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Segundo a CBO 5134-40, que é a Classificação Brasileira de Ocupações, um barista é responsável por todo o atendimento de clientes, servindo alimentos e bebidas em diversos tipos de recintos.

Sendo assim, esse profissional pode trabalhar em diversos lugares, desde bares, restaurantes, hotéis, festas, eventos e muito mais.

São diversas as opções de trabalho para este tipo de profissional, principalmente devido às festas e eventos que ocorrem em todo país com frequência.

Mas, quanto ganha um barista? Essa é a dúvida que não quer calar, não é mesmo?

Portanto, fique com a gente até o final deste artigo e descubra qual é o salário médio deste profissional na sua região e se realmente vale a pena trabalhar nessa área!

Boa leitura!

O que faz um barista?

Quanto ganha um barista
Barista servindo café. Imagens de Pixabay

Em primeiro lugar, vamos esclarecer algumas dúvidas sobre o que faz este tipo de profissional.

Barista é o profissional que possui expertise o suficiente para extrair e preparar cafés de qualidade para o seu cliente.

Além disso, ele é a pessoa responsável pela preparação de drinks e bebidas a base de café.

Para isso, é necessário que o profissional dessa área possua estudo e conhecimento sobre técnicas de preparos de bebidas.

É preciso também ter conhecimento sobre a preparação dos grãos, torrefação do café, moagem e até mesmo sobre o plantio e colheita do café.

Já a origem do nome barista vem do italiano, porém na maioria dos ambientes que oferecem café no Brasil, esse termo já é bem difundido.

Quanto ganha um barista?

Quanto ganha um barista
Máquina de café. Imagens de Pixabay

Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre o que faz este profissional, é hora de saber quanto ganha uma barista.

O salário deste profissional depende da região em que ele trabalha e também do estabelecimento, mas segundo o site salario.com.br, um barista ganha inicialmente em média R$1.286,00, variando de acordo com a localidade.

A experiência é um outro fator que pode contar bastante para receber um valor maior neste tipo de profissão.

Vamos apresentar para você uma média por região do salário deste profissional, confira!

Região Norte do Brasil

A média salarial de um barista em Manaus, por exemplo, é de R$1.160,00, ou seja, um valor acima do salário mínimo da região.

A região norte possui diversos bares e cafés com excelentes opções para os clientes da região.

Além disso, o salário mínimo na localidade é de R$1.104,61, ou seja, o salário deste profissional está acima da média mínima da região norte do país.

Região Nordeste do Brasil

Na região nordeste a situação é diferente, o salário médio de um barista é maior do que no norte, por exemplo.

Isso acontece, principalmente devido ao forte polo turístico da região nordeste, que demanda muitos profissionais desta área para o serviço.

Dessa maneira, a média salarial do barista em Fortaleza, por exemplo, é de R$1.684,00, segundo o site salario.com.br.

Região Centro-Oeste

Café, Bar, Restaurante, Pequeno Almoço, Cappuccino
Café bar. Imagens de Pixabay

Um barista em Brasília, na região centro-oeste do país, ganha de R$1.128,67 a R$1.694,38 que é o teto salarial do profissional na região.

Tudo depende da localização dos cafés e bares, pois diversas cidades no centro-oeste contam com regiões e atrações turísticas, o que demanda uma procura maior por esse tipo de serviço.

Além disso, quanto maior a experiência, maior o salário do profissional.

Região Sudeste

A média salarial de um barista em São Paulo Capital é de R$1.414,00, mas tudo depende da região e localização do café.

Esse salário é para uma carga horária média de 40 a 44 horas semanais de trabalho.

Porém, o teto de pagamento desta categoria em São Paulo pode ultrapassar os R$2.000,00.

Esses dados são oficiais e foram divulgados do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web pela Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo MTE).

Região Sul

Por fim, vamos falar sobre quanto ganha um barista na região sul do país, que também possui diversas atrações turísticas e um povo apaixonado por café.

Na região de Curitiba, a média salarial é de R$1.381,00, mas esse valor pode chegar até a R$1.922,00 dependendo da região e da experiência do profissional.

Esse valor foi divulgado ainda este ano pelo site salario.com.br e conta com uma média de 42 horas semanais de trabalho.

Bom, se você tinha dúvidas sobre quanto ganha um barista, com certeza ficou mais fácil saber agora, não é mesmo?

Portanto, agora vamos falar um pouquinho sobre o que um barista precisa para se destacar nesse ambiente e ganhar mais.

Como se destacar na profissão de barista?

Essa é outra dúvida muito comum. Afinal, como você pode se destacar nessa profissão e ganhar mais dinheiro, fazendo o que gosta?

Existem algumas dicas que podem lhe ajudar bastante, confira abaixo:

  • Tenha paixão por café e hospitalidade.
  • Seja um profissional atencioso e dedicado;
  • Tenha paciência para aprender e desaprender.
  • Seja criativo(a);
  • Divulgue o seu trabalho nas redes sociais;
  • Estude sobre como empreender nesse nicho de mercado.

Com certeza, ao seguir cada uma dessas dicas, será mais fácil se destacar nessa profissão e ganhar mais.

Conclusão

Café, Restaurante, Fantasia, Estilo, Cabeça Para Baixo
Cafeteria. Imagens de Pixabay

Bom, neste artigo foi possível compreender o que faz e quanto ganha um barista.

Além disso, foi possível analisar o salário médio deste profissional em cada região do país.

Isso deverá lhe ajudar a pensar em qual é o custo de vida na região que você vive e se esse salário inicial médio é o suficiente para você trabalhar e ganhar experiência como barista.

Com certeza, podemos garantir a você que é possível ganhar bem mais nessa profissão, ao seguir as dicas que separamos acima, o destaque na sua profissão será mais rápido assim como o retorno financeiro.

Gostou do nosso artigo sobre quanto ganha um barista? Aproveite e compartilhe com os seus familiares e amigos que se interessam pelo assunto!

Portanto, não deixe de acessar este link e saber mais informações sobre o mundo dos baristas!

Confira neste artigo dicas para montar uma cafeteria e obter muito sucesso na sua jornada empreendedora.

Muitas pessoas possuem o sonho de empreender, mas não sabem por onde começar.

Quando o assunto é montar uma cafeteria as dúvidas são as mais variadas possíveis e geram diversas incertezas e insegurança para o futuro comerciante.

Pensando nisso, reunimos 5 dicas muito importantes e que devem te ajudar a compreender quais são os principais detalhes para se preocupar no momento de abrir o seu próprio negócio.

Além disso, vamos falar também sobre a importância do planejamento ao abrir uma cafeteria.

Fique com a gente até o final deste artigo e descubra todas as novidades!

Será que vale a pena abrir um negócio no nicho de cafeterias?

Bebida sendo servido na cafeteria. Imagens de Pixabay

A primeira dúvida que muitos empreendedores iniciantes possuem é se realmente vale a pena ou não montar uma cafeteria.

A nossa resposta é sim, com certeza! Mas, o sucesso do estabelecimento depende exclusivamente de você e do planejamento do seu negócio.

Afinal, muitas pessoas acabam focando em montar a estrutura do café, mas se esquecem de detalhes tão importantes, como o planejamento financeiro e o funcionamento da empresa.

Somente o planejamento pode lhe ajudar a pensar em como atrair o público-alvo para a cafeteria, estudar melhor a localização, a concorrência e muito mais.

Portanto, não ignore a etapa de construção de ideias e de estratégias da sua cafeteria, mesmo que seja um negócio de pequeno porte.

Dicas para montar uma cafeteria

Agora que já explicamos um pouco mais sobre a importância do planejamento para abrir um negócio, vamos te dar algumas dicas que devem te auxiliar no passo a passo para montar uma cafeteria dos sonhos, confira abaixo:

1 – Tome a decisão

Cafeteria. Imagem de Pixabay

O primeiro passo para montar uma cafeteria de sucesso é tomar a decisão, ou seja, estar 100% decidido a iniciar a sua jornada no nicho de cafeterias.

Esse passo é muito importante, pois somente depois da sua decisão que as coisas vão começar a fluir realmente.

