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Thaissa Cordeiro

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A profissão barista exige conhecimento que vai além das técnicas de preparo do café, características dos grãos e demais informações sobre a extração. O domínio do inglês também se torna um diferencial para esse profissional se destacar no mercado de trabalho.

Para entender mais sobre o tema inglês e café: importância do idioma para o barista brasileiro, conversamos com Luan Goria, barista da Ona Coffee, cafeteria localizada em Canberra, capital da Austrália, Daniel Teixeira, idealizador da revista digital BARISTAWAVE.COM e da escola digital de café Barista Wave Academy e entrevistamos a Simone Caveleiro, fundadora da escola Upper Idiomas.

Primeiros contatos com o inglês

O inglês está presente no nosso cotidiano, principalmente no mundo das artes, seja na música, filme ou literatura. Luan comenta como foi o seu primeiro contato com o idioma e como conseguiu fluência na língua.

“O inglês me foi apresentado na infância e dos 10 aos 15 anos de idade, eu estudei inglês e adquiri fluência no idioma, porém o que realmente me ajudou a dominar a língua foi consumir variados tipos de conteúdo em inglês tais como, filmes, livros, e música”, disse.

O barista afirma que o aprendizado por meio de filmes, livros e música foi importante para ter uma vivência no idioma e continuar praticando o que aprendeu, mesmo vivendo no Brasil.

Inglês e café

A relação entre a língua inglesa e o café acontece de diferentes maneiras, começando pelos métodos de extração como cold brew, french press, aeropress, e assim por diante. 

Para Luan, exercer o trabalho diário de barista no exterior não está ligado simplesmente ao domínio das técnicas de café (extração de espresso, latte art, degustação, velocidade e limpeza), mas a capacidade de comunicar-se tanto com os colegas de trabalho, quanto com os clientes.

“Muitos clientes irão preferir ir a um café onde o barista é simpático e está sempre sorrindo e tem um bom papo, o que aqui chamamos de “small talk”, eu acredito que a habilidade social de um barista é a sua ferramenta mais relevante, por isso a importância do domínio da língua”, salienta Goria.

Daniel Teixeira também segue a mesma linha de raciocínio quando o assunto é a profissão do barista no exterior, algo que vai muito além da técnica.

“Muitos baristas pensam que o trabalho no exterior se limita ao preparo de café, mas isso é apenas o começo. O barista é um profissional da hospitalidade e tem como principal função criar bons momentos através do café, boa conversa e de um bom atendimento”, afirma.

Ainda para o idealizador da Barista Wave, trabalhar na hospitalidade com pouco domínio da língua é um desafio constante. Isso acontece porque os clientes não têm paciência com quem ainda está começando no idioma.

“A maior dificuldade de se trabalhar com café no exterior não é o domínio da técnica. Mas o domínio da língua e da cultura local”, comenta.

Oportunidades

Daniel Teixeira trabalhou como barista em muitas cafeterias na Austrália. Começou em uma pequena cafeteria de bairro, na cidade de Brisbane, chamada Sibro Coffee, onde o dono era Húngaro. Em outra cafeteria de maior porte, era o único estrangeiro de uma equipe de 20 funcionários da cafeteria e restaurante Fuzzy Duck. Ele comenta que chegou ao país com inglês intermediário, mas que o dia a dia com os colegas de equipe, ajudaram na fluência do idioma.

Daniel Teixeira foi barista da cafeteria de bairro, Sibro Coffee, na Austrália.

Além disso, cita que alguns livros foram importantes para o seu conhecimento na língua inglesa e essenciais para se aprofundar na cultura australiana de café.

“O livro em inglês que balizou o meu conhecimento na cultura australiana de café foi o Barista Bible, da Christine Cottrell. É um livro local, vendido somente na Austrália. Eu fiquei tão fã do livro que o meu é autografado pela autora, que depois se tornou uma grande amiga de profissão”, destaca.

Daniel também relata que o inglês permitiu que alcançasse novos feitos na área. Recentemente o projeto da revista digital de café Barista Wave foi selecionado para participar da ReCo Symposium (Simpósio de Cafés Especiais da Specialty Coffee Association) e isso só foi possível graças ao domínio da língua, já que o processo de seleção e as palestras e eventos eram todos em inglês.

A Importância de começar o quanto antes

Aprender uma nova língua é um projeto de médio-longo prazo. É necessário prática, dedicação e professores que acompanhem e otimizem o desenvolvimento do aluno.

Por isso, nós do BARISTAWAVE.COM temos uma parceria com a UPPER IDIOMAS, uma escola digital de inglês, que já participou como empresa responsável pela tradução simultânea em Simpósios Internacionais de Café.

Leitores da revista digital BARISTAWAVE.COM e alunos do BARISTA WAVE ACADEMY terão acesso a descontos exclusivos para os mais diversos cursos da escola. Se você é aluno oficial de algum curso do Barista Wave Academy, entre em contato pelo Canal do Telegram da Upper Idiomas ou pelo site.

Assista abaixo a entrevista que fizemos com a Simone Cavaleiro, fundadora da Upper Idiomas, que possui vivência internacional em Cambridge (Inglaterra) e cursos em Nova York. Simone possui o certificado CELTA pela Universidade de Cambridge (University of Cambridge) e pós-graduação em Tradução na Universidade Estácio de Sá.

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CLIQUE NA IMAGEM PARA SABER MAIS

Os cafés especiais em Florianópolis já são uma realidade, diferentes cafeterias oferecem os grãos para os amantes da bebida. Os coffee lovers podem apreciar um bom café em diversos métodos de preparo servidos quente ou frio, e com inúmeras opções de acompanhamento. Quer saber mais? Continue a leitura e veja 6 dicas de cafeterias que oferecem cafés especiais em Florianópolis que você não pode deixar de conhecer!

1. Arbor Centro

A Arbor Café conta com torrefação própria e oferece alguns cursos (opções presenciais e online) para quem é apaixonado pelo universo do café e quer aprender mais sobre a bebida.

Crédito: Arbor Café.

Além disso a casa acaba de lançar o seu clube de assinatura, Clube Arbor, em que os coffee lovers receberão um pacote de 250 gramas do café do mês em sua casa no valor de R$38.

O lugar conta com uma variedade de mais de 30 bebidas à base de café, dentre elas, Arbor Frapê, Arbor Tônica (cubos de espresso em gelo com água tônica e raspas de limão) além dos tradicionais: cappuccino, espresso, ristretto, latte, dentre outros.

O cliente pode escolher o método de preparo (Prensa francesa, Kalita, Hario V60 e Aeropress). Há diferentes opções de doces, salgados e sanduíches.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 10h às 19h.

Endereço: Avenida Prefeito Osmar Cunha, 251 —  Loja 2 — Centro- Florianópolis.

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelas mensagens diretas no Instagram da loja ou por meio do WhatsApp (48) 99130-5615.

2. Black Horse Coffee Roasters

A cafeteria fez uma fusão com o Mercado Sehat no Centro e no sul da ilha, no bairro do Campeche, aqui falaremos sobre a unidade do Centro.

A Black Horse Coffee Roasters oferece cafés especiais com torrefação própria, os métodos de extração são cafés filtrados, espresso e clássicos como macchiato e cappuccino. A casa também oferece cursos para quem quer aprender mais sobre o mundo do café.

Foto: Black Horse.

A sede da Black Horse Coffee Roasters juntamente com o Mercado Sehat no Centro apresenta um cardápio com comidas asiáticas e confeitaria vegana.

Clientes podem adquirir café torrado pela própria loja. Foto:Black Horse.

Endereço: Rua Jerônimo Coelho, 308- Centro (Mercado Sehat) — Florianópolis.

Horário de funcionamento: segunda a sábado de 08h às 18h.

Delivery (comidas, café em grãos/moído): entregas gratuitas somente aos sábados, nos demais dias há cobrança de taxa. Os pedidos podem ser feitos aqui.

Bebidas: somente por take away e balcão externo da loja.

