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Aprenda sobre café e empreendedorismo gratuitamente
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Danilo Negrette

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Diante da pandemia é difícil mensurar com exatidão quantos negócios precisaram fechar as portas em todas as cidades do mundo. As cafeterias foram fortemente afetadas, principalmente, por serem um local de muitos encontros e reuniões de negócios. Antes de apresentar as 8 dicas de planejamento financeiro para cafeterias, vamos pensar em algumas questões:

E agora? Como se levantar nessa crise? Será que apenas aumentar o investimento em marketing é suficiente? Como fazer para manter a sua cafeteria e seus sonhos vivos?

Apesar dos alguns incentivos governamentais para ajudar os micro e pequenos negócios, como cafeterias e restaurantes, tem sido difícil acessar e gerenciar de maneira clara e objetiva esses possíveis empréstimos. O que nem todos sabem é que existem alguns caminhos que podem ajudar nessa hora. Continue a leitura do artigo e veja 8 dicas de Planejamento Financeiro para Cafeterias.

Para nos dar algumas dicas, buscamos um especialista em organização financeira para micro e pequenas empresas. Conversamos com Diogo Guimarães da Poupe-ME Consultoria a respeito desses empréstimos e ele primeiramente orienta que “antes de procurar as instituições (públicas ou privadas) é necessário entender como está o fluxo de caixa da cafeteria, ou seja, como estão os recebíveis e as previsões de pagamento a fornecedores e colaboradores. No caso dos empréstimos, é necessário olhar os juros, o prazo de pagamento e entender sua expectativa de vendas. O mais recomendável é que a parcela do empréstimo não comprometa mais do que 5% do seu faturamento líquido de impostos, sendo isso o ideal, mas não é necessariamente uma regra).”

O Diogo é um dos consultores e sócio da Poupe-ME e deu também algumas dicas para a organização, não só de cafeterias, mas de todos os micro e pequenos negócios cafeeiros. Vamos a elas:

8 DICAS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA CAFETERIAS

DICA 1: Separe as finanças pessoais das finanças empresariais.

Jamais confunda o dinheiro da venda dos seus produtos ou serviços cafeinados com o seu próprio dinheiro. É muito importante ter duas contas bancárias, sendo uma para suas despesas pessoais e outra para seu negócio. Para quem não quer ou não pode arcar com os custos de tarifas bancárias “em dobro”, recomendamos as famosas fintechs (jovens empresas de operações financeiras) que cobram taxas baixíssimas ou, em alguns casos, não cobram. Na maioria das vezes esses bancos não são burocráticos e o processo de abertura de uma conta é bastante simples. Entre as mais famosas estão o Nubank, Banco Original e Banco Inter. Algumas dessas instituições não cobram para emitir até mesmo um boleto de depósito.

DICA 2: Tenha um pro labore definido.

Tente se organizar para conseguir estabelecer uma retirada mensal para sua conta pessoal. Esse valor será o seu pro labore (salário do sócio). Metas e objetivos são importantes e servem de estímulo para ir atrás das vendas, garantindo seu dinheiro ao final do mês e mantendo as contas pessoais em dia.

DICA 3: Anote todas as suas despesas pessoais.

Anote TODAS as suas despesas em uma planilha. Até aquele salgado ou refrigerante que você consumiu na rua. É importante compreender e classificar cada despesa de maneira correta. Esse gasto seria recorrente da empresa ou deveria sair do seu salário? Esses pequenos detalhes fazem grande diferença no final do mês.

DICA 4: Negocie com seus fornecedores.

Negocie prazos e condições de pagamento com seus fornecedores. Em alguns casos, é melhor pagar juros para ter mais prazo; do que pagar à vista e ficar descapitalizado. Nessas situações de incertezas, é importante ter dinheiro em caixa. A pandemia está aí para nos mostrar o quanto é importante ter uma reserva para emergências.


LEIA TAMBÉM: DRIVE THRU DE CAFÉ, SERÁ QUE ESSA MODA PEGA NO BRASIL?


DICA 5: Negocie as taxas de antecipação das maquininhas.

Se você já tem uma conta no banco, negocie as antecipações das máquinas de pagamento. Caso o banco não se mostre flexível, não tenha medo e mude de banco. Relacionamento bancário é importante e as diversas opções existentes vieram para dar mais poder de barganha para os clientes.

DICA 6: Esteja atento às novas taxas praticadas no mercado.

As maquininhas de pagamento são um item importante na venda dos produtos cafeinados e, hoje em dia, existem muitas opções no mercado. Verifique se a sua escolha realmente oferece as melhores taxas e vantagens. Muitas empresas oferecem taxas baixas, mas exigem contrapartidas, como pagamentos mensais ou taxa de retirada ou manutenção de conta. Confira se existem taxas diferenciadas caso tenha a máquina e a conta corrente na mesma instituição financeira, isso pode criar maior poder de negociação com o banco.

DICA 7: Pague com desconto ou invista.