Por isso, estamos frisando a importância de tomar a decisão e caminhar em direção ao futuro e sucesso da sua empresa.

Após dar esse passo, virão novos desafios que aos poucos serão todos solucionados para o seu projeto deslanchar. 

2 – Entenda o DNA do seu negócio

O segundo passo é um dos mais importantes ao montar uma cafeteria, pois é o momento de criar uma identidade para a empresa.

É o momento de definir o que você mais gosta e deseja oferecer para os seus clientes.

Veja abaixo alguns tópicos que devem ser definidos nessa etapa e devem ajudar no processo de planejamento da sua cafeteria:

  • Definir a visão da empresa;
  • A missão e os valores;
  • A identidade da empresa;
  • Público-alvo;
  • Logo;
  • O que será oferecido ao consumidor;
  • Diferencial da cafeteria no mercado.

Portanto, esses são alguns dos principais tópicos que merecem atenção no momento de definir o DNA do seu negócio.

3 – Coloque o seu projeto no papel

Planejamento da cafeteria. Imagens de Pixabay

É muito importante colocar o seu projeto no papel no momento de montar uma cafeteria, pois esse é o momento de ter consciência de tudo aquilo que o seu negócio precisa para funcionar.

Sendo assim, é o momento de pensar em diversos detalhes como a localização, o lugar em si, a estrutura, capital social, móveis, utensílios, funcionários, fluxo de caixa, marketing, atendimento e muito mais.

Com certeza, deu para ter uma noção dos diversos detalhes que necessitam de atenção na hora de planejar.

Quando você coloca tudo isso no papel, é possível pensar em estratégias e planos, principalmente para agir de maneira assertiva para possíveis imprevistos, que certamente aparecem, mesmo nos planejamentos mais minuciosos.

4 – Crie uma persona

A criação da persona é essencial para que você possa atingir o seu consumidor de maneira assertiva.

Afinal, quando você não sabe qual é o perfil do seu público-alvo, fica muito difícil escolher os produtos que podem chamar atenção deles, assim como o atendimento e a organização do local.

Caso você tenha dúvida sobre o que é uma persona, não se preocupe, nós vamos esclarecer.

A persona, é na verdade, um personagem fictício que representa o público-alvo do seu negócio.

Dessa maneira, é possível criar estratégias que serão visualizadas em uma persona, isso evita o planejamento vago das ações da empresa.

Além disso, é uma maneira de pensar e definir quais tipos de alimentos devem acompanhar o café do estabelecimento, conhecendo o seu público, fica muito mais fácil agradá-lo.

5 – Busque um ponto comercial

Estudar e colocar a empresa no papel. (Dica 3)

Por fim, vamos falar da importância da escolha de um ponto comercial para montar uma cafeteria.

Essa é a última dica propositalmente, pois para escolher um ponto, é preciso levar em consideração o seu público, a estrutura da empresa, o DNA do negócio e muito mais.

Por exemplo, se você pensa em montar uma cafeteria simples e que seja de curta estadia para o cliente, um ponto no centro pode ser o ideal, pois é de fácil acesso.

Agora, se você deseja oferecer uma experiência mais elaborada ao cliente e consequentemente ter um ticket médio maior, um bairro mais afastado pode ser uma boa opção.

Além disso, ao definir a persona do seu café, é bem mais fácil definir os modelos de cafeteria, como exemplificamos acima.

Conclusão

Com as dicas que citamos acima, ficou um pouco mais fácil iniciar o seu projeto de montar uma cafeteria de sucesso.

Principalmente porque você não vai deixar nenhum detalhe ou etapa importante do seu negócio para trás.

Afinal, esse é um dos maiores erros cometidos pelos empreendedores iniciantes.

Gostou do nosso artigo sobre como montar uma cafeteria de sucesso? Conheça o curso completo para quem quer abrir um negócio no nicho de cafés de qualidade. 

Aproveite e compartilhe este post com os seus amigos ou familiares que estão pensando em abrir um negócio!

Acesse este link para saber mais novidades sobre o mundo das cafeterias, no nosso canal do Telegram.

Muitas pessoas pensam em vinho quando falamos sobre harmonização com queijos. Mas existe outra saborosa opção, ainda pouco explorada, de harmonizar queijos com café!  Quer saber mais sobre o assunto harmonização de cafés e queijos? Então vamos conhecer um pouco mais sobre essa deliciosa parceria.

Tipos de queijos

Você pode não ter percebido isso antes, mas existe uma infinidade de tipos diferentes de queijos, com os mais variados sabores, aromas, nível de sal e gordura. Uma mesma fazenda pode até mesmo produzir variações do mesmo tipo de queijo, dependendo da oferta de pasto ou mudança de clima.

O especialista em queijos e cheesemonger John Braga explica que os sabores presentes na terra, na grama, na água e até no ar passam pelo animal, chegam ao leite e se expressam no queijo. Há de tudo um pouco, até queijo com chá na massa.

Harmonização de café e queijos

O  processo de produção também determinará o tipo de queijo produzido. Uma escolha entre se irá pasteuriza-lo ou fazer um queijo de leite cru, como irá separar a parte sólida, que será utilizada para produzir o queijo, da parte líquida do leite, usando ou não coalho para acelerar o processo. 

Essas informações são importantes, já que existe também uma variedade imensa de cafés, com acidez, amargor, notas de sabores e doçura. Logo, você tem uma ótima desculpa para juntar uma caneca de café com mais um pedaço de queijo.

O que é harmonização

A harmonização é simplesmente combinar um alimento com outro. Quando você coloca queijo ralado no seu macarrão, está harmonizando, ao pedir um bolo de chocolate com seu espresso, o que será que está fazendo?

café e queijo

A ideia é juntar dois ou mais alimentos para realçar um ou criar algo novo. Pode gerar um sabor neutro, não é ruim, mas não é o que procuramos.

Também não esqueça de relaxar e aproveitar, procure um momento de descontração, aprendizado, bons alimentos e combinações inusitadas, é o que indica John.


CONHEÇA TAMBÉM HARMONIZAÇÃO DE CAFÉS E CHOCOLATES


Por onde começar

Os cafés e queijos possuem texturas e intensidades semelhantes, e muita opção dá uma sensação de exaustão. Mas, para iniciar a harmonização de cafés e queijos, é bem mais simples do que se pensa, é só ir provando!

O cheesemonger John diz para levar o que estiver ao seu alcance, seja um ou mais queijos. Escolha algo que você já conheça, mas permita-se trazer algo novo também. Compartilhe harmonizações que você já tenha experimentado e gostado. E divirta-se enquanto estiver degustando seus queijos.

Siga esse passo a passo, para potencializar sua experiência:

  1. Pegue o café que mais toma em casa e compre um queijo, um Brie, um Canastra, um Gouda, um Minas Frescal…
  2. Extraia o seu café e beba com um pedaço de queijo, depois com outro tipo queijo e assim sucessivamente, ou no intervalo que mais desejar.
  3. Beba e coma apreciando o que acontece na boca, a textura, os sabores, a intensidade de cada alimento e como tudo se mistura.

Depois desses passos, quando você se der conta, terá uma bandeja só com queijos na geladeira!

Semelhança ou contraste

A dica básica é juntar queijos suaves com cafés suaves e queijos intensos com cafés intensos, mas também podemos focar no doce com salgado e amargor versus gordura.

Vamos dizer que você goste de café com amargor bem presente, se bebê-lo acompanhado de um Gouda, por exemplo, terá o amargor do café suavizado e a doçura de ambos mais fáceis para sentir.

Também funciona com cafés ácidos, a não ser que adicione uma geleia cítrica, de menta ou de pimenta. Nesse caso, o Gouda serve como um catalisador e realça a acidez de tudo que está colocando na boca.

Brinde de café

E se seu café for um espresso? Bem se gosta de queijos azuis, a potência de um espresso com o gosto forte de um Gorgonzola preencherá sua boca com muita intensidade nos sabores.

Já se quiser uma combinação mais suave, mas não abre mão do cafezinho extraído na pressão, teste com um Minas Frescal ou Ricota de qualidade, e sinta como se adicionasse creme a sua bebida.

