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KOAR

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Você conhece a história do método Koar? Venha saber a jornada do método de extração de café genuinamente brasileiro, que é jovem, mas já tem muitas experiências para contar!

Sempre nos lembramos que o Brasil é o maior produtor de café do mundo, porém éramos carentes de métodos de extração desenvolvidos por brasileiros, não é mesmo? 

Contribuindo para mudar esse cenário, em março de 2017, o Café, elemento que sempre aproxima as pessoas, reuniu alguns de seus entusiastas: um publicitário (Fernando Sá), uma barista (Lidiane Santos / Kaffe Torrefação e Treinamento) e um engenheiro mecatrônico (Filipe Santiago) para criarem e desenvolverem um método que possibilitasse um resultado de bebida doce e encorpado. 

Koar de Cerâmica


UM PROPÓSITO SENSORIAL

Para alcançar o sensorial desejado, a ideia foi uma fusão de estilos de filtros e porta-filtros que favorecessem ressaltar a doçura, corpo e ainda trazer uma agradável acidez ao café.

Após alguns protótipos de silicone impressos em 3D e muitos testes, em 2017 foi lançado em Pernambuco, o primeiro Koar, feito em cerâmica vitrificada.

O design desse método cônico apresenta 16 sulcos em forma de ondas com uma profundidade que permite que o filtro de papel não fique aderido às paredes do porta-filtro. Isso cria um espaço que possibilita um fluxo de ar, de forma a favorecer maior velocidade à extração do café. 

Com uma angulação de 55°, possui um único furo central (de 15mm) para reter a saída, resultando em um equilíbrio da passagem da água, proporcionando assim, extrair um café com o sensorial almejado pelos idealizadores. 


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COAR COM K

A escolha do nome ficou entre Método Koar e Metódo K  (sugestão de Eudes Santana, esposo da Barista Lidiane e sócio da Kaffe TT) , já que COAR era sua finalidade e a letra K estaria relacionada à Kaffe e Kika, também sócia da empresa. Ambos os nomes foram devidamente registrados. Como sabemos, Koar foi o eleito.

Fernando, Felipe e Lidiane, desenvolvedores do Koar

VERSÕES DO KOAR

Koar de cerâmica

O Koar de Cerâmica é artesanal e por ser pintado à mão, cada peça é singular, sendo apreciado inclusive como peça decorativa. Suas cores são inspiradas em asas de borboletas e assim como na natureza, cada uma delas é única.

Mas o Café continuou favorecendo encontros providenciais para o time da empresa Koar. No início de 2019, após servir e encantar Fernando Sá com um bom café servido num copo especial de chocolate, Juscelino Bourbon (barista e engenheiro) assumiu o desafio para o desenvolvimento do Koar em metal. Com sua expertise em plásticos e muita pesquisa, trouxe ainda a solução para o desenvolvimento do método em outros materiais. Hoje segue à frente dos projetos como sócio da empresa.

Koar de Acrílico

A produção do Koar de Cerâmica se mantém em Pernambuco, berço da cultura brasileira do artesanato em barro. Já os outros materiais têm sua manufatura no interior de São Paulo.

 O Koar de Acrílico, lançado em novembro de 2019  tem o preço mais acessível e maior capacidade produtiva, sendo o modelo mais popular entre eles.

 

Koar de Aço Inox

O Koar de Aço Inox, traz a possibilidade de acoplar uma válvula que possibilita retenção do líquido da extração ainda dentro do porta-filtro. O sistema permite uma infinidade variações de receitas, já que torna o coador um método híbrido entre percolação e infusão.

 

NOVOS PRODUTOS

A Koar Café do Brasil também desenvolveu e já disponibiliza no mercado seu próprio filtro de papel, que é produzido com a qualidade da Celupa®  tendo a versatilidade de se encaixar perfeitamente também no porta filtro V60-02 da Hario. 

Filtro de papel Koar

A empresa oferece ainda outros acessórios como suportes, decanter e bolsas e, segundo Fernando Sá, brevemente será lançado o modelo do Koar em Porcelana, além de outros acessórios como xícaras, canecas, estação de extração e novo decanter.

Já com diversos pontos de distribuição em alguns estados no Brasil, a Koar têm planos para exportação em 2021, com acordos sendo firmados na América Latina; Kika Lira (uma das sócias da empresa), já está na Europa preparando tudo para o Koar chegar lá também. 

KOAR EM CAMPEONATOS

Em março de 2019 surgiu a primeira Copa Koar, em parceria com a IL Barista Cafés Especiais em São Paulo. O evento contou com 30 competidores que apresentaram aos juízes sua melhor receita no Koar e o barista Rafael Rodrigues faturou o primeiro lugar. 

Em novembro de 2019,  a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) realizou na S.I.C ( Semana Internacional do café) o Campeonato Brewers Cup sob licença da WCE (World Coffee Events).  Luis Felipe Regueira, representante da empresa Koar, e também um dos baristas envolvidos nos testes de desenvolvimento do método, estreou sua participação em competições com o recém lançado Koar de Acrílico e garantiu, com muita emoção, o terceiro lugar no pódio.

Luis Felipe Regueira

Em março de 2020, aconteceu a segunda edição da Copa Koar. Dessa vez, dentre 27 competidores, a final foi disputada por três baristas mulheres e a campeã foi Jéssica Lada, que venceu com sua receita no Koar de Acrílico. Mariana Bahls foi a segunda colocada e eu, Andrea Menocci, conquistei o terceiro lugar, com muita alegria.

Eventos assim fomentam todo o setor cafeeiro, pois reunem todos os elos do mercado de cafés, desde produtores, torrefadores, cafeterias até baristas e coffeelovers em um encontro recheado de valores que incentivam o consumo cada vez mais apaixonado por cafés especiais.

INDICAÇÃO DE RECEITA

A capacidade máxima sugerida para o Koar é 30 g de Café, já que que seu volume máximo comporta até 300 ml.

Para elevar mais ainda a doçura é recomendada uma pré-infusão de 30 a 40 segundos e em seguida mais dois ou três despejos até completar o total da água utilizada conforme a proporção da receita que lhe agrade.

De acordo com Luís Felipe e os campeões das duas primeiras edições da Copas Koar, o método tem muita qualidade,  seu desempenho traz versatilidade, uma vez que permite o desenvolvimento de diversas receitas com ótimos resultados na xícara, sendo ideal para uso pessoal ou profissional.

Método Koar

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Até o momento, essa é a história do método Koar,  e não é à toa que se tornou o método queridinho de muitos baristas e coffeelovers.  Além de ser um produto nacional (100% criação pernambucana), traz essa riqueza de detalhes, emoções e ainda mais experiências sensoriais para apreciarmos nossos primorosos cafés.  

De fato, o Koar ainda tenha muitas histórias para contar e encantar! Vamos Koar ?

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A BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) inicia novo protocolo e certifica método de preparo de café especial. Quer saber como?  Confira aqui.

O que faz a BSCA?

O site da BSCA aponta que a associação tem por finalidade, o desenvolvimento de parcerias para pesquisas, difusão de técnicas de controle de qualidade e com as promoções de produtos, consegue elevar os padrões de excelência dos cafés brasileiros oferecidos nos mercados interno e externo.

Quais as outras especialidades da BSCA?

Entre o coado e o espresso existem infinitas maneiras de preparo, não é mesmo?

Em casa, nos escritórios, nas cafeterias e em muitos serviços de alimentação, inúmeros tipos de coadores e utensílios para o preparo de cafés, são utilizados.

Muitos deles, objetos de desejo dos consumidores e amantes de cafés, que os ostentam por seu design, beleza e maneiras diferentes para verdadeiros rituais de preparo.

método de extração


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Como funciona a certificação da BSCA?

Baristas elegem seus métodos favoritos, seja pela praticidade na operação, pelo resultado de bebida que entregam ou para disputar nas diversas modalidades de competições de barismo.

Mas para nós, brasileiros, existe um grande problema. A maior parte desses acessórios não são fabricados aqui e as taxas de importação elevam bastante o custo para aquisição desses utensílios.

Diante disso, a BSCA buscou desenvolver uma certificação dos produtos criados e fabricados no país, com o propósito de reconhecimento e valorização de métodos nacionais.

Koar de cerâmica
Koar de Cerâmica

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E então, o pioneiro nessa certificação de métodos de preparo de café especial foi o método Koar, com reconhecimento em 28 de janeiro de 2021.

modelo de certificação de método de preparo da BSCA
Certificação de Método de Preparo pela BSCA

O Koar foi desenvolvido em Pernambuco e lançado em 2017, com um design que facilita alcançar as notas mais doces e encorpadas nos cafés. É fabricado em 4 tipos de materiais: cerâmica, acrílico, inox e porcelana.

Além dos coadores, a empresa Koar desenvolveu filtro de papel próprio, e uma linha de outros acessórios, como decanter graduado, suportes, canecas, bolsas, entre outros, que fazem a alegria dos coffee lovers.

Quais são os critérios de certificação?

Entrevistamos Vanusia Nogueira, diretora da BSCA, para sabermos como foi o processo de certificação de um método de preparo.  Você também poderá assistir a entrevista na íntegra, no YouTube.

Os fabricantes do método devem ser associados à BSCA e atender os requisitos básicos para a certificação.

É primordial que o método de preparo permita manter a qualidade sensorial de cafés certificados pela BSCA.

Os cafés selecionados para o teste, mantêm, no pós-torra, as mesmas características descritas nos cafés verdes, segundo a avaliação de degustadores profissionais.

O resultado final não poderá apresentar nenhum gosto ou aroma residual, seja do material do utensílio ou do filtro utilizado.


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Os materiais dos coadores, ou o filtro de papel, não podem interferir na qualidade sensorial da bebida, mantendo as características originais dos cafés.

A avaliação é feita às cegas, por degustadores e baristas, por meio de análise comparativa a outros métodos tradicionais no preparo de café filtrado.

Sendo assim, segundo os avaliadores, o café preparado no Koar, tanto de acrílico, como o de cerâmica,  mantiveram os atributos dos cafés, garantindo ao método Koar, a chancela da BSCA como um método aprovado para o preparo de cafés especiais.