3. Café Cultura Lagoa da Conceição

São diferentes franquias espalhadas pela cidade, aqui falaremos sobre a loja da Lagoa da Conceição que é pet friendly e oferece leite vegetal para os seus clientes.

O cardápio do Café Cultura da Lagoa da Conceição conta com cafés especiais torrados no próprio local e cafés comerciais servidos no Aeropress, Hario V60, espresso e clássicos como mocha, cappuccino (brasileiro e italiano), chocolate quente, além de bebidas geladas à base de café levando cold brew como iced latte, frapê de caramelo e frapê de cookie.

O Café Cultura oferece o café em diversos métodos.

Além dos cafés, o cardápio do Café Cultura é rico na gastronomia com opções de sopas, saladas, croissants, bowls, tortas, paninis e muito mais.

A empresa comercializa os seus cafés tanto em grão, quanto moído, sendo eles: house blend, bourbon amarelo, peaberry, orgânico e descafeinado. Os tamanhos variam de 250 a 500 gramas.

Horário: segunda a domingo das 9h às 20h*. Mais informações entrar em contato com a empresa pelo Instagram

Endereço: Rua Manoel Severino de Oliveira, 635- Lagoa da Conceição —  Florianópolis.

*Obs: A Café Cultura da Lagoa da Conceição atende na loja,  iFood e take away.

4. Family Coffee

A cafeteria trabalha com mais de 59 variedades de bebidas a base de café com 14 métodos de extração que envolvem os tradicionais filtrados (Chemex, Hario V60 e Kalita Wave) e as versões geladas como o iced latte e iced mocha. As receitas de café com leite têm a opção do uso de leite vegetal. 

A casa também é conhecida por servir brunchs todos os dias, com opções variadas como avocado toast com bacon, carpaccio de carambola, com figos, parma e gorgonzola, mini cheesecake com geleia de morango, ceviche vegano, dentre outros.

Os grãos da casa são de diferentes regiões do Brasil e de outros países por meio da parceria com a Coffee Collective da Dinamarca. O ambiente também chama a atenção por ser pet friendly.

Horário: segunda a segunda de 09h às 19h. Acompanhe o Instagram da Family Coffee para mais detalhes aqui

Endereço: Avenida Madre Benvenuta, 1157 – Santa Monica- Florianópolis.

Delivery: entregas com raio de 10 km, do Centro a Cacupe.

5. Leve Cafeína

Primeira take away (modelo que o cliente compra e leva) de Florianópolis, a cafeteria iniciou os trabalhos no calçadão da Felipe Schmidt com a venda de cafés especiais com a proposta de “pegar e levar”, ideal para as pessoas que estão na correria, mas que não dispensam um bom café.

Atualmente a loja funciona no mesmo local que abriga a sua torrefação, na unidade de São José. Por ficar ainda na região metropolitana, merece uma visita no continente para beber um café de qualidade.

A Leve Cafeína serve café especiais com diferentes métodos (Aeropress, Hario V60, Mocha, espresso, etc) e conta com um menu de pães de fermentação natural, como o panini (pão tostado na chapa com queijo meia cura de minas) e avocado toast (avocado temperado e ovos mexidos por cima).

O cardápio também oferece opções doces como banana bread (pão de banana tostado na chapa com manteiga ou doce de leite), caramelo slice (doce australiano de 3 camadas – coco, caramelo e chocolate) e cookies.

Horário de funcionamento: segunda a sexta de 08h30 às 17h30.

Endereço: Av. Mal. Castelo Branco (Praça de alimentação do Edifício Kennedy Towers) 65 — Campinas, São José.

Delivery: Funciona toda as quartas-feiras com pedidos via Instagram, até às 10h do mesmo dia. As entregas ocorrem no período da tarde. O cliente pode optar pela versão em grão ou moída da bebida.

6. Uma origem

A cafeteria funciona dentro do Mercado São Jorge, espaço referência em produtos orgânicos que conta ainda com livraria, além de diferentes restaurantes.

Mestre de torra, Zelio Augusto Santana Filho, o “Zee”. Foto: Uma Origem.

Uma Origem tem com mestre de torra Zelio Augusto Santana Filho, mais conhecido como Zee, que faz parte da escola australiana de café, pois morou nove anos no país, no qual trouxe seus conhecimentos para Florianópolis.

Os cafés especiais da Uma Origem são torrados no próprio lugar e o cliente pode optar por diferentes métodos de preparo, sejam cafés filtrados ou espressos. Além do café, o local conta com sistema on tap para kombucha e opção de leite vegetal.

Horário de funcionamento: seg a sábado das 9h às 17h.  Delivery duas vezes por semana, quartas e sextas-feiras.

Endereço:  Rua Brejaúna, 130 (Mercado São Jorge) —  Itacorubi, Florianópolis. 

Delivery: Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (47) 99185-4472.

Conclusão

A cena de cafés especiais em Florianópolis é bastante rica e apresenta uma variedade de métodos de preparo para que assim, os coffee lovers consigam desfrutar de todas as qualidades da bebida.

Devido ao coronavírus algumas cafeterias optaram pelo atendimento take away e delivery. Nesse momento de pandemia é importante entrar em contato com as empresas para consultar locais de entrega e taxas.

As mulheres estão presentes em toda a cadeia produtiva do café, seja no plantio, colheita até chegar à indústria e demais atividades que fazem parte do universo cafeeiro. Porém, mesmo com toda essa participação nos processos que envolvem o café, ainda busca-se visibilidade para o público feminino nesse setor.

Para entender mais sobre o assunto, conversamos com a barista independente Amanda Albuquerque e a empreendedora Angela Caruso do Batom na Xícara para falar sobre feminismo no café e a importância do papel da mulher na área.

Movimento feminista

O termo feminismo é bastante utilizado nos dias atuais, mas nem sempre com o seu significado real. Não está relacionado a superioridade feminina, ou o oposto do machismo, mas a luta por equidade de gêneros.

A palavra equidade é usada no feminismo no sentido de que todos devem ter as mesmas oportunidades, independentemente do gênero. O termo valoriza a diversidade dos indivíduos, em que cada pessoa apresenta uma particularidade que deve ser respeitada.

Antes de falarmos sobre o feminismo no café, é preciso conhecer um pouco sobre a história do movimento, conforme será abordado abaixo.

Feminismo: contexto histórico

A luta das mulheres pelo fim da desigualdade de gênero é antiga,  desde o século XV e XVIII elas já lutavam pela opressão masculina. Porém ainda não havia um termo que estivesse ligado à essas pautas.

O feminismo é um movimento social e político que ganhou força a partir do feminismo contemporâneo. O conceito surgiu na Revolução Francesa (1789) pela influência dos ideais do Iluminismo. Mulheres como Olympe de Gouges reforçaram a luta pelo direito e emancipação da mulher.

Nessa época, a mulher era vista na sociedade como um gênero inferior, por isso não tinha o direito de votar, estudar ou escrever. Olympe de Gouges tornou-se um símbolo da luta das mulheres, principalmente no âmbito político, foi autora da Declaração dos Direitos da Mulher, documento que se opunha a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Por defender ideais contra a autoridade masculina, Olympe de Gouges foi morta em Paris em 1793. A partir disso, tornou-se um símbolo do feminismo, o que fez surgir mais movimentos pela emancipação da mulher.

Feminismo no café

As mulheres estão presentes em todas as etapas do universo do café, do grão à xícara. Apesar disso, o protagonismo feminino ainda é pequeno no setor, como apresenta a barista Amanda Albuquerque.

Acredito que o nosso papel é o mesmo do que de qualquer outro, mas isso ainda não acontece, nos falta visibilidade e espaço. Por exemplo, 45% da mão de obra agrícola no Brasil é feminina. Dentro do café especial, não temos nem pesquisas suficientes pra saber uma porcentagem correta. Mas temos a certeza da relevância das mulheres dentro das comunidades familiares, devido ao maior cuidado na produção.

Para conhecer mais sobre o papel desempenhado pelas mulheres no café, assista ao vídeo “Mulheres do café no Brasil” da Aliança Internacional das Mulheres do Café do Brasil – IWCA.