Se você não gosta muito de acidez ou amargor, fique tranquilo que você não será excluído, vá de Brie ou um Camembert e seu equilíbrio está garantido, com o toque macio e aveludado desse queijos de mofo branco.

Conclusão

Como apresentado, a harmonização de cafés e queijos pode acontecer de diferentes formas. Além disso, você pode explorar uma infinidade de queijos nessa combinação!

Não pare nesse artigo, compre cafés especiais e queijos artesanais. Prove e teste até chegar ao resultado desejado. Vamos mostrar ao mundo o poder que tem um café e uma lasca de queijo!

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo, faz parte do cotidiano de muitas pessoas, seja para um estímulo para começar o dia, ou para uma pausa durante o trabalho, é sinônimo de hospitalidade e afeto. 

O consumo de café já é um hábito, principalmente no Brasil, em que a bebida é a segunda mais consumida pela população, conforme aponta a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Quer saber os benefícios do café para a sua saúde? Continue lendo e entenda!

1. Previne o câncer e diabetes

Estudos apontam que o consumo do café atua na prevenção de alguns tipos de câncer, como de próstata, mama e fígado. Isso ocorre porque o café apresenta diferentes oxidantes, que inibem o desenvolvimento da doença. 

A bebida também auxilia no combate ao diabetes tipo 2, porque tem substâncias como os ácidos clorogênicos e a trigonelina alcaloide que auxiliam na diminuição da glicose e insulina.

2. Protege o coração

café diminui infarto

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, mostrou que o consumo de café reduz em até 11% o risco de insuficiência cardíaca. Esse benefício está associado aos polifenóis, que impedem a ação dos radicais livres, reduzindo o risco de infarto.

O estudo mostrou que o consumo de café deve ser de uma ou duas xícaras por dia, pois mais que isso, pode trazer danos ao coração.


LEIA TAMBÉM VOCÊ SABE PARA QUE SERVE A CAFEÍNA?


3. Combate o cansaço

A cafeína é o principal componente do café, é responsável pelo aumento da produção do hormônio cortisol, que inibe a ação da adenosina, neurotransmissor que desacelera o organismo, e dopamina, que age na melhora do humor, combate a depressão e ajuda na atenção.

Dessa forma, a cafeína possibilita uma sensação de energia, porque altera a percepção de cansaço e fadiga.

Vale destacar que o efeito da cafeína é diferente para cada pessoa, já que cada um tem uma maneira de metabolizar a substância no corpo.

4. Auxilia na perda de peso

café e atividade física
Café ajuda no emagrecimento

O café pode ser um ótimo aliado para pessoas que querem perder peso porque a presença de substâncias como a cafeína, teobromina, teofilina e ácidos clorogênicos, possibilitam o efeito termogênico, fazendo com que o indivíduo gaste mais calorias e perca mais gordura.

É fundamental citar que a perda de peso depende também da prática de exercícios físicos e alimentação saudável.

5. Diminui quadros de depressão

O consumo de café pode ajudar no combate aos sintomas da depressão conforme é apontado em um estudo por pesquisadores da UFSC.

Isso ocorre porque altera o humor de forma positiva e contribui para uma melhor percepção cognitiva, pois atua no sistema nervoso central.


SAIBA COMO FAZER UM BOM CAFÉ EM CASA 


6. Contribui para a socialização

amizade e caféComo um hábito cultural, o café é um instrumento de socialização, pois está presente em inúmeros lugares, seja em uma reunião com a família e amigos, ou no trabalho. Oferece uma melhor de humor, o que favorece o bem-estar pessoal.

Em suma, o café apresenta diferentes benefícios, desde a prevenção de algumas doenças até a melhora do convívio social.

A maioria das pesquisas revelam que a quantidade de consumo de café deverá ser de três a quatro xícaras de 50 ml. Não há uma regra, pois cada organismo atua de uma maneira. É fundamental respeitar a individualidade e tolerância de cada um.

Gostou do post? Apresente os benefícios do café aos seus amigos!

A startup  colombiana Woodpecker utiliza resíduos de cafés das fazendas combinados com plástico reciclado para criar casas populares. A iniciativa além de contribuir para a moradia no país, ainda pode solucionar outro problema, que envolve a reutilização da produção de café. Confira como é o trabalho da empresa nos tópicos abaixo!

Woodpecker

A Woodpecker é uma empresa com sede Bogotá, que atua no mercado nacional a partir da produção e comercialização de produtos com material WPC, sigla para Woodpecker, que é constituído por fibras vegetais e polímero. Esse material possibilita maior resistência e duração para elementos para arquitetura, construção civil, industrial, dentre outros.


LEIA: WOOD N’ COFEE CRIA PRODUTOS COM MADEIRA DE CAFÉ


Café e casas populares

A startup utiliza resíduos de cafés (casca) para construir edifícios leves e casas pré-fabricadas, que podem servir como moradia ou para fins sociais, abrigando escolas e outros serviços básicos.

O material WPC é composto por cascas de café, unidos a plástico reciclado, que permitem uma construção mais sustentável, comparadas à algumas modalidades convencionais.

A partir da iniciativa da empresa, as fazendas de café agora têm um outro destino para os resíduos, que agora conseguem ser reaproveitados para ajudar a população colombiana, além de contribuir para o meio ambiente.

resíduos de cafés
Cascas de cafés formam o material das casas. Foto: Woodpecker

Essas construções também têm vantagem porque são rápidas e simples, conseguem atender diferentes setores.

Alejandro Franco, CEO da Woodpecker, aponta que a casca do café foi escolhida por ser mais forte e seca que as outras fibras. O material é resistente a pragas e umidade, permitindo que seja segura para habitações de baixa renda.

As casas são formadas por peças de plástico padronizadas que se encaixam em uma estrutura de aço, em um processo de instalação simples.  Com a produção em larga escala e o uso de materiais reciclados e resíduos, os custos caem e as casas podem chegar a ter um custo de US$ 4,5 mil.

Fonte: Natasha Olsen/Ciclo Vivo.

O que é o café solúvel?

Quando se fala em café solúvel logo você deve se lembrar dos potes de vidros com as “pedrinhas de café” com o rótulo da NESCAFÉ. Para alguns praticidade, para outros café ruim. Não vamos entrar nesse mérito, mas vamos explicar como nasceu e como é feito.  Continue a leitura para descobrir!

Origem do café instantâneo

O café instantâneo apareceu no mundo pelas mãos do cientista japonês Satori Kato em 1901 em Chicago. Kato expôs seu invento na Exposição Panamericana em Buffalo, Nova York. Após isto, em 1910, George Constant Louis Washington, inventor e empresário, desenvolveu seu próprio método para produzir e comercializar por sua empresa.

Mas o que poucos sabem é que o café solúvel foi criado pela empresa suíça Nestlé a pedido do Governo Vargas, para o estudo de uma forma de conservação que mantivesse o aroma e sabor do café, mesmo depois de muito tempo. 

A necessidade surgiu durante a grande crise mundial por volta de 1930, em que a produção de café brasileiro era muito superior à demanda de consumo. Sem ter para quem vender e com os estoques superlotados, o governo recebeu um duro golpe na economia, chegando a queimar toneladas de cafés ao ar livre.

A Nestlé foi escolhida para a tarefa pois já havia conseguido por meio da desidratação, criar o leite em pó, aumentando o prazo de validade de um produto perecível. O presidente da Nestlé na época, Louis Dapples, enxergou uma ótima oportunidade de negócio e, entusiasmado com a ideia, solicitou ao seu químico Max Morgenthaler que desenvolvesse a solução. 

Nescafé 

Morgenthaler pesquisou durante sete anos e, em 1937, a Nestlé apresentou a primeira marca de café solúvel da história, a Nescafé  sinônimo de café solúvel. A partir disso, a empresa criou a sua própria linha de produção tornando o produto popular na Europa e nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o café solúvel fez parte da dieta dos soldados devido à sua praticidade e facilidade de preparo.

