Carros que dirigem e estacionam sozinhos, linhas de produção fabris sem humanos, entregas por drones e máquinas que são capazes de realizar cirurgias complexas de maneira mais precisa que as mãos de um médico.

É notável que a automação está se espalhando por todos os setores e o café não seria a exceção. 

Na medida em que as tecnologias tornam-se mais avançadas, cresce também a especulação sobre o futuro das profissões.

Nesse contexto, qual seria o novo papel do barista na cadeia produtiva do café e na hospitalidade?

AUTOMAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA DO CAFÉ

A automação no café não é exclusiva do último profissional da cadeia produtiva, o barista, ela também faz parte da vida de muitos agricultores que buscam máquinas para colheitas mais precisas e torrefadores que utilizam equipamentos cada vez mais avançados para repetir perfis de torra e aumentar a produtividade.

Inegavelmente, a automação vem fazendo parte do dia a dia do barista e algumas máquinas já incluem, por exemplo, a limpeza automática da cabeça do grupo, um processo que alguns profissionais mais displicentes costumam negligenciar. 

Barista preparando café na máquina de espresso. Credito: Dimitri Bong no Unsplash

Já existem máquinas que prometem garantir consistência no processo automático de vaporização de leite e  também outros equipamentos de compactação automática que prometem reduzir as variações e aumentar a qualidade de extração do espresso.

As Latte Art Printers

Mais recentemente vimos a difusão, inicialmente nos países asiáticos, de impressoras de Latte Art que imprimem fotos dos clientes, trazendo um boom de mídias orgânicas, onde quer que estejam.

Enquanto alguns argumentam que a automatização permitiria ao barista ter mais tempo disponível para interação direta com os clientes, ao mesmo tempo que a cafeteria aumentaria a consistência e a produtividade, outros dizem que a automatização torna a personalização das bebidas e o ambiente da cafeteria impessoal e lembram que nas cafeterias, o café é visto como uma experiência e não somente como um produto.


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CAFÉ FORA DO LAR

Com o aumento do consumo de café fora do lar, a busca por uma bebida de qualidade também está em ascensão em bares, hotéis, restaurantes e até mesmo nas cadeias de fast food

Nesses setores da hospitalidade, empregar um barista exclusivamente para fazer café, pode não se encaixar nos custos salariais das empresas.

Esse contexto trás a tona a discussão do papel do barista como profissional e da tendência de “rebaixamento” do barista a uma mera skill (habilidade) adquirida para atuação em hotéis, bares e restaurantes.

Nesse contexto, muitos consultores em food service sabem que cada vez mais os consumidores buscam por uma boa xícara de café e vêem a automação como um aliado que possa garantir o preparo, sem que isso signifique um café ruim.

Empresas de tecnologia estão investindo pesado para melhorar sistematicamente a qualidade do café preparado por vending machines e máquinas super automáticas e estão fazendo de tudo para melhorar a percepção de valor do cliente.

No meio desse caminho está o barista e a pergunta:

Em um contexto de inevitáveis mudanças, qual será o papel do barista do futuro e no futuro?