Principais desafios

A dificuldade das mulheres no mercado cafeeiro acontece logo na aquisição das máquinas amplamente utilizadas para a colheita do café. No entanto, buscaram alternativas para continuar no segmento: a colheita manual.

Por meio disso, Amanda cita que o público feminino contribui para a expansão dos cafés especiais, pois valoriza-se a colheita seletiva, separando os cafés verdes dos maduros, o que consequentemente traz um diferencial do trabalho automatizado x trabalho manual.

“Como eram desvalorizadas profissionalmente, não tinham acesso aos maquinários. Então iniciaram um trabalho manual, melhorando a qualidade do café, sendo assim, as mulheres são as grandes responsáveis por cultivar o café especial dentro do país. Disso ninguém fala”, desabafa Amanda Albuquerque.

Feminismo no café
Mulher durante a fase de colheita do café. Crédito: Divulgação/Amanda.

O maior desafio citado por Angela Caruso, sócia do Batom na Xícara, está relacionado a mulheres em cargos de liderança no café, principalmente em cooperativas.

Nas cooperativas elas sofrem mais preconceitos se estão no comando e precisam negociar o café de um produtor masculino. Várias mulheres que tinham (ou tem) outra formação universitária, que não a agronomia, usam todas suas habilidades de organização, planejamento, liderança, gestão de pessoas, pesquisa… etc, têm se saído muito bem na produção de café especial.

Jornada ao mundo cafeeiro

Chegar ao mercado de cafés ocorreu de forma distinta para as duas entrevistadas. Amanda, que havia iniciado o curso de gastronomia, teve que interromper por um tempo o seu sonho porque ficou grávida. Entretanto, de volta ao trabalho, identificou a paixão pelo café.

“De volta, um tempo depois, comecei a trabalhar em uma cafeteria como atendente, com intuito de me tornar cozinheira. Porém, conheci o café especial e me apaixonei, conheci um universo novo onde com muito estudo, eu poderia viajar o mundo fazendo café, e decidi me tornar barista. A união que o café proporciona faz eu me apaixonar cada vez mais e entender que escolhi a profissão certa”, fala Amanda com muito orgulho.

Angela Caruso sempre trabalhou com educação, é formada em Pedagogia com mestrado em Psicologia da Educação e MBA em História da Arte. Mas ao receber um convite da Confraria de Café do Sul de Minas, passou a enxergar o café de outra forma, inclusive a desbravar os cafés especiais.

Em 2015 recebi um convite para participar de uma reunião da Confraria do Café do Sul de Minas – um grupo de mulheres, amantes de café, produtoras ou não, que se reúnem mensalmente para estudar e degustar cafés especiais. Até então, eu nem era muito fã de café. Na verdade, eu não sabia tomar café e desconhecia o que fosse café especial. Ingressei na Confraria e me apaixonei pelo tema: um universo fascinante! Estou trabalhando na área há apenas um ano”, conta Angela Caruso.

O comércio online surgiu a partir da evolução das tecnologias digitais e envolve uma transação comercial realizada por meio da internet, com a ajuda de diferentes dispositivos, seja um computador, celular ou outros.

Em um mundo cada vez mais conectado, o e-commerce apareceu como um modelo de negócio interessante tanto para os empreendedores, quanto para os clientes, devido ao custo ser menor que uma loja física, além da facilidade de pagamento e entrega.

A modalidade de vendas online também faz parte do mundo dos cafés especiais. E para entender sobre os desafios neste setor batemos um papo com Angélica Lebante da Menu Café. Confira abaixo!

Criação do E-commerce

Antes de entrarmos no assunto de e-commerce sobre cafés, vamos conhecer um pouco sobre a história desse modelo muito popular no ambiente virtual.

O comércio eletrônico nasceu nos Estados Unidos, ainda na década de 1970, por meio do conceito de Electronic Data Interchange (EDI), com tradução em português para Intercâmbio Eletrônico de Dados.

As empresas utilizavam o EDI como um serviço para fazer os pedidos de compras aos fornecedores, além de pagamentos e entregas, com a intermediação de VANS, sigla para Value Added Network, ou Rede de Valor Agregado.

A modalidade de e-commerce como conhecemos hoje (modelo B2C) apareceu nos Estados Unidos em 1995, por meio da Amazon. Inspirado no modelo norte-americano, Jack London foi pioneiro do comércio eletrônico no Brasil com a livraria virtual BookNet.

Mais tarde, a BookNet foi vendida para a GP Investimentos que renomeou a empresa em 1999 para Submarino.com, que hoje faz parte do grupo B2W junto com gigantes como Americanas.com e ShopTime.com.

Tipos de e-commerce

Veja alguns modelos de comércio eletrônico:

  • Business-to-consumer  — Negócio para Consumidor (B2C): Interação entre empresa e cliente final.
  • Business-to-business Negócio para Negócio (B2B): Transação entre empresas, sem a presença do consumidor final.
  • Customer-to-customer  Consumidor para Consumidor (C2C): Envolve a transação comercial entre os próprios consumidores
  • Business-to-government  — Negócio para Governo (B2G): Ocorre a partir da transação entre empresa e governo.

Para conhecer mais sobre a história do e-commerce, acesse o Trabalho de Conclusão de Curso de André Luís Gnatiuc, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) “E-commerce: Evolução e Revolução no mercado”.  

E-commerces de cafés especiais

A modalidade de comércio online se tornou uma ótima ferramenta para que consumidores pudessem ter em suas casas microlotes de cafés especiais, e até mesmo equipamentos para fazer a sua bebida, a partir de métodos de extração como V60, Chemex, AeroPress, Kalita, Koar, etc.

O acesso aos cafés especiais foi democratizado a partir do e-commerce, pois os coffee-lovers conseguem comprar o produto sem sair de casa, com facilidade de pagamento e entrega.

Vale destacar que seria muito difícil encontrar uma variedade de cafés por conta própria, pois os sites trabalham com microlotes de diferentes produtores, percorrendo as fazendas brasileiras. Por isso os e-commerces de cafés especiais surgiram como uma solução para os amantes do produto.

Menu Café

Idealizadora da Menu Café, Angélica Lebante nos conta como surgiu a ideia de criar um e-commerce de cafés. Ela comenta que começou a trabalhar com marketing em 2009 e já nessa época, sonhava em ter seu comércio eletrônico, porém ainda não sabia em que segmento.

Angélica Lebante. Crédito: Divulgação.

Anos mais tarde, a empreendedora passou a se interessar em abrir um comércio eletrônico voltado para o café, conforme explica.

 “Em 2014 nasceu o projeto Coffee Lover, um projeto de conteúdo sobre café para consumidor. Com o crescimento do projeto idealizei a abertura do e-commerce – Por acreditar que são trabalhos complementares e também uma forma de rentabilizar a ideia de ‘trabalhar com café”, diz Angélica.

Principais desafios dos e-commerces de cafés especiais

As dificuldades enfrentadas em empreender no comércio eletrônico estão atreladas a diferentes fatores, seja pela logística, suporte dentro do prazo, atendimento ao cliente, infraestrutura, dentre outros. 

As lojas virtuais também precisam apresentar segurança para o cliente. Primeiro que os seus dados, pessoais e bancários não serão divulgados, segundo que a entrega será realizada no prazo estabelecido.

O consumidor pode comprar a qualquer momento o e-commerce, porém a empresa precisa dar conta da demanda, e para isso, necessita de planejamento.

Impostos

Angélica comenta que a Menu Café possui nove meses de existência e que vai descobrindo as dificuldades da sua empresa dia após dia.

Porém, de imediato destaca que um dos maiores obstáculos são os impostos cobrados no Brasil, algo que gera muita reclamação não somente nesse segmento, mas nos demais empreendedores.

“Escolher empreender no Brasil já é desafiador. Burocracia, altos impostos podem adiar os planos. Não é tão fácil colocar uma loja no ar, com uma nova marca as pessoas podem não ter a confiança necessária para fechar a primeira compra”, ressalta. 