Apesar do uso em larga escala, o produto só ganhou fama anos mais tarde. No Brasil devido à pressão dos fabricantes de café torrado e moído o café solúvel só chegou em 1953. Nessa época o café solúvel se tornou febre mundial, sendo consumido em todos os países do mundo.

Fonte: Pinterest

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Café solúvel especial

E o café especial, qual o seu lugar no mundo dos cafés solúveis? Bem, primeiro temos que dizer que não se pode comparar o café torrado e moído com o café solúvel, pois são produtos com perfis e processos diferentes.

O que precisa ser dito é que as empresas buscam sempre comprar matéria prima de qualidade, para criar produtos de excelência, visando a satisfação de seu consumidor, além de possuírem normas e certificações de altíssimo nível para garantir sua credibilidade.

Destaquemos também que a nomenclatura é outra. Temos os cafés de excelência, diferenciados e convencionais, distribuídos em produtos e experiências diferentes de acordo com o consumidor final. E para que essa diversificação não fique somente no mundo do marketing de rótulo, a ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) e os representantes das empresas de café solúvel, deram início, em 2019, ao cupping de cafés solúveis, com o intuito de criar um padrão sensorial de qualidade a ser seguido.

Fonte: ABICS

Menor pegada ecológica

Eliana Relvas, da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel — ABICS —  comenta que o processamento do café solúvel é muito perto do sustentável.

A barista e consultora para o mercado interno da associação, diz que a maior parte do processo é automatizado, minimizando o excesso e descarte de sobras. O produto recebe somente dois processos, pressão e temperatura, além dos insumos, café torrado e água. A borra que se forma é aproveitada como bioenergia. A água pode ser reutilizada, pois é filtrada atendendo a altos padrões de qualidade.

Já no produto final, temos o consumo do café deixando pouco ou nenhum pó na xícara, embalados em vidro, que podem ser reutilizadas, ou em pacotes de papel altamente biodegradáveis, por aproximadamente 6 meses.

Os Processos do Café Solúvel

Os produtos comercializados pelas indústrias associadas da ABICS são oferecidos em diversos formatos. O próprio site da associação apresenta esses processos e, dentre eles, destacamos três: Spray Dried, Aglomerado e Freeze Dried/Liofilizado 

Spray Dried

É o café solúvel em pó. No seu processo de fabricação o extrato de café é submetido a altas temperaturas e pressão. Em seguida, o material passa por pulverização e exposição ao ar quente que faz o produto perder a umidade e se converter em pó. 

Aglomerado

Fabricado a partir do café spray dried que passa por um processo de aglomeração em um equipamento específico que junta o pó e vapor. O produto final é uniforme e de fácil dissolução. 

Freeze Dried / Liofilizado

Para obter o café liofilizado, o extrato é congelado a -40°C e, em seguida, passa pelos processos de moagem, secagem à vácuo e sublimação, que é a passagem direto do estado sólido para o gasoso, desidratando o produto.  Fonte: ABICS

Além do café instantâneo, o processo de obtenção do extrato também abastece a indústria de alimentos e de cosméticos. A imagem abaixo explica as etapas de elaboração do solúvel.

Fonte: ABICS

A ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) trabalha com foco na expansão de mercados para o solúvel brasileiro, além de mobilizar esforços para a melhoria de qualidade. Se interessou e quer saber mais sobre o assunto? A ABICS elaborou um manual de café solúvel para baristas que apresenta todos os detalhes do processo de produção  do café solúvel.


 

Você já reparou em algumas imagens de selos e certificações nas embalagens de café? Vamos entender o que elas significam?

Acima de tudo, a embalagem é a conexão entre o produto e o consumidor e justamente por ser um instrumento atrativo (tanto pelo design, como pelas informações), é um meio de promoção do produto. Sendo assim, suas qualidades costumam ser destacadas. 

Atualmente, o conceito de qualidade vai além do produto. A sustentabilidade e valorização humana, por exemplo, são cada vez mais considerados. 

Essa busca pela melhoria contínua, impulsiona novas tecnologias e processos nas produções agrícolas e alguns programas são criados para esse engajamento.

Desses programas, os selos surgem como a identidade visual das certificações, que podem ser consideradas como valor agregado ao produto.  Vamos conhecer quais são os principais utilizados nos cafés.

Créditos: Sangga Rima em Unsplash

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1.SELOS ABIC

A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) representa as indústrias de torrefação e moagem do país, e atua para melhorias do setor. 

Em 1985, motivado pela baixa qualidade e adulterações no produto, o consumo per capita de cafés caiu em torno de 50% no Brasil, prejudicando drasticamente o mercado. 

Posteriormente, em 1989,  foi criado o Selo de Pureza ABIC, promovendo inovações para a melhoria de qualidade. Os desdobramentos desse programa reverteu os baixos índices de consumo e o modelo tornou-se referência para a Organização Internacional do Café (OIC), sendo adotado também em outros países. 

1.1 SELO DE PUREZA ABIC

Selo de Pureza ABIC

O selo pertence ao Programa Permanente de Controle da Pureza do Café. Está relacionado à qualidade e segurança alimentar, pois certifica que o produto é puro, sem adulteração ou misturas. São realizadas análises em amostras para essa qualificação.

 

 

1.2 SELOS DE QUALIDADE ABIC (PQC)

Selos e Certificações de Qualidade ABIC

O Programa de Qualidade do Café (PQC), classifica-o em quatro categorias, distintas por suas características sensoriais e qualidade: Extra Forte, Tradicional, Superior e Gourmet. 

Sendo assim, para obter o direito de informar o selo na embalagem, o café deverá ser enviado para classificação e a empresa solicitante será auditada, para que comprove também, as boas práticas de fabricação em todos os processos de produção, armazenamento e distribuição.

1.3 SELO CAFÉS DO BRASIL

Selo Cafés do Brasil

Você sabia que o símbolo do grão brasileiro tem a ver com futebol?

O I.B.C. (Instituto Brasileiro do Café) foi patrocinador da C.B.F. (Confederação Brasileira de Futebol), e o ícone foi criado na Copa do Mundo de 1982, para promover os cafés brasileiros.

Tornou-se oficial nas sacas de cafés do Brasil, fortalecendo a marca e criando identidade visual pelo mundo todo.

A cor vermelha no S da palavra Cafés, é uma referência à diversidade dos grãos produzidos aqui.

No ano de 2000, a imagem foi registrada pela ABIC no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e para utilizá-la, é preciso ser associado à ABIC, além de respeitar as instruções do manual de uso da marca.

2.BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association)

Exemplo de Selo BSCA

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, em inglês) é a entidade que regulamenta os padrões para cafés especiais no país. O selo da BSCA possui numeração individual e um QR Code para consulta, conferindo rastreabilidade total ao produto. 

Para adquirir o Selo de Qualidade BSCA, o produtor deverá ter sua propriedade certificada, e também ser associado na categoria produtor. Após codificação, avaliação e aprovação da amostra de café pelos classificadores, receberá o certificado BSCA.

Os selos para as embalagens serão fornecidos aos compradores do lote certificado, controlados pela quantidade comprada do café avaliado.

3. SELO ORGÂNICO

Selo Produto Orgânico

Certifica que o produto foi cultivado sem o uso de nenhum adubo químico ou agrotóxico, nem radiação ou produto geneticamente modificado. Também preconiza práticas de manejo que promovam a harmonia ecológica do sistema.

É concedido por meio de auditorias, de certificadoras credenciadas pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), que oferecerão orientação aos produtores quanto à produção e comercialização, dentro dos padrões técnicos para produção orgânica. 

A certificação é feita, após visitas periódicas de inspeção, tanto na unidade de produção agrícola como nas unidades de processamento. 

Conheça a lei sobre agricultura orgânica no Brasil, lendo aqui 

4. CERTIFICAÇÕES RAINFOREST ALLIANCE  e UTZ

Selo Utz Certified

A UTZ surgiu em 2002 na Holanda como Utz Kapeh, que significa “Bom Café” na língua maia. Foi fundada por um cafeicultor belga-guatemalteco, e por uma torrefadora holandesa, com o objetivo de implantar a sustentabilidade em larga escala no mercado mundial.