Além do sabor, a usabilidade

No desenvolvimento deste protocolo, outras questões também foram pontuadas, como praticidade no manuseio, embalagem, assim como instruções de uso para o consumidor, como fatores relevantes na certificação.

O fabricante certificado recebe um documento da BSCA e a autorização para o uso do selo em seu produto.

E assim, um caminho se abre para outros fabricantes nacionais que buscam reconhecimento para seus produtos, fomentando a manufatura de acessórios de qualidade e de fácil acesso para os consumidores de cafés do Brasil e do mundo.

Merecemos, não é?

Os métodos Pour Over são métodos percolativos gravitacionais, pois é necessário despejar a água sobre o café moído, para ainda passar por um filtro. No Brasil, talvez o termo Pour Over seja pouco conhecido, mas se usarmos a expressão: café coado ou café passado, talvez facilite a compreensão.

Neste artigo, vamos ampliar seu repertório de métodos de preparo de café com uma coletânea caprichada de diferentes métodos tipo Pour Over. Confira nos tópicos abaixo!

O QUE É PERCOLAÇÃO?

 

Pour Over e Percolação

Antes de apresentarmos a coletânea de métodos tipo Pour Over, é importante que você entenda o que significa percolação!

Percolação ou Lixiviação é  um termo bastante usado em geologia, trata-se da extração de componentes solúveis, passando solventes por materiais porosos. Por exemplo, quando nós preparamos um café, a água é o solvente que, ao passar pelo café moído (material poroso), extrai dele as substâncias solúveis, resultando na bebida que conhecemos. 

PERCOLAÇÃO X INFUSÃO

Portanto, a percolação acontece quando a água passa pelo café, pela ação da gravidade, (como nos casos de coadores como o V60) ou pela pressão, como nas máquinas de espresso ou na cafeteira italiana, extraindo seus compostos para a bebida final.

É diferente do método de infusão, em que o café fica imerso em água, para depois ser filtrado, como na prensa francesa ou Ibrik. 

A diferença na xícara, se traduz em uma bebida mais leve e limpa (principalmente se utilizado um filtro de papel), porém menos densa e encorpada em relação aos métodos de infusão.

1. BRASILEIROS

ARAM e ARAME

Aram Espresso Maker

A união de um mestre artesão, vencedor de vários prêmios de design e um engenheiro civil e barista foi a liga certa para a criação da linha da Aram Soul Craft, que produz artesanalmente, desde máquina para espresso até tamper de compactação.

A Aram é uma cafeteira portátil de design sedutor e anatômico, que, sem uso de eletricidade, permite extrair um café espresso.

Será necessário acrescentar água quente no compartimento superior e o café moído no porta-filtro. A pressão na extração, será controlada pela velocidade aplicada na manivela, e então, o resultado será um verdadeiro café espresso, extraído manualmente.

Coador Arame

O Arame é um suporte para acomodar filtro de papel em formato cônico para o preparo do café, feito em aço inox,  e portanto,  resistente e durável.  O contato das paredes com o filtro é mínimo, o que facilita a liberação dos gases, além de permitir a visualização do processo de extração pelas paredes externas.

COADORES DE MADEIRA DA WOOD SKULL

Coador de madeira Wood Skull, modelo duplo

A WoodSkull é uma empresa de design em madeira, que desenvolveu essa linha voltada ao café, além de outros acessórios , como drip station e canecas. Como todos os produtos Wood Skull, os coadores evidenciam a beleza da madeira, que confere sua personalidade no aroma da bebida produzida neles.

Coador Aster

O Coador de Café de Madeira Woodskull, tem espirais esculpidas em formato cônico, em um bloco maciço de Itaúba, madeira que foi escolhida por garantir que seu perfume passe para a bebida na medida exata.

Entorno

O modelo Astér é feito em Jatobá maciço, com hastes anguladas que lembram o movimento da água no processo de extração e fazem com que o filtro de papel tenha menos contato direto com a madeira. Os sulcos internos colaboram para uma rápida passagem da água.

O modelo Entorno é feito em Garapeira maciça e foi desenvolvido em parceria com a torrefação Moka ClubeA capacidade de todos é para o preparo de até duas xícaras, pois comportam o filtro cônico de papel tamanho 01.

COADORES DE CERÂMICA DA FELLINE

Coadores de Cerâmica da Felline

O casal de ceramistas da Felline desenvolveram peças utilitárias em cerâmica para o preparo de café, entre eles, dois modelos de coadores. Um, para preparo individual, em formato que acomoda filtro cônico como o V60, e outro, para preparar volumes maiores, com o fundo reto e diâmetro de saída menor, que acomoda filtro como o 102 da Melitta.  As laterais, em formato de dobradura tipo leque, além de conferir beleza ao método, favorecem a aerodinâmica da extração.

COADOR Z

Coador Z

O Taiwanês Tony Chen  após apaixonar-se por cafés, já residindo aqui no Brasil, desenvolveu depois de muitos testes com diversos baristas, um coador artesanal em cerâmica, com design minimalista, linhas retas e cores inspiradas na arquitetura contemporânea.

O coador Z possui formato cônico, com ranhuras internas para direção do fluxo da água, que se alternam entre linhas contínuas até o fundo ou até a metade do cone para um equilíbrio na retenção do fluxo durante a extração.

CONE COFFEE

Cone Coffee

Com a ideia da afetividade sugerida pelo coador de pano, mas com a praticidade do filtro de papel descartável, um engenheiro e uma barista, fabricantes de suportes para coadores, desenvolveram um suporte para o filtro de papel.

No Cone Coffee, o filtro de papel fica preso apenas na parte de cima por um anel de metal, com a mínima interferência do suporte durante a extração. Comercializado exclusivamente pela Flavors, é disponível apenas no tamanho 01, portanto para o preparo de até 240 ml.

KOAR

Em março de 2017, em Pernambuco, um publicitário, uma barista e um engenheiro mecatrônico desenvolveram o KoarO design desse método cônico apresenta 16 sulcos em forma de ondas com uma profundidade que permite que o filtro de papel não fique aderido às paredes do porta-filtro. Isso cria um espaço que possibilita um fluxo de ar, de forma a favorecer maior velocidade à extração do café. 

métodos tipo pour over
Koar. Porcelana, Acrílico, Inox com válvula e Cerâmica

Com uma angulação de 55°, possui um único furo central (de 15mm) para reter a saída, resultando em um equilíbrio da passagem da água, proporcionando assim, extrair um café com o sensorial almejado pelos idealizadores: café doce e encorpado.

Em 2021, o Koar foi Certificado pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) como método de extração de cafés especiais e, não é à toa, que muitos baristas o escolheram para competições de barismo, incluindo a Copa Koar. É disponível em 4 tipos de materiais : cerâmica vitrificada (artesanal e pintado à mão), acrílico, porcelana e metal (aço inox), esse último possui uma válvula de retenção, tornando-o um híbrido entre infusão e percolação. 


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2. ALEMÃES

CHEMEX

método Chemex
Chemex para 6 xícaras

Patenteada em 1939 pelo químico alemão Peter Schlumbohm e lançada em 1941, a Chemex tem esse visual de equipamento de laboratório, não é por menos. Em vidro borossilicato e um design que lembra uma ampulheta e colar de madeira de seringueiras da Malásia, foi criada com o objetivo de reduzir o amargor da bebida.

Isso se dá ao seu filtro próprio, um papel grosso, que ao ser dobrado, um dos lados fica com com três camadas de papel. O papel fica totalmente aderido às paredes do método e por essas condições, o fluxo da passagem de líquido é lento, e portanto, sugere moagens mais grossas. 

Perfeita para quem valoriza cafés delicados e bebida limpa, a Chemex ganhou inúmeros prêmios por seu design, e é encontrada em museus do mundo todo, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York. Disponível em 2 tamanhos, para 3 e 6 xícaras.

MELITTA

Melitta Acrílico 1/2 e Porcelana N4

Em 1908, na Alemanha, a Sra Amalie Auguste Melitta Bentz, incomodada com os resíduos de café gerados pelo coador de pano, improvisou um coador, perfurando o fundo de uma caneca de latão com martelo e pregos. Recortou um pedaço de papel mata-borrão (um tipo de papel muito absorvente) e encaixou-o no fundo do aparato.

Preparou, enfim, um café sem resíduos e mais agradável, criando o primeiro sistema de coador com filtro descartável. Obteve sua patente registrada em 08 de julho de 1908, mudando a história do preparo e consumo do café para  sempre. 

Atualmente, existem diversos tipos de porta-filtros Melitta, em diferentes materiais e tamanhos, com ranhuras e tamanhos de furos de saídas diferentes também. O ideal é utilizar o tamanho adequado à necessidade de volume para melhor performance do aparelho.

De forma geral, a sua saída pequena resulta em um tempo de extração mais lento, mas é possível trabalhar todas as demais variáveis para balancear a extração, como granulometria, despejos, e proporção.

WALKURE BAYREUTH

WALKURE BAYREUTH

A Walkure é uma fábrica de porcelana alemã, que projetou uma cafeteira totalmente em porcelana, incluindo seu sistema de filtragem em duas peneiras, que dispensa o uso de papel. Seu design favorece tanto o preparo, quanto para servir o café, em utensílios que se encaixam e se sobrepõem. Na parte de cima, um acessório é usado para distribuir a água de maneira uniforme sobre o café moído. O ideal é utilizar moagem média a grossa nesse método.


SAIBA MAIS : CHEMEX A ARTE EM FORMA DE MÉTODO


3. ESTADUNIDENSE

AEROPRESS

Criada pelo americano Alam Adler em 2005, a Aeropress Coffee Maker teve como objetivo, preparar um café de forma prática. Feita em material plástico livre de BPA, é muito versátil. Combina percolação e infusão e o resultado da bebida é limpo, uma vez que os resíduos ficam retidos no filtro de papel da base. No entanto, o café é mais encorpado, pois a pressão aplicada no pistão, empurra os óleos essenciais da extração, para além do filtro.