A Menu Café trabalha com importados, como é o caso de produtos da marca Hario, empresa japonesa conhecida principalmente pelo coador V60. E por isso, Angélica afirma que sofre com a variação do dólar, pois afeta diretamente o poder de compra.

Gestão de estoques

Os clientes podem fazer o pedido a qualquer hora do dia, entretanto a empresa precisa atender essa demanda. Para isso, necessita de uma boa gestão de estoques, sobretudo se trabalha com muitos produtos. 

Os empreendedores comércio eletrônico encontram dificuldades para mensurar a quantidade necessária daquele produto, além do que precisa ter em estoque e o que poderia ser comprado apenas após encomenda.

itens vendidos no e-commerce Menu Café

Além disso, precisam se atentar às entregas e ter um bom relacionamento com fornecedores. Nos e-commerces de cafés especiais não poderia ser diferente. Angélica fala sobre o desafio da gestão de estoques na Menu Café.

“Ainda hoje estamos trabalhando para otimizar nosso mix de produtos, entendendo o que é recorrente, estoque mínimo, etc”, afirma. 

Frete

O frete tem impacto direto na decisão de compra, sendo um dos grandes desafios do comércio eletrônico. A partir dele é que o consumidor decidirá pela aquisição de do produto ou não.

Muitos consumidores acabam abandonando o carrinho devido ao alto valor cobrado pelo frete, que em alguns casos supera até mesmo o preço do produto. Outros problemas estão ligados a atrasos e extravios.


LEIA TAMBÉM: O CRESCIMENTO DOS CLUBES DE ASSINATURAS DE CAFÉS ESPECIAIS NO BRASIL

Uma das soluções criadas por alguns empresários das lojas virtuais é colocar o campo de cálculo de frete e prazo de entrega ainda página inicial do produto, para que o cliente não se surpreenda no final e desista da compra.

Angélica Lebante reconhece que o frete também é um desafio enfrentado no e-commerce de cafés especiais. “Frete é sempre uma questão delicada, aumenta o custo para o cliente consideravelmente e é um dos principais motivos de “abandono de carrinho”, pontua.

Cafés especiais x Cafés tradicionais

Questionada sobre como fazer consumidores brasileiros de cafés tradicionais passarem a comprar cafés especiais e variedade de métodos de extração como AeroPress, V60 e Chemex por meio da internet, Angélica diz:

“Acredito que essa transição ou interesse em novos métodos de preparo acontece naturalmente conforme a exigência do consumidor vai aumentando”, analisa.

A partir disso, a idealizadora do Menu Café fala sobre como faz para conquistar esse público. “Seguimos com um trabalho forte em criação de conteúdo para “educar” e apresentar ao consumidor as possibilidades e como pode ser prazeroso descobrir a melhor forma de preparar o café que você tem”, discorre. 

Perspectivas

A internet mudou o jeito de como as pessoas se relacionam e compram. O comércio eletrônico já é uma realidade, principalmente para pessoas da Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), que estão acostumadas a comprar no ambiente virtual.

Vale destacar que a partir do novo coronavírus até mesmo quem não estava tão habituado a comprar pela internet, passou a adquirir produtos online, devido às medidas de isolamento social.

A mudança também chegou ao universo do café, já que as pessoas deixaram de ir às cafeterias por conta da Covid-19. “Nesses últimos meses muitas cafeterias e torrefações passaram a abrir a própria loja virtual. O que aumenta a concorrência, mas por outro lado o e-commerce cada vez mais vai ser considerado como uma opção de compra para o consumidor. O e-commerce é um facilitador ao adquirir cafés de diferentes produtores e produtos exclusivos”, destaca Angélica.

Parcerias

Atualmente a Menu Café realiza parcerias com outras empresas do setor como uma maneira de atrair clientes, mas não somente isso. Angelica afirma que o trabalho em conjunto também envolve um alinhamento de propósito.

“O lançamento do Tinoco Coffee (marca do Matheus Tinoco), foi um sucesso e uma confirmação que juntar forças é uma forma de chegar mais longe. Vamos trabalhar juntos para lançar a segunda edição da marca”.

Recentemente a empresa também lançou a Curadoria COFFEA, projeto em parceria com a jornalista Kelly Stein, idealizadora do COFFEA (primeiro podcast de café do Brasil). A parceria traz produtos exclusivos como poster, livros, meias, camisetas, etc.

Conclusão

Resumindo, neste artigo apresentamos alguns desafios dos e-commerces de cafés especiais comentados pela entrevistada Angélica Lebante, como gestão de estoques e impostos. 

Mas o abandono de carrinho  também está ligado a vários motivos, seja pelo frete, cadastro longo, prazo de entrega alto, poucas formas de pagamento, dentre outros fatores. Cada empresa apresenta uma particularidade e necessita criar um planejamento para diminuir esses gargalos. 

Apesar de ser desafiador, o e-commerce está abrindo espaço para o mercado dos cafés especiais crescer em uma nova frente, tornando essa bebida que tanto amamos, acessível a um público maior.

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A terceira onda chegou nas redes hoteleiras como um diferencial em menus premium para enriquecer as experiências dos consumidores e atrair mais clientes.

Seja no café da manhã, depois do almoço ou como um acompanhamento no lanche da tarde, os cafés especiais têm sido oferecidos como uma nova opção do cardápio, agradando tanto os coffee lovers, quanto os hóspedes mais exigentes.

Para entender mais sobre o consumo de cafés especiais em hotéis, conversamos com Marcelo Fogaça, gerente comercial do canal food service do Grupo 3 Corações. Confira!

Café especiais em hotéis: valor agregado

Os viajantes, principalmente àqueles que estão a lazer, buscam por experiências quando optam por fazer uma viagem, a partir de atividades culturais. São clientes que dão valor à vivência e a imersão na cultura local.

Partindo dessa ideia é que os cafés especiais entram em cena nos hotéis. Além de atender os hóspedes com conforto e segurança, as redes de hotelaria podem oferecer uma experiência gastronômica como um diferencial no mercado.

Café da manhã de hotel . Crédito: Pixabay.

Cada vez mais exigentes, os consumidores optam por serviços e produtos exclusivos que agreguem valor, sendo um dos elementos que influenciam na decisão de compra.

Portanto, além de conhecer os lugares da cidade, o turista ainda pode experimentar um café especial, com aroma, acidez, amargor, corpo e doçura únicos.

Para Marcelo Fogaça, a relação de consumo de cafés especiais em hotéis é uma tendência que vem crescendo no mercado.

“O consumidor que valoriza os cafés especiais em cafeterias e até mesmo em casa, é o mesmo que viaja à trabalho ou à passeio, e os hotéis que ditam tendências, estão explorando muito bem esta oportunidade. Imaginem que maravilha, você em viagem na Bahia, poder harmonizar no café da manhã um beiju com café especial da Chapada Diamantina, seria incrível”, comenta.

Crescimento do consumo de cafés especiais

A inserção de cafés especiais no menu de hotéis, conforme cita Marcelo Fogaça veio da própria necessidade do mercado, além do objetivo de levar para o cliente um produto diferenciado e com qualidade.

“O mesmo movimento que os vinhos e as cervejas artesanais tiveram, o café está passando. Necessidade de termos cafés de qualidade com fácil acesso.  Como maior empresa de cafés do Brasil, precisávamos puxar essa fila e trazer maior escala para os produtores e revendedores”, destaca.

Segundo dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), com pesquisa aplicada pela Euromonitor International a tendência é que o consumo de cafés especiais no Brasil aumente no país.

O estudo mostrou que houve um crescimento médio anual de consumo de cafés especiais de 20,6% entre 2012 e 2016. Ainda segundo a Euromonitor, a projeção é é que cresça até 2021 aproximadamente 1,6 milhões de sacas de cafés.

Desafios no setor hoteleiro

Conforme aponta Marcelo Fogaça, os hotéis que trabalham com cafés especiais passam por desafios com o atual modelo de negócio, porque o produto não acaba sendo rentável por ser oferecido no café da manhã.

O gerente comercial traz algumas alternativas para que os hotéis que servem cafés especiais passem a ter receita, ao invés de despesa.