Voltada à agricultura de café, chá, cacau e avelãs, a certificação segue um conjunto de critérios sociais e ambientais, para práticas de cultivo responsável ​​e gestão agrícola eficiente. 

Foi considerado o maior programa de cultivo sustentável de café e cacau no mundo.

A Rainforest Alliance é uma organização internacional sem fins lucrativos, com sede em Nova York e Amsterdã e abrange inúmeras produções agrícolas. Articula a responsabilidade dos negócios em produções agrícolas, florestais ou turísticas.

Selo Rainforest Alliance

É orientada por princípios básicos, como sistema eficaz de planejamento e gestão, conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, assim como melhores condições de vida e bem-estar das pessoas.

No Brasil, o café é uma das principais agriculturas chanceladas pela Rainforest Alliance, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Em 2018, ocorreu a fusão da UTZ e Rainforest Alliance, e um novo protocolo global deverá ser anunciado ainda em 2020. A nova organização seguirá apenas com o nome e marca Rainforest Alliance, porém até a conclusão dessa união, tanto os processos de certificação, como o selos, permanecem paralelamente.


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5. CERTIFICAÇÃO 4C

Selo certificação 4C

Presente em países como Colômbia, Brasil, Uganda, Kenya, Vietnam, Indonésia, Guatemala, entre outros, o Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4C) surgiu na Alemanha como um programa de valorização e suporte ao setor. 

A 4C Services é responsável por operar e garantir a conformidade com o código de conduta 4C (4C Certification System), no entanto, conta com instituições certificadoras para auditorias e capacitação.

Baseado em sustentabilidade, busca o desenvolvimento e equilíbrio do meio ambiente, capacitação e profissionalização. Como resultado, surgem melhorias na produção, processamento (pós-colheita) e comercialização de café verde. 

6. INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA (I.P.)

Selo I.P. Alta Mogiana

A I.P. de um produto tem a ver com o território (cidade, estado, país ou região) que se tornou famoso por sua tradição em determinado produto ou serviço.

Diversas regiões brasileiras são produtoras de cafés, porém o selo de Indicação de Procedência expressa que aquela região se especializou para oferecer um produto de qualidade e diferenciado sensorialmente. Consequentemente, agrega valor e inibe o uso indevido do nome da região.

Para adquirir a licença aos selos na embalagem, o produtor deverá cumprir os requisitos das associações pertinentes à sua região, como pontuação mínima de cafés especiais e responsabilidade sócio-ambiental, por exemplo.

Atualmente, o Brasil conta com quatro regiões classificadas como I.P. : Alta Mogiana (SP), Região de Pinhal (SP), Oeste da Bahia e Norte Pioneiro do Paraná.

7. DENOMINAÇÃO DE ORIGEM (D.O.)

Selo D.O. Cerrado Mineiro

No Brasil, o processo de Denominação de Origem é feito pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) .  Após um processo laborioso de pesquisas, reconhece o território, demarcado por produzir um produto de características exclusivas.

Assim sendo, quando um produto faz a transição de I.P. para D.O., as normas e controles ficam mais específicos.

O selo de D.O. do café, portanto, valoriza a produção daquela região, por seus traços únicos. Isto vai além dos fatores naturais do terroir (clima, solo, relevo, altitude), pois leva em conta a tecnologia e o fator humano empregado, o que confere maior peculiaridade.

Selo D.O. Mantiqueira de Minas

Para ter direito ao selo, o produtor necessita seguir alguns critérios, como por exemplo, identidade e qualidade e rastreabilidade do café.

Até o momento, o Brasil conta com apenas duas regiões certificadas como Denominação de Origem: Cerrado Mineiro e Mantiqueira de Minas.

8. CUP OF EXCELLENCE (CoE)

Prêmio Cup of Excellence

Concurso realizado em vários países, no intuito de reconhecer os esforços dos produtores, e premiá-los. 

No Brasil, é organizado anualmente pela BSCA, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Qualquer produtor brasileiro de café arábica pode se inscrever nas diversas categorias, relacionadas ao processamento do Café.

Como resultado, a venda dos cafés vencedores é feita por leilões, e atingem recordes de preços pagos em sacas de cafés, fortalecendo a marca do produtor e a qualidade dos cafés brasileiros no mundo. 

9. COFFEE OF THE YEAR (COY)

Prêmio Coffee Of The Year

Outro concurso anual que valoriza os melhores cafés, o Coffee Of The Year foi desenvolvido no Brasil, e premia produtores brasileiros nas categorias arábica e conilon e muitas vezes transforma a vida dos produtores.

Os cafés passam por uma série de avaliações dos especialistas, porém, a fase final do concurso, acontece na Semana Internacional do Café , contando com a votação do público, que degusta os cafés às cegas e elege os finalistas. 

Em 2020, os procedimentos do COY precisaram serem adaptados diante do distanciamento social necessário, devido a pandemia do Covid-19.  Neste ano, os cafés finalistas serão os aprovados por compradores nacionais e internacionais e a votação popular será realizada em diferentes cafeterias selecionadas. 

10.FAIR TRADE

Selo Certificação Fair Trade

O Selo Fair Trade (Comércio justo) é uma iniciativa da Fair Trade Labelling International, com sede na Alemanha e presente em mais de 94 países produtores e consumidores de diversos produtos, entre eles, o café.

Atua como uma parceria entre produtores e comerciantes, empresas e consumidores e quem valida as conformidades para a certificação Fair Trade é a FLOCERT.

Com o objetivo de estabelecer relações comerciais mais justas, estreita a relação do produtor com consumidor, e, portanto, tem impacto positivo sobre a qualidade dos produtos e sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O café tem seu preço mínimo praticável estabelecido, para que não hajam prejuízos com custos médios de produção, por exemplo. Também se aplica uma bonificação sobre o preço de compra, destinada a investimento em projetos sociais.

Para obter a certificação Fair Trade, o produtor deverá ser associado à cooperativas ou associações compostas em sua maior parte de pequenos produtores.

Para o consumidor, significa a consciência de adquirir um produto que foi negociado com práticas de mercado mais éticas.

 11.DIRECT TRADE

É a estreita relação entre os elos da cadeia produtiva do Café, principalmente entre produtor e torrefador (e não por associações ou cooperativas).

Em suma, o processo de compra viabiliza mais oportunidades para os agricultores, e a relação direta com os torrefadores promove parcerias comerciais mais sólidas.

 Não se trata exatamente de um selo ou certificação, porém, é um conceito, um acordo, com regras específicas, e confiança mútua. 

Sendo assim, o consumidor reconhecerá o Direct Trade na embalagem do Café, quando a torrefação comunica de forma específica a origem dos grãos e as pessoas que o produziram. 

Dessa forma, sugere que produto é oriundo de valorização do pequeno produtor, consequentemente, fundamentado em princípios éticos que amadurecem o mercado.


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Em outras palavras, os selos e certificações nas embalagens pressupõem qualidade, atestam procedência, pureza e produção responsável. Boas práticas de sustentabilidade econômica, social e ambiental, que cada vez mais, os consumidores tomam como princípios.

Certamente, é necessário o investimento de capital e bastante trabalho para implementá-los, o que muitas vezes se torna inviável para pequenos produtores. Alguns dos programas já receberam fortes críticas por serem onerosos, e sofreram até mesmo acusação de fraudes e desvios de conduta. 

Concluindo, excluindo-se esses casos, inegavelmente são conquistas de melhorias nos processos e produtos. Padrões que profissionalizam e beneficiam toda a cadeia produtiva, especialmente o consumidor, com a garantia da melhor procedência de seu café.

Receber uma xícara com um desenho feito em seu café pode ser algo sutil e encantador, mas será que Latte Art, importa tanto assim?

Para responder essa pergunta, vamos explorar mais sobre essa técnica.

Não há registros de onde ou quem exatamente inventou o Latte Art, muito provavelmente sua origem vem das cafeterias europeias, sendo o italiano Luigi Luppi reconhecido como um de seus patronos. 

No entanto, essa técnica certamente foi popularizada por David Schommer (Cafeteria Espresso Vivace) na década de 80, em Seattle.