Método pour over aeropress
Aeropress Coffee maker

Originalmente, foi pensada para ser usada com sua base do filtro virada para baixo, para o café ser acomodado sobre o filtro de papel, e assim a água ser despejada. 

Dessa forma inicia a extração por percolação, depois de um tempo determinado, é colocado o êmbolo para pressionar e finalizar a extração. No entanto, a criatividade dos usuários logo entendeu a possibilidade de outra forma de uso: o modo invertido, onde o café fica em infusão, para depois ser virado e pressionado.

Apaixonados pelo método organizaram a competição de preparo de café na Aeropress, que atualmente, acontece a nível mundial, a World Aeropress Championship.

4. JAPONESES

KONO MEIMON

método Kono Meimon
Kono Meimon

A Kono Coffee Siphon Company lançou em 1973 o porta-filtro Kono Meimon, considerado o primeiro método cônico sem a base achatada (como o Melitta ou Kalita). O furo de saída é bem largo, e dispõe de 12 ranhuras laterais, na metade inferior do coador. Foi o método que inspirou o famoso V60.

KALITA 

método Kalita Wave
Kalita de Inox e Filtro Wave

A Kalita Co. é uma empresa familiar japonesa, que fabrica equipamentos de café desde a década de 50.  O diferencial desse porta-filtro é sua base achatada e três furos pequenos, que promovem uma retenção do fluxo por mais tempo e a cama do café mais uniforme. Isso colabora para perfis sensoriais mais doces e encorpados.

O filtro de papel ondulado do modelo Kalita Wave cria a aerodinâmica ideal para equilibrar o fluxo e trazer mais consistência na extração.

Disponível também em outro modelo, trapezoidal, com 3 furos alinhados, bem similar ao Melitta. Disponível em materiais como vidro e inox e acrílico e cerâmica.

V60 

Lançado em 2004 pela empresa japonesa Hario, que desde 1920 fabrica produtos em vidro para laboratório, é a mesma fabricante do método Syphon (conhecido como Globinho) e outros acessórios para chá e café. 

Método V60
V60 by Tetsu Kasuya

Em formato cônico e com ranhuras internas em espirais, o termo V60 é uma referência à sua angulação, que forma um vértice de 60 graus. O diâmetro de saída permite maior velocidade e é possível controlar diversas variáveis para a extração, sendo um método muito versátil para diferentes perfis de bebida e, por isso, é um muito apreciado entre baristas e coffee-lovers.

Primeiramente, foi fabricado em cerâmica e vidro, depois em plástico e metal, tendo duas versões especiais mais populares: uma de cobre e outra com base de madeira de oliveira.

O japonês Tetsu Kasuya, barista campeão mundial de brewers de 2016, assina um dos modelos do V60, desenvolvido especialmente para a técnica de extração desenvolvida por ele, com diferenciação nas ranhuras internas.

ORIGAMI DRIPPER 

Origami Dripper

Criado em Nagoya, no Japão, o Origami Dripper foi idealizado pela Trunk Coffee, feito em Mino Ware,  uma das cerâmicas mais prestigiadas do Japão, com mais de 400 anos de história.

O porta-filtro lembra mesmo o que seu nome sugere: Origami, um papel delicadamente dobrado.

Ele é cônico, com 20 canais verticais, que criam fluxo de ar para manter o gotejamento sem obstruções, o que lhe dá grande controle sobre a velocidade de extração. Disponível em diversas cores, pode ser usado com filtro de papel cônico como o do V60, mas também acomoda perfeitamente o filtro Kalita Wave, o que trará nova experiência para a bebida.

BONMAC

método Bonmac
Bonmac

Foi elaborado pela equipe de pesquisa e desenvolvimento da empresa japonesa,  Lucky Coffee Machine Co.  Tem formato de cunha com o fundo reto, muito similar ao Melitta. Promete ser um bom método para os coffee geeks iniciantes, pois,  mesmo sem o uso de uma chaleira de bico com controle de fluxo, promete uma extração equilibrada.

É de porcelana, com furo pequeno de saída e ranhuras apenas no final do corpo do porta-filtro. Possibilita uma bebida mais doce e encorpada.  A partir do primeiro modelo , desenvolveram sua versão mais profissional, chamada Pro Cone, com dois furos de saída e ranhuras por toda a extensão das laterais

5. OUTROS PAÍSES ORIENTAIS

HSIAO 50º DRIPPER

método HSIAO 50º
HSIAO 50º

Fabricado pela HSIAO Coffee, o método em porcelana tem ângulo de 50º, sem ranhuras internas e uma leve inclinação na borda que favorece maior ergonomia nos despejos. Vem com um molde para dobrar adequadamente os filtros cônicos do tamanho do V60 para o encaixe perfeito no HSIAO 50º.

Segundo seu designer, foi projetado para elevar a taxa de extração e ressaltar as características próprias dos cafés, como as notas florais e frutadas.

CLEVER DRIPPER

método pour over Clever Dripper
Clever Dripper

De Taiwan, Clever Dripper é um método versátil (clever = esperto), fabricado em acrílico, que possui um sistema de fechamento da saída do coador (trava “shutt off”).

Ao apoiar sua base sobre a borda de uma jarra ou xícara, esse sistema permite o escoamento do líquido filtrado. Dessa forma, agrupa os dois métodos de preparo: percolação e infusão, possibilitando criar diversas receitas, com inúmeras combinações entre elas, para diferentes resultados de bebida.

O formato é trapezoidal e seu filtro próprio é similar ao da Melitta. Disponíveis em 2 tamanhos, 300 e 500 ml, acompanha acessórios como tampa e base anti respingo.

DECEMBER DRIPPER 

método December Dripper
December Dripper

É um porta-filtro de origem coreana, feito em aço inox, com um colar de borracha para a proteção das mãos.  É similar ao Kalita, cônico e de fundo chato, inclusive o filtro recomendado é o Kalita Wave.

O diferencial do December é sua base giratória, que permite ajustar a abertura dos furos de saída, regulando-os para manter fechado, ou abrir 4, 8, ou 12 furos. Dessa maneira, controla-se o fluxo de extração e na posição fechada, funciona como infusão, da mesma forma que a Clever ou Gina, com suas válvulas fechadas. Essa regulagem é possível durante a extração, inclusive, possibilitando estágios diferentes de fluxos em uma mesma receita.

PHIN VIETNAMITA

Método de café Phin Vietnamita
Phin Vietnamita

Um aparelho popular e de custo baixo, parecendo uma xícara ou uma pequena panela, feito em inox ou alumínio, e pode ser apoiado diretamente sobre a xícara. Composto por uma câmara de fundo chato e cheio de furos pequenos, uma prensa com uma alça, e a tampa. Serve apenas uma dose e não requer filtro de papel, portanto, é importante considerar a moagem correta. 

Originalmente, é usado com moagens bem finas, e o tempo de escoamento pode durar até 5 minutos. O resultado de bebida é encorpado, pela presença de óleos essenciais e alguns fines.

No popular drink de café vietnamita, usa-se leite condensado, e pode ser servido quente ou com gelo. O costume é utilizar café robusta e torras escuras, e provavelmente o uso do leite entrou para reduzir o amargor. Como o leite condensado é de fácil armazenamento, transporte e conservação em relação ao leite fresco, o drink se popularizou assim.

6. OUTROS PAÍSES EUROPEUS

GINA

Método de café Gina Smart
Gina Smart Dripper

Criado pela GOAT Story na Eslovênia, Gina é o método inteligente ou high tech no preparo de Café. 

Em formato cônico e um design futurista, possui uma válvula em sua base, permitindo três tipos de operação: com a válvula aberta, percolação; com a válvula fechada, infusão. E regulando a abertura desejada, pode funcionar como um sistema de gotejamento a frio. 

Sua versão smart possui um dispositivo eletrônico que funciona por bluetooth, através de um aplicativo conectado ao celular ou tablet. Por esse sistema é possível registrar a receita, tempos, quantidades e compartilhar com a comunidade Gina os seus resultados e também replicar outras receitas.


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ALTO AIR

Alto Air Dripper

O suporte Alto Air é feito de metal e compatível com filtros em forma de cone. Foi projetado para o menor contato do coador com o filtro de papel, minimizando entupimentos e favorecendo resultados de extrações mais consistentes.

É mais um exemplo que alia estética, design e funcionalidade.  E esses foram os objetivos de seus criadores, da fábrica Bairro Alto, que se inspiraram a desenvolver esse porta-filtro em uma viagem a Lisboa, Portugal, especificamente ao bairro do mesmo nome.

Em suas versões, diferenciam-se nos materiais empregados. Alto Air Dripper  e o Mini Dripper em aço inoxidável e o Alto Air Copper em alumínio, revestido de cobre.

CAFETEIRA BODUM POUR OVER

Cafeteira Bodum Pour Over
Bodum Pour Over

Fabricado pela Bodum, na Suíça, famosa nos utensílios para café e chá, é um sistema para o preparo de café, com filtro permanente, de plástico com tela de aço inoxidável.

Com essa característica, traz o apelo mais sustentável, já que não utiliza filtro de papel, favorecendo uma bebida mais rica em óleos essenciais.  

Em dois modelos, um em conjunto com jarra de borossilicato adornada de um colar para proteção das mãos e outro, formado por um porta-filtro de acrílico e caneca.

EVA SOLO POUR OVER

Método Pour Over Eva Solo
Pour Over Eva Solo

Eva Solo é uma empresa de design dinamarquesa que tem outro sistema para preparo de café por infusão. Mas aqui, vamos apresentar o seu sistema Pour Over

Dotado de uma jarra de serviço com alça e bico, uma chapa de alumínio cônica que é o próprio filtro e uma tampa de rolha de cortiça, para manter a temperatura e aromas do café pronto. Sustentável, traz um café mais encorpado e linhas elegantes.

7. MÚLTIPLAS NACIONALIDADES

COADOR DE PANO / NEL DRIP

coador de pano
Nel Drip Hario

O uso de pano é o mais antigo dos processos de filtragem do café, não há registros de onde surgiu exatamente, acredita-se que por volta do final do século 18, início do século 19. Primeiramente, usados tecidos como o linho, e depois as flanelas de algodão, em diversas tramas.

