A profissão barista exige conhecimento que vai além das técnicas de preparo do café, características dos grãos e demais informações sobre a extração. O domínio do inglês também se torna um diferencial para esse profissional se destacar no mercado de trabalho.

Para entender mais sobre o tema inglês e café: importância do idioma para o barista brasileiro, conversamos com Luan Goria, barista da Ona Coffee, cafeteria localizada em Canberra, capital da Austrália, Daniel Teixeira, idealizador da revista digital BARISTAWAVE.COM e da escola digital de café Barista Wave Academy e entrevistamos a Simone Caveleiro, fundadora da escola Upper Idiomas.

Primeiros contatos com o inglês

O inglês está presente no nosso cotidiano, principalmente no mundo das artes, seja na música, filme ou literatura. Luan comenta como foi o seu primeiro contato com o idioma e como conseguiu fluência na língua.

“O inglês me foi apresentado na infância e dos 10 aos 15 anos de idade, eu estudei inglês e adquiri fluência no idioma, porém o que realmente me ajudou a dominar a língua foi consumir variados tipos de conteúdo em inglês tais como, filmes, livros, e música”, disse.

O barista afirma que o aprendizado por meio de filmes, livros e música foi importante para ter uma vivência no idioma e continuar praticando o que aprendeu, mesmo vivendo no Brasil.

Inglês e café

A relação entre a língua inglesa e o café acontece de diferentes maneiras, começando pelos métodos de extração como cold brew, french press, aeropress, e assim por diante. 

Para Luan, exercer o trabalho diário de barista no exterior não está ligado simplesmente ao domínio das técnicas de café (extração de espresso, latte art, degustação, velocidade e limpeza), mas a capacidade de comunicar-se tanto com os colegas de trabalho, quanto com os clientes.

“Muitos clientes irão preferir ir a um café onde o barista é simpático e está sempre sorrindo e tem um bom papo, o que aqui chamamos de “small talk“, eu acredito que a habilidade social de um barista é a sua ferramenta mais relevante, por isso a importância do domínio da língua”, salienta Goria.

Daniel Teixeira também segue a mesma linha de raciocínio quando o assunto é a profissão do barista no exterior, algo que vai muito além da técnica.

“Muitos baristas pensam que o trabalho no exterior se limita ao preparo de café, mas isso é apenas o começo. O barista é um profissional da hospitalidade e tem como principal função criar bons momentos através do café, boa conversa e de um bom atendimento”, afirma.

Ainda para o idealizador da Barista Wave, trabalhar na hospitalidade com pouco domínio da língua é um desafio constante. Isso acontece porque os clientes não têm paciência com quem ainda está começando no idioma.

“A maior dificuldade de se trabalhar com café no exterior não é o domínio da técnica. Mas o domínio da língua e da cultura local”, comenta.

Oportunidades

Daniel Teixeira trabalhou como barista em muitas cafeterias na Austrália. Começou em uma pequena cafeteria de bairro, na cidade de Brisbane, chamada Sibro Coffee, onde o dono era Húngaro. Em outra cafeteria de maior porte, era o único estrangeiro de uma equipe de 20 funcionários da cafeteria e restaurante Fuzzy Duck. Ele comenta que chegou ao país com inglês intermediário, mas que o dia a dia com os colegas de equipe, ajudaram na fluência do idioma.

Daniel Teixeira foi barista da cafeteria de bairro, Sibro Coffee, na Austrália.

Além disso, cita que alguns livros foram importantes para o seu conhecimento na língua inglesa e essenciais para se aprofundar na cultura australiana de café.

“O livro em inglês que balizou o meu conhecimento na cultura australiana de café foi o Barista Bible, da Christine Cottrell. É um livro local, vendido somente na Austrália. Eu fiquei tão fã do livro que o meu é autografado pela autora, que depois se tornou uma grande amiga de profissão”, destaca.

Daniel também relata que o inglês permitiu que alcançasse novos feitos na área. Como por exemplo,  o projeto da revista digital de café Barista Wave foi selecionado para participar da ReCo Symposium (Simpósio de Cafés Especiais da Specialty Coffee Association) e isso só foi possível graças ao domínio da língua, já que o processo de seleção e as palestras e eventos eram todos em inglês.

A Importância de começar o quanto antes

Aprender uma nova língua é um projeto de médio-longo prazo. É necessário prática, dedicação e professores que acompanhem e otimizem o desenvolvimento do aluno.

Por isso, nós do BARISTAWAVE.COM temos uma parceria com a UPPER IDIOMAS, uma escola digital de inglês, que já participou como empresa responsável pela tradução simultânea em Simpósios Internacionais de Café.

Leitores da revista digital BARISTAWAVE.COM e alunos do BARISTA WAVE ACADEMY terão acesso a descontos exclusivos para os mais diversos cursos da escola. Se você é aluno oficial de algum curso do Barista Wave Academy, entre em contato pelo Canal do Telegram da Upper Idiomas ou pelo site.

Assista abaixo a entrevista que fizemos com a Simone Cavaleiro, fundadora da Upper Idiomas, que possui vivência internacional em Cambridge (Inglaterra) e cursos em Nova York. Simone possui o certificado CELTA pela Universidade de Cambridge (University of Cambridge) e pós-graduação em Tradução na Universidade Estácio de Sá.

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