Créditos: Michiel Leunens em Unsplash

O QUE É LATTE ART?

É denominado Latte Art a técnica de produzir figuras com o leite sobre o café. Em suas diversas modalidades, encontramos:

  • grafismo (ou sketching): desenhos feitos sobre o leite com caldas, como chocolate ou caramelo, onde algumas formas são riscadas com o auxílio de um palito.
  • stencil art: desenhos elaborados com cacau ou canela em pó, com auxílio de moldes com formatos variados.
  • free pour (ou pouring): a mais difícil e valorizada, é o despejo do leite vaporizado sobre o café, com auxílio de uma leiteira (pitcher), formando desenhos a mão livre.
Latte Art Grafismo . Créditos: Sahin Yesil em Pexels


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O ESPRESSO

O espresso é a base, é a “tela” onde será desenhada a arte com o leite. A qualidade das matérias-primas são tão relevantes quanto a habilidade na técnica. E mais ainda, a extração do espresso também deve estar bem regulada para uma bebida com crema persistente.

O LEITE

Considerando as escolhas e restrições alimentares, é comum as cafeterias trabalharem com diversos tipos de leite. O mais popular é o de vaca, que varia de acordo com seus percentuais de gordura, podendo ser integral, semidesnatado e desnatado.

Há também os sem lactose (açúcar do leite) e os leites vegetais. É importante saber, que cada um deles se comportará de maneira diferente na vaporização.

Do mesmo modo que se valoriza a origem dos cafés e a qualidade mineral da água para a excelência do espresso, a origem do leite e sua composição também precisam ser consideradas. Teores de carboidratos, proteínas, lipídeos e umidade do leite fazem diferença no produto entregue na xícara.

Créditos; Ketut Subiyanto em Pexels

A VAPORIZAÇÃO

O processo vai muito além do simples aquecimento do leite, pelo vapor de água que sai da haste das máquinas de espresso. Algumas transformações, físicas e químicas, acontecem na estrutura do leite, deixando-o mais viscoso e elástico.

A vaporização é responsável pela elevação da doçura do leite através da hidrólise da lactose, que é quebra de dessa molécula em duas (glicose e galactose) a partir da adição de uma molécula de água. Esse processo também aumenta a solubilidade desses açúcares.

A consistência cremosa se dá pela presença das proteínas e pelas glóbulos de gordura, que são solubilizados  e trazem um sensorial mais redondo e saboroso.

As proteínas agem como emulsificantes, portanto são elas que ajudam na estabilidade da microespuma. A gordura, por outro lado, apesar de trazer uma complementação de sabor, diminuem a estabilidade da espuma.

TEMPERATURA CORRETA

Preconiza-se que o leite esteja gelado (4º C) para receber as altas temperaturas da vaporização (mais de 100º C).  Mas atenção: a proteína do leite é composta em sua maior parte (85%) de caseína, que coagula em temperaturas acima de 80º C, desfavorecendo a consistência e viscosidade desejadas.

Temperaturas altas também provocam outras reações, que podem trazer sabores desagradáveis ao leite.  Mais que uma linda apresentação, o que conta na xícara como a melhor experiência, é o sabor.

É comum vermos os baristas controlando a temperatura pelo tato, no corpo da pitcher, segurando-a com a mão, enquanto vaporizam o leite. O limite suportável pela mão se dá perto dos 65º C, que é a temperatura ideal para a vaporização perfeita.

O posicionamento da pitcher e da haste de vaporização, também precisam ser calculados, para  que não se formem bolhas grandes no processo.

Se elencarmos os passos mais importantes do Latte Art, podemos dizer que a vaporização do leite é fundamental. Sem uma consistência adequada do leite, que deve estar levemente cremoso, porém liso e sem bolhas, dificilmente os desenhos terão a definição necessária.


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A TÉCNICA

Para executar um Latte Art perfeito, é preciso treino, tempo, dedicação constante, pois é fácil “perder o jeito” se o barista ficar longos períodos sem praticar.

Demanda boa coordenação motora: uma das mãos entorna o leite em movimentos precisos com uma altura ideal. Enquanto isso, a outra mão movimenta a xícara, para uma angulação que favoreça o processo.

Primeiramente, o barista despeja a parte mais líquida do leite no fundo da xícara, que estará inclinada. Depois, em movimentos sincronizados, vai controlando a saída da espuma da leiteira formando os desenhos.

E seguirá completando o volume e acertando a posição da xícara. Isso tudo acontece de forma rápida, com o barista orquestrando esses movimentos.

Latte Art Tulipa . Créditos; Jake Buonemani em Unsplash

DESENHOS

São desenhos clássicos do Latte Art free pour, em ordem crescente de complexidade: coração, tulipa e rosetta. 

À partir desses três desenhos básicos, o barista pode criar inúmeros outros, conforme sua criatividade e habilidade permitirem. E então, vemos, cisnes, cavalos-marinhos, dragões, e infinitos outros.

CAMPEONATOS

A WCE (World Coffee Events) é a entidade que promove e regulamenta os campeonatos de barismo no mundo (no Brasil, representada pela BSCA Brazilian Specialty Coffee Association).

Dado o mérito dessa técnica, tão característica da profissão barista, dentre as diversas modalidades, está o campeonato de Latte Art. Com o leite e café oferecidos pela organização, o barista define qual desenho apresentará no tempo estabelecido nas etapas da prova. Os juízes avaliam diversos quesitos, entre eles: definição, contraste, limpeza da xícara e criatividade no latte art apresentado.

Tiago Rocha, barista de Curitiba (PR), foi o Campeão Brasileiro de Latte Art 2020. Barista há dois anos, revela que aprendeu muito observando colegas pelas redes sociais. Foi sua primeira vez competindo, mas com o apoio dos amigos e pelo prazer de fazer o que ama, superou o nervosismo e encarou o desafio. Segundo ele, Latte Art seria como a “cereja do bolo” na apresentação da bebida.

Créditos Oriana Ortiz em Pexels

Não poderíamos deixar de citar os TNT`s (Thursday Night Throwdown) que são encontros realizados entre baristas, coffee lovers e entusiastas na última quinta-feira do mês. Trata-se de uma disputa informal, mas que agita o cenário das cafeterias e do mercado. Premiações são feitas para quem produzir o melhor Latte Art do evento.  No Brasil, esse movimento vinha crescendo em Curitiba, Florianópolis, Vale do Itajaí e São Paulo.

LATTE ART, IMPORTA ?

A degustação de alimentos e bebidas é uma conjuntura multissensorial. É sabido que a apresentação é fator chave na atração e percepção de qualidade. 

Entre os que consideram que o latte art importa, há também quem considere que o Latte Art não é necessário. Mas é inegável que, ao servi-lo, o barista está indo além da técnica. Está personalizando o produto, no intuito de que seu cliente sinta-se especial.

É, portanto, uma forma de agregar valor à experiência, por meio de uma delicada (apesar de efêmera) arte!

E para você, Latte art, importa?

Certamente o Melitta é o método clássico de preparo de café nas casas brasileiras. Mesmo não possuindo esse coador, é muito provável que você já o tenha visto de perto ou se inebriado com o cheirinho de café feito nele.

Melitta é a marca da multinacional líder na indústria de café, presente em muitos países, sendo referência mundial neste setor há mais de um século. Produzem diversos tipos de cafés e outros produtos alimentícios relacionados, e também comercializam acessórios, equipamentos e utensílios para preparo de café.

Imagem de Melitta Group

A REVOLUCIONÁRIA SRA. MELITTA BENTZ

Mas a origem de tudo vem de um incômodo de uma dona de casa de Dresden, Alemanha, em 1908.

Sra. Amalie Auguste Melitta Bentz, inquieta diante das observações de seu esposo, teve uma ideia que revolucionaria o preparo de café no mundo. Sr. Hugo Bentz desaprovava o café feito pela esposa, dizia estar desagradável e inconsistente, com borra na xícara e por vezes até cheirando a mofo.