Esse métofo foi criado em uma época onde a qualidade do café era pouco explorada, a ideia foi produzir uma bebida com menos presença do pó, deixando-a mais agradável ao paladar. 

O filtro de pano retém menos os óleos essenciais do café e permite um fluxo mais rápido, quando comparado aos filtros de papel, por isso, usar moagens mais finas é um bom recurso para equilibrar a extração. 

A empresa Hario, do Japão, desenvolveu o modelo Nel Drip, trazendo uma jarra com design mais elegante ao popular coador de pano. Lembrando que os coadores de pano exigem maiores cuidados com a higiene, armazenamento adequado (sob refrigeração) para evitar a proliferação de microrganismos como fungos e bactérias.

COADOR DE INOX POUR OVER

Coador pour over
Coador de Inox pour over

Com o apelo de ser mais sustentável, feito em aço inox, portanto bastante durável, dispensa o uso de filtro de papel. Em formato cônico, os filtros de metal possuem buracos com diâmetro aproximado de 50 micrômetros (quase três vezes maior que os poros dos filtros de papel), por isso é comum a passagem do micro pó para a bebida, além de maior presença dos óleos essenciais também.

Uma das marcas famosas a fabricar esse modelo é a Bialetti, criadora da cafeteira italiana Moka.

COLLAPSIBLE COFFEE DRIPPER OU COADORES DOBRÁVEIS

Brass Collapsible Adaptável a qualquer formato de filtro

Para facilitar a vida de quem não abre mão de levar seu próprio  sistema de preparo de café por onde for, existem diversos modelos portáteis e dobráveis.

Chapa de metal, Foto de Kevin Kelly

Em diversos materiais e formatos, o mais versátil é o Brass Collapsible Coffee Driper, que é adaptável a filtros de papel diferentes como o V60, Kalita Wave ou Melitta.

CONCLUSÃO

Como vimos, são diversos modelos e cada qual com suas características e capacidades de nos proporcionarem bebidas diferenciadas, possibilitando que, desde o consumidor até os baristas mais experientes, possam explorar cada um deles.

A influência do design, materiais, angulações, diâmetro de saída e principalmente as paredes ou ranhuras que irão facultar aderência do filtro de papel em diferentes níveis em cada um deles é o que tornarão o desempenho de cada utensílio desse, único e desafiador.

Independentemente do utensílio que você prefira para preparar seu café, o que eu recomendo é que você adquira cafés de boa qualidade, de preferência em grãos, para que você possa moer na hora do preparo. Dessa forma, preservará toda a experiência aromática para sua xícara.

E lembrando que em cada coador, caso sejam alterados quaisquer parâmetros do seu jeito de fazer café, como a granulometria, temperatura da água ou a maneira como se despeja água sobre o café moído, você terá oportunidades diferentes de produzir perfis de sabores com o mesmo café. 

Neste artigo, eu trouxe apenas alguns dos exemplares de modelos pour over gravitacionais, mas ainda existem inúmeros outros, de diversos desenhos e tipos de preparo.

Diante disso, e imaginando a infinidade de tipos de grãos e processamentos dos cafés, dos diversos tipos de regiões diferentes de onde são produzidos e beneficiados, mais ainda as diferentes torras que vão conferir complexidades distintas aos grãos, eu te garanto que o preparo de cafés é um universo de infinitas possibilidades. Vamos aproveitá-las? 

Agora que você conhece a coletânea de métodos Pour Over, não deixe de compartilhar esse conteúdo com seus amigos!

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo, faz parte do cotidiano de muitas pessoas, seja para um estímulo para começar o dia, ou para uma pausa durante o trabalho, é sinônimo de hospitalidade e afeto. 

O consumo de café já é um hábito, principalmente no Brasil, em que a bebida é a segunda mais consumida pela população, conforme aponta a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Quer saber os benefícios do café para a sua saúde? Continue lendo e entenda!

1. Previne o câncer e diabetes

Estudos apontam que o consumo do café atua na prevenção de alguns tipos de câncer, como de próstata, mama e fígado. Isso ocorre porque o café apresenta diferentes oxidantes, que inibem o desenvolvimento da doença. 

A bebida também auxilia no combate ao diabetes tipo 2, porque tem substâncias como os ácidos clorogênicos e a trigonelina alcaloide que auxiliam na diminuição da glicose e insulina.

2. Protege o coração

café diminui infarto

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, mostrou que o consumo de café reduz em até 11% o risco de insuficiência cardíaca. Esse benefício está associado aos polifenóis, que impedem a ação dos radicais livres, reduzindo o risco de infarto.

O estudo mostrou que o consumo de café deve ser de uma ou duas xícaras por dia, pois mais que isso, pode trazer danos ao coração.


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3. Combate o cansaço

A cafeína é o principal componente do café, é responsável pelo aumento da produção do hormônio cortisol, que inibe a ação da adenosina, neurotransmissor que desacelera o organismo, e dopamina, que age na melhora do humor, combate a depressão e ajuda na atenção.

Dessa forma, a cafeína possibilita uma sensação de energia, porque altera a percepção de cansaço e fadiga.

Vale destacar que o efeito da cafeína é diferente para cada pessoa, já que cada um tem uma maneira de metabolizar a substância no corpo.

4. Auxilia na perda de peso

café e atividade física
Café ajuda no emagrecimento

O café pode ser um ótimo aliado para pessoas que querem perder peso porque a presença de substâncias como a cafeína, teobromina, teofilina e ácidos clorogênicos, possibilitam o efeito termogênico, fazendo com que o indivíduo gaste mais calorias e perca mais gordura.

É fundamental citar que a perda de peso depende também da prática de exercícios físicos e alimentação saudável.

5. Diminui quadros de depressão

O consumo de café pode ajudar no combate aos sintomas da depressão conforme é apontado em um estudo por pesquisadores da UFSC.

Isso ocorre porque altera o humor de forma positiva e contribui para uma melhor percepção cognitiva, pois atua no sistema nervoso central.


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6. Contribui para a socialização

amizade e caféComo um hábito cultural, o café é um instrumento de socialização, pois está presente em inúmeros lugares, seja em uma reunião com a família e amigos, ou no trabalho. Oferece uma melhor de humor, o que favorece o bem-estar pessoal.

Em suma, o café apresenta diferentes benefícios, desde a prevenção de algumas doenças até a melhora do convívio social.

A maioria das pesquisas revelam que a quantidade de consumo de café deverá ser de três a quatro xícaras de 50 ml. Não há uma regra, pois cada organismo atua de uma maneira. É fundamental respeitar a individualidade e tolerância de cada um.

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E se o papel usado no preparo do seu café se transformasse, do filtro à arte?

Sabemos que o café é fruto do trabalho de muitas mãos. Da lavoura até a xícara, inúmeras pessoas são envolvidas diretamente nos processos. 

Paralelamente, o papel utilizado nos filtros, consome, igualmente, muitos recursos para que possamos ter nossa bebida mais limpa e agradável.

Mas o que fazemos com o resíduo gerado pelo consumo de café?  Para esse artista, jogar o filtro de café no lixo, não é uma opção.


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TALENTO COMO TERAPIA

Sidnei Robinson de Oliveira é um ex-bancário de Mogi das Cruzes (SP), bacharel em direito, que após complicações de uma infecção na medula, perdeu o movimento dos membros inferiores. Depois do período de adaptação como cadeirante, e um quadro depressivo, encontrou uma encantadora maneira de superar-se.

Em um café da manhã com a família, em 2016, numa despretensiosa conversa, observou um filtro de café na mesa. Percebeu a forma como o café coloria o papel e começou a imaginar como poderia transformá-lo. 

De acordo com Sidnei, não houve ajuda de nenhum orientador, nenhuma escola, tudo foi acontecendo sem conhecimento algum sobre a técnica. Já que Sidnei nunca havia realizado trabalhos manuais, nem artísticos, anteriormente, o desenvolvimento foi totalmente intuitivo

Simplesmente deixou fluir sua inspiração e começou a dobrar e colar os filtros em diversos formatos, como um mecanismo terapêutico. Foi evoluindo e aperfeiçoando seu modo de criar.

Como resultado, as formas foram se modificando e surgiram telas e painéis e segundo o próprio artista, de uma maneira totalmente orgânica.

Sidnei de Oliveira, o artesão

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PAPEL, CAFÉ E COLA

O processo consiste em utilizar um filtro de café usado, adequadamente seco, e retirar o excesso da borra aderida ao papel, com auxílio de um pincel.

Logo depois, Sidnei os dobra, para que fiquem no formato desejado e uma camada de cola é aplicada e assim, surgem formas abstratas, mosaicos, mandalas e uma infinidade de criações artísticas.

No entanto, quando a obra apresenta relevo, não é utilizado qualquer outro material para conferir altura. As obras são puramente à base de filtro e cola branca, e tudo é feito minuciosamente, sobrepondo filtro a filtro.

Painel de Filtros reciclados de Sidnei de Oliveira

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DESIGN SUSTENTÁVEL  

A obra que reaproveitou mais filtros, até o momento, utilizou 3200 coadores reciclados.

De acordo com as proporções de cada obra, Sidnei leva em média 10 dias para concluí-las.

Eu vi que meu trabalho, agrega pela reciclagem e sustentabilidade, e valoriza o trabalho de muitas pessoas, que se empenharam para produzir, tanto o papel, quanto o café. Me emociono quando as pessoas mais simples se encantam com meu trabalho e, se depender de mim, nenhum coador usado irá para o lixo”.

Arte de Sidnei de Oliveira

Seu trabalho já alcançou vendas para outros estados do Brasil e Sidnei já foi reconhecido em um concurso de arte. Deverá fazer em breve, parcerias com cafeterias para expor suas criações.

E claro, toda doação é bem-vinda para a continuidade desse trabalho. 

Para tanto, você pode lhe enviar os filtros usados, sem o excesso da borra, e devidamente secos para evitar emboloramento. Para entrar em contato com o artista, clique aqui


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E se você não imaginava o que fazer com o filtro de papel, usado para coar seus cafés favoritos, agora já sabe. 