“Operações que investem em um espaço aconchegante de gastronomia, onde é possível oferecer um cardápio mais amplo, e cobrar por isso, poderá explorar muito bem este mercado, independentemente da bandeira”, disse.

Hotéis que trabalham com cafés especiais

Os cafés especiais já estão presentes em alguns hotéis espalhados pelo Brasil, além disso, a rede hoteleira serve a bebida em diferentes métodos de preparo, como indica Marcelo Fogaça:

“Temos algumas boas referências como o Hotel Saint Andrews, em Gramado – RS, que serve um blend exclusivo, no café da manhã, com opções de espresso e filtrado da Mogiana Paulista”, comenta.

Além do Hotel Saint Andrews, os hóspedes poderão desfrutar da estadia e de um bom café em lugares como:

“Há outros ‘dois cases’ que são o Hotel Wood, que prepara na mesa do hóspede, por meio do método Chemex os cafés Rituais e o Hotel IL Campanário em Jurerê internacional que traz em sua carta, o espresso Sul de Minas”, finaliza Marcelo.

De acordo com o gerente comercial do Grupo 3 Corações, atualmente a empresa trabalha com um portfólio completo conforme as necessidades dos clientes. 

Linha Rituais Cafés Especiais. Foto: Divulgação.

“Trouxemos no ano passado a linha de cafés chamada Rituais, que trazem cafés das regiões consagradas do Brasil. Como exemplo, temos o Sul de Minas, Mogiana Paulista, Cerrado Mineiro, bem como café dos principais produtores mundiais como Cuba, Etiópia e Colômbia. Nesta linha, oferecemos uma experiência, no filtrado e nos espressos, podendo ser grão ou cápsula”, aponta.

Conclusão 

O consumo de cafés especiais vem crescendo no mercado, e consequentemente, houve a necessidade de segmentos como o hoteleiro para oferecer os produtos para os hóspedes.

Os cafés especiais podem ser usados como um serviço diferenciado e que enriqueça a experiência do hóspede, deixando-o satisfeito para retornar ou indicar para os amigos.

E você? Quando for se hospedar em algum hotel não deixe de conferir o cardápio!


From the pandemic of the new coronavirus, also known as Covid-19, people started to stay longer in their homes, due to measures of social isolation and distance.

With that, they started to have more free time, since they cannot socialize outside the home. Among so many options to deal with during the quarantine, we have Ted Talks, a series of short lectures with innovative ideas and stories to be inspired.

Continue reading and see a list of some coffee Ted Talks that we have prepared for you to watch in the quarantine.

What are Ted Talks?

The acronym TED is used for Technology, Entertainment and Design, it consists of a conference model created in California, still in 1984, with the objective of presenting innovative ideas from conversations “talks”, whose meaning in Portuguese are “conversations”.

Since its creation, Ted Talks have been developed as short lectures, with 15 minutes, to talk about a certain topic, in order to disseminate inspiring ideas.

Coffee Ted Talks

The attractive lectures also present the universe of coffee. There are different approaches on the theme, from more technical discussions such as preparation methods, variety, flavors to more subjective issues such as human relations!

Below you can check out five tips we have prepared from Ted Talks from cafes that can be seen in the quarantine (outside of it too) to get inspired by the theme and dive into the subject!

1. The Future of Coffee – Art, Technology and Sustainability | Jim Townley

Recorded in the city of Victoria, Canada, the Ted Talk “The Future of Coffee” – presents the changes in consumption of specialty coffee in the country and how people started to value quality more and how this trend has been gaining more fans.

Jim Townley goes further and discusses the modernization of the coffee industry, mainly linked to the roasts he has been working with for 13 years. He was responsible for developing an efficient and sustainable equipment, based on an entrepreneurial vision and brought this innovation to the market.

2. What did 100 cafes teach me about human connections? | Chris Hope

Chris Hope’s video presented at the University of Melbourne – Australia, talks about his personal trajectory when deciding to start a project to meet 100 people. The work was done over 100 weeks sharing coffees with each of them.

The goal is to present a more human side of coffee, as a way of connecting people, going beyond the simple act of consuming the drink.

3. Everything you need to know about coffee | Chandler Graf

In the Chandler Graf presentation, the speaker makes his video with content aimed at coffee lovers. He explains quickly, however efficiently about the entire coffee production and preparation process. All this to educate people who are starting in the area.

The goal is for the public to come to understand better about the coffee they buy, and to enjoy it in the best possible way. For this, Chandler, who is a biochemist and barista, brings scientific elements that enrich the discussion.

4. The culinary art of coffee | David Schomer

In David Schomer’s intriguing lecture, we understand his journey with coffee that began in childhood when he first smelled the incredible aroma of ground beans. Then, Schomer explains how his saga went to try to get the most out of the aromatic essence of coffee in espresso.

For being a detail and scientist, David was responsible for developing an electronic temperature control for the espresso machines. The idea allowed the evolution of this type of preparation and the equipment available on the market.

5. How coffee transformed my life | Brad Butler

Brad Butler’s talk presents how he left his successful career in real estate to devote his time to something he was passionate about. In the middle of a trip to Panama with his cousins, he discovered his love for coffee.

After the discovery, he returned to the United States and decided to start a small business of roasting and marketing coffee distributed on a bicycle. Brad made his toast in a popcorn shop, and currently manages to supply fresh coffee to about 250 local companies (all by bike!).

Conclusion

The Ted Talks of coffees emerge as an inspiration tool in the middle of quarantine, approaching different points of view of the speakers with their most different experiences with coffee. The contents vary from technical to motivational subjects.

Short videos like these enrich learning, by sharing stories of overcoming and entrepreneurship. It is not just about the coffee itself, but all the life paths that involve and connect through a common element.

Want to know more stories of people in love with coffee? Check out the lectures on the TEDx Talks channel on YouTube.

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Article written in Brazilian Portuguese and translated automatically into English.
Please disregard possible mistakes.

 

A partir da pandemia do novo coronavírus, também conhecida como Covid-19, as pessoas passaram a ficar mais tempo em suas residências, devido às medidas de isolamento social e de distanciamento.

Com isso, passaram a ter mais tempo livre, já que não podem socializar fora de casa. Dentre tantas opções para se ocupar durante a quarentena, temos os Ted Talks, uma série de palestras curtas com ideias inovadoras e histórias para se inspirar.

Continue a leitura e veja uma lista de alguns Ted Talks de café que preparamos para você assistir.

O que são Ted Talks?

A sigla TED é usada para Tecnologia, Entretenimento e Design, consiste em um modelo de conferência criada na Califórnia, ainda em 1984, com o objetivo de apresentar ideias inovadoras a partir de conversas “talks”, cujo significado em português são “conversas”.

Desde a sua criação, os Ted Talks foram desenvolvidos como palestras curtas, com 15 minutos, para falar sobre determinado tema, com o intuito de disseminar ideias inspiradoras.

Ted Talks de café

As palestras atrativas também apresentam o universo do café. São diferentes abordagens sobre a temática, desde discussões mais técnicas como métodos de preparo, variedade, sabores até a questões mais subjetivas como as relações humanas!

Abaixo você pode conferir cinco dicas que preparamos de Ted Talks de cafés que podem ser vistos na quarentena (fora dela também) para se inspirar no tema e mergulhar no assunto!

1. O Futuro do Café – Arte, Tecnologia e Sustentabilidade | Jim Townley 

Gravado na cidade de Victoria, no Canadá, o Ted Talk “The Future of Coffee” – apresenta as mudanças de consumo do café especial no país e como as pessoas passaram a valorizar mais a qualidade e como essa tendência vem conquistando mais adeptos.

Jim Townley vai além e discute sobre a modernização da indústria do café, principalmente ligada as torrefações com qual trabalha há 13 anos. Foi responsável por desenvolver um equipamento eficiente e sustentável, a partir de uma visão empreendedora e trouxe essa inovação para o mercado.

