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PARA BARISTAS

EXISTE MESMO TATUAGEM DE BARISTA?

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Quem está bem envolvido na área do café já deve ter notado o padrão “barista tatuado”. Afinal, é um segmento que atrai muitas pessoas alternativas. Mas será que tatuagem de barista é um arquétipo real? Se sim, será que é positivo para os aspirantes e profissionais já inseridos no mercado?

O assunto é mais amplo do que parece. Da Austrália até o Brasil, há muitas opiniões e depoimentos que podem fazer com que você veja a tatuagem para além de uma escolha pessoal: para alguns, ela chega a ser característica da profissão.

Continue lendo para entender toda essa conversa!

O que estão falando

Internacionalmente, já se fala sobre o assunto há alguns anos. Em 2014, a barista Candy Weiss — na época já com 14 anos de atuação — analisou a situação a partir de sua perspectiva vivendo em Melbourne, na Austrália. Vale lembrar que o país é conhecido por sua forte cultura de café, inclusive sendo o berço de alguns drinks clássicos.

Em um artigo escrito para a Cafe Culture, Candy conversa com outros profissionais e amantes do café para entender como a tatuagem impacta na impressão do barista aos olhos dos empregadores e dos clientes.

Ela descobre que há cafeterias suburbanas com um público mais velho e conservador, o que pode significar dificuldades na contratação de alguém cheio de tatuagens, piercings, cabelos coloridos e modificações corporais no geral. 

 

Contudo, ela também percebe que, em outros locais, esse visual “descolado” é exatamente o que a clientela espera de quem está atrás do balcão.

De 2014 para cá, essa impressão se tornou mais acentuada. Em fevereiro de 2020, mesmo, o site de sátiras The Knockbox publicou um post brincando com a situação, com o título “Barista sem tatuagens ou piercings não é levado a sério pelos clientes”. Ou seja, a coisa já virou até motivo para piada.

No ano passado, o barista JP Blignaut também teve um artigo sobre o assunto publicado, dessa vez na Coffee Magazine. Ele traz o tema para a união de paixões, que é a tinta na pele e o trabalho com café em si. O que nos leva a outro ponto…

Tatuagem de barista tem que destacar o café?

Esse é um outro lado do debate. Até agora, falamos sobre as tatuagens como parte do visual esperado do barista, o que pode ou não acontecer dependendo da região onde a cafeteria se encontra. O que o público espera tem mais a ver com ele próprio do que com os trabalhadores.

Com isso em mente, há também os profissionais que não apenas possuem tattoos, como também fazem delas uma extensão do ofício que tanto amam. Blignaut, que citamos há pouco, fez exatamente isso: tatuou uma cafeteira AeroPress no braço. A ideia é ter uma lembrança permanente de onde ele começou e do que ele escolheu como carreira.

Temos um exemplo também no Brasil: Renato Gutierres, do Barista At Work, falou sobre como a tatuagem significa, para ele, a “eternização de algo significativo” e que sempre esteve presente em sua vida. 

Se você pesquisar por “tatuagens de barista” em sites como o Pinterest ou Instagram, encontrará uma infinidade de exemplos para se inspirar. Portanto, realmente não é difícil que cada vez mais baristas apaixonados se rendam a essas artes, seja com simples xícaras ou com imagens que representem a produção dos grãos.

Ainda assim, o debate sobre tatuagem de barista é muito mais relacionado ao possível dilema de ter ou não tattoos, do que sobre o que elas ilustram. A escolha por representar o café na pele vem de um lugar de paixão, portanto, é natural para muitos profissionais.

Como sociedade, no geral, estamos bem mais avançados do que décadas atrás a respeito de tatuagens no trabalho. Ainda não é possível dizer que elas são esperadas, necessariamente, em baristas — mas certamente não são rejeitadas.

 

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