Ele pode passar pelas mãos de artistas como o Sidnei de Oliveira, e compor trabalhos artísticos inspiradores como esse.

Quando chega a hora de preparar o nosso café, temos uma infinidade de opções. Inúmeros métodos cônicos, diversos tipos de filtragem, sem falar a quantidade de variáveis que precisamos dominar pra alcançar uma boa extração. 

Quando falamos em extração de cafés, temos dois tipos de processo. Os métodos por Infusão e os métodos por Percolação, no qual encontramos a maior parte dos métodos cônicos.

A Infusão nada mais é do que a imersão de café em água. O café fica dentro da água. Como se faz com a Prensa Francesa, por exemplo. Primeiro, coloca-se o café, depois a água. Nesse método, a imersão ocorre por alguns minutos, e em seguida, a bebida pode ser servida. 

A Percolação, por outro lado, é a passagem da água pelo café, ou seja, o café fica parado sobre um filtro, e a água escorre através dele para extrair os componentes solúveis, como a cafeína. No Melitta a gente faz assim, no V60, no Chemex, no Koar…

E existem métodos que misturam os dois mecanismos, como o Aeropress, Hario V60 Switch, Clever e Sifão, que você deixa o café mergulhado em água, e depois você permite que a água saia por um filtro, seja ele de papel ou de pano.

Falando em Métodos Percolativos, existem desde o começo do século XIX, com o aparecimento do Nel Drip nas primeiras casas de chás e cafés de Tokyo, chamadas kissaten, que significa casa de chá. 

Nel Drip. Fonte: Blue Bottle Coffee.

O Nel Drip é o nosso tradicional coador de pano, que ainda sofre muito preconceito por causa do tecido, mas possui muita história e cultura.

O filtro de pano exige cuidados adicionais. Depois de usar, recomenda-se lavar com água corrente e armazenar dentro de um copo de água na geladeira, pois qualquer umidade fora dela pode facilitar a formação de fungos.

Na hora da utilização, escalde com água quente para eliminar quaisquer resquícios de bactéria e preaquecer o recipiente. 

Quando o pano começa a escurecer, é feita uma limpeza mais profunda com produtos específicos, ou a troca. Um desses produtos é o detergente Cafiza, cuja composição original surgiu para limpar filtros de pano, mas se popularizou por facilitar a limpeza de máquinas de espresso.

MÉTODOS CÔNICOS

Posteriormente, no começo do século XX, surge o porta-filtro da famosa Melitta Bentz. Dentre vários avanços e modificações ao longo dos anos, tornou-se um porta-filtro cônico de fundo achatado e com um pequeno furo no meio.

Muitos não consideram o Melitta um método cônico, justamente pelo fundo achatado, mas aqui categorizamos para facilitar o entendimento.

A baixa velocidade da vazão de água do porta-filtro Melitta dá bastante tempo ao preparador do café controlar, ou até mesmo eliminar, algumas variáveis. O despejo, a agitação e a retenção da temperatura são poucos considerados, principalmente quando o café é feito em casa. 


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Quando a vazão é maior, como no V60, a água passa mais rápido, portanto temos menos tempo para aplicar técnicas, exigindo maior conhecimento sobre extração.

Por esse motivo, cafeterias ou coffeelovers que preferem se preocupar menos com as variáveis do café, optam por métodos cônicos com vazão menor.

Nesse meio termo, especificamente em 1941, surge o Chemex. Uma cafeteira com porta-filtro cônico próprio, em formato de ampulheta e vidro borossilicato, resistente a altas temperaturas. É um método desenvolvido pelo químico alemão Peter Schlumbohm.


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Depois a japonesa Kalita (não o modelo Wave) é lançada no final dos anos 50, com o mesmo formato que a Melitta, só que com 3 furos no fundo, pra permitir que a água percolasse mais rápido. 

Dessa forma, passa a oferecer outro sensorial em café, já que a vazão de água é maior.

Em 1973, surgem os porta-filtros Kono Meimon da empresa Coffee Syphon, que seria um dos primeiros métodos cônicos (sem fundo achatado) oficialmente lançados, e com um buraco único bem maior no fundo e ranhuras na lateral inferior. Esse teria sido o método que inspirou a criação do Hario V60.

HARIO V60 E SUA TRAJETÓRIA

O V60 pertence à empresa Hario, estabelecida no Japão em 1921.

Fonte: European Coffee Trip / Hario.

A Hario era uma empresa referência em vidro de alta qualidade, muito utilizado em produtos de laboratório. A empresa era chamada de Rei do Vidro. 

Acredita-se que perto dos anos 80, o mercado dominante era de métodos por infusão e não percolação. Foi quando os designers da Hario começaram a planejar um porta-filtro em formato de parábola, que trouxesse um sabor mais limpo e fizesse a água percolar mais rápido, na tentativa de amenizar o amargor da superextração do café.

A superextração era comum, principalmente em todo o século XX, pois foi um período em que não houve grande foco nos mais variados perfis de torra e nas técnicas de extração.

A partir disso, a Hario desenvolveu o primeiro porta-filtro cônico, que tinha um arame para segurar o filtro de papel. 

Não ficou muito popular pois teve conflito direto com a grande onda do café solúvel. Mas deixaram a ideia em stand-by, voltando com tudo em 2004, quando a empresa incluiu as ranhuras interiores de cima à baixo antes de lançar oficialmente o produto.

Tornou-se o produto mais famoso da Hario. Primeiro surgiu em cerâmica e vidro, depois em plástico e metal, tendo duas versões especiais mais populares: uma de cobre e outra com base de madeira de oliveira.

O V60 original ainda é produzido na cidade de Arita, no Japão, sob o método japonês Arita yaki, que existe há mais de 400 anos. Arita yaki representa uma marca japonesa de porcelana feita com argila de alta qualidade, que resulta num produto elegante, resistente e de cor sólida.

Fonte: European Coffee Trip / Hario.

O design do V60 é inspirado na natureza, segundo a própria Hario. A representação pela fórmula y = x² traz o conceito e formato de parábola, em formato de “U”, que juntando os pontos internos da parábola vira um “V” com ângulo de 60 graus. Por isso, V60.

Fonte: European Coffee Trip / Hario.

A primeira vantagem desse design era produzir uma extração parecida ao anterior Nel Drip, em que se jogava água por cima (pour over). E a segunda, a produção de uma bebida mais leve, com maior complexidade de sabor, pois a velocidade em que se despeja água é maior do que no Nel Drip.

No Nel Drip se joga água devagarinho, e no V60 com maior intensidade e agitação, já que após seu lançamento, a própria variável da Agitação tornou possível novas experiências em café de torra mais clara.

Por fim, tem-se o V60 como responsável por aproximadamente metade do faturamento que a Hario tem em equipamentos de Café.

Além dele, temos uma infinidade de outros métodos cônicos como o Origami, desenvolvido por Yasuo Suzuki e Kiyohito Tanaka, os fundadores de Trunk Coffee. O método é feito de cerâmica Mino-yaki, também japonesa, possuindo 20 sulcos, compatível com os filtros de papel Kalita ou qualquer filtro cônico.

Parecido ao Koar, o método pernambucano de cerâmica vitrificada, feito artesanalmente e pintado à mão. Lançado em 2017, o método possui 16 sulcos, e também se encontra na versão de acrílico e aço inox.

Fonte: Moka Clube.

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No final das contas, o que importa é escolhermos o método que mais nos agrada, seja por sua história, inspiração ou breve sentimento de acolhimento que ele gera, e preparar o café do nosso jeitinho. Aliás, qual método cônico é o seu preferido?

O comércio online surgiu a partir da evolução das tecnologias digitais e envolve uma transação comercial realizada por meio da internet, com a ajuda de diferentes dispositivos, seja um computador, celular ou outros.

Em um mundo cada vez mais conectado, o e-commerce apareceu como um modelo de negócio interessante tanto para os empreendedores, quanto para os clientes, devido ao custo ser menor que uma loja física, além da facilidade de pagamento e entrega.

A modalidade de vendas online também faz parte do mundo dos cafés especiais. E para entender sobre os desafios neste setor batemos um papo com Angélica Lebante da Menu Café. Confira abaixo!

Criação do E-commerce

Antes de entrarmos no assunto de e-commerce sobre cafés, vamos conhecer um pouco sobre a história desse modelo muito popular no ambiente virtual.

O comércio eletrônico nasceu nos Estados Unidos, ainda na década de 1970, por meio do conceito de Electronic Data Interchange (EDI), com tradução em português para Intercâmbio Eletrônico de Dados.

As empresas utilizavam o EDI como um serviço para fazer os pedidos de compras aos fornecedores, além de pagamentos e entregas, com a intermediação de VANS, sigla para Value Added Network, ou Rede de Valor Agregado.

A modalidade de e-commerce como conhecemos hoje (modelo B2C) apareceu nos Estados Unidos em 1995, por meio da Amazon. Inspirado no modelo norte-americano, Jack London foi pioneiro do comércio eletrônico no Brasil com a livraria virtual BookNet.

Mais tarde, a BookNet foi vendida para a GP Investimentos que renomeou a empresa em 1999 para Submarino.com, que hoje faz parte do grupo B2W junto com gigantes como Americanas.com e ShopTime.com.

Tipos de e-commerce

Veja alguns modelos de comércio eletrônico:

  • Business-to-consumer  — Negócio para Consumidor (B2C): Interação entre empresa e cliente final.
  • Business-to-business Negócio para Negócio (B2B): Transação entre empresas, sem a presença do consumidor final.
  • Customer-to-customer  Consumidor para Consumidor (C2C): Envolve a transação comercial entre os próprios consumidores
  • Business-to-government  — Negócio para Governo (B2G): Ocorre a partir da transação entre empresa e governo.

Para conhecer mais sobre a história do e-commerce, acesse o Trabalho de Conclusão de Curso de André Luís Gnatiuc, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) “E-commerce: Evolução e Revolução no mercado”.  