2. O que 100 cafés me ensinaram sobre as conexões humanas? |Chris Hope

O vídeo de Chris Hope apresentado na Universidade de Melbourne – Austrália, fala sobre a sua trajetória pessoal ao decidir iniciar um projeto de conhecer 100 pessoas. O trabalho foi feito ao longo de 100 semanas compartilhando cafés com cada uma delas.

O objetivo é apresentar um lado mais humano do café, como uma forma de conexão entre as pessoas, indo além do simples ato de consumir a bebida.

3. Tudo que você precisa saber sobre café|Chandler Graf

Na apresentação de Chandler Graf o palestrante faz seu vídeo com conteúdo voltado para os coffee lovers. Ele explica de maneira rápida, entretanto eficiente sobre todo o processo de produção e preparo do café. Tudo isso para educar as pessoas que estão iniciando na área.

O objetivo é que o público passe a compreender melhor sobre o café que compra, e possa apreciá-lo da melhor forma possível. Para isso, Chandler, que é bioquímico e barista, traz elementos científicos que enriquecem a discussão.

4. A arte culinária do café | David Schomer

Na intrigante palestra de David Schomer compreendemos a sua jornada com o café que começou na infância quando sentiu pela primeira vez o incrível aroma do grão moído. Em seguida, Schomer explica como foi a sua saga para tentar obter o máximo da essência aromática do café no espresso.

Por ser detalhista e cientista, David foi responsável por desenvolver um controle de temperatura eletrônico das máquinas de espresso. A ideia permitiu a evolução desse tipo de preparo e dos equipamentos disponíveis no mercado.

5. Como o café transformou a minha vida|Brad Butler

A palestra de Brad Butler apresenta como ele largou a sua carreira de sucesso no setor imobiliário para dedicar o seu tempo em algo que era apaixonado. Em meio a uma viagem ao Panamá com seus primos, descobriu seu amor pelo café.

Depois da descoberta, voltou aos Estados Unidos e resolveu começar um pequeno negócio de torrefação e comercialização de cafés distribuídos em uma bicicleta. Brad fazia suas torras em uma pipoqueira, e atualmente consegue fornecer café fresco para cerca de 250 empresas locais (tudo de bike!).

Conclusão

Os Ted Talks de cafés surgem como uma ferramenta de inspiração em meio a quarentena abordando diversos pontos de vista dos palestrantes com as suas mais diferentes experiências com o café. Os conteúdos variam de assuntos técnicos a motivacionais.

Vídeos curtos como esses enriquecem o aprendizado, com o compartilhamento de histórias de superação e empreendedorismo. Não é sobre simplesmente o café em si, mas todas as trajetórias de vida que envolvem e se conectam por meio de um elemento em comum.

Quer conhecer mais histórias de pessoas apaixonadas por café? Confira as palestras no canal do TEDx Talks no YouTube.

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Em uma sociedade cada vez mais conectada, os aplicativos de trânsito como o Waze tornaram-se alinhados de motoristas que utilizam a tecnologia para encontrar o melhor caminho para o seu destino.

Além do melhor trajeto, o Waze é uma excelente ferramenta de divulgação para as empresas. Isso porque o aplicativo mostra para os motoristas locais que podem ser visitados próximo à sua localização.

A partir disso, o aplicativo de GPS passa a ser mais uma estratégia de marketing de uma empresa. E você, quer saber como o Waze pode te ajudar a conquistar mais clientes para a sua cafeteria? Continue a leitura! 

O que é Waze?

Criado em 2008 pela Waze Mobile de Israel, o aplicativo Waze pode ser baixado de forma gratuita em smartphones com sistemas Android e IOS. Em 2013 a startup foi vendida para a gigante Google por US$ 966 milhões.

Atualmente o aplicativo conta com mais de 130 milhões de usuários ativos por mês, seja motorista ou passageiro (Waze Carpool). A plataforma opera em 75 países e está disponível em mais de 50 idiomas.

Esse aplicativo de localização é baseado em sistema colaborativo, com diversos voluntários espalhados pelo mundo que compartilham mapas e diversas informações sobre o trânsito.

Passou a ser indispensável para os motoristas e passageiros. Graças à tecnologia, agora é possível otimizar o tempo dentro do carro, encontrar melhores trajetos em menos tempo por meio do GPS e dividir caronas com as demais pessoas.

Dentro do Waze os usuários podem experimentar diferentes funcionalidades:

  • Relato de engarrafamentos;
  • Alteração de pontos de referência;
  • Atualização de números de casas;
  • Informação sobre acidentes;
  • Identificação de  postos de gasolina com preços mais acessíveis;
  • Acesso ao Spotify sem mudar de tela;
  • Cálculo de preço de pedágios.
  • Dentre outras.

Mais que um aplicativo de trânsito, uma rede de amigos

O diferencial do Waze é a rede social, em que usuários podem relatar em tempo real as situações de trânsito como blitz policiais e engarrafamentos. Além disso, o aplicativo funciona como um rastreador de amigos.

Por exemplo, caso o usuário marque a sua cafeteria como destino final. O Waze detecta os outros amigos que também irão beber um café no estabelecimento. Por meio disso, apresenta a distância entre eles e o tempo previsto de chegada. Interessante não?

Como funciona o Waze Ads?

Além de todos esses benefícios para os usuários, existe ainda o Waze Ads, ferramenta de anúncios do aplicativo de trânsito que oferece propagandas baseadas na localização do usuário.

Vale destacar que no Brasil, de acordo com a empresa, são 14 milhões de usuários, considerado o maior mercado comparado aos demais países da América Latina. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo representam 1, 7 milhão e 4,5 milhões de usuários ativos, respectivamente.

Ao anunciar a sua cafeteria no Waze, você pode:

  • Divulgar a sua marca e reforçar a sua imagem para os clientes;
  • Ter um canal com grande visibilidade para fixar a sua marca na mente do consumidor;
  • Aumentar o fluxo de clientes na sua cafeteria.

Além disso, o aplicativo permite segmentar o público que irá receber os anúncios, conforme alguns critérios como:

Audiência: consegue localizar o motorista na sua rota diária, seja pelo destino escolhido ou por meio da variação de distância da própria rota.

Tempo real: a cafeteria poderá escolher um dia da semana ou um horário específico do dia para que o anúncio apareça no aplicativo. A partir disso, consegue enviar mensagens conforme o clima ou o trânsito da região. 

É um ótimo momento para enviar uma mensagem para beber um café quentinho caso o dia esteja frio, por exemplo. Ou um cold brew em dias mais quentes.

Quais os tipos de anúncios?

Para fazer o marketing da sua cafeteria no Waze Local, você pode optar pelas seguintes modalidades de anúncio.

Anúncio de Pin

Os pinos ou pins mostram o logo do estabelecimento, funciona como o letreiro da loja. Têm a função de informar e lembrar aos motoristas que a sua cafeteria está localizada próxima ao seu trajeto ou nas redondezas.

Quando o motorista clica no pin, logo surge um banner e demais informações sobre o seu negócio. Em seguida, o cliente tem a opção de tocar em “dirigir até lá” ou “ligar para loja” para conhecer o seu espaço.

No anúncio de pin você pode colocar em prática toda a criatividade para atrair clientes para a loja, a partir de promoções, imagens chamativas do menu oferecido na cafeteria, etc.

Anúncio de busca

Nesse tipo de anúncio, o seu negócio aparece no topo das buscas quando o motorista procura pelo nome da cafeteria ou por algum estabelecimento próximo. No anúncio de busca, aparece a logo da sua loja.

Essa modalidade é interessante para atrair pessoas que estão nas proximidades. O usuário pode salvar a localização ou a oferta para olhar com mais atenção depois.

Anúncios de Takeover 

A categoria de anúncio Takeover ou Speed Zero funciona como uma espécie de outdoor digital que aparece quando o motorista está com o carro parado. Mostra informações tanto para o público que está próximo ou não do seu negócio.

Por ocupar um bom espaço na tela do usuário, o Takeover pode ser usado para dar informações mais completa e atrativa do seu menu. É possível anúncios programados para depois do almoço, por exemplo, com ofertas de espressos.