Naquela época,  era comum o uso de coadores de pano feito de linho. Com o tempo, esse material vai saturando de resíduos impregnados e dificultando sua higienização, favorecendo o crescimento de microrganismos.

Diante disso, Dona Melitta Bentz improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato. Preparou enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável.

Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre.

Imagem de Melitta Group


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LINHA DO TEMPO

Era ainda um pequeno negócio, onde tudo era feito manualmente. Todavia, com o empenho da família, procuravam divulgar o produto em feiras na Alemanha, e empresa foi expandindo. Além de aperfeiçoarem o tipo de papel utilizado nos filtros e os coadores de alumínio, em 1919 a Melitta passou a fornecer, também, os modelos em porcelana e cerâmica, terceirizando a produção. Em 1922,  já exportavam.

Evolução dos modelos Melitta . Imagem de Melitta Group

Em 1925, a marca Melitta foi registrada com as clássicas cores verde e vermelha que ainda vemos nas embalagens de filtros e café. O suporte com o design cônico e base achatada foi desenvolvido em 1937, favorecendo o encaixe perfeito do filtro de papel, com ranhuras internas e apenas um orifício de passagem.

Os coadores coloridos foram lançados em 1954 e o clássico era na cor marrom. Em 1960, o plástico era o material da vez, surgindo os coadores Melitta transparentes e, logo depois, os de plásticos coloridos. 

A empresa Melitta Chegou ao Brasil em 1968, na cidade de São Paulo, inovando a maneira dos brasileiros prepararem café por aqui, que até então era feito no popular coador de pano de algodão. Permanecem até os dias atuais oferecendo diferenciados produtos para os apaixonados por Café.

Créditos: Arlouk em Pixabay

FILTROS E PORTA-FILTROS

Os filtros e coadores Melitta são encontrados em diversos tamanhos, desde o modelo para dose individual (Melitta 100) até o N4, que atende aquele café para a família, com capacidade para mais xícaras.

Nos seus diversos modelos, feitos em diferentes materiais, como plástico, acrílico e porcelana, também existem pequenas diferenças no design e em suas ranhuras internas. A função das ranhuras, além de impedir que o filtro grude nas paredes, é direcionar o fluxo do líquido da extração para a saída. Sendo assim, cada modelo traz um resultado diferente no preparo do café.

Uma das últimas novidades, é o filtro Melitta Gourmet Aroma Zones, que, além de qualidade elevada no papel, possui zonas de extração inteligentes. São 3 camadas com concentrações diferentes de micro furos, que interagem com o porta-filtro para uma extração homogênea.  A zona superior do papel tem a maior concentração de micro furos em relação à  inferior, equalizando a extração. (Fonte: Melitta do Brasil)


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DICA DE BARISTA PARA UM BOM CAFÉ NO MELITTA

O Melitta é um método descomplicado, embora mereça igualmente nossa atenção no preparo, para um resultado perfeito na xícara.

O formato e as ranhuras internas facilitam o fluxo e a velocidade da percolação (passagem da água pelo café moído), porém o orifício para o escoamento no Melitta é menor em relação a outros métodos. Isso faculta certa retenção durante a extração. 

Para uma melhor performance do porta-filtro, principalmente em moagens mais finas, é recomendado usar sua capacidade máxima de volume. Quanto maior volume, maior será a ação da gravidade pelo peso da água, favorecendo assim, a velocidade da extração.

Em outras palavras, o melhor é escolher o tamanho do coador Melitta conforme a quantidade de xícaras que você precisa, evitando porta-filtros maiores para poucas gramas de café.

Existe um modelo do Melitta com dois furos de saída, permitindo que se faça a extração em duas xícaras ao mesmo tempo. Para tanto, é necessário equilibrar bem os despejos da água sobre o café para que a extração seja equiparada em ambos os lados.

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

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DESAFIO MELITTA

Atualmente é abundante a oferta de equipamentos e utensílios para o preparo de cafés, desde os mais simples até os mais tecnológicos, dos mais diversos fabricantes.  Cada método carrega seu valor, sua particularidade e sua história, para alegria dos baristas e apreciadores da segunda bebida mais consumida no mundo. 

E se o Melitta andava meio subjugado no mundo dos cafés especiais, Maycon Alves (@diariodeumcoffeelover) proprietário da cafeteria paulistana Coffee Sweet Coffee, reuniu um grupo de coffeelovers do Brasil todo para mudar esse cenário.

Foi lançado um desafio para que baristas e amantes do café, pudessem criar, voluntariamente, a sua melhor receita para o Melitta. O intuito não teve vínculo nenhum com a empresa, nem haveria premiação. Foi motivado justamente por essa provocação em oportunizar o preparo em um método pouco prestigiado nos cafés especiais.

Créditos: Maycon Alves (Diário de Um Coffee Lover)

Com a brincadeira, diversas receitas foram surgindo e sendo publicadas nas redes sociais e o desafio ultrapassou os limites daquele grupo.  O resultado foi a reflexão de que todo método precisa ser bem trabalhado, e para se extrair um bom café, basta observar suas peculiaridades.

E o método Melitta permanece percorrendo sua firme e importante trajetória no universo dos cafés e aqui fica o nosso agradecimento por toda a contribuição. 

E para você? Esse método também faz parte da sua história? 


 

Queremos te contar algumas dicas de como fazer um bom café em casa, para transformar seu cafezinho naquele cafezão, e assim elevar sua experiência, impressionar a família e amigos, que tal?

Para muitos, o café institui um ritual, começa na escolha do tipo de grão, eleger o método de preparo, curtir cada etapa da experiência. Para outros, o processo é mais dinâmico e trivial, mas diante da pressa do cotidiano não é preciso deixar de aprimorar a qualidade do seu café, não é mesmo? Vamos às dicas!

ESCOLHA UM BOM CAFÉ

Créditos: Lex Sirikiat em Unsplash

Tudo começa com a matéria-prima que usamos, portanto, comece escolhendo bem. Temos diversas opções de cafés disponíveis, com inúmeras marcas e preços, e claro que café bom é aquele que você gosta. Mas observe as recomendações abaixo, antes da compra.

Categorias

Procure observar a classificação do café. Segundo a ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café), o café segue algumas categorias, de acordo com sua qualidade e grau de defeitos. 

Os Tradicionais e Extra-fortes seriam a base da pirâmide, com maior grau de defeitos e menor qualidade; no grau intermediário temos os Cafés Superiores e acima destes, estão os Gourmets

Os Cafés Especiais seguem a classificação da SCA (Specialty Coffee Association – representada no Brasil pela BSCA ), e ao compararmos as duas classificações (ABIC / SCA), os Especiais ficam no topo da pirâmide, sendo os de melhor qualidade. Os Cafés Especiais normalmente são os que informam a origem, variedade do grão e notas sensoriais.

Torra Fresca

Verifique a data de torra do seu café, pois quanto mais fresco, melhor.  Compre sempre de forma justa ao seu consumo, pois estocar Cafés não é vantagem.

Café em Grãos ou Moído?

Escolhendo café em grãos, você terá qualidade melhor em relação à cafés já moídos. Nos Cafés tradicionais já moídos podem conter impurezas difíceis de identificar.

Existem vários modelos de moedores domésticos, manuais ou elétricos, escolha o que melhor se adapte à sua  necessidade. Normalmente os cônicos e de cerâmica trazem melhor regularidade na moagem, e portanto maior equilíbrio na extração.

Caso você não tenha um moedor em casa, uma dica é adquirir café em grãos e pedir para moer onde você comprar. Muitas cafeterias e empórios oferecem esse serviço, e também as torrefações que vendem diretamente ao consumidor. Peça que façam a moagem adequada ao seu método favorito.

 

Créditos: Rafael Leão em Unsplash

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MOER NA HORA DO PREPARO

Assim que o grão é moído, acelera seu processo de oxidação e substâncias voláteis começam a se perder: a qualidade e aroma do café vão diminuindo.

Você terá melhor proveito ao moer a quantidade de café a ser usada no momento do preparo, garantindo todo o potencial de sabor que aquele grão pode lhe oferecer. E os aromas liberados neste processo já despertam os nossos sentidos, quem não adora o cheirinho de café moído na hora?