E-commerces de cafés especiais

A modalidade de comércio online se tornou uma ótima ferramenta para que consumidores pudessem ter em suas casas microlotes de cafés especiais, e até mesmo equipamentos para fazer a sua bebida, a partir de métodos de extração como V60, Chemex, AeroPress, Kalita, Koar, etc.

O acesso aos cafés especiais foi democratizado a partir do e-commerce, pois os coffee-lovers conseguem comprar o produto sem sair de casa, com facilidade de pagamento e entrega.

Vale destacar que seria muito difícil encontrar uma variedade de cafés por conta própria, pois os sites trabalham com microlotes de diferentes produtores, percorrendo as fazendas brasileiras. Por isso os e-commerces de cafés especiais surgiram como uma solução para os amantes do produto.

Menu Café

Idealizadora da Menu Café, Angélica Lebante nos conta como surgiu a ideia de criar um e-commerce de cafés. Ela comenta que começou a trabalhar com marketing em 2009 e já nessa época, sonhava em ter seu comércio eletrônico, porém ainda não sabia em que segmento.

Angélica Lebante. Crédito: Divulgação.

Anos mais tarde, a empreendedora passou a se interessar em abrir um comércio eletrônico voltado para o café, conforme explica.

 “Em 2014 nasceu o projeto Coffee Lover, um projeto de conteúdo sobre café para consumidor. Com o crescimento do projeto idealizei a abertura do e-commerce – Por acreditar que são trabalhos complementares e também uma forma de rentabilizar a ideia de ‘trabalhar com café”, diz Angélica.

Principais desafios dos e-commerces de cafés especiais

As dificuldades enfrentadas em empreender no comércio eletrônico estão atreladas a diferentes fatores, seja pela logística, suporte dentro do prazo, atendimento ao cliente, infraestrutura, dentre outros. 

As lojas virtuais também precisam apresentar segurança para o cliente. Primeiro que os seus dados, pessoais e bancários não serão divulgados, segundo que a entrega será realizada no prazo estabelecido.

O consumidor pode comprar a qualquer momento o e-commerce, porém a empresa precisa dar conta da demanda, e para isso, necessita de planejamento.

Impostos

Angélica comenta que a Menu Café possui nove meses de existência e que vai descobrindo as dificuldades da sua empresa dia após dia.

Porém, de imediato destaca que um dos maiores obstáculos são os impostos cobrados no Brasil, algo que gera muita reclamação não somente nesse segmento, mas nos demais empreendedores.

“Escolher empreender no Brasil já é desafiador. Burocracia, altos impostos podem adiar os planos. Não é tão fácil colocar uma loja no ar, com uma nova marca as pessoas podem não ter a confiança necessária para fechar a primeira compra”, ressalta. 

A Menu Café trabalha com importados, como é o caso de produtos da marca Hario, empresa japonesa conhecida principalmente pelo coador V60. E por isso, Angélica afirma que sofre com a variação do dólar, pois afeta diretamente o poder de compra.

Gestão de estoques

Os clientes podem fazer o pedido a qualquer hora do dia, entretanto a empresa precisa atender essa demanda. Para isso, necessita de uma boa gestão de estoques, sobretudo se trabalha com muitos produtos. 

Os empreendedores comércio eletrônico encontram dificuldades para mensurar a quantidade necessária daquele produto, além do que precisa ter em estoque e o que poderia ser comprado apenas após encomenda.

itens vendidos no e-commerce Menu Café

Além disso, precisam se atentar às entregas e ter um bom relacionamento com fornecedores. Nos e-commerces de cafés especiais não poderia ser diferente. Angélica fala sobre o desafio da gestão de estoques na Menu Café.

“Ainda hoje estamos trabalhando para otimizar nosso mix de produtos, entendendo o que é recorrente, estoque mínimo, etc”, afirma. 

Frete

O frete tem impacto direto na decisão de compra, sendo um dos grandes desafios do comércio eletrônico. A partir dele é que o consumidor decidirá pela aquisição de do produto ou não.

Muitos consumidores acabam abandonando o carrinho devido ao alto valor cobrado pelo frete, que em alguns casos supera até mesmo o preço do produto. Outros problemas estão ligados a atrasos e extravios.


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Uma das soluções criadas por alguns empresários das lojas virtuais é colocar o campo de cálculo de frete e prazo de entrega ainda página inicial do produto, para que o cliente não se surpreenda no final e desista da compra.

Angélica Lebante reconhece que o frete também é um desafio enfrentado no e-commerce de cafés especiais. “Frete é sempre uma questão delicada, aumenta o custo para o cliente consideravelmente e é um dos principais motivos de “abandono de carrinho”, pontua.

Cafés especiais x Cafés tradicionais

Questionada sobre como fazer consumidores brasileiros de cafés tradicionais passarem a comprar cafés especiais e variedade de métodos de extração como AeroPress, V60 e Chemex por meio da internet, Angélica diz:

“Acredito que essa transição ou interesse em novos métodos de preparo acontece naturalmente conforme a exigência do consumidor vai aumentando”, analisa.

A partir disso, a idealizadora do Menu Café fala sobre como faz para conquistar esse público. “Seguimos com um trabalho forte em criação de conteúdo para “educar” e apresentar ao consumidor as possibilidades e como pode ser prazeroso descobrir a melhor forma de preparar o café que você tem”, discorre. 

Perspectivas

A internet mudou o jeito de como as pessoas se relacionam e compram. O comércio eletrônico já é uma realidade, principalmente para pessoas da Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), que estão acostumadas a comprar no ambiente virtual.

Vale destacar que a partir do novo coronavírus até mesmo quem não estava tão habituado a comprar pela internet, passou a adquirir produtos online, devido às medidas de isolamento social.

A mudança também chegou ao universo do café, já que as pessoas deixaram de ir às cafeterias por conta da Covid-19. “Nesses últimos meses muitas cafeterias e torrefações passaram a abrir a própria loja virtual. O que aumenta a concorrência, mas por outro lado o e-commerce cada vez mais vai ser considerado como uma opção de compra para o consumidor. O e-commerce é um facilitador ao adquirir cafés de diferentes produtores e produtos exclusivos”, destaca Angélica.

Parcerias

Atualmente a Menu Café realiza parcerias com outras empresas do setor como uma maneira de atrair clientes, mas não somente isso. Angelica afirma que o trabalho em conjunto também envolve um alinhamento de propósito.

“O lançamento do Tinoco Coffee (marca do Matheus Tinoco), foi um sucesso e uma confirmação que juntar forças é uma forma de chegar mais longe. Vamos trabalhar juntos para lançar a segunda edição da marca”.

Recentemente a empresa também lançou a Curadoria COFFEA, projeto em parceria com a jornalista Kelly Stein, idealizadora do COFFEA (primeiro podcast de café do Brasil). A parceria traz produtos exclusivos como poster, livros, meias, camisetas, etc.

Conclusão

Resumindo, neste artigo apresentamos alguns desafios dos e-commerces de cafés especiais comentados pela entrevistada Angélica Lebante, como gestão de estoques e impostos. 

Mas o abandono de carrinho  também está ligado a vários motivos, seja pelo frete, cadastro longo, prazo de entrega alto, poucas formas de pagamento, dentre outros fatores. Cada empresa apresenta uma particularidade e necessita criar um planejamento para diminuir esses gargalos. 

Apesar de ser desafiador, o e-commerce está abrindo espaço para o mercado dos cafés especiais crescer em uma nova frente, tornando essa bebida que tanto amamos, acessível a um público maior.

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Queremos te contar algumas dicas de como fazer um bom café em casa, para transformar seu cafezinho naquele cafezão, e assim elevar sua experiência, impressionar a família e amigos, que tal?

Para muitos, o café institui um ritual, começa na escolha do tipo de grão, eleger o método de preparo, curtir cada etapa da experiência. Para outros, o processo é mais dinâmico e trivial, mas diante da pressa do cotidiano não é preciso deixar de aprimorar a qualidade do seu café, não é mesmo? Vamos às dicas!

ESCOLHA UM BOM CAFÉ

Créditos: Lex Sirikiat em Unsplash

Tudo começa com a matéria-prima que usamos, portanto, comece escolhendo bem. Temos diversas opções de cafés disponíveis, com inúmeras marcas e preços, e claro que café bom é aquele que você gosta. Mas observe as recomendações abaixo, antes da compra.

Categorias

Procure observar a classificação do café. Segundo a ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café), o café segue algumas categorias, de acordo com sua qualidade e grau de defeitos. 

Os Tradicionais e Extra-fortes seriam a base da pirâmide, com maior grau de defeitos e menor qualidade; no grau intermediário temos os Cafés Superiores e acima destes, estão os Gourmets

Os Cafés Especiais seguem a classificação da SCA (Specialty Coffee Association – representada no Brasil pela BSCA ), e ao compararmos as duas classificações (ABIC / SCA), os Especiais ficam no topo da pirâmide, sendo os de melhor qualidade. Os Cafés Especiais normalmente são os que informam a origem, variedade do grão e notas sensoriais.

Torra Fresca

Verifique a data de torra do seu café, pois quanto mais fresco, melhor.  Compre sempre de forma justa ao seu consumo, pois estocar Cafés não é vantagem.

Café em Grãos ou Moído?

Escolhendo café em grãos, você terá qualidade melhor em relação à cafés já moídos. Nos Cafés tradicionais já moídos podem conter impurezas difíceis de identificar.

Existem vários modelos de moedores domésticos, manuais ou elétricos, escolha o que melhor se adapte à sua  necessidade. Normalmente os cônicos e de cerâmica trazem melhor regularidade na moagem, e portanto maior equilíbrio na extração.

Caso você não tenha um moedor em casa, uma dica é adquirir café em grãos e pedir para moer onde você comprar. Muitas cafeterias e empórios oferecem esse serviço, e também as torrefações que vendem diretamente ao consumidor. Peça que façam a moagem adequada ao seu método favorito.

 

Créditos: Rafael Leão em Unsplash

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MOER NA HORA DO PREPARO

Assim que o grão é moído, acelera seu processo de oxidação e substâncias voláteis começam a se perder: a qualidade e aroma do café vão diminuindo.