Todas as modalidades de anúncios são interessantes, seja para o usuário clicar em adicionar o destino, acessar o site ou entrar em contato pelo telefone. Entretanto há outros recursos que merecem atenção como “adicionar aos favoritos” ou “salvar para ir depois”.

Quanto custa anunciar minha cafeteria no Waze?

Os valores para anunciar no Waze são calculados a partir do Custo por Mil Impressões (CPM), ou seja, a cada 1000 exibições de anúncios, o valor a ser pago é $1.  Por isso pode variar bastante, conforme a estratégia do seu negócio. Porém, para ter uma base, o preço padrão para pins é de $1 e $20 para os anúncios takeover.

Vale destacar que é preciso ter um cartão internacional para começar a anunciar no Waz, com valor debitado na própria fatura.

Vale a pena anunciar minha cafeteria no Waze?

Para quem tem um local físico e aposta em divulgação a partir da proximidade de localização vale a pena. Porém dependerá do objetivo de cada negócio e no quanto você está disposto a investir.

Sem dúvidas, o Waze mostra-se como mais uma opção de ferramenta para atrair clientes para a sua cafeteria. Assim como nas demais mídias digitais, é preciso realizar um planejamento e avaliar o Retorno sobre o Investimento (ROI) ao optar pelo Waze.

O intuito deste artigo foi apresentar como o Waze pode ser uma alternativa de marketing para o seu negócio. Pois muitas pessoas acabam pensando somente em opções tradicionais como Instagram, Facebook, entre outras.

Mas, como foi apresentado, o aplicativo de localização tornou-se bastante popular entre motoristas e passageiros, devido às facilidades para “driblar” o trânsito principalmente das grandes cidades. E ter a sua cafeteria lá pode ser um diferencial no mercado.

Os millennials estão transformando a cultura do café. Uma geração que nasceu e cresceu juntamente com a criação da internet, vivenciando em primeira mão um mundo globalizado e conectado, muito mais questionadora e consciente dos impactos ambientais.

Essa geração chegou para mudar a maneira como o café é produzido, consumido e apreciado, em busca de um bebida com qualidade e que valoriza o produtor.

Conheça mais sobre os millennials nos tópicos abaixo.

QUEM SÃO OS MILLENNIALS?

Os millennials ou Geração Y, são pessoas que nasceram entre 1980 e 1995, atualmente com idade de 25 a 40 anos. São indivíduos que nasceram junto à ascensão da globalização e das tecnologias digitais, fenômenos que transformaram a sociedade e o mundo. 

Existem estudos como o do “Think With Google” que dividem a Geração Y em: Old Millennials e Young Millennials. 

O primeiro grupo, os Old Millennials são de pessoas que foram crianças e adolescentes nos anos 90 e que ficaram parte das suas vidas sem a internet. Apenas em 2007, quando já eram adultos, tiveram contato com as mídias sociais e os smartphones. De acordo com o estudo, esse grupo tende a ter características mais colaborativas, flexíveis e otimistas.

Os millennials são extramente ligados ao ambiente digital

Por sua vez, os Young Millennials nasceram conectados à internet, foram crianças e adolescentes nos anos 2000 e tiveram acesso a redes sociais e smartphones quando ainda estavam na escola. Esse grupo tende a ser financeiramente consciente, questionador e realista.

O estudo completo do Think With Google” pode ser acessado aqui.

Agora que foram apresentadas as características dos millennials, como eles podem influenciar a cultura do café? Continue a leitura para entender.

QUAIS SÃO AS ONDAS DE CONSUMO DO CAFÉ?

As ondas do café estão relacionadas à evolução da maneira de se consumir a bebida ao longo do tempo. São divididas em três: primeira, segunda e terceira onda. Já há rumores sobre a quarta, leia até o final para entender.

PRIMEIRA ONDA DE CONSUMO: CAFÉ COMO FONTE DE ENERGIA


Surgiu no final do século XIX e início do século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, o café nessa época era utilitário, o consumidor via o produto como uma fonte de energia, com o intuito de trazer estímulo para as suas atividades do dia a dia. Não havia uma preocupação com a origem e qualidade do grão, a atenção era voltada somente aos efeitos da bebida no corpo.

Essa onda trouxe as embalagens à vácuo, o café solúvel ou enlatado, tudo visando a rapidez no preparo. O consumidor era responsável pelo próprio preparo da bebida e a comercialização do produto era feita pelos supermercados. 

Os cafés da primeira onda apresentavam características como: predominância do grão robusta, torras mais escuras e sabor amargo.

SEGUNDA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E MASSIFICAÇÃO 


A segunda onda nasceu a partir da preocupação do consumidor em adquirir qualidade e padronização do café, algo que não era presente na primeira onda. A ideia era ter uma bebida que não trouxesse somente uma fonte de energia para o corpo, mas que fosse uma experiência de consumo.

O café passa a ser consumido fora de casa, a partir do surgimento das famosas máquinas de espresso que ajudaram a popularizar a bebida. O consumidor passou a frequentar lugares como Peet’s Coffee & Tea e Starbucks para apreciar o café, além de desfrutar do ambiente de convivência.

Chegada das máquinas de espresso ao mercado marcam a Segunda Onda do Café. Crédito: Dimitri Bong no Unsplash

A experiência de consumo passa a ser valorizada com a utilização de grãos de diferentes lugares do mundo, como Colômbia e Guatemala, além do surgimento da variedade de bebidas à base de café e dos cafés em cápsulas.

TERCEIRA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E EXCLUSIVIDADE 

Os consumidores passaram a procurar cafés diferenciados em cafeterias pequenas que trouxessem diferentes métodos de extração, fugindo do preparo automatizado e massificado, características marcantes da segunda onda do café. 

As principais empresas que adotam o movimento da terceira onda do café são: Blue Bottle, Counter Culture, Intelligentsia e Stumptown.

Na terceira onda, o consumidor passa a se preocupar com os métodos de produção e processamento, origem do café, condições climáticas, notas sensoriais, técnicas e demais fatores. Existe portanto, um consumo consciente com um público cada vez mais exigente.

As cafeterias da terceira onda apresentam cafés especiais, com diferentes métodos de preparo além do espresso com  versões do coado como AeroPress, Chemex, Hario V60 etc. O tipo de preparo passa a ser artesanal, diferentemente da segunda onda que era automatizado.

Método Hario V60. Crédito: Ke Vin no Unsplash

O consumidor busca cafés de qualidade em lugares diferenciados com a presença de torrefadores e baristas, que proporcionam uma bebida única e singular. O objetivo do coffee lover é apreciar uma bebida única, em um ambiente agradável, confortável e estiloso.

Os clubes de assinaturas de cafés especiais surgiram como uma solução para consumidores brasileiros que procuravam cafés de qualidade, mas que tinham dificuldades para adquiri-los.

O aumento dos coffee lovers que buscavam cafés de alta qualidade, criou um segmento que tem crescido no mercado brasileiro: os clubes de assinatura de cafés especiais. A modalidade funciona com a entrega de lotes de diferentes origens para a casa do consumidor.

Quer conhecer mais sobre os clubes de assinatura de café? Confira abaixo a conversa com  Débora Reis do Coffee & Joy e Hugo Rocco, do Moka Clube para saber mais detalhes sobre o crescimento dessa modalidade de venda no Brasil.

Início dos clubes de assinaturas de cafés especiais

Os clubes de assinatura de cafés especiais no Brasil começaram em 2012, Hugo Rocco, pioneiro da modalidade no país, conta como surgiu a ideia de criar o Moka Clube. 

“O clube de assinatura era o único modelo de negócio que conseguimos trabalhar com estoque baixo, pela internet e viajando para as fazendas, que era o nosso grande prazer e objetivo no começo”, aponta.

Coffee Hunter Hugo Rocco seleciona os melhores cafés para seus assinantes. Crédito: Moka Clube

O coffee hunter (caçador de cafés) do Moka Clube fala sobre as dificuldades encontradas para implementar o clube de assinatura e em qual setor buscou inspiração para desenvolver o seu modelo de negócio.