 

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

Quanto maior o contato com oxigênio, mais o café perde suas características sensoriais, então é preferível mantê-lo em seu próprio pacote, retirando o ar e fechando-o bem. Para manter o frescor do seu café, prefira mantê-lo também ao abrigo da luz.  Não é aconselhado armazenar café na geladeira, pois além da umidade desse ambiente, o café pode absorver odores indesejáveis.

DÊ ATENÇÃO À ÁGUA 

Na bebida Café, 98% é água, portanto valorize a qualidade dela no seu preparo. Mesmo que a água seja tratada e fervida, pode conter cloro e impurezas que trazem sabores desagradáveis ao café.

É recomendado usar água filtrada ou água mineral, levando em conta que essas últimas também interferem no sabor (de acordo com seus sais minerais), então é preciso testar e observar qual combina melhor com seu café.

Créditos: Tanushree Rao em Unsplash

FERVER OU NÃO FERVER? EIS A QUESTÃO

 Existe um mito de que a água fervida queima o o café no momento da extração. O café é torrado à temperaturas muito mais elevadas do que o ponto de ebulição da água, portanto essa teoria não faz muito sentido. 

Porém, em temperaturas muito elevadas, a água pode extrair outros compostos que trazem mais amargor e adstringência, então o recomendado é estar entre 90º à 96º C. Para isso, use um termômetro apropriado ou quando a água entrar em ebulição, retire da fonte de calor e aguarde baixar um pouco a temperatura  para então adicioná-la ao seu café.

E do contrário, se a água estiver fria, a extração é dificultada porque não solubiliza o café.  Sim, é possível extrair o café a frio, mas é necessário um longo período de contato com a água (mais de 12 horas), como acontece nos Cold Brews, por exemplo.

Se você costuma adoçar seu café, não é indicado ferver a água já com açúcar, pois eleva mais ainda o ponto de ebulição da água, trazendo sabores indesejáveis.

ESCOLHA SEU MÉTODO DE PREPARO

Muitos são os métodos para preparar essa querida bebida, sejam por infusão (quando o café fica imerso na água), percolação (quando a água passa pelo café e extraímos através de um filtro), pressão (como exemplos a cafeteira italiana, Aeropress e também o espresso) e cada um trará um resultado diferente.

Os filtrados trazem uma bebida mais limpa (sem resíduos) do que os de infusão e pressão, que por sua vez, resultam em bebidas mais turvas e mais encorpadas, por conterem mais óleos essenciais do café.

Cada método tem sua particularidade, sugere um tipo de moagem mais adequada (mais grossa ou mais fina), e cada um é um show à parte.  A graça é experimentar para saber qual mais lhe agrada e também ir variando os métodos e receitas.

Créditos: Rachel Brenner em Unsplash

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CUIDADOS COM OS FILTROS

Temos diversos tipos de filtros como papel, metal ou pano. Sempre escalde (lave com água quente) antes do preparo para retirar possíveis resíduos e odores indesejáveis provenientes do processo de fabricação e da própria celulose.

Os filtros de papel merecem atenção no seu armazenamento: guarde-os de forma a protegê-los da umidade e odores. É importante dobrar os filtros nas costuras para que encaixem melhor no porta-filtro e não obstruam os orifícios de passagem.

HIGIENIZAÇÃO

O café têm óleos essenciais que costumam aderir nos materiais. Depois do uso, capriche na higiene dos seus utensílios, garantindo que não fiquem resíduos que possam interferir negativamente na sua próxima extração.

Filtros de metal requerem cuidados, pois resíduos de café podem acumular nos micro furos. Limpe-os após o uso com uma escovinha e evite detergentes e se o usar, certifique-se de enxaguá-lo muito bem. 

Os coadores de pano estão na memória afetiva de muitos de nós, é o famoso coador da vovó. O alerta é com a higiene deste, já que o tecido favorece crescimento de microrganismos.  O ideal é lavá-lo com água após o uso e armazená-lo protegido, imerso em água  e sob refrigeração; mesmo assim, deve ser substituído a cada 30 dias.

PROPORÇÃO ADEQUADA

Qual quantidade de café e água podemos usar? Tudo depende de como você gosta do seu Café. Quanto maior a concentração de café mais intenso será o sabor.

Uma regra geral é usar a proporção de 1/10 (uma parte de café para 10 de água). Isso significa usar 10g de café moído para 100 g de água, por exemplo.  Cafés com perfis sensoriais mais delicados sugerem uma proporção menos concentrada (de 1/15), mas tudo é relativo à sua preferência, método utilizado e receita.

Caso não queira utilizar balança para essa aferição, use medidas caseiras. Uma colher de sopa (cheia) tem aproximadamente 10 g de café moído. e uma xícara de água tem 240 ml, basta usar essas medidas como referência.

Créditos: Andrea Tummons em Unsplash

ESCALDAR FILTRO E UTENSÍLIOS

Você já escolheu um bom café, qual método usar, qual proporção e já moeu os grãos. Agora é hora de escaldar (jogar água bem quente) em todo o sistema, desde o filtro (para retirar resíduos como dito anteriormente) até os utensílios utilizados, incluindo as xícaras.  Isso permite uma uniformização da temperatura de tudo o que terá contato com o Café, evitando choques térmicos que interfiram na bebida, além de também eliminar possíveis resíduos ou odores destes utensílios.

PRÉ-INFUSÃO

Para fazer um bom coado, acomode o café moído no filtro e despeje um pouco de água, somente até cobrir o pó. Essa fase chama-se pré-infusão (ou blooming). Ela permite liberar gases provenientes da torra e permitir uma hidratação dos grãos, trazendo uma extração mais balanceada.

Aguarde uns 30 segundos e procure fazer os outros despejos de forma suave e em fluxos contínuos e circulares para não desequilibrar e extrair mais de uma parte e menos de outras. 

Créditos: Tyler Nix em Unsplash

CUIDADOS NO PREPARO

Agora é hora da extração efetivamente. Isso significa trazer para a água os compostos solúveis de sabor do café torrado. Extrair demais (super-extração) tende a favorecer o amargor e extrair pouco (sub-extração) denota acidez excessiva , mas um bom café é aquele que traz equilíbrio entre os sabores, por isso essa fase requer atenção.

Quantos mais despejos ou fluxos muito intensos, ou dar aquela mexida com a colher durante a filtragem, mais agitação ocorre, o que pode favorecer seu resultado, mas cuidado, pois a demasiada agitação pode resultar um amargor e adstringência indesejáveis também. 

Os métodos de Infusão (Prensa Francesa, Clever, etc) não requerem a pré-infusão, uma vez que todo o café ficará imerso na água, mas é necessário promover agitação no líquido para melhor extração, com os mesmos cuidados.

O tamanho da moagem dos grãos vai interferir também no tempo de preparo e percentual de extração. Quanto mais finos, maior o tempo de preparo, maior a extração. É indicado um tempo máximo de extração de até 4 minutos para não favorecer amargor excessivo.


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MEXA O CAFÉ PRONTO

Você concluiu todas as etapas anteriores com maestria, mas para um café perfeito, é importante que você misture todo o líquido extraído.  Mexa-o na jarra em movimentos circulares ou com auxílio de uma colher. Isso garante que todas as camadas de sabor, geradas nas diferentes fases da extração fiquem uniformes, trazendo harmonia em seu café. E então é só servir e curtir !

Créditos: Tristan Gevaux em Unsplash

E AS GARRAFAS TÉRMICAS?

Café fresco e consumido na hora é sempre o ponto alto da qualidade, mas caso você prefira fazer uma quantidade maior para ser armazenada, tenha uma boa garrafa térmica para isso. Ainda assim o café se sustentará por no máximo uma ou duas horas.

Não é recomendado acrescentar açúcar ao café em garrafas térmicas, pois pode favorecer fermentação que prejudicará a qualidade, podendo causar inclusive desconfortos gástricos; se preferir adoce diretamente na xícara. 

E essas são as dicas pra você fazer aquele Cafezão como um barista.  Agora coloque-as em prática e bons cafés!