Caso tenha dinheiro em caixa e pagamentos a vencer, negocie com os fornecedores descontos para pagamentos antecipados ou invista o dinheiro em alguma renda fixa de curto prazo. Esses investimentos também ajudam a melhorar seu relacionamento com o banco.

dicas de planejamento financeiro para cafeterias

DICA 8: Crie uma rotina financeira.

Crie rotinas. Verifique suas contas semanalmente, analise seus gráficos, faça as suas projeções de pagamentos e de recebimentos. Essa disciplina é o primeiro passo para encontrar as melhores saídas.

Muitos gestores tendem a dedicar muito tempo na operação do negócio, e isso é muito importante, mas cuidar da saúde financeira do seu empreendimento também é essencial. Educação financeira ainda é um assunto pouco explorado no universo cafeinado. Sabemos os preços das sacas, quanto custa o kg, entre outras coisas típicas desse mundo, mas devemos ir além disso.

Qual o valor do frete? Já negociou o aluguel da máquina de espresso? Remunera adequadamente seus baristas? Investe em cursos para qualificação da sua mão de obra?

Tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis. Caso não tenha tempo para essa tarefa importante, procure ajuda! É importante investir também em profissionais ou consultorias que ajudem nas finanças do negócio.



Depois de todos esses passos, caso ainda precise de recursos para fazer a operação rodar, você pode procurar uma instituição financeira e se informar sobre linhas de crédito. A equipe do Poupe-ME ofereceu uma amostra grátis para os leitores do Barista Wave!

Algumas instituições financeiras:

BANCO DO POVO:

Para as empresas que estão no estado e na cidade de São Paulo existe a alternativa do Banco do Povo. Para socorrer os pequenos empreendedores, eles têm uma linha de crédito de até R$25.000,00, com parcelamento em até 36 vezes e com taxas abaixo de ZERO. A burocracia é um pouco maior, mas vale a pena. Preste bastante atenção aos documentos que você precisa levar. Por se tratar de um órgão público, é interessante não errar na documentação, pois você pode ter sua solicitação atrasada pela falta de 1 simples documento.

CREDITAS:

Dessa vez para todo o país, a Creditas é outra alternativa para os micros e pequenos empresários. Trata-se de uma fintech, que oferece empréstimos de até R$150.000,00 e com taxas próximas de ZERO. A comunicação com eles pode ser feita toda através do Whatsapp ou por telefone, o que facilita a vida de empresários e empreendedores que estão na correria do dia a dia. A contrapartida da Creditas é sempre um bem como garantia (imóvel ou veículo).

ESTÍMULO 2020

Alguns empresários brasileiros, capitaneados por Abílio Diniz, criaram um fundo de apoio para pequenos empreendedores. Chama-se Estímulo 2020. O projeto tem como objetivo conceder empréstimos a pequenos empreendimentos para que possam superar esse momento de pandemia. Juros baixos e você só começa a pagar depois de 3 meses do empréstimo obtido.

UMA OPÇÃO NÃO FINANCEIRA

Uma opção não financeira para o mundo cafeinado é procurar fornecedores que ofereçam melhores prazos de pagamento para a compra de matéria prima, afinal o café é o que faz a roda da nossa microeconomia girar. Um desses fornecedores é o Café Quilombo, que está com condições especiais de pagamento para todas as cafeterias. Há descontos para quem paga à vista e ótimas condições para quem precisa comprar a prazo. Isso tudo sem se descuidar da qualidade do produto. Para conseguir trazer essas vantagens a seus clientes, o Café Quilombo fez acordos com toda sua rede de relacionamento.
Para entrar em contato com o comercial da empresa, clique aqui.

Gostou das dicas de planejamento financeiro para cafeterias?

É importante reforçar o quanto devemos dar a devida atenção à saúde financeira do seu negócio cafeinado. Desde um simples coffee-bike até uma grande cafeteria, respeitando-se as proporções de cada negócio, todos precisam ter as finanças em ordem. Se não tiver tempo, procure ajuda, procure consultorias que possam te orientar durante e após essa crise e tenha como meta se organizar melhor. Tome um café e faça suas contas!


| Esse artigo não é patrocinado e a revista não recebeu qualquer tipo de recurso para divulgação das empresas financeiras listadas no artigos. Em caso de dúvidas, entre em contato diretamente com as empresas.

Precisamos falar de REPRESENTATIVIDADE NEGRA no café especial. Nunca essas palavras foram tão reproduzidas e escritas nas redes sociais.

Mas será que estamos fazendo a coisa certa? Será que basta apenas colocarmos uma tela preta no nosso feed e dizer que somos antirracistas? O racismo está entranhado nas nossas cabeças e é muito mais complicado do que se imagina.

Repare que, quando olhamos a televisão e vemos uma mulher preta com orgulho do seu cabelo crespo estamos gerando REPRESENTATIVIDADE. Representatividade é impactando. É o mesmo que plantar uma ideia na cabeça de quem está assistindo. O impacto disso é sério e relevante.