“A dificuldade era conseguir o contato de produtores de cafés de qualidade e a logística, que é nosso grande desafio até hoje. Nós nos espelhamos muito no mercado da cerveja artesanal”, comenta Hugo Rocco.

DNA no café inspira a criação do Coffee & Joy

Idealizadora do Coffee & Joy, Débora Reis, comenta que o desejo de criar um clube de assinatura de cafés especiais está ligado também a tradição cafeeira que a sua família possui no setor. Débora relata que se inspirou em clubes de fora do Brasil e em segmentos de outros produtos como os pet shops.

Eu tive o privilégio de nascer em uma família de cafeicultores do Sul de Minas. O café já é tradição que vem de seis gerações da minha família. Tenho outros dois sócios (João e Sérgio) que também são do interior e que já sabiam, desde antes do café especial estar tão difundido, o valor que tinha naquele café bem preparado e fresco que a gente tomava em casa”. 

Débora Reis afirma que a ideia de criar o Coffee & Joy ocorreu juntamente com seus sócios Sérgio e Marcos, pois enxergaram a necessidade de levar cafés de qualidade para outras pessoas e que elas tivessem a oportunidade de experimentar diferentes sensações ao apreciar a bebida.

Sócios do Coffee & Joy: João, Marcos, Débora e Sérgio. Crédito: Coffee & Joy

“Nós (Eu, Sérgio e Marcos) resolvemos facilitar a obtenção da matéria prima causadora de todos esses sentimentos. Nos juntamos para tornar possível para qualquer pessoa também desfrutar das experiências incríveis que são proporcionadas por cafés de qualidade. O João chegou depois para complementar tudo isso e expandir a busca na origem desses cafés”, disse.

Características dos clubes de assinaturas de cafés especiais

Os coffees lovers podem escolher diferentes assinaturas de cafés especiais no Brasil com entrega de lotes de variadas origens em sua casa na frequência desejada, por exemplo, semanal, quinzenal ou mensal. As três principais características desse segmento são:

  1. Praticidade  O assinante pode receber um café especial sem sair de casa, basta escolher um dos inúmeros clubes disponíveis no mercado. A compra online permite uma facilidade na escolha dos produtos, forma de pagamento e frequência.
  2. Exclusividade  — Os clubes de assinatura de cafés trazem lotes de diversas regiões do Brasil, o que possibilita que o consumidor aprecie grãos que dificilmente conseguiria encontrar por conta própria.
  3. Qualidade  Os clubes de assinatura como o Moka Clube e o Coffee & Joy trabalham com cafés especiais, com produtores escolhidos pelos coffee hunters para garantir a entrega de cafés com aroma, corpo, acidez, doçura e amargor únicos. 

Crescimento dos cafés por assinatura

O mercado de clubes de assinatura de cafés especiais conta com dezenas de empresas no setor, dentre elas as já citadas Moka Clube, Coffee & Joy, além de Grão Gourmet, Grão Café, Have a Coffee, dentre outros.

A assinatura de cafés foi criada com o objetivo de oferecer cafés de qualidade para os consumidores que antes tinham dificuldades em adquiri-los, pois não são encontrados em supermercados, como os cafés tradicionais.

Em síntese, o mercado brasileiro apenas exportava esses produtos, porém com a chegada dos clubes, agora os coffee lovers podem receber os pedidos em suas casas de forma prática.

Débora Reis e Hugo Rocco comentam sobre o crescimento de seus clubes e os planos oferecidos online para os assinantes do Coffee & Joy e Moka Clube.

“Durante a pandemia tivemos um crescimento no número de assinantes, mas que vem acompanhando o próprio crescimento da empresa. A Coffee & Joy é uma startup que tem 4 anos de idade e que vem crescendo todo ano”, enfatiza Débora.

Criada em 2012, a Moka Clube, pioneira no setor também apresenta evolução no número de assinantes da marca “Nossa assinatura teve sempre um crescimento mensal saudável e constante. Acredito que o consumo de cafés aumentará muito ainda, e certamente os assinantes vão acompanhar esse crescimento”, disse Hugo Rocco. 

Planos de assinatura de cafés especiais

Ao fazer parte de um clube de assinatura de cafés especiais, os amantes da bebida podem optar por diferentes planos.

Coffee & Joy

O assinante é responsável por escolher todo o seu pedido, de acordo com Débora Reis, a assinatura do Coffee & Joy funciona diferente de um clube por conta da autonomia do consumidor. Em outras palavras, no site da empresa é possível escolher o café que deseja consumir ou se prefere a sugestão da casa.

“Ele escolhe quantos cafés deseja receber e qual frequência que deseja que seu pedido seja enviado (pode optar por receber a cada 7, 15, 31 dias, ou até mesmo a cada 60 dias)”, comenta.

A idealizadora do Coffee & Joy diz que o custo do envio é calculado na hora, porém que os assinantes têm descontos exclusivos, o que permite receber produtos com fretes grátis dependendo da quantidade escolhida. “Para Belo Horizonte, 2 cafés já tem frete grátis e São Paulo capital, com 3 cafés o assinante, já consegue este benefício”.

Kits do Coffee & Joy. Crédito: Coffee & Joy

Além dos cafés, a empresa envia mimos com uma surpresa a cada mês, podendo ser uma caneca, um pin, um porta copos, adesivos, etc.

Clique aqui para mais informações sobre preços do clube de assinatura do Coffee & Joy.

Moka Clube

No plano de assinatura ofertado pela empresa de Curitiba, os assinantes recebem microlotes de cafés especiais de 250 gramas. Todo mês é possível apreciar produtos selecionados pelo próprio Hugo, que além de idealizador, compõe o time de coffee hunters do Moka Clube.

Segundo Hugo Rocco, o Moka Clube disponibiliza um plano recorrente/mensal com 1, 2 ou 4 pacotes que são enviados em uma caixinha. O consumidor pode escolher como quer receber o seu café, se é na versão em grão ou moído. A empresa oferta produtos exclusivos e brindes para os assinantes.

Microlotes de cafés especiais do Moka Clube. Crédito: Moka Clube

O frete é calculado quando o consumidor digita o CEP do endereço e o pagamento pode ser realizado pelo cartão de crédito ou boleto bancário. Para conhecer mais sobre o plano de assinatura de cafés do Moka Clube e valores clique aqui

Desafios no mercado de clubes de assinatura

Os clubes de assinaturas de cafés especiais passam por diferentes desafios, como conseguir o contato dos melhores produtores e a logística, como citou Hugo Rocco no início da entrevista.

A logística continua sendo um dos desafios do Moka. Crédito: Moka Clube.

Outro obstáculo enfrentado por empreendedores nessa modalidade está relacionado a mudança de hábito do consumidor de café tradicional para café especial. Fazer com que clientes acostumados a comprarem cafés de supermercados passem a apreciar os grãos selecionados é um grande desafio.

“A maior dificuldade no início (na verdade, é uma dificuldade até hoje), foi a de mostrar para o consumidor, o verdadeiro sabor do café especial. Em primeiro lugar porque é cultural, estamos acostumados a tomar uma café extremamente torrado. Em segundo lugar, foi e continua sendo bastante desafiador trabalhar recorrência em um país que isto ainda não é costume”, comenta Débora Reis.

Conclusão

Os clubes de assinaturas de cafés especiais surgiram como um facilitador para que os consumidores pudessem ter os produtos com praticidade em suas casas. Inspirados em outros negócios, os clubes apareceram como uma solução para que os amantes de café pudessem ter acesso aos produtos no mercado nacional.

Além disso, existe uma onda de consumidores de cafés especiais, formada por pessoas que se preocupam com a origem do produto, buscam diferencial e exclusividade. Portanto essa crescente de adeptos a esse mercado, consequentemente impulsiona o número de assinantes de clubes de café no Brasil.

Gostou do nosso artigo sobre clubes de assinatura de cafés especiais? Leia também sobre “Drive Thru de café, será que essa moda pega no Brasil?” e conheça outro modelo de negócio do setor.

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