Você terá melhor proveito ao moer a quantidade de café a ser usada no momento do preparo, garantindo todo o potencial de sabor que aquele grão pode lhe oferecer. E os aromas liberados neste processo já despertam os nossos sentidos, quem não adora o cheirinho de café moído na hora?

 

Créditos: Andrea Dias Foto e Vídeo

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

Quanto maior o contato com oxigênio, mais o café perde suas características sensoriais, então é preferível mantê-lo em seu próprio pacote, retirando o ar e fechando-o bem. Para manter o frescor do seu café, prefira mantê-lo também ao abrigo da luz.  Não é aconselhado armazenar café na geladeira, pois além da umidade desse ambiente, o café pode absorver odores indesejáveis.

DÊ ATENÇÃO À ÁGUA 

Na bebida Café, 98% é água, portanto valorize a qualidade dela no seu preparo. Mesmo que a água seja tratada e fervida, pode conter cloro e impurezas que trazem sabores desagradáveis ao café.

É recomendado usar água filtrada ou água mineral, levando em conta que essas últimas também interferem no sabor (de acordo com seus sais minerais), então é preciso testar e observar qual combina melhor com seu café.

Créditos: Tanushree Rao em Unsplash

FERVER OU NÃO FERVER? EIS A QUESTÃO

 Existe um mito de que a água fervida queima o o café no momento da extração. O café é torrado à temperaturas muito mais elevadas do que o ponto de ebulição da água, portanto essa teoria não faz muito sentido. 

Porém, em temperaturas muito elevadas, a água pode extrair outros compostos que trazem mais amargor e adstringência, então o recomendado é estar entre 90º à 96º C. Para isso, use um termômetro apropriado ou quando a água entrar em ebulição, retire da fonte de calor e aguarde baixar um pouco a temperatura  para então adicioná-la ao seu café.

E do contrário, se a água estiver fria, a extração é dificultada porque não solubiliza o café.  Sim, é possível extrair o café a frio, mas é necessário um longo período de contato com a água (mais de 12 horas), como acontece nos Cold Brews, por exemplo.

Se você costuma adoçar seu café, não é indicado ferver a água já com açúcar, pois eleva mais ainda o ponto de ebulição da água, trazendo sabores indesejáveis.

ESCOLHA SEU MÉTODO DE PREPARO

Muitos são os métodos para preparar essa querida bebida, sejam por infusão (quando o café fica imerso na água), percolação (quando a água passa pelo café e extraímos através de um filtro), pressão (como exemplos a cafeteira italiana, Aeropress e também o espresso) e cada um trará um resultado diferente.

Os filtrados trazem uma bebida mais limpa (sem resíduos) do que os de infusão e pressão, que por sua vez, resultam em bebidas mais turvas e mais encorpadas, por conterem mais óleos essenciais do café.

Cada método tem sua particularidade, sugere um tipo de moagem mais adequada (mais grossa ou mais fina), e cada um é um show à parte.  A graça é experimentar para saber qual mais lhe agrada e também ir variando os métodos e receitas.

Créditos: Rachel Brenner em Unsplash

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CUIDADOS COM OS FILTROS

Temos diversos tipos de filtros como papel, metal ou pano. Sempre escalde (lave com água quente) antes do preparo para retirar possíveis resíduos e odores indesejáveis provenientes do processo de fabricação e da própria celulose.

Os filtros de papel merecem atenção no seu armazenamento: guarde-os de forma a protegê-los da umidade e odores. É importante dobrar os filtros nas costuras para que encaixem melhor no porta-filtro e não obstruam os orifícios de passagem.

HIGIENIZAÇÃO

O café têm óleos essenciais que costumam aderir nos materiais. Depois do uso, capriche na higiene dos seus utensílios, garantindo que não fiquem resíduos que possam interferir negativamente na sua próxima extração.

Filtros de metal requerem cuidados, pois resíduos de café podem acumular nos micro furos. Limpe-os após o uso com uma escovinha e evite detergentes e se o usar, certifique-se de enxaguá-lo muito bem. 

Os coadores de pano estão na memória afetiva de muitos de nós, é o famoso coador da vovó. O alerta é com a higiene deste, já que o tecido favorece crescimento de microrganismos.  O ideal é lavá-lo com água após o uso e armazená-lo protegido, imerso em água  e sob refrigeração; mesmo assim, deve ser substituído a cada 30 dias.

PROPORÇÃO ADEQUADA

Qual quantidade de café e água podemos usar? Tudo depende de como você gosta do seu Café. Quanto maior a concentração de café mais intenso será o sabor.

Uma regra geral é usar a proporção de 1/10 (uma parte de café para 10 de água). Isso significa usar 10g de café moído para 100 g de água, por exemplo.  Cafés com perfis sensoriais mais delicados sugerem uma proporção menos concentrada (de 1/15), mas tudo é relativo à sua preferência, método utilizado e receita.

Caso não queira utilizar balança para essa aferição, use medidas caseiras. Uma colher de sopa (cheia) tem aproximadamente 10 g de café moído. e uma xícara de água tem 240 ml, basta usar essas medidas como referência.

Créditos: Andrea Tummons em Unsplash

ESCALDAR FILTRO E UTENSÍLIOS

Você já escolheu um bom café, qual método usar, qual proporção e já moeu os grãos. Agora é hora de escaldar (jogar água bem quente) em todo o sistema, desde o filtro (para retirar resíduos como dito anteriormente) até os utensílios utilizados, incluindo as xícaras.  Isso permite uma uniformização da temperatura de tudo o que terá contato com o Café, evitando choques térmicos que interfiram na bebida, além de também eliminar possíveis resíduos ou odores destes utensílios.

PRÉ-INFUSÃO

Para fazer um bom coado, acomode o café moído no filtro e despeje um pouco de água, somente até cobrir o pó. Essa fase chama-se pré-infusão (ou blooming). Ela permite liberar gases provenientes da torra e permitir uma hidratação dos grãos, trazendo uma extração mais balanceada.

Aguarde uns 30 segundos e procure fazer os outros despejos de forma suave e em fluxos contínuos e circulares para não desequilibrar e extrair mais de uma parte e menos de outras. 

Créditos: Tyler Nix em Unsplash

CUIDADOS NO PREPARO

Agora é hora da extração efetivamente. Isso significa trazer para a água os compostos solúveis de sabor do café torrado. Extrair demais (super-extração) tende a favorecer o amargor e extrair pouco (sub-extração) denota acidez excessiva , mas um bom café é aquele que traz equilíbrio entre os sabores, por isso essa fase requer atenção.

Quantos mais despejos ou fluxos muito intensos, ou dar aquela mexida com a colher durante a filtragem, mais agitação ocorre, o que pode favorecer seu resultado, mas cuidado, pois a demasiada agitação pode resultar um amargor e adstringência indesejáveis também. 

Os métodos de Infusão (Prensa Francesa, Clever, etc) não requerem a pré-infusão, uma vez que todo o café ficará imerso na água, mas é necessário promover agitação no líquido para melhor extração, com os mesmos cuidados.

O tamanho da moagem dos grãos vai interferir também no tempo de preparo e percentual de extração. Quanto mais finos, maior o tempo de preparo, maior a extração. É indicado um tempo máximo de extração de até 4 minutos para não favorecer amargor excessivo.


SAIBA MAIS EM  MEXER OU NÃO MEXER, O GUIA DEFINITIVO DA AGITAÇÃO


MEXA O CAFÉ PRONTO

Você concluiu todas as etapas anteriores com maestria, mas para um café perfeito, é importante que você misture todo o líquido extraído.  Mexa-o na jarra em movimentos circulares ou com auxílio de uma colher. Isso garante que todas as camadas de sabor, geradas nas diferentes fases da extração fiquem uniformes, trazendo harmonia em seu café. E então é só servir e curtir !

Créditos: Tristan Gevaux em Unsplash

E AS GARRAFAS TÉRMICAS?

Café fresco e consumido na hora é sempre o ponto alto da qualidade, mas caso você prefira fazer uma quantidade maior para ser armazenada, tenha uma boa garrafa térmica para isso. Ainda assim o café se sustentará por no máximo uma ou duas horas.

Não é recomendado acrescentar açúcar ao café em garrafas térmicas, pois pode favorecer fermentação que prejudicará a qualidade, podendo causar inclusive desconfortos gástricos; se preferir adoce diretamente na xícara. 

E essas são as dicas pra você fazer aquele Cafezão como um barista.  Agora coloque-as em prática e bons cafés!

Os millennials estão transformando a cultura do café. Uma geração que nasceu e cresceu juntamente com a criação da internet, vivenciando em primeira mão um mundo globalizado e conectado, muito mais questionadora e consciente dos impactos ambientais.

Essa geração chegou para mudar a maneira como o café é produzido, consumido e apreciado, em busca de um bebida com qualidade e que valoriza o produtor.

Conheça mais sobre os millennials nos tópicos abaixo.

QUEM SÃO OS MILLENNIALS?

Os millennials ou Geração Y, são pessoas que nasceram entre 1980 e 1995, atualmente com idade de 25 a 40 anos. São indivíduos que nasceram junto à ascensão da globalização e das tecnologias digitais, fenômenos que transformaram a sociedade e o mundo. 

Existem estudos como o do “Think With Google” que dividem a Geração Y em: Old Millennials e Young Millennials. 

O primeiro grupo, os Old Millennials são de pessoas que foram crianças e adolescentes nos anos 90 e que ficaram parte das suas vidas sem a internet. Apenas em 2007, quando já eram adultos, tiveram contato com as mídias sociais e os smartphones. De acordo com o estudo, esse grupo tende a ter características mais colaborativas, flexíveis e otimistas.

Os millennials são extramente ligados ao ambiente digital

Por sua vez, os Young Millennials nasceram conectados à internet, foram crianças e adolescentes nos anos 2000 e tiveram acesso a redes sociais e smartphones quando ainda estavam na escola. Esse grupo tende a ser financeiramente consciente, questionador e realista.

O estudo completo do Think With Google” pode ser acessado aqui.

Agora que foram apresentadas as características dos millennials, como eles podem influenciar a cultura do café? Continue a leitura para entender.