Isso faz com que os telespectadores (principalmente os mais jovens) tenham vontade de seguir o mesmo caminho que aquela mulher.

Reflita: Quantos negros você conhece como chefs de cozinha nos restaurantes renomados? Quantos negros na tv apresentando um programa de culinária? Quantos negros como baristas nos campeonatos? E torradores? Quantos negros influenciadores de cafés viajando pelo mundo falando das cafeterias? 

O café especial ainda é um produto um tanto quanto elitizado no Brasil e no mundo e o negro ainda está majoritariamente nas operações de base, seja na cafeteria, na lavoura, no carregamento ou na limpeza. Será que foi falta de esforço? Comodismo? Definitivamente, não. O nome disso é racismo estrutural.

RACISMO ESTRUTURAL

O racismo tem várias faces, não só aquela mais agressiva. Ele está aí, na falta de oportunidade de qualificação e na falta de REPRESENTATIVIDADE. É preciso ver mais negros gerindo as cafeterias, aparecendo nas revistas, nas redes sociais, nas propagandas (seja como modelo ou barista).

Para ilustrar um pouco da presença do negro no mercado de trabalho brasileiro, seguem alguns dados:

  1. No Brasil, os negros ganham em média R$1.500, enquanto a população branca uma média de R$3.000.
  2. Nos cursos superiores, apenas 2% dos professores da Universidade de São Paulo é negra.
  3. Nas 500 maiores empresas que operam no Brasil, apenas 4,7% dos postos de direção e 6,3% dos cargos de gerência são ocupados por negros.
  4. Profissões de alta qualificação: Engenheiros (90% brancos), pilotos (88% branco), professores de medicina (89% branco), veterinários (83% branco) e advogados (79% branco).
  5. Apenas 10% dos livros publicados no Brasil entre 1965 e 2014 são de autores negros e dos filmes nacionais produzidos entre 2002 e 2012, apenas 2% são negros.
os dados do texto foram retirados do livro Escravidão de Laurentino Gomes

Será que realmente não precisamos falar de REPRESENTATIVIDADE? Como um jovem negro vai querer seguir por uma carreira promissora se não os vemos lá?

Voltando para o mundo do café, o mais curioso é saber que o café nasceu na África e foi plantado no brasil com a mão-de-obra escrava negra.

A periferia hoje (na maioria negra) nem sequer sabe da existência do café especial. Ela não faz ideia que existe diversidade de grãos, e nem que o café comercial é de qualidade extremamente inferior.

Ela não sabe que existe uma profissão barista e torrador e não sabe nem quem foram os ancestrais dessa periferia negra que plantaram os primeiros grãos de café nesse país.

Podemos corrigir isso? Claro, oferecendo oportunidade de REPRESENTATIVIDADE.

É necessário usar nossos privilégios para falar com essas pessoas a respeito de cafés, ajudando na profissionalização e no conhecimento sobre a lavoura, torra e preparo, fazendo com que saibam que fazem parte desse universo das cafeterias e dos cafés especiais.

 Existem hoje alguns projetos que você pode conhecer e se envolver.

O projeto Quilombo, em parceria com o Academy Barista Wave, oferece cursos de profissionalização com descontos e condições especiais para restaurantes e cafeterias em regiões periféricas e com facilidades de pagamento.

Entendemos que é necessário abrir espaço, utilizar nossos privilégios e conhecimento para abrir as portas para essa população, e engana-se quem acha que isso é caridade…. Isso é amor, isso é reescrever a história. Ainda podemos consertar.

Fomos até o Vila Nova Parada de Taipas (zona norte de São Paulo) e conversamos com o Carlos André, um empreendedor que decidiu abrir uma cafeteria no meio de uma comunidade na cidade de São Paulo. A cafeteria do Carlos André é um dos pequenos negócios apoiados pelo projeto Quilombo.


CONHEÇA O PROJETO QUILOMBO


“A minha ideia foi trazer uma novidade para meu bairro. A gente só tem acesso aos cafés de qualidade quando vamos ao shopping ou bairros mais nobres e quando chegamos lá, não nos identificamos”.

Hoje a cafeteria do André ainda está em desenvolvimento, ela fica dentro de uma barbearia que também traz as novidades das barbearias das regiões nobres da cidade.

“Quando decidi abrir meu negócio, a primeira reação da comunidade foi de espanto, me chamaram de audacioso. As pessoas estão ansiosas para ter um local onde possam se encontrar, ligar o notebook e conversar sobre novos negócios para região”.

A maior parte dos clientes da barbearia e cafeteria do André são homens que sentem falta desses locais que estão acostumados a ver na região onde trabalham e não onde moram. O Adrian (sócio do André na cafeteria) é afrodescendente e trabalhou durante anos na manutenção de uma grande empresa de locação de máquinas. Agora chegou a hora dele estar na linha de frente de uma cafeteria e não mais nos bastidores. Bacana, né? 

E você, o que pretende fazer para acabar com o racismo?