteleiras como um diferencial em menus premium para enriquecer as experiências dos consumidores e atrair mais clientes.

Seja no café da manhã, depois do almoço ou como um acompanhamento no lanche da tarde, os cafés especiais têm sido oferecidos como uma nova opção do cardápio, agradando tanto os coffee lovers, quanto os hóspedes mais exigentes.

Para entender mais sobre o consumo de cafés especiais em hotéis, conversamos com Marcelo Fogaça, gerente comercial do canal food service do Grupo 3 Corações. Confira!

Café especiais em hotéis: valor agregado

Os viajantes, principalmente àqueles que estão a lazer, buscam por experiências quando optam por fazer uma viagem, a partir de atividades culturais. São clientes que dão valor à vivência e a imersão na cultura local.

Partindo dessa ideia é que os cafés especiais entram em cena nos hotéis. Além de atender os hóspedes com conforto e segurança, as redes de hotelaria podem oferecer uma experiência gastronômica como um diferencial no mercado.

Café da manhã de hotel . Crédito: Pixabay.

Cada vez mais exigentes, os consumidores optam por serviços e produtos exclusivos que agreguem valor, sendo um dos elementos que influenciam na decisão de compra.

Portanto, além de conhecer os lugares da cidade, o turista ainda pode experimentar um café especial, com aroma, acidez, amargor, corpo e doçura únicos.

Para Marcelo Fogaça, a relação de consumo de cafés especiais em hotéis é uma tendência que vem crescendo no mercado.

“O consumidor que valoriza os cafés especiais em cafeterias e até mesmo em casa, é o mesmo que viaja à trabalho ou à passeio, e os hotéis que ditam tendências, estão explorando muito bem esta oportunidade. Imaginem que maravilha, você em viagem na Bahia, poder harmonizar no café da manhã um beiju com café especial da Chapada Diamantina, seria incrível”, comenta.

Crescimento do consumo de cafés especiais

A inserção de cafés especiais no menu de hotéis, conforme cita Marcelo Fogaça veio da própria necessidade do mercado, além do objetivo de levar para o cliente um produto diferenciado e com qualidade.

“O mesmo movimento que os vinhos e as cervejas artesanais tiveram, o café está passando. Necessidade de termos cafés de qualidade com fácil acesso.  Como maior empresa de cafés do Brasil, precisávamos puxar essa fila e trazer maior escala para os produtores e revendedores”, destaca.

Segundo dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), com pesquisa aplicada pela Euromonitor International a tendência é que o consumo de cafés especiais no Brasil aumente no país.

O estudo mostrou que houve um crescimento médio anual de consumo de cafés especiais de 20,6% entre 2012 e 2016. Ainda segundo a Euromonitor, a projeção é é que cresça até 2021 aproximadamente 1,6 milhões de sacas de cafés.

Desafios no setor hoteleiro

Conforme aponta Marcelo Fogaça, os hotéis que trabalham com cafés especiais passam por desafios com o atual modelo de negócio, porque o produto não acaba sendo rentável por ser oferecido no café da manhã.

O gerente comercial traz algumas alternativas para que os hotéis que servem cafés especiais passem a ter receita, ao invés de despesa.

“Operações que investem em um espaço aconchegante de gastronomia, onde é possível oferecer um cardápio mais amplo, e cobrar por isso, poderá explorar muito bem este mercado, independentemente da bandeira”, disse.

Hotéis que trabalham com cafés especiais

Os cafés especiais já estão presentes em alguns hotéis espalhados pelo Brasil, além disso, a rede hoteleira serve a bebida em diferentes métodos de preparo, como indica Marcelo Fogaça:

“Temos algumas boas referências como o Hotel Saint Andrews, em Gramado – RS, que serve um blend exclusivo, no café da manhã, com opções de espresso e filtrado da Mogiana Paulista”, comenta.

Além do Hotel Saint Andrews, os hóspedes poderão desfrutar da estadia e de um bom café em lugares como:

“Há outros ‘dois cases’ que são o Hotel Wood, que prepara na mesa do hóspede, por meio do método Chemex os cafés Rituais e o Hotel IL Campanário em Jurerê internacional que traz em sua carta, o espresso Sul de Minas”, finaliza Marcelo.

De acordo com o gerente comercial do Grupo 3 Corações, atualmente a empresa trabalha com um portfólio completo conforme as necessidades dos clientes. 

Linha Rituais Cafés Especiais. Foto: Divulgação.

“Trouxemos no ano passado a linha de cafés chamada Rituais, que trazem cafés das regiões consagradas do Brasil. Como exemplo, temos o Sul de Minas, Mogiana Paulista, Cerrado Mineiro, bem como café dos principais produtores mundiais como Cuba, Etiópia e Colômbia. Nesta linha, oferecemos uma experiência, no filtrado e nos espressos, podendo ser grão ou cápsula”, aponta.

Conclusão 

O consumo de cafés especiais vem crescendo no mercado, e consequentemente, houve a necessidade de segmentos como o hoteleiro para oferecer os produtos para os hóspedes.

Os cafés especiais podem ser usados como um serviço diferenciado e que enriqueça a experiência do hóspede, deixando-o satisfeito para retornar ou indicar para os amigos.

E você? Quando for se hospedar em algum hotel não deixe de conferir o cardápio!