QUAIS SÃO AS ONDAS DE CONSUMO DO CAFÉ?

As ondas do café estão relacionadas à evolução da maneira de se consumir a bebida ao longo do tempo. São divididas em três: primeira, segunda e terceira onda. Já há rumores sobre a quarta, leia até o final para entender.

PRIMEIRA ONDA DE CONSUMO: CAFÉ COMO FONTE DE ENERGIA


Surgiu no final do século XIX e início do século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, o café nessa época era utilitário, o consumidor via o produto como uma fonte de energia, com o intuito de trazer estímulo para as suas atividades do dia a dia. Não havia uma preocupação com a origem e qualidade do grão, a atenção era voltada somente aos efeitos da bebida no corpo.

Essa onda trouxe as embalagens à vácuo, o café solúvel ou enlatado, tudo visando a rapidez no preparo. O consumidor era responsável pelo próprio preparo da bebida e a comercialização do produto era feita pelos supermercados. 

Os cafés da primeira onda apresentavam características como: predominância do grão robusta, torras mais escuras e sabor amargo.

SEGUNDA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E MASSIFICAÇÃO 


A segunda onda nasceu a partir da preocupação do consumidor em adquirir qualidade e padronização do café, algo que não era presente na primeira onda. A ideia era ter uma bebida que não trouxesse somente uma fonte de energia para o corpo, mas que fosse uma experiência de consumo.

O café passa a ser consumido fora de casa, a partir do surgimento das famosas máquinas de espresso que ajudaram a popularizar a bebida. O consumidor passou a frequentar lugares como Peet’s Coffee & Tea e Starbucks para apreciar o café, além de desfrutar do ambiente de convivência.

Chegada das máquinas de espresso ao mercado marcam a Segunda Onda do Café. Crédito: Dimitri Bong no Unsplash

A experiência de consumo passa a ser valorizada com a utilização de grãos de diferentes lugares do mundo, como Colômbia e Guatemala, além do surgimento da variedade de bebidas à base de café e dos cafés em cápsulas.

TERCEIRA ONDA DE CONSUMO: EXPERIÊNCIA DE CONSUMO E EXCLUSIVIDADE 

Os consumidores passaram a procurar cafés diferenciados em cafeterias pequenas que trouxessem diferentes métodos de extração, fugindo do preparo automatizado e massificado, características marcantes da segunda onda do café. 

As principais empresas que adotam o movimento da terceira onda do café são: Blue Bottle, Counter Culture, Intelligentsia e Stumptown.

Na terceira onda, o consumidor passa a se preocupar com os métodos de produção e processamento, origem do café, condições climáticas, notas sensoriais, técnicas e demais fatores. Existe portanto, um consumo consciente com um público cada vez mais exigente.

As cafeterias da terceira onda apresentam cafés especiais, com diferentes métodos de preparo além do espresso com  versões do coado como AeroPress, Chemex, Hario V60 etc. O tipo de preparo passa a ser artesanal, diferentemente da segunda onda que era automatizado.

Método Hario V60. Crédito: Ke Vin no Unsplash

O consumidor busca cafés de qualidade em lugares diferenciados com a presença de torrefadores e baristas, que proporcionam uma bebida única e singular. O objetivo do coffee lover é apreciar uma bebida única, em um ambiente agradável, confortável e estiloso.

Com a proposta de orientar empreendedores, funcionários, clientes e todos os envolvidos na hospitalidade, o Grão Coletivo está organizando uma série de Webinários entre os dias 29 de Junho e 04 de Julho.

As conversas serão realizadas por diversos especialistas e conduzidas pela jornalista Giuliana Bastos com apoio do Barista Wave, da BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association) e do projeto Compre do Pequeno (SEBRAE).

Os webinários serão realizados  através da ferramenta Zoom, com acesso gratuito dentro dos limites da plataforma.

Segunda-feira (29-Junho) | 17:00

TEMA: Protocolos de higiene na cafeteria

Participação de Andrea Menocci – ProMenu & Camila Franco – Lucca Cafés Especiais

Semana da Retomada Grão Coletivo
Time: Jun 29, 2020 05:00 PM Sao Paulo
Join Zoom Meeting ID: 780 5427 6151
https://us04web.zoom.us/j/78054276151?pwd=WHFhb29wUXgySk4vbllSSVFRaXNxdz09
Password: retomada

Andrea Menocci, a Cafeística. Barista, Nutricionista, Colunista no Barista Wave e Consultora em Rotulagem de alimentos. 3ª colocado na Copa Koar 2020.
Nutricionista, atua como mestre de torra e treinadora de baristas na empresa de sua família, Lucca Cafés Especiais. Iniciou no mercado como barista em 2015 e desde então não parou de se especializar. Foi campeã brasileira no Campeonato de Barista na categoria Brewers Cup em 2017 e hoje é AST (Authorised SCA Trainer) em Brewing e Barista.

Terça-feira (30-Junho) |19:00

TEMA: Como adaptar sua cafeteria para a retomada

Participação de Diego Gonzales/Sofá Café

LINK DE ACESSO AO ZOOM:
Join Zoom Meeting ID: 204 713 7981
https://us04web.zoom.us/j/2047137981?pwd=ZGozdnlKamRPTVdWRkpsWnV0S0tHUT09
Password: retomada

Engenheiro florestal, criador do Sofá Café, projeto Fazedores de Café e Fazedores de Café RED. É barista e a liderança, no setor, que trilha o caminho social como propósito de vida e de uso do café como instrumento de impacto social. A rede Sofá Café tem 6 lojas – 4 franqueadas e 3 próprias, uma em Boston (EUA). Fazedores é a identidade que assina os projetos sociais alinhados com a causa que esse empreendedor carrega consigo: Fazedores de Café, curso de formação de barista para jovens em situação de risco, e Fazedores RED, uma ação que leva aos profissionais de atividades essenciais um café de qualidade, quente e reconfortante.

Quarta-feira (01-Julho) | 17:00

TEMA: Melhorias na Lucratividade na Retomada

Marco Amatti é diretor geral da MAPA Assessoria em Negócios em Alimentação fora do lar, diretor adjunto da Abrasel-SP e membro profissional da Foodservice Consultancy Society International (FCSI).

LINK DE ACESSO AO ZOOM:
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Quarta-feira (01-Julho) | 19:00

TEMA: Como engajar os colaboradores da cafeteria

Participação de Camila/King Of the Fork &  Cinthia Bracco/Astronauta Café.

Cinthia Bracco: Publicitária, atuou 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing. Se especializou em relacionamento, estratégias digitais e branding. No meio de sua jornada, explorou o mundo do café e se apaixonou. Atualmente é barista e fundadora do Astronauta Café.
Camila Romano: Arquiteta de formação, entrou para o mundo do café por meio da bicicleta, quando, junto com seu sócio Paulo, inaugurou em 2014 o KOF – King of the fork, Café | Bike.

LINK ZOOM PARA ACESSO:
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Meeting ID: 204 713 7981
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Quinta-feira (02-Julho) | 11:00

TEMA: Comunicação e atendimento na retomada

Participação de Giu Bastos/São Paulo Coffee Fest & Luiza Estima/Estima Comunicação.

Co-criadora da São Paulo Coffee Fest e criadora do Grão Coletivo, é jornalista e especialista em produção de conteúdo e eventos de café e gastronomia há mais de 15 anos. Sua trajetória inclui veículos como Folha de S.Paulo, Claudia Cozinha e Jornal Metro, além de clientes como Grupo Alex Atala, Nespresso, Sensory Coffee Roasters, Cajueiro do Brasil, Flavors Importadora e Distribuidora, Phillips e Zero Cal. Foi curadora e responsável pelo evento Inspira Café/Fispal Café/Fispal em 2017, 2018 e 2019. É autora do “Dicionário Gastronômico Café com suas Receitas” (Ed. Boccato – Gaia), premiado como melhor livro na categoria de drinques não-alcoólicos do Brasil, pelo Gourmand Cookbook Awards.

LINK ZOOM PARA ACESSO: 

Sexta-feira (03-Julho) | 17:00

TEMA: Dicas gerais para a retomada das cafeterias

Participação de Lidiane Santos | Kaffe Torrefação.

Barista há 11 anos no mercado de cafés especiais e certificada pala Specialty Coffee Association – SCA, é uma dedicada profissional na formação de baristas, empreendedores e coffee lovers. Atua como consultora para estabelecimentos voltados ao serviço de café e foi eleita Barista do Ano, em 2017, pelo Melhores do Ano, da revista Prazeres da Mesa. É sócia-proprietária do Kaffe Torrefação e Treinamento: um espaço voltado à difusão do conhecimento dos cafés especiais, através de cursos e oficinas, além de participar de projetos de desenvolvimento social junto a pequenos produtores rurais de Pernambuco e firmar parcerias com instituições de pesquisa e ensino. A empresa opera como torrefação, abastecendo cafeterias, restaurantes e consumidores com cafés especiais de diversas regiões do país.

LINK ZOOM PARA ACESSO:
https://us04web.zoom.us/j/2047137981?pwd=ZGozdnlKamRPTVdWRkpsWnV0S0tHUT09
Meeting ID: 204 713 7981
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Sábado (04-Julho) | 11:00

TEMA: Protocolos de Higiene na Cafeteria

Participação de Daniel Carvalho/55 Coffee Hub

Farmacêutico Industrial com especialização em Tecnologia de Alimentos e MKT – depois de 12 anos trabalhando nas principais multinacionais farmacêuticas, resolveu virar a mesa, se especializou no mercado de cafés especiais com foco em hábito de consumo e hoje a frente da consultoria 55 Coffee Hub tem como objetivo ajudar no desenvolvimento do mercado de cafés, levando o consumidor a perceber esse avanço na sua xícara, conectando e inspirando as pessoas através do café. Daniel é o idealizador e organizador da Copa São Paulo Hario V60

LINK ZOOM PARA ACESSO:
https://us04web.zoom.us/j/2047137981?pwd=ZGozdnlKamRPTVdWRkpsWnV0S0tHUT09
Meeting ID: 204 713 7981
Password